A literatura brasileira: sua formação e destino
A LITTERATURA BRAZILEIRA SUA FORMAÇÃO E DESTINO (1877) Brazil precisa romper as faxas de criança queligamn'o ainda a Europa. Não basta affirmar que somos um povo independente com a carta de alforria de 29 de Agosto de 1825 na mão. Épreciso mais. Cumpre que as nossas lettras, a nossa sciencia, as nossas idéas, os nossos costumes tenham uma feição propria. A imitação mata-nos. O illustre Darwincreo achar um poderoso argumento a favor de uma de suas theoriasno genio imitativo dohomem,igualao do simio. Entre nós esse genio toca as raias, deixem-nos usar da palavra, da tolice. Não é simplesmente a autonomia politica e a separação geographica que fazem uma nacionalidade; são as suas tradições, a sua lingua e o seu territorio em primeiro lugar e depois as suas crenças, as suas idéas, os seus costumes, as suas ་་ leis, etc. A nós faltam-nos a tradição e a lingua. Nascidos hontem de um povo civilisado e de uma raça selvagem, não temos nem tradições. nem lingua; o que temos é tudo portuguez, embora um pouco modificado pela influencia do elemento indigena.
Faltando-nos os principaes caracteristicos de uma nacionalidade, restava-nos esforçar-nos para que as nossas ideas, como todas as condições moraes que formam uma nacionalidade, tivessem alguma cousa da novidade grande e bella d'esta America, a quem seguramente está reservado o mais auspicioso futuro. Faltou-nos, porém, educação, principalmente scientifica; os juristas, por herança da velha tradição portugueza, foram sempre senhores do nosso movimento, a velha metaphysica constitucional, a rhetorica e o theologismo dominaram-nos dando em resultado o espectaculo de um paiz novo com todos os vicios das sociedades decadentes e onde a corrupção politica attingiu o mais alto gráo. Foramos longe. n'este assumpto se quizessemos estudar todas as feições da mania de imitação inconsciente que soffremos e esboçar aqui qual o nosso estado intellectual e moral que, digamos francamente,'é máo, é pessimo, é detestavel. Á litteratura cabia o papel de, pelo estudo profundo do passado, levantar o espirito nacional-tão precocemente abatido por uma fórte reacção contra o presente.
Ahi estava, porém, a ignorancia popular engendrando o nenhum amor á leitura e obrigando os nossos litteratos, a quem não faltava 1 e do africano (1889). A LITTERATURA BRAZILEIRA talento, nem vontade talvez, a mentirem á sua vocação e a escreverem sómente de modo a poderem ser lidos e bemquistos de leitores ignorantes e sem gosto, para não verem seus livros comidos pelas traças nas estantes das livrarias; e a pseudo-critica que lê primeiro o nome do autor do que o titulo da obra e indaga-lhe da posição 'official que occupa antes de estudar-lhe o livro.
Á critica, modelada ainda pelos estylos horacianos e quintilianescos, arrebicada, insciente, cheia de conveniencias e adulações, que tem dominado sempre o nosso pequeno movimento litterario, deve a nossa litteratura o vasar-se ainda hoje nos moldes acanhados das concepções sem idéas (falamos da poesia), dos versos, aliás brilhantes, de um lyrismo estafado e convencional, que só tem de notavel a exhuberancia de fórmas sensuaes, se assim podemos dizer, que lhe empresta o sangue do mestiço, a riqueza luxuriante da natureza e o sol do Equador. Diz Theophilo Braga: «A par das grandes descobertas scientificas do nosso seculo, que pela via inductiva conduziram á demonstração integral dos phenomenos cosmicos pelo movimento etherodynamico, e bem assim da vasta synthese de todos estes factos verificaveis, que pela via deductiva levaram a estabelecer a philosophia positiva, a par d'estas profundas transformações da consciencia moderna, a poesia ainda tem um destino ligado ás necessidades sociaes.» I 1 Parnazo Portuguez Moderno, pag. VIII. O lyrismo antigo não era capaz d'essa missão.
Quando as circumstancias sociaes do seculo em que vivemos o não tivessem tornado impossivel, elle à força de repetir-se estava gasto. O attrito, essa lei do mundo physico que é tambem verdadeirano mundo intellectual, gastou-o. O subjectivismo do antigo lyrismo morreu condemnado pela critica, ou melhor, pela razão. A poesia é hoje objectiva, isto é, tem um fim, uma missão. O poeta deixou de ser um moço de fronte pallida, tysico, anemico, a chorar um amor infeliz e maldizendo do mundo que o não comprehende; não, o poeta tem tambem um papel social a desempenhar: é um individuo, é um cidadão. Goethe dizia: «Não se merece o nome de poeta quando apenas se sabe exprimir alguns sentimentos pessoaes, é poeta o que sabe assimilar o mundo e pintal-o. Então é inexgotavel, e póde sempre ser novo, mas uma natureza pessoal cedo exprimiu tudo que tem em si e cáe então na maneira.» I Parecenos vêr n'estas palavras do grande poeta allemão uma condemnação do subjectivismo.
O nosso genio meridional, ajudado pelo clima e pelas nossas condições sociaes, não deixou que os poetas brazileiros tentassem com vantagem, um genero de poesia mais sevéro, e mais difficil tambem, do que o lyrismo todo pessoal que fórma a principal feição do caracter litterario dos nossos poetas. Gonçalves Dias, o maior vulto talvez da nossa moderna litteratura, ensaiou uma revolução litteraria que não poude, in1 Ekermann, Conversations de Goethe. A LITTERATURA BRAZILEIRA felizmente, levar ao cabo por que apezar do seu immenso talento não era elle o mais proprio para dirigir um movimento d'esses. A sua educação em Coimbra foi-lhe perniciosa e as aguas do Mondego afogaram o que aquelle talento tinha de nativo. D'essa educação veio-lhe o demasiado respeito pelos moldes classicos e a sua veneração por Filinto Elysio. Sente-se que a Arcadia ainda o impressiona. Pinheiro Chagas diz, muito bem: «Gonçalves Dias tem duas feições distinctas, a do poeta americano, e a do poeta europeu.
A primeira adoptou-a, não porque a isso o chamassem as tendencias do seu genio, mas porque estava intimamente convencido que devia abrir o exemplo, e fundar ou procurar fundar a poesia nacional.» I Ha muita verdade no pensamento d'este escriptor. Gonçalves Dias tambem não comprehendeu que a litteratura brazileira não estava no nosso selvagem, e despresando as raças cruzadas poz-se a cantar costumes e feitos tupis. Não desconhecemos a utilidade que esse erro trouxe chamando a attenção de todos para o estudo do nosso gentio e a dos nossos poetas para a nossa natureza. Mais. A prova de que o seu talento não se adaptava a assumptos verdadeiramente nacionaes, é que, quando tentou o drama romantico, foi buscar assumpto fóra d'aqui, na Hespanha (Leonorde Mendonça) e na Polonia (Pattkul), além das suas traducções de Schiller e outros. Depois d'elle começou a imitação. MagaEnsaios Criticos, Porto, 1866. lhães acreditou tambem, como elle, que no selvagem estava o nossa poesia e escreveu os Tamoyos.
E todo poeta, com excepção de Alvares de Azevedo e poucos mais, julgou-se obrigado a escrever algum canto do Piága, e a empregar tres ou quatro termos indigenas cuja verdadeira significação não comprehendia bem. A Canção do Exilio tão imitada tambem, ficou unica e é, sem duvida, uma das mais bellas e verdadeiras poesias de Gonçalves Dias. Alvares de Azevedo, depois d'elle o principal nome de nossas lettras, engolphou-se no romantismo, na imitação de Byron e Musset e por isso, desviando pelo prestigio de seu genio e de uma nova escola a mocidade do caminho que Gonçalves Dias começára a abrir, a sua influencia foi antes má do que boa. Alvares é um genio. O genio sem hygiene, lemos ha pouco, é uma doença. É uma nevrose. D'ahi os desvairamentos da Noite na Taberna, do Macario, etc.
Lamentamos profundamente que tão esperançoso talento se tenha desviado, porque a sua tão precoce illustração, o seu caracter revolucionario, o seu genio, tudo nos diz que, si a imitação de Byron e Musset não o occupassem e si elle fosse, por qualquer circumstancia, levado para os estudos da nossa historia e ethnologia, como Gonçalves Dias, Alvares de Azevedo poderia ter sido o Garrett de nossa litteratura. Não precisamos, nem é nosso fim, continuar a revista critica dos nossos poetas: grandes talentos hemos tido; mas, ou porque a morte os tenha pilhado ainda na mocidade, ou porque a vida em uma sociedade em nenhum ponto original os tenha corrompido, o certo é que a nossa poesia, apezar da A LITTERATURA BRAZILEIRA 7 brilho de fórmas que por vezes ostenta, não tem ainda elementos para constituir um ramo da litteratura nacional. I No romance fomos mais felizes. Si bem que a maioria dos nossos romances copie ainda os moldes francezes sob nomes e lugares do Brazil, taes como Luciola, Senhora, Pata da Gazella (G. M.
e Senio), A Resurreição (Machado de Assis), Ouro sobre azul (Sylvio Dinarte), nós temos já n'esse genero, sinão uma litteratura, ao menos bellos materiaes com que formal-a. Ha para isso uma causa externa que é do dever da critica estudar. A nossa sociedade 2 é formada de elementos heterogeneos, não tem portanto originalidade e a nossa vida é toda artificial. Esta artificialidade toma no Rio de Janeiro, onde em geral vivem os nossos escriptores, enormes proporções. Ha ahi um immenso cosmopolitismo, onde a Europa é largamente representada, que dá a esse grande centro todas as apparencias de uma cidade européa. E a vida proverbialmente tranquilla do resto do povo brazileiro, toma ali um caracter de agitação inteiramente desconhecido nas nossas cidades da provincia. É por isso que o verdadeiro romance brazileiro precisa dos factos da vida do nosso sertão onde o genuino povo brazileiro, o resultado dos cruzamentos, vive com seus habitos, suas crenças e seu falar proprios.
D'ahi a superioridade do Sertanejo, do Gaucho, do Tronco do Ipê, da Mocidade de Trajano, etc., os mais perfeitos dos nossos romances. 1 Regeito hoje esta opinião (1889). 2 Refiro-measociedade das principaes capitaes maritimas (1889). Macedo, por ter-se limitado á côrte, continúa com o seu eterno thema do namoro artificioso, engraçado e inconsequente. O que se disse do romance, póde-se dizer do theatro que com excepção de algumas obras de Macedo, o nosso primeiro autor dramatico, Alencar, Penna e P. Guimarães, copía o theatro francez. No seculo em que vivemos a poesia não pode ter um caracter exclusivamente nacional: as aspirações de um povo livre são as de todos os povos: a liberdade, o progresso, a civilisação, todos os direitos garantidos, todos os deveres confessados, tudo que é grande, tudo que é bello, tudo que é util -deve occupar o poeta. O romance e o theatro, traduzindo ainda essas aspirações, pódem ao mesmo tempo trazer impresso em si o cunho de uma nacionalidade vigorosa. É o como d'isso que vamos, de relance, estudar.
«Eu estou convencido de que a grandeza futura de vosso paiz depende do espirito da raça bem comprehendido»> escrevia Ferdinand Denis ao Sr. Couto de Magalhães. Estas palavras do illustre sabio a respeito do Brazil são para nós uma revelação e mais importante ainda porque essa idéa existia já, embora em embryão, no nosso espirito. Ellas vieram fazer assentar o nosso pensamento de que é do estudo A LITTERATURA BRAZILEIRA dos elementos ethnicos que concorreram para formar a nacionalidade brazileira que ha de nascer em nós o espirito de raça e com elle o sentimento do nosso brazileirismo. Dous foram os principaes elementos de que nos formámos: o portuguez e o tupy. Do contacto d'estas duas raças, de seus costumes, crenças e tradições, saímos nós. Por isso não somos nem portuguezes,nemtupys somos um povo novo, devemos ter outros costumes, outra indole, outro sentir, que não os d'elles. Foi por acreditarem o contrario que naufragaram na sua tentativa da creação de uma litteratura brazileira Gonçalves Dias e outros, como o sr. J. de Alencar escrevendo Iracema e Ubirajára.
Si devemos contar como nossos antepassados os gentios do Brazil, não devemos menos, e por ventura com maior razão, contar os portuguezes. Não desconhecemos, e pelo contrario affirmamos, a influencia sobre nosso povo exercida pelo selvagem, mas isso não basta. Dos portuguezes recebemos não só o sangue, como a lingua, a historia e a crença religiosa, emquanto que dos tupys tivemos, unicamente, as nossas primeiras tradições e alguns dos seus costumes e crenças, não policiados. A energica raça portugueza mosarabe, atrophiada pela influencia da nobreza e do clero, estava moralmente decadente na occasião da descoberta do Brazil, mas cremos que si a colonisação do novo imperio houvesse merecido mais cuidados Rejeito hoje esta idéa de raça portugueza mosarabe. Os mosarabes eram apenas uma classe e, talvez, uma casta (1889).
ΙΟ ESTUDOS BRAZILEIROS ao governo da metropole do que mereceu, e que si em lugar das medidas vexatorias que tinham por fim afogar avitalidade de um povo que podia, de um dia para outro, proclamar-se independente, tivessemos tido uma educação social e politica melhor, o Brazil não estaria hoje em estado tão pouco lisongeiro como o em que está. Á influencia celtica e latina deveu Portugal o seu genio rhetorico que em tão larga escala herdamos. I Os tupys, selvagens no primeiro periodo da civilisação, raça energica na guerra, indolente na paz, vingativa, cheia de nobreza e hospitaleira, 2 logo perseguida tornou-se desconfiada e aspera. D'estas nasceram as raças mestiças ou cruzadas, que fazem a grande maioria do nosso povo, energicas, dadas ao trabalho emalgumas provincias, indolentes em outras, indifferentes em todas. Um terceiro elemento ethnico veio, passados tempos, trazer-nos um fatal contingente. Falamos do elemento africano. Foi o peor dos que tivemos.
3 Raça de uma barbaria estupida e feroz, as perseguições e as atrocidades que soffreu tornaram-n'a ainda peor do queera.Com esse elementoveio-nos essa terrivel cousa chamada escravidão, a que julgamos não errar Generalisação que precisava baseada e sem maior valor (1889). 2 N'esta apreciação fui, máo grado meu, romantico. Cumpre rejeital-a. (1889). 3 Fuiprofundamente injusto coma raçanegra,na qual tenho antepassados. Ella é por ventura superior á indigena e prestou ao Brazil relevantes serviços (1889). A LITTERATURA BRAZILEIRA II attribuindo em grande parte o lastimoso estado de nossa sociedade. Áquella indolencia herdada do tupy, desenvolvida e favorecida por um clima quente e um sólo prodigamente fertil, veio juntar-se a influencia nefasta da escravidão que degradando o trabalho tornou-nos tôlamente afidalgados. Não foi só. O trafico dos africanos fez apparecer repentinamente fortunas colossaes e com ellas desenvolveu-se o amor aojogo e ao luxo, tão peculiares aos brazileiros.
O elemento africano em contacto intimo com a nossa familia, e cruzando-se largamente em todo o paiz, fórma hoje com os dous outros, o tupy e o portuguez, a nacionalidade brazileira e, cumpre notar, foi elle que, pela escravidão, nos trouxe os unicos dos nossos costumes que se pódem chamar originaes. E como não havia de ser assim si desde o berço até o tumulo, bebendo-lhe o leite, ouvindolhe os contos ao serão, folgando com ella, recebendo d'ella suas crenças fetichistas essa raça desgraçada e tornada má pela escravidão é a nossa companheira e auxiliar? Isto, no emtanto, escapou aos nossos litteratos que não viram que havia na nossa sociedade alguma cousa pittoresca a estudar, alguma cousa atroz a combater. E a excepção da Mãe (Alencar), das Victimas e algozes (Macedo), da Historia de uma moça rica (P. Guimarães), da Escrava Isaura (B. Guimarães), muito raros foram os livros que se occuparam d'esse importante problema. Faltou-nos uma alma, uma grande alma, para conceber e realisar a nossa Senzala do Pae Thomé.
Foi este estudo ethnologico que a nossa litteratura não soube ou não quiz fazer, não podendo estar por isso habili- I2 ESTUDOS BRAZILEIROS tada a comprehender o nosso espirito de raça. Depois d'este processo de erudição convém estudar a nossa historia, não porque pensemos que uma litteratura verdadeiramente nacional tenha de servir-se muito d'ella, mas porque esse estudo contribuirá para, pelo conhecimento do nosso triste passado, vermos o caminho que d'ora em diante devemos seguir. O estudo da nossa historia servirá tambem, cremos, para levantar o espirito nacional. Assim como banimos os assumptos exclusivamente indigenas si não é mal cabida a expressão na poesia, no romance e no theatro, banimos os exclusivamente historicos. Os assumptos indigenas pertencem a um povo differente de nós os tupys; os historicos, ao menos até a independencia, são pela maior parte portuguezes. Até essa época raro entrou o povo brazileiro no movimento politico.
I O romance historico ou pinta factos ou personagens historicos e põe em scena um movimento politico, ou desenha uma época historica, pinta-lhe o caracter, todas as feições, todas os costumes, e em lugar de dar-nos um movimento politico, dá-nos um movimento social. Pensamos que este ultimo genero podia ser tentado, com grande vantagem nossa, pelos nossos litteratos. Como já n'este livro 2 dissemos e provamos, alingua por1 Errada apreciação historica que a lucta com os hollandezes por si só desmentiria (1889). 2 Primeiras Paginas, no cap. sobre a linguagem popular no Pará. Vide do A. Scenas da Vida Amazonica, Introducção. A LITTERATURA BRAZILEIRA tugueza, em virtude não só da influencia do selvagem, como denovos costumes, habitos e necessidades, vae-se sensivelmente modificando ao ponto de parecer-nos, como a outros, que se está formando aqui uma nova lingua. Os estudos da linguistica americana tornam-se, n'estas circumstancias, precisos. Só com elles poderemos perceber e dirigir o trabalho inconsciente, mas gigante, do povo illitterato - o operario enorme- na formação da nova lingua.
Terminemos. Para se comprehender perfeitamente o espirito de um povo é necessario estudar bem os differentes elementos que o compõem. É sobre este criterio que assentamos o nosso modo de pensar de que é do estudo bem feito dos elementos ethnicos e historicos de que se compõe o Brazil, da comprehensão perfeita do nosso estado actual, de nossa indole, de nossas crenças, de nossos costumes e aspirações que poderá saír uma litteratura que se possa chamar conscientemente brazileira, á qual ficará reservado o glorioso destino de fazer entrar este paiz, pela fórte reacção de que falámos atraz, n'uma nova via de verdadeira civilisação e verdadeiro progresso.