Alpendre e Primeiro Contato de Serafim e a Malicia Serafim Ponte Grande · Capítulo 2 de 19
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Alpendre e Primeiro Contato de Serafim e a Malicia

ALPENDRE

Passarinho avuô Foi s^mhora

PRIMEIRO CONTATO DE SERAFIM E A MALÍCIA

20 ANOS DEPOIS

‘— Apresento-lhe a palavra “ bonificação’ — Muito prazer. . .

RECORDAÇÃO DO PAIZ INFANTIL

A estação da estrela d’ alva. Uma lanterna de hotel. 0 mar cheiinho de siris. Um camisolão. Conchas. A menina mostra o siri. ' Vamos á praia das Tartarugas! 0 menino foi pegado dando, atraz do monte de areia. 0 carro plecpleca nas ruas. 0 trem vae vendo o Brasil. 0 Brasil é uma Republica Federativa cheia de arvores e de gente dizendo adeus. Depois todos morrem.

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PARAFRASE DE ROSTAND

Tomei de tal maneira. A tua caberleira Como um clarão Que como quando a gente fixa o Astro-Rei Só enxerga ao depois rodelinhas vermelhas Assim também quando eu deixo Os fogos de que tu m’ inundas Meu olhar espantado Pousa as manchas em que tu abundas

MIFARES

DA ADOLESCÊNCIA o u SEJA

A IDADE EM QUE A GENTE CARREGA EMBRULHOS I

A loira. A morena. 0 pae da morena. Os irmãos mus­ culosos da loira. Ele toma capilé na venda de seu Pascoal. L ‘- J !

A loira deixa-se apalpar como uma- janela. No escuro. Numa noite de adultério ele penetra na Pensão da Lili. Mas ela diz-lhe que não precisa de tirar as botinas.

PROPICIAÇÃO

Eu fui o maior onanista de meu tempo Todas as mulheres Dormiram em minha cama ' Principalmente cosinheira E cançonetista ingleza Hoje cresci As mulheres' fugiram Mas tu vieste Trazendo-me todas no teu corpo

VACINA OBRIGATÓRIA

Delegacia da autoridade que tem a cara arguta das 23 horas e procura um esparadrapo para o pudor da Lalá. En­ tre uma maioridade de soldados — nosso heroe. Brasileiro. Professor de geogra­ fia e ginastica. Nas horas vagas, 7." escriturário. Serafim Ponte Grande. TN

Lalá atirou-se do viaducto do escân­ dalo ao primeiro sofá. A autoridade — Estaes no hall do templo da justiça! Peço compostura ou pôr-vos-ei no xilindró n.® 7! de cocorasl Benevides — Doutor! Minha senhora sabe que terá de con­ ter sua dôr de progenitora deante de V. Excia! Benevides é estrela.

A autoridade — Eu compreendo que vós todos desejaes o sacramento do matrimônio. Mas, modéstia á parte, no meu fraco parecer, o conjugo vobis. . . Lalá — Ih! Ih! Pi! Fi! Fi! Ih! A autoridade — Que falta de noção do pundonor! Mme. Benevidçs — Foi esse sem vergonha, seu doutor! Ela não era assim, quando estava p e rfe ita ... Benevides Eu faço questão do casamento só por causa da - r —

. sociedade! Com um barbante invisivel, puxa o police verso dos bigodes.

Lalá — Foi o Tonico, t’ahí Benevides — Quem minha filha? Lálá — Já disse, pronto! Serafim Garanto-lhe, doutor, que foi o Tonico. Mme. Benevides — Foi elle, seu doutor! Serafim — Perdão! Eu não costumo mentir nem faltar com y ^I

a verdade! Mme. Benevides — Olhe que eu conto! Bom! Lálá -— Eu acho que foi o T onico. . . Mme. Benevides (no primeiro plano) — Um dia, eu tinha che­ gado da feira e espiei pelo buraco da fechadura, a tal lição de geografia! Lálá — Era ginastica. Benevides — Respeitem este recinto! Lálá — Com este frége, ainda não jantei. Mme. Benevides (ao futuro genro) — Lata de lixo! Sae pela direita Lalá (soluçando) Serafim, escolha. . . ou você casa co­ migo ou eu vou para um aloouce!

Serafim — Isso nunca! m ÊÊ^m v Vozes — Então casa! Casa! Casa! Uma voz — Faz o casamento fiado!

Serafim — Mas andaste duas vezes de foide com o Bata­ tinha ! — Por is&o que eu estava ficando louca lá em casa!

^ 0 soldado abre as grades das maxilas. ^ . Conduzem Serafim gado e séquito para debaixo do altar da Imaulada Conceição. r ri

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