Quem perdeu a campanha 365 dias / R$365,00 vai ter uma nova chance.
O selo bronze L3 irá para os cadastrados no site até 31/01/2025.
Quem tiver 31 posts no Literunico, dentro dos critérios, na data, poderá ainda retornar para a brincadeira.
Mas essa será a última possibilidade, tanto de chegar no fim do ano com um dinheiro extra, só por postar, quanto de fazer parte do pódio de selos principais que a plataforma vai ter.
Os detentores de um desses 3 selos serão os únicos que poderão fazer parte da ação de Fevereiro que tende a ser a principal ação financeira do ano para escritores.
Chame os amigos! Não se esqueçam que links do site copiados por vocês vão com seu código de referência e quem se cadastrar depois de clicar nesse link, vira seu indicado e vocês ganham 5% nas primeiras 5 transações de todos os indicados.
#VemproLiterunico
@paulafernandapoesias
Paula Fernanda de Araújo
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Inspiração Enterna
Não mereces um poema
(014 de 365)
Não mereces um poema;
Nenhuma palavra no Mundo poderá dar
A real dimensão da tua grandeza;
A verdadeira descrição da tua beleza:
És bela, somente, na sua pele fresca como a manhã;
Expiras alegria e paz por todos os poros,
E teu sorriso contido no canto dos lábios espessos,
E teu olhar suave, e teus olhos grandes e serenos
Falam-me n’alma mais que qualquer jura de amor.
Por isso não mereces um poema;
Qualquer poema que este tolo trovador pudesse compor,
Por mais perfeito que fosse,
Seria uma ofensa brutal à tua singeleza,
À tua graciosidade.
És divina, és muito mais do que
A sabedoria humana consegue definir.
Não mereces, Amor, um poema;
Mereces muito mais que isso: mereces um Amor,
Que é a melhor forma que o Homem encontrou
De dizer: “Muito obrigado por existires”
E que, também, é o único sentimento
Verdadeiramente digno de habitar o teu peito.
Não mereces poemas;
E nem precisa deles; já és por demais elevada
És mais que qualquer poesia; és uma oração
Que a mim, pobre mortal, cabe apenas repetir, em ladainha:
És, por excelência, senhora de todos os corações do Mundo
Ao mesmo tempo em que és tão simples, tão pura,
Qual uma criança na sua inocência; tal qual uma flor.
Não mereces poesias;
Mereces ser feliz; mereces amar
Mereces que a própria Criação se curve ante seus pés
Para reverenciar-te, com emoção, e abençoar-te;
Mereces que a própria vida que emanas do teu olhar
Seja tua escrava, tua ama, a lhe fazer as vontades.
Mereces alguém que te faça feliz
Mereces alguém que te sinta na pele; que te faça se sentires viva.
Mereces mais que palavras, mais que gestos de carinho:
Mereces um Amor Sincero.
Como eu.
(014 de 365)
Não mereces um poema;
Nenhuma palavra no Mundo poderá dar
A real dimensão da tua grandeza;
A verdadeira descrição da tua beleza:
És bela, somente, na sua pele fresca como a manhã;
Expiras alegria e paz por todos os poros,
E teu sorriso contido no canto dos lábios espessos,
E teu olhar suave, e teus olhos grandes e serenos
Falam-me n’alma mais que qualquer jura de amor.
Por isso não mereces um poema;
Qualquer poema que este tolo trovador pudesse compor,
Por mais perfeito que fosse,
Seria uma ofensa brutal à tua singeleza,
À tua graciosidade.
És divina, és muito mais do que
A sabedoria humana consegue definir.
Não mereces, Amor, um poema;
Mereces muito mais que isso: mereces um Amor,
Que é a melhor forma que o Homem encontrou
De dizer: “Muito obrigado por existires”
E que, também, é o único sentimento
Verdadeiramente digno de habitar o teu peito.
Não mereces poemas;
E nem precisa deles; já és por demais elevada
És mais que qualquer poesia; és uma oração
Que a mim, pobre mortal, cabe apenas repetir, em ladainha:
És, por excelência, senhora de todos os corações do Mundo
Ao mesmo tempo em que és tão simples, tão pura,
Qual uma criança na sua inocência; tal qual uma flor.
Não mereces poesias;
Mereces ser feliz; mereces amar
Mereces que a própria Criação se curve ante seus pés
Para reverenciar-te, com emoção, e abençoar-te;
Mereces que a própria vida que emanas do teu olhar
Seja tua escrava, tua ama, a lhe fazer as vontades.
Mereces alguém que te faça feliz
Mereces alguém que te sinta na pele; que te faça se sentires viva.
Mereces mais que palavras, mais que gestos de carinho:
Mereces um Amor Sincero.
Como eu.
Viajante
despir o novo
encontrar-se perdido
estrangeiro, desconhecido
viajar desafia
pula-se a muralha aramada
da rotina
cair outra vez no mistério
tatear de novo no escuro
prazer contra todas as moedas
faço minhas malas
digo adeus ao que fui
ao voltar não serei eu
pois onde vou me deixo
também trago novos ares
viajo para desentender
para sair do corpo
para colar penas
nestas asas famintas.
despir o novo
encontrar-se perdido
estrangeiro, desconhecido
viajar desafia
pula-se a muralha aramada
da rotina
cair outra vez no mistério
tatear de novo no escuro
prazer contra todas as moedas
faço minhas malas
digo adeus ao que fui
ao voltar não serei eu
pois onde vou me deixo
também trago novos ares
viajo para desentender
para sair do corpo
para colar penas
nestas asas famintas.
Festim
os dedos ávidos
tateiam o volume
descortinam a carne
a língua fala o desejo
lambendo o batom
a refeição está servida
de joelhos, ora à volúpia
entre quatro paredes
come o fruto proibido
os pequenos lábios escorrem
os grandes abocanham
idas e vindas vorazes
estalos úmidos
na boca melada o latejo
nascente do desejo
o monte erupciona
o prazer culmina
a polpa carmim
engole o viscoso
festim.
#
os dedos ávidos
tateiam o volume
descortinam a carne
a língua fala o desejo
lambendo o batom
a refeição está servida
de joelhos, ora à volúpia
entre quatro paredes
come o fruto proibido
os pequenos lábios escorrem
os grandes abocanham
idas e vindas vorazes
estalos úmidos
na boca melada o latejo
nascente do desejo
o monte erupciona
o prazer culmina
a polpa carmim
engole o viscoso
festim.
#
#
Quero-te.
Quero-te despida
das roupas,
das neuras
e de qualquer outra vida.
Quero-te agora
deitada,
aberta,
arfante.
Quero-te
convidativa.
Quero-te
amante.
Quero-te como
o mar toma a areia...
Quero-te
com o vigor
da onda,
e o torpor
que a brisa
anseia.
Quero-te
com olhos de fome,
e boca de sede.
Quero-te
viva e nua.
Quero-te
descansada,
encharcada
pedindo baixinho
à lua
o meu enverede.
Quero-te contorcendo
os céus
Enquanto te lambo...
Quero-te em prosa e verso,
gemendo e gerando
nossa melodia.
Quero querer-te
todo dia.
Quero-te na mordida
e mordendo,
chupando
e gozando...
Quero-te braille
para lê-la com
meus dedos.
Quero-te plena.
Quero-te tarde.
Quero-nos cedo.
Alberto Busquets.
#Desafio 017
Quero-te.
Quero-te despida
das roupas,
das neuras
e de qualquer outra vida.
Quero-te agora
deitada,
aberta,
arfante.
Quero-te
convidativa.
Quero-te
amante.
Quero-te como
o mar toma a areia...
Quero-te
com o vigor
da onda,
e o torpor
que a brisa
anseia.
Quero-te
com olhos de fome,
e boca de sede.
Quero-te
viva e nua.
Quero-te
descansada,
encharcada
pedindo baixinho
à lua
o meu enverede.
Quero-te contorcendo
os céus
Enquanto te lambo...
Quero-te em prosa e verso,
gemendo e gerando
nossa melodia.
Quero querer-te
todo dia.
Quero-te na mordida
e mordendo,
chupando
e gozando...
Quero-te braille
para lê-la com
meus dedos.
Quero-te plena.
Quero-te tarde.
Quero-nos cedo.
Alberto Busquets.
#Desafio 017
O Que Sou
sou os tombos que levei
as cicatrizes que deixaram
sou as vezes que errei
crendo ser coisa certa
sou todo dúvida, mente aberta
sou bicho, natureza e música
sou impulso, não me seguro
também inseguro e pierrot
quem sou? nem sei
mero civil dentro da lei
todo café que já tomei
e, nele, o poema que pensei
poeta do espontâneo
verso o que transpira
fenômeno cutâneo d'alma
sou a essência que inalei
e instalei na lembrança
sou o banco onde sentei
e neles aquilo que devaneei
sou caos e dilemas
os sonhos não realizados
insônias, preguiças, problemas
tanta coisa
nem cabe no poema
sou os pores do sol que admirei
toda lua cheia por qual enamorei
o choro, o riso, a raiva, o tédio, o gozo
montanha-russa
sou deslocado
não sou desta geração
sou pop, rock e blues
tenho medo
do mundo e da solidão
sou girassol em busca da luz.
sou os tombos que levei
as cicatrizes que deixaram
sou as vezes que errei
crendo ser coisa certa
sou todo dúvida, mente aberta
sou bicho, natureza e música
sou impulso, não me seguro
também inseguro e pierrot
quem sou? nem sei
mero civil dentro da lei
todo café que já tomei
e, nele, o poema que pensei
poeta do espontâneo
verso o que transpira
fenômeno cutâneo d'alma
sou a essência que inalei
e instalei na lembrança
sou o banco onde sentei
e neles aquilo que devaneei
sou caos e dilemas
os sonhos não realizados
insônias, preguiças, problemas
tanta coisa
nem cabe no poema
sou os pores do sol que admirei
toda lua cheia por qual enamorei
o choro, o riso, a raiva, o tédio, o gozo
montanha-russa
sou deslocado
não sou desta geração
sou pop, rock e blues
tenho medo
do mundo e da solidão
sou girassol em busca da luz.
Se tá chovendo, aceita
Se o sol brilha, caminha
A vida segue sozinha
E o tempo, ajeita
A tristeza traz lição
A dor molda a essência
Na dificuldade, a paciência
Escolhe o coração
Segue leve, não se apega
Mas sente o que te move
Porque o instante é breve
E a vida sempre vai
Passando…
Se o sol brilha, caminha
A vida segue sozinha
E o tempo, ajeita
A tristeza traz lição
A dor molda a essência
Na dificuldade, a paciência
Escolhe o coração
Segue leve, não se apega
Mas sente o que te move
Porque o instante é breve
E a vida sempre vai
Passando…
Inalcançável
Eu vou te amar de longe;
Assim como as aves
Que não voam,
Mas sonham
Em alcançar o céu.
Vou te buscar
Em cada estrela.
Cada ponto a brilhar
Me lembrará,
Como é lindo seu olhar.
E talvez por hoje,
Só por hoje,
Eu ainda possa
Te encontrar,
Nos meus sonhos.
Eu vou te amar de longe;
Assim como as aves
Que não voam,
Mas sonham
Em alcançar o céu.
Vou te buscar
Em cada estrela.
Cada ponto a brilhar
Me lembrará,
Como é lindo seu olhar.
E talvez por hoje,
Só por hoje,
Eu ainda possa
Te encontrar,
Nos meus sonhos.
Insatisfação
Faz tempo que não escrevo safadezas
Também elas não me satisfazem
A carne que tem memória do seu feitiço
Ou a memória que tem o cheiro da sua carne?
Não sei…
Sei apenas que existem esses dias que existo menos
subjugada pelos meus desejos
Eles protestam o que querem e só isso poderá satisfaze-los
O que quero não posso me dar
Tudo grita dentro de mim
Tudo calo
Você não vê?
Parece que vou rachar ao meio
Só por te querer
Faz tempo que não escrevo safadezas
Também elas não me satisfazem
A carne que tem memória do seu feitiço
Ou a memória que tem o cheiro da sua carne?
Não sei…
Sei apenas que existem esses dias que existo menos
subjugada pelos meus desejos
Eles protestam o que querem e só isso poderá satisfaze-los
O que quero não posso me dar
Tudo grita dentro de mim
Tudo calo
Você não vê?
Parece que vou rachar ao meio
Só por te querer