Universo da obra
Universo da obra
Ah! la guerre, elle en fait, du mal! Cest la mort de la culture... Oui, quand les garçons partent, les meilleurs bras sen yont, on le voit bien à la besogne; et quand ils reviennent, dame! ils sont changés, ils n'ont plus le ceur à la charrue... Vaudrait mieux le cholera que ta Guerre! (La Terre). Emire Zota.
Au cours de ces derniires années on a pu voir surgir des cerveaux masculins de merveilleuses découvertes, découvertes detournées de leur portéc humanitaire, il est vraie, mais qui n'en sont pas moins destinées a rendre au monde d'inappreciables services. En faveur de cet elargissemont de bUVhorizon, la femme a-t-elle fait preuve dune ingeniosité equivalente? Une SuissEsse. Ão engenho do homem, de maior alcance, póde a mulher opôr a força da sua tenacidade e a do seu sentimento. Nem só o talento é criador. O génio do homem conseguirá
plantar novos ideais no cérebro humano, mas só na bondade criteriosa da mulher e na clarividencia do seu espirito bem' convencido encontrará o mundo verdadeira base para a sua futura civilização. Ainda somos barbaros. A política só póde seduzir as mulheres como um instrumento contra a guerra. O direito dos homens não vai tão longe quanto eles pensam. As mulheres tambem' têm o seu: o de defenderem o seu amor.
Se o sangue e o ódio são indispensaveis ao mundo, que lhe baste o que fazem verter os criminosos, cujas paixões explodem pela violência do seu temperamento doentio ou por desgraças imprevistas e fortuitas. Mais do que nenhum outro homem, o que se dedica á carreira das armas tem de ser severo para comsigo mesmo e levar para a comunhão dos quarteis a inabalavel decisão do respeito á lei e do amor á ordem. À
sua responsabilidade para com a sociedade é tremenda. Quando a Pátria entrega uma espada a um homem, não diz: isto é para matar; mas sim: isto é para defender. Todas as forças impulsivas .serão perigosas senão forem subordinadas á reflexão. Nenhum tesouro comparavel ao de uma boa mentalidade.
Os que apregoam o assassinato politico como um acto de libertação social, cometem ao mesmo tempo um crime de lesa humanidade e um erro de observação historica. Nunca um facto de tal ordem conseguiu mais do que fortificar nos outros pela comiseração e o respeito que a morte inspira, as tendencias que esse mesmo acto procurou, ou simulou combater, suprimindo à vida de um honem.
Quando se atira uma pedra a um lago ergue-se dele uma coluna dagua tanto mais alta, quanto com mais força ela tenha sido arrojada. E então quando essa agua tenha a côr do sangue, suja sempre, indelevelmente os interessados que, de longe ou de perto, para observarem p baque, lhe recebam os-salpicos... À guerra é cada vez mais uma questão de interesse. Dinheiro e nada mais. Ambição e cobiça, que a murros e a ponta-pés, atiram para a morte gente que neste mundo não
desejava outra cousa senão: — viver! viver! Quantos homens sacrificados pela ganancia insaciavel do .ouro...que terá de cair nas algibeiras alheias! (Quando nos sacrificamos pelo nosso ideal, vá! mas .pelo o dos outros!?... E proclamarmos nós a independencia do espirito e da vontade do homem!... Decididamente o Egoismo, ainda é o pastor que dirige os rebanhos.
Sempre que me comunicam o nascimento de um: menino encho-me de piedade pelo seu futuro, na suposição de que lá o espera, numa esquina da Adolescencia, o fantasma execravel da guerra. Se queres ser forte, sê paciente; se queres ser justo, sê piedoso. À cólera é uma fraqueza: alucina; e a piedade dá aso á reflexão. Disciplina o teu sentimento. Guerra nobre é só a que travamos contra os nossos
erros e as nossas proprias fraquezas. Não confundamos disciplina com severidade. A boa mãi disciplina os filhos pequenos entre sorrisos. Disciplinar é fazer criar habitos, dessa atilada educação exercida desde o berço, o homem leva depois para o tumulo da vida a correcção de actos que o revestem de uma armadura natural, e que é a melhor defesa, para muitos perigos eventuais... Todas as questões podem-ser derimidas sem o auxilio das armas. Fa
çam as leis novas, em' que a Palavra tenha soberania. Andamos nós tontas a perguntar umas ás outras: qual a maneira de, acabar com a guerra? E nenhuma voz responde á nossa aflição. Mas não nos cansemos de interrogar procurando ao mesmo; tempo educar o povo, tornando-o trabalhador, ordeiro, lúcido, amante da verdade e da justiça e tão consciente do seu valor quanto respeitador do valor e da felicidade alheia. E quando tudo isso fôr conseguido... Quem sabe ?...
Não digais nunca aos vossos filhos que a humanidade é má. Fazeilhes antes decorar os nomes dos grandes bemfeitores, de todos os que arriscam a própria vida pelo bem dos outros!
Maternidade, de Júlia Lopes de Almeida, é uma obra clássica brasileira em domínio público disponível gratuitamente no Literunico para leitura online em HTML. Esta edição digital organiza 22 capítulos com fonte pública consolidada no Internet Archive, capítulos publicados, espelhos de conteúdo completos e metadados preparados para busca, redes sociais e pesquisa por IA.
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