Uma das coisas que mais gosto de ter possibilitado com o Literunico são essas abas no perfil que mostram publicações com epub, seus produtos sendo vendidos na loja, as postagens em vídeos ou fotos e em breve, ao invés de compartilhamentos, vai ter o "depoimentos" (que vocês sabem bem o que é) e o "varal" do cordel. Uma aba no perfil onde você pode guardar o que encontrar de mais especial, com curtos comentários em texto, em um formato horizontal, em linhas.
Por fim, o espaço "Resenhas".
#desafio 365 dias
Dia 15 - Fale sobre um livro que você sentiu que não poderia fazer mais nada enquanto não terminasse de ler.
Eu sou uma pessoa que, normalmente, não gosto de humor. Porém, um dia tropecei no Guia do Mochileiro das Galáxias (1979) e o humor sarcástico de Douglas Adams me prendeu de uma forma inesquecível.
É um dos poucos livros (no caso o primeiro volume da trilogia de cinco livros!) que me tirou o sono e eu vi amanhecer. Também é um dos poucos livros que eu, vez por outra, pego para reler trechinhos.
No livro, é narrada a história de Arthur Dent, quando este descobre que a Terra está prestes a ser destruída para a construção de uma via expressa hiperespacial!!!!
Amo demais o humor irreverente, os trocadilhos e as críticas sociais.
E lembre-se: "Não entre em pânico" (Don't Panic) e sempre leve uma toalha consigo!
Adoro o primeiro! Os outros às vezes se arrastam (embora tenham muitas passagens sensacionais), mas o primeiro foi uma descoberta deliciosa!
Eu, que sempre gostei de ficção científica, percebi que ela podia ser cômica, e não apenas intelectual (como Asimov e Clarke). Com todos os "problemas" de continuidade que a obra tem (afinal, ela é um retalho de diversos trechos originalmente escritos para o rádio), ainda gosto de reler - e a obra está citada na minha trilogia, que vem por aí... 😊
O tema do Livro que apoia o #desafio de hoje é:
15 - Fale sobre um livro que você sentiu que não poderia fazer mais nada enquanto não terminasse de ler.
Vou falar do último livro que me fez varar a madrugada, praticamente. Desejo, da @CaDantasAutora
Não sei se consigo ser abrangente o bastante pra falar dele. Dependendo do ponto de vista, pode ser considerado um dark romance, devido aos temas pesados. Mas a relação entre o casal principal é bonita, não é abusiva. Ela é a "princesinha" do crime, praticamente uma refém do pai mafioso. Ele é um lutador de passado obscuro que faz bico de segurança para esse bandido.
Tem age gap, uma coisa que eu não costumo gostar, mas é encaixado de uma forma que me encantou. Gosto muito que o livro segue seus próprios caminhos, sem se prender a fórmulas prontas. Enfim, adorei!
Recomendo muito e deixo o link para quem quiser ler.
https://a.co/d/2qKTYOF
#Link365TemasLivros
Nossa! Muito obrigada. Agradeço tb a @sylvviarubra, sem ela esse livro seria outro, seu olhar afiado, seu senso crítico, ajudou muito a fazer de Desejo essa obra que você descreve de um jeito tão belo. Muito obrigada sempre pelo carinho. ❤️❤️
Gdánsk
(015 de 365)
Coloquei os olhos para fora da casa,
Para tentar ver um rosto amigo.
Vi as paredes de tijolos descascados,
Com panfletos colados, clamando pelo povo,
Recobertos pela fuligem das esteiras dos Panzer.
Tentei espiar algum movimento:
Agucei os ouvidos para tentar escutar
Se diziam algo aqueles velhos homens de casaco
A dar miolos de pão aos cães na calçada;
Se ainda havia sons na Dom Sprzyja
Onde as antigas prostitutas se engalfinhavam
Pelas carícias e moedas dos clientes.
Tentei abrir as narinas
Para captar o cheiro doce das broas de milho,
O cheiro acre da peixaria às sextas
O cheiro da urina dos gatos, a passear na guia.
Não consegui: o único movimento
Vinha das ratazanas a arrastar pedaços
Das carcaças dos Bohaterowie, ainda pelo chão.
O mais alto som ainda vinha
Do gorgulhar das pombas a entrar e sair
Dos telhados arrancados pelas bombas,
E dos buracos arrombados nos tijolos descascados.
As narinas só puderam captar
O resto de enxofre da pólvora,
Da carne queimada dos mieszkańców,
E do esperma alemão, sobre o sangue já seco
Das damas da Dom Sprzyja.
Coloquei os olhos para fora da alma
Para tentar ver um olhar de volta
Vindo de outra alma perdida.
E apenas vi olhares dispersos
Dos antigos soldados, a servir de cama
Para as moscas varejeiras,
A lembrar-se do fim das nossas vidas,
Da nossa Polska,
No dia primeiro e último, em Westerplatte.
Os que destruíram já se foram;
Não queriam nada aqui, apenas a destruição
Pela simples destruição.
O pó ainda revoa ao vento,
Sem achar lugar para repousar,
Nublando ainda mais o dia já nublado.
Zmiłuj!...
Vernichtung.
Os que destruíram não destruíram
Apenas casas, lojas e pessoas.
Destruíram a mim.
Destruíram a si mesmos.
Não sou mais nada.
Nem eles, tampouco.
Coloquei os olhos para fora da vida,
Para tentar não ver mais;
Para olhar com os olhos da saudade
Aquelas tardes alegres de sol
Amarelando os vermelhos tijolinhos descascados...
(Gdansk era o antigo nome da cidade polonesa de Danzig, antes da sua destruição na II Guerra. Preferi me referir ao noe original, como lembrança dos moradores mortos)
Uaaal… Não tem outra forma de descrever o que senti ao ler este texto, que não: Impactada. Uma mistura de dor com admiração pela qualidade das construções das imagens narradas. Imagens fortíssimas, muito bem escritas, o inenarrável, que ao final, nos refrigera, com a lembrança fora dos tempos de guerra e a homenagem em respeito aos descendentes advindos da região. Parabéns, Tih! Que texto.
📜 Pensamento diário:
Às vezes, as coisas parecem não estar dando certo, e isso pode ser estressante. Mas já parou para refletir sobre o que essa situação pode estar te ensinando sobre si e sobre o mundo?
Normalmente, ela trás experiências valiosas e um novo entendimento sobre você mesmo para melhorar ou de sentir bem por estar tranquilo na situação. As dificuldades muitas vezes tem lições que nos ajudam a crescer e enxergar além do momento presente.
#Desafio dos 365 dias, dia 14:
Solimë é a capital do Gran-Ducado de Chiaro, onde o Doge Regente governa. Localizada em um istmo que liga o Chiaro ao continente de Tregarost, ao Norte, a capital é a última cidade antes da fronteira com o reino élfico de Melliamne. Fundada pelos heróis Lupo e Leone, que com machado e espada em mãos unificaram o país e aumentaram sua defesa contra os ataques dos Volsungues.
Ao passar a primeira muralha você, viajante, se encontra no que a população chama de "o Meio". Aqui você encontrará encontrar diversas tavernas, como a Corurso Prateado (que antes se chamava O Gigante Dançarino) ou a Grimório Manchado (que é exclusiva para magos e seus acompanhantes).
Ao passar da segunda muralha, passará para "Dentro" e encontrará a parte mais rica da cidade. Aqui ficam os templos aos deuses da Luz, do Mar e da Sorte, além do Mercado Municipal e vários mercadores.
A última muralha abriga o Palácio do Doge, que observa a cidade do alto, à beira de um alto precipício.
O Último Dia de Aula se Tornou o Início de um Amor que Duraria para Sempre.
Premissa:
A manhã do meu último dia de aula estava ensolarada, mas o que deveria ser um momento de celebração se tornaria um marco de transformação na minha vida. O cheiro do café fresco na escola misturava-se com a expectativa e a ansiedade. Eu, Isadora, sempre fui a garota tímida, a observadora que se escondia atrás das páginas dos livros. Mas naquele dia, algo dentro de mim pulsava, como se o destino estivesse prestes a me apresentar a uma nova versão de mim mesma.
Hoje é dia de debate no Clube do Livro, então espero a participação de todos.
Lembrando que o cronograma está bem tranquilo.
Para amanhã a meta é:
16 de janeiro: Leia até a página 163.
Olá, amigos!
Você gostaria de contribuir com a produção do meu livro de poesias?
Todos os que contribuírem com o valor estipulado, já garantem o seu exemplar. É só entrar na campanha e contribuir.
https://www.literunico.com.br/campaigns/12
Desde já agradeço seu apoio! 🙏🏼🌺
#Desafio 015
Rimas soltas pelo chão da sala:
O peso suave do encantamento!
Sonha e leva-me de mãos dadas.
Abre teu mundo onde a imortalidade
reina, sem hesitar…
Porque amar um poeta é intuir
que a escrita nasce do silêncio,
do que não se diz.
O que não cabe em palavras, ecoa no peito,
transcendendo a linguagem em divina harmonia.
Ser musa, inspirar e elevar
um grandioso ser
no delicado entrelaçar
de amor e arte;
onde o Entremeio se firma e reluz.
É tornar-se, com louvor:
verso, prosa e lar.
Doce lar!
Cr💕s Ribeiro
[Crônica]
Apartamentos - Parte 01
Jorge gosta de contemplar a manhã através das grades da varanda de seu apartamento. Ele tem o hábito peculiar de pôr para tocar no celular sons passarinhais, apenas para ter na boca da lembrança o gosto doce de sua juventude interiorana. Sente falta dos pássaros enquanto ouve os cantos guturais dos carros. Ele tem muitas aves encarceradas dentro de si. As grades da sacada constantemente o lembram, de que o corpo pode estar retido mas a alma estará sempre em voo.
O maior temor de Clara: dar de cara com alguém no elevador. A pandemia plantou nela uma aversão à companhias em espaços de poucos metros quadrados e os frutos permanecem até hoje. Além disso, detesta ser obrigada a dar uma bom dia ou um sorriso qualquer (aquele tipo de obrigação que criamos para nós mesmos), quando na verdade está querendo se ver longe de quem quer que seja. Claro que ela sempre foi meio fechada para o convívio social, porém, quem tem a chave para adentrar em seu círculo limitado é amado incondicionalmente. Clara é como uma planta adaptada a um vaso, gosta de fincar raízes em espaços pequenos mas que sejam somente seus.
Ela é como um planeta que orbita distante do sol, mas que sem a sua gravidade morreria, ninguém vive sem sol. O sol de Clara é café, livros e alguns poucos amigos.
Um fato científico é que tudo tende a manter o movimento até que algo se oponha a ele, até que alguma força o freie. Fernando segue à risca esse mandamento, acorda todos os dias muito cedo e, em jejum, desce do 402 para a rua a fim de iniciar a sua corrida matinal, ou seria crepuscular? Muitas vezes a manhã ainda está limpando as remelas dos olhos e adiantando o alarme da soneca, enquanto Fernando queima suas calorias. Certo dia, inventou de correr na chuva. Como resultado, foi contemplado com 40ºC de febre e teve que parar no hospital. A vida sempre impõe um freio quando ultrapassamos a velocidade permitida.
(Continua...)
Adorei! É tão interessante poder se ler, de certa forma, dentro da narrativa. Passamos por situações assim durante a pandemia. Eu colocava o som de pássaros, do mar, de cachoeiras… Estava grávida e acabei criando um pânico social extremo. Hoje, tanto tempo depois, depois de tanto, que se passou… É bom refletir em um texto e ver o que fomos capazes de superar. 👏👏👏🥹.
Os caras estão pagando 25 moedas da cripto deles que hoje vale 13 reais cada, mais ou menos, mas quando você tenta ler os termos e condições ou os termos de privacidade, dá acesso negado!!!!!
Bom dia pessoal!
Eu tava vendo umas coisas que me deixaram aterrorizada!
Tá rolando um negócio nesse nosso Brasilzão que é roteiro pra distopia, juro!
Tem uma galera VENDENDO a iris pra uma empresa de criptomoeda gringa sem SEQUER ler os termos daquilo