Olá minha cara amiga
a quanto tempo não lhe vejo
andei por aí a tentar preencher
espaços vazios
acabei por te negligenciar
estava ocupado entre caminhos
percorri algumas trilhas novas
sem sucesso
acho que morri
mas o vidro ainda embaça
com minha sôfrega respiração
estou vivo
entre um cigarro e outro
depois de vários tragos quentes
voltei ao lugar em que estava
talvez mais sábio, ou não
me pergunto o que me falta
e abunda o silêncio
nem rezar rezo mais
perdi a fé
dos tropeços e prazeres
tudo abstrato e obscuro
sou ninguém em mim mesmo
enxerto de nada em pele humana
pois é minha amiga
voltei para ti
para não estar tão só
em tuas letras me aconchego
Edu Liguori
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Inspiração Enterna
calmo deslizo
por tua água
duas carnes
macias
valsando
duas chamas
bailando
arquejantes
pelos eretos
corpos arfantes
indo e vindo
provando-se
incêndio
entre quatro paredes
de quatro
de ladinho
decúbito
missionária
louvando ao delírio
do gozo!
#
por tua água
duas carnes
macias
valsando
duas chamas
bailando
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entre quatro paredes
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de ladinho
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louvando ao delírio
do gozo!
#
LOUCURA
Fera incontrolada, loucura enraizada, devasta aquilo que toca, viola aquilo que pega.
Loucura indomada que assombra a mente dos homens, loucura que faz louco, loucura que faz são.
Peste da terra que arde, peste da terra que morre, loucura brota do chão, bem perto do abismo do mundo!
Loucura é o que vê, mas não vê; loucura é o que pensa no bolso, mas vive com a alma vazia.
Loucura é quem mata e esfola, loucura é touro raivoso, derruba tudo e nem vê!
Loucura é quem pinta um quadro, escreve, desenha e dança! Loucura é amar o inútil! Loucura é soltar para o mundo sua raiva, amor e prazer!
Loucura é praga e bênção, depende de quem é o louco, depende do olho que vê.
Com tanta loucura no mundo, um louco você deve ser. Espero que seja o que pinta, escreve, desenha e dança, pois, se for o que mata e esfola, espero nunca te ver
(Esse era pra ser sério, mas não resisti a piadinha no fim kkkk )
Fera incontrolada, loucura enraizada, devasta aquilo que toca, viola aquilo que pega.
Loucura indomada que assombra a mente dos homens, loucura que faz louco, loucura que faz são.
Peste da terra que arde, peste da terra que morre, loucura brota do chão, bem perto do abismo do mundo!
Loucura é o que vê, mas não vê; loucura é o que pensa no bolso, mas vive com a alma vazia.
Loucura é quem mata e esfola, loucura é touro raivoso, derruba tudo e nem vê!
Loucura é quem pinta um quadro, escreve, desenha e dança! Loucura é amar o inútil! Loucura é soltar para o mundo sua raiva, amor e prazer!
Loucura é praga e bênção, depende de quem é o louco, depende do olho que vê.
Com tanta loucura no mundo, um louco você deve ser. Espero que seja o que pinta, escreve, desenha e dança, pois, se for o que mata e esfola, espero nunca te ver
(Esse era pra ser sério, mas não resisti a piadinha no fim kkkk )
MEIA E QUATRO
Tem força andando armada, braço que esgana, mão que espanca! Resto de praga dos anos sessenta.
Eu ouço o som das botas, todas no mesmo som, todas no mesmo ritmo!
Gira a arma pra lá, gira a arma pra cá, esquerda vou ver, direita vou ver, palmas, palmas vou ouvir!
Palmas, palmas! Palmas do esquecimento. Palmas, palmas! Palmas que desprezam o passado!
Moças loucas por fardas, homens que engolem botas! Todos eles esqueceram ou nenhum deles se importa!
Todo o sangue derramado! Todo o grito sumido e nunca mais encontrado! Toda carne moída, toda a dor suportada! Todo herói esfolado, cada dor suportada, cada vida perdida! Tudo, tudo esquecido!
Mas eu, eu vou me lembrar! Pois meu sangue que corre vem de terra latina! Vou negar esse braço, recusar essa mão, vou cuspir nessa marcha, desprezar essa farda! Vou cruzar os meus braços, palmas minhas não terão!
E você, meu amigo, cria desse Brasil, se for mesmo bom homem, fará como eu fiz! Vai negar essa peste, desprezar esse rastro! Vai lembrar dessa história, lamentar esse sangue e vai negar suas palmas para os monstros de farda.
Nota: Uma homenagem aos heróis do Brasil, os que conhecemos e os que nunca vamos conhecer!✊
Tem força andando armada, braço que esgana, mão que espanca! Resto de praga dos anos sessenta.
Eu ouço o som das botas, todas no mesmo som, todas no mesmo ritmo!
Gira a arma pra lá, gira a arma pra cá, esquerda vou ver, direita vou ver, palmas, palmas vou ouvir!
Palmas, palmas! Palmas do esquecimento. Palmas, palmas! Palmas que desprezam o passado!
Moças loucas por fardas, homens que engolem botas! Todos eles esqueceram ou nenhum deles se importa!
Todo o sangue derramado! Todo o grito sumido e nunca mais encontrado! Toda carne moída, toda a dor suportada! Todo herói esfolado, cada dor suportada, cada vida perdida! Tudo, tudo esquecido!
Mas eu, eu vou me lembrar! Pois meu sangue que corre vem de terra latina! Vou negar esse braço, recusar essa mão, vou cuspir nessa marcha, desprezar essa farda! Vou cruzar os meus braços, palmas minhas não terão!
E você, meu amigo, cria desse Brasil, se for mesmo bom homem, fará como eu fiz! Vai negar essa peste, desprezar esse rastro! Vai lembrar dessa história, lamentar esse sangue e vai negar suas palmas para os monstros de farda.
Nota: Uma homenagem aos heróis do Brasil, os que conhecemos e os que nunca vamos conhecer!✊
DOIS DESCONHECIDOS
Estou no mercado na véspera de Natal na fila das frutas e verduras quando chego minha vez de pesar minhas compras eu falo:
—Boa tarde Senhora, como estão às coisas?
— Muito trabalho, bem movimentado aqui no hortifruti e o Senhor como vai?
— Tranquilo, vou logo para casa depois de um longo dia de trabalho.
— Depois daqui irei me reunir como minha família.
— Sempre é bom né!
— Terminei!
— Feliz Natal para Senhora!
— Obrigada. Desejo igualmente para Senhor!
Nos despedimos e acabou aquele diálogo feito por dois desconhecidos que não sabem nem o nome um do outro.
Pedro Barretho
Obra publicada no recanto das letras, todos os direitos reservados.
Estou no mercado na véspera de Natal na fila das frutas e verduras quando chego minha vez de pesar minhas compras eu falo:
—Boa tarde Senhora, como estão às coisas?
— Muito trabalho, bem movimentado aqui no hortifruti e o Senhor como vai?
— Tranquilo, vou logo para casa depois de um longo dia de trabalho.
— Depois daqui irei me reunir como minha família.
— Sempre é bom né!
— Terminei!
— Feliz Natal para Senhora!
— Obrigada. Desejo igualmente para Senhor!
Nos despedimos e acabou aquele diálogo feito por dois desconhecidos que não sabem nem o nome um do outro.
Pedro Barretho
Obra publicada no recanto das letras, todos os direitos reservados.
#desafio 365 dias
Dia 15 - Fale sobre um livro que você sentiu que não poderia fazer mais nada enquanto não terminasse de ler.
Eu sou uma pessoa que, normalmente, não gosto de humor. Porém, um dia tropecei no Guia do Mochileiro das Galáxias (1979) e o humor sarcástico de Douglas Adams me prendeu de uma forma inesquecível.
É um dos poucos livros (no caso o primeiro volume da trilogia de cinco livros!) que me tirou o sono e eu vi amanhecer. Também é um dos poucos livros que eu, vez por outra, pego para reler trechinhos.
No livro, é narrada a história de Arthur Dent, quando este descobre que a Terra está prestes a ser destruída para a construção de uma via expressa hiperespacial!!!!
Amo demais o humor irreverente, os trocadilhos e as críticas sociais.
E lembre-se: "Não entre em pânico" (Don't Panic) e sempre leve uma toalha consigo!
Dia 15 - Fale sobre um livro que você sentiu que não poderia fazer mais nada enquanto não terminasse de ler.
Eu sou uma pessoa que, normalmente, não gosto de humor. Porém, um dia tropecei no Guia do Mochileiro das Galáxias (1979) e o humor sarcástico de Douglas Adams me prendeu de uma forma inesquecível.
É um dos poucos livros (no caso o primeiro volume da trilogia de cinco livros!) que me tirou o sono e eu vi amanhecer. Também é um dos poucos livros que eu, vez por outra, pego para reler trechinhos.
No livro, é narrada a história de Arthur Dent, quando este descobre que a Terra está prestes a ser destruída para a construção de uma via expressa hiperespacial!!!!
Amo demais o humor irreverente, os trocadilhos e as críticas sociais.
E lembre-se: "Não entre em pânico" (Don't Panic) e sempre leve uma toalha consigo!
Fechamos o balanço até 2024!
"Noites em Claro" vendeu 63 livros em versão impressa
"Perdições" foram 8 impressos e 10 digitais + 704 páginas lidas no KU
Vamos continuar sonhando e esperando que mais leitores entrem em contato com nossa obra.
Agradeço de coração todos que compraram os livros, mais ainda aqueles que comentaram, avaliaram e ajudam na divulgação.
Somos pequenos, mas temos muito orgulho do que já entregamos!
Feliz 2025 para todos os amantes da literatura e da poesia!
"Noites em Claro" vendeu 63 livros em versão impressa
"Perdições" foram 8 impressos e 10 digitais + 704 páginas lidas no KU
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Agradeço de coração todos que compraram os livros, mais ainda aqueles que comentaram, avaliaram e ajudam na divulgação.
Somos pequenos, mas temos muito orgulho do que já entregamos!
Feliz 2025 para todos os amantes da literatura e da poesia!