Ato IV — Cena IV. Salão na casa dos Capuleto. Romeu e Julieta · Capítulo 22 de 26
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Ato IV — Cena IV. Salão na casa dos Capuleto.

Ato IV — Cena IV. Salão na casa dos Capuleto.

Entram a Senhora Capuleto e a Ama.

SENHORA CAPULETO.

Toma, pega estas chaves e busca mais especiarias, Ama.

AMA.

Pedem tâmaras e marmelos para os pastéis.

Entra Capuleto.

CAPULETO.

Vamos, mexei-vos, mexei-vos, mexei-vos! O segundo galo já cantou,

O sino de recolher já tocou, são três horas.

Vede as carnes assadas, boa Angélica;

Não poupeis despesa.

AMA.

Ide, vós, dona de casa de barrete, ide,

Ide para a cama; por minha fé, ficareis doente amanhã

Por esta vigília da noite.

CAPULETO.

Não, nem um pouco. Como! Já velei antes de agora

A noite inteira por causa menor, e nunca adoeci.

SENHORA CAPULETO.

Sim, fostes caçador de ratinhas em vosso tempo;

Mas eu vos guardarei agora de tais vigílias.

Saem a Senhora Capuleto e a Ama.

CAPULETO.

Ciúmes, ciúmes!

Entram Criados, com espetos, lenhas e cestos.

Agora, companheiro, que há aí?

PRIMEIRO CRIADO.

Coisas para o cozinheiro, senhor; mas não sei quais.

CAPULETO.

Apressa-te, apressa-te.

Sai o Primeiro Criado.

— Ei, rapaz, busca lenhas mais secas.

Chama Pedro, ele te mostrará onde estão.

SEGUNDO CRIADO.

Tenho uma cabeça, senhor, que descobrirá lenhas

E jamais há de incomodar Pedro por causa disso.

Sai.

CAPULETO.

Por missa, bem dito; alegre patife, ah!

Serás cabeça de lenha. — Por boa fé, já é dia.

O Conde estará aqui dentro em pouco, com música,

Pois assim disse que faria. Ouço-o perto.

Toca música.

Ama! Esposa! Como, olá! Que é, Ama, digo eu!

Volta a Ama.

Vai despertar Julieta, vai e adorna-a.

Irei conversar com Páris. Apressa-te, faze depressa,

Depressa; o noivo já chegou.

Depressa, digo eu.

Saem.

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