#Dia 274
Sensualidade
Passa, desliza, sem pressa,
Sabe que o tempo é seu.
Sensualidade nunca tropeça,
Move-se no que jamais conheceu
Olhos que falam sem rima,
Voz que sussurra o fervor
Sensualidade senpre se anima,
Ela conduz ao estupor
Onde há medo, se aproxima,
No toque, a pele responde.
Sensualidade jamais se finda,
Sabe onde o limite se esconde.
Não é jogo, nem insistência,
Mas magnetismo, presença e cor.
Sensualidade é a cadência,
Do desejo e do fim do pudor.
Eder B. Jr.
Dessa arte ele entende direitinho, já que é o feliz escolhido de uma verdadeira deusa da sensualidade… Dignoooooos! GRIIIITO.. Seus lindos… Sou fã! Tá, parei. 😅🙃🤌❤️
A ansiedade me consumindo e acabando com a minha paz
Eu espero conseguir voltar aqui com vocês na semana que vem, já com data para o lançamento de churrasco grego, que pretendo lançar de forma física também
#desafio 365 dias
Dia 51- Fale sobre um livro que você não entendeu ou teve bastante dificuldade para entender.
Há livros de conforto; livros instigantes; livros que trazem novas perspectivas a cerca de algum conhecimento que você já tem; livros que te ensinam algo novo; que te fazem rir ou chorar... e há livros que te chamam de burra. É o caso de “Ideias para uma Fenomenologia Pura e para uma Filosofia Fenomenológica”, de Edmund Husserl.
O filósofo e matemático busca um olhar filosófico que se contrapôs ao pensamento positivista do século 19. Talvez por nossa escola (ao menos nos anos 80 e 90 quando estudei) ainda fosse tão cartesiana, ou ainda na universidade as discussões filosóficas fossem tão dialéticas, eu me peguei batendo a cabeça para apreender o sentido da intencionalidade da consciência acerca dos fenômenos.
Não entenderam a última coisa que eu disse? Também não. Sigamos.
Poutz, Husserl… As aulas de filosofia do direto, voltando do passado longínquo para me assombrar. Acho que até hoje, não entendi direito este livro. Aliás, tenho um trauma, com um professor que me deu nota mais baixa, para me incentivar a me esforçar mais. 🫠🤦♀️
O amor è abismo
feito de céu
no qual mergulho
a cada gorgeio
pela manhã libertado
e zingro sem noite,
sem nado
e sem norte
além do véu prateado
entre ilhas oníricas
contigo feliz ao meu lado.
💞
Alberto Busquets.
#Desafio 051
ÓDIO
O ódio, o sentimento que todos sentimos, mas nenhum de nós admite, o pecado que habita em todas as almas, as trevas que trancafiamos sobre nossa casca!
Ele é o fogo que nos queima por dentro, o ácido que corrói até os ossos, o monstro que mantemos enjaulado! por toda vida tentamos domá-lo!
Mas as vezes tudo se complica, a vida não facilita, e a fera esfomeada, já não suporta mais ficar calada, as celas que lhe prendem, já são frágeis demais para prendê-la e seu domador já não tem forças para impedi-la! E então ela escapa!
Imprevisível, incontrolável e insaciável! Ela toma o controle! E em sua ferocidade nos faz confundir coragem com crueldade! E só depois de muito tarde notamos, que tudo o que restou foi orgulho e solitude
Adorei tanto este texto, amigo! Ele é forte, mas tem ritmo. Soa poético e impactante, e ao mesmo tempo, suaviza nos momentos certos, inclusive imbuindo o leitor a auto análise. Adorei!
O beija-flor veio
A flor esperou
Ele sorveu o nectar
Depois partiu
No dia seguinte
voltou
E no outro
E no outro (…)
Nunca prometeu
Nunca pediu
Nem insistia
Ainda assim
toda manhã
a flor abria
Esperançada.
🩵
se ame sem escusa
avesso à contrapartida
se ame em teor de ave
em forma d'asa e ninho
se ame destemendo o fogo
e a fumaça colonize a Terra
se ame para sempre
e como nunca
no parco tempo
usucapido o amor
decore-se
com verbos de cor
os metros cúbicos
correm ralo adentro
antes que esgote
antes do encontro
amemos
perdidamente.
Eu tenho um verdadeiro orgulho de poder ler textos tão bem elaborados, compostos por poetas sensíveis, assim. Sempre é uma satisfação imensa te ler, Adriel! ,
ECOS
Eu sou apenas
Uma tradutora de sentimentos.
Meus poemas são lamentos,
Vozes, que perpetuam
aqui dentro
Ecos, de risos e tormentos.
Se eu escrevo nestas páginas,
É porque você está lendo.
#desafio 51/365
Jusley Naiane
#Desafio 51
*Arco-íris abissal*
Fecho os olhos para descansar,
O peso do corpo cede à gravidade,
Me entrego ao sono.
Em repouso, sinto a mente relaxar.
O peso some e a dormência
Toma conta do corpo.
Vou derretendo…
Ouvindo os sons ao vento,
Que, aos poucos, se transmutam,
Me transporto por sonhos intensos.
Viajo ao cenário,
De onde havia deitado
Sou guiada para outro lado,
Dentro do pensamento.
Belas imagens.
Paisagem floreada,
Natureza reservada:
As águas…
O sol…
O reflexo dos raios em prisma…
O vento que uiva e me acaricia…
Gotas de cristal,
Arco-íris abissal em prisma,
E o pote de ouro ao final.
MarU
Livro: Vida Urbana
Autor: Lima Barreto
Lançamento: 1953 (publicação póstuma)
Vida Urbana é uma coletânea de crônicas e contos de Lima Barreto que retrata a vida cotidiana do Rio de Janeiro no início do século XX. Com sua escrita crítica e sarcástica, o autor denuncia as desigualdades sociais, o racismo, a burocracia e as hipocrisias da sociedade da época. O livro é um reflexo do olhar atento e inconformado de Barreto sobre a modernização da cidade e seus impactos na população, mantendo sua relevância até os dias atuais.
#domíniopúblico
#Clássicos
Livro: Um Especialista
Autor: Lima Barreto
Lançamento: 1921
Um Especialista é um conto curto de Lima Barreto que satiriza a figura dos "especialistas" da sociedade, ironizando a forma como certas pessoas se tornam referência em determinados assuntos, muitas vezes sem real competência. Com seu tom crítico e humor mordaz, o autor expõe a superficialidade e o pedantismo da elite intelectual da época.
#domíniopúblico
#Clássicos
Livro: Recordações do Escrivão Isaías Caminha
Autor: Lima Barreto
Lançamento: 1909
Primeiro romance de Lima Barreto, Recordações do Escrivão Isaías Caminha é uma crítica contundente à sociedade brasileira da época, especialmente ao preconceito racial e ao jornalismo sensacionalista. A obra acompanha a trajetória de Isaías Caminha, um jovem mulato talentoso que sonha com ascensão social e intelectual, mas enfrenta constantes barreiras devido à sua cor e origem humilde. Ao tentar uma carreira no Rio de Janeiro, ele se depara com a hipocrisia e corrupção nos bastidores da imprensa. Com tom autobiográfico e escrita ácida, o livro denuncia as desigualdades do Brasil da Primeira República, mantendo-se relevante até os dias atuais.
#domíniopúblico
#Clássicos
Livro: Quase ela deu o sim, mas...
Autor: Lima Barreto
Lancçamento: 1921
O conto "Quase ela deu o sim, mas..." foi publicado na revista Careta, em janeiro de 1921. Traz a divertida história do indolente Cazu e a esperta viúva Ermelinda, com a ironia e as descrições humanas precisas de Lima Barreto.
#domíniopúblico
#Clássicos
Livro: Os Bruzundangas
Autor: Lima Barreto
Lançamento: Publicado postumamente em 1923
Os Bruzundangas é uma sátira política e social na qual Lima Barreto cria um país fictício, a República dos Bruzundangas, para ironizar a realidade do Brasil da Primeira República. Por meio de narrativas curtas e bem-humoradas, o autor expõe as injustiças, a corrupção, a burocracia ineficiente e a hipocrisia das elites. A obra, apesar de lúdica e fantasiosa, reflete com precisão os problemas estruturais da sociedade brasileira da época, muitos dos quais permanecem atuais.
#domíniopúblico
#Clássicos
Ladainha
Acabo de lembrar de um poema que compus nos idos de 1994.
Estou no trem, e ele me veio à lembrança de uma vez, inteirinho, cantadinho. Lembro até da professora que lhe deu o nome - "Ladainha", por conta de suas rimas internas e trançadas. Ter boa memória não é tudo, mas que ajuda, ajuda...
Aqui vai ele (antes que o esqueça de novo):
🌓
LADAINHA
O meu triste pranto,
De tanto chorar,
Faz amar a vida
Querida, cantar,
Dar o ar do meu canto
– meu santo da dor –
Na cor do seu manto
Eu canto o amor.
Não sei se a quero:
Espero que sim...
Assim o meu dia
Seria sem fim!...
A mim ela ama:
Me chama, me adora;
Agora, ela acalma
Minh'alma, que chora...
🌗
Aaah, discordo respeitosamente de sua professora. Não li nenhuma ladainha. E o que me encanta é poder enxergar o menininho que compôs esse poema lindo, tão cheio de ritmo e palavras bem encaixadas. Às vezes, quando leio algo seu assim, antigo. Fico pensando se meu filhinho, será assim também daqui a um pouquinho?! 🥰🤌👏👏👏🥹 Liiindo, tenho certeza que deixaria a sua mãe orgulhosa.
Livro: O Triste Fim de Policarpo Quaresma
Autor: Lima Barreto
Lançamento: Publicado originalmente em formato de folhetim em 1911 e como livro em 1915
Um dos romances mais importantes da literatura brasileira, O Triste Fim de Policarpo Quaresma acompanha a trajetória de Policarpo Quaresma, um patriota fervoroso que acredita na valorização da cultura e identidade nacional. Seu idealismo o leva a defender mudanças radicais, como a adoção do tupi como língua oficial do Brasil. No entanto, seu nacionalismo ingênuo e utópico o coloca em conflito com a realidade política e social do país, culminando em um desfecho trágico. Com uma crítica afiada à sociedade brasileira da Primeira República, Lima Barreto constrói uma narrativa envolvente e reflexiva sobre os desafios do Brasil e de seus sonhadores.
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#Clássicos
Livro: O Subterrâneo do Morro do Castelo
Autor: Lima Barreto
Lançamento: Publicado postumamente em 1935
Este romance inacabado de Lima Barreto apresenta uma trama que mistura realismo e fantasia, explorando o cenário histórico do Rio de Janeiro e suas transformações urbanas. A narrativa gira em torno de um misterioso subterrâneo descoberto no Morro do Castelo, envolvendo personagens que representam diferentes classes sociais e seus conflitos. Com sua crítica mordaz e olhar atento às desigualdades da sociedade, Barreto constrói uma história envolvente, carregada de reflexões sobre o Brasil da época.
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#Clássicos
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