Falácia
Acreditar em coisas como
"é impossível eles ficarem juntos"
é por falta de amar,
medo de sonhar,
ou optar em desistir por falácia e mito.
A matemática nos prova
aos pacientes (ou teimosos, talvez)
que até as retas paralelas
com distância constante entre elas
acabam se encontrando
na alcova do infinito.
;)
Alberto Busquets
#Desafio 119
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Séries por #
#desafio
#desafio
· Em andamento
Venha, meu amor,
que a vida está voando
Venha planando
com seus passos de ar
Venha sem medo,
sem dó, ré ou fá
Mas venha pra mi
com sol e com si
Abra um sorriso
sem causa ou aviso
Dê-me a mão sua
e no meio da rua
sob os acordes da lua
vamos bailar.
Alberto Busquets.
#Desafio 118
que a vida está voando
Venha planando
com seus passos de ar
Venha sem medo,
sem dó, ré ou fá
Mas venha pra mi
com sol e com si
Abra um sorriso
sem causa ou aviso
Dê-me a mão sua
e no meio da rua
sob os acordes da lua
vamos bailar.
Alberto Busquets.
#Desafio 118
Navego
na enchente que transborda
do seu olhar apaixonado.
Vislumbro
a imensidão de sentimentos
sob brisa e calmaria.
Navego
nesse rio caudaloso
razão de ter-te ao meu lado.
Vislumbro
uma vida de belos momentos
sob paz e alegria.
Um porto
em maré mansa:
nosso lar aconchegante.
Um porto,
pós-navegança:
nosso refúgio de cada instante.
Navegadores
navegamores
navegaremos
redamaremos
em um oceano de flores.
Alberto Busquets.
#Desafio 117
na enchente que transborda
do seu olhar apaixonado.
Vislumbro
a imensidão de sentimentos
sob brisa e calmaria.
Navego
nesse rio caudaloso
razão de ter-te ao meu lado.
Vislumbro
uma vida de belos momentos
sob paz e alegria.
Um porto
em maré mansa:
nosso lar aconchegante.
Um porto,
pós-navegança:
nosso refúgio de cada instante.
Navegadores
navegamores
navegaremos
redamaremos
em um oceano de flores.
Alberto Busquets.
#Desafio 117
Sobre Voos e Flores
Sara gostava de criar
Ditados pouco convencionais
Que refletissem, pensava,
Sua forma liberta
E humorada
De saborear a vida.
Sentia-se muito bem
Com isso:
"Sobre engolir sapos:
Focar menos o aperto
De gargalo,
E mais a abertura
Da gargalhada", dizia.
Gostava, ainda,
De tornar mais leve
A vida dos outros:
"Mais belo que
Um voo solitário,
É uma revoada
De felicidades".
Um dia, porém,
Emudeceu.
O amor bateu tão forte
O desejo gritou tão alto
Que Sara, de repente,
Não se ouvia mais...
E o coração, antes leve,
Afundou-se inquieto,
Transbordando
(Receoso)
Das mais loucas
Vontades...
Mas seu amor,
Percebendo aquele medo
Que a impedia de voar,
Pousou ao seu lado.
E a presenteou
Inusitadamente
Com uma flor de plástico.
Silêncio.
Com o coração pesado,
Não houve espaço
Para a compreensão...
E ele a tomou pela mão,
E, pássaro,
Gorgeou em seu ouvido:
"Para viver seus sonhos,
Dê lírios..."
O riso
pulverizou
Seus grilhões
O beijo
A afastou
Da prisão
Seu coração-gaiola
Se abriu
E os amantes
Levantaram voo
De mãos dadas,
Em meio à nova
Revoada
Dos mais leves e densos
(Floridos ao vento)
Desejos.
Alberto Busquets.
#Desafio 116
Sara gostava de criar
Ditados pouco convencionais
Que refletissem, pensava,
Sua forma liberta
E humorada
De saborear a vida.
Sentia-se muito bem
Com isso:
"Sobre engolir sapos:
Focar menos o aperto
De gargalo,
E mais a abertura
Da gargalhada", dizia.
Gostava, ainda,
De tornar mais leve
A vida dos outros:
"Mais belo que
Um voo solitário,
É uma revoada
De felicidades".
Um dia, porém,
Emudeceu.
O amor bateu tão forte
O desejo gritou tão alto
Que Sara, de repente,
Não se ouvia mais...
E o coração, antes leve,
Afundou-se inquieto,
Transbordando
(Receoso)
Das mais loucas
Vontades...
Mas seu amor,
Percebendo aquele medo
Que a impedia de voar,
Pousou ao seu lado.
E a presenteou
Inusitadamente
Com uma flor de plástico.
Silêncio.
Com o coração pesado,
Não houve espaço
Para a compreensão...
E ele a tomou pela mão,
E, pássaro,
Gorgeou em seu ouvido:
"Para viver seus sonhos,
Dê lírios..."
O riso
pulverizou
Seus grilhões
O beijo
A afastou
Da prisão
Seu coração-gaiola
Se abriu
E os amantes
Levantaram voo
De mãos dadas,
Em meio à nova
Revoada
Dos mais leves e densos
(Floridos ao vento)
Desejos.
Alberto Busquets.
#Desafio 116
Petrichor (II)
Chuvinha boa
dessas que perfumam as janelas
com os sonhos da terra
e agarram-se
a qualquer brisa,
alçando voo além
das copas das árvores
para lembrá-las
que, um dia,
já foram chão.
As gotas se lembram;
as árvores, talvez não.
Alberto Busquets.
#Desafio 115
Chuvinha boa
dessas que perfumam as janelas
com os sonhos da terra
e agarram-se
a qualquer brisa,
alçando voo além
das copas das árvores
para lembrá-las
que, um dia,
já foram chão.
As gotas se lembram;
as árvores, talvez não.
Alberto Busquets.
#Desafio 115
Não digas nada.
Fecha os olhos.
Sente...
Tenho a brisa noturna
em meu hálito
para eriçar tua pele.
Sopro lento...
Sente.
Não há nada para ver,
mas tudo a sentir:
minha boca tão perto do
teu corpo.
Meu respirar
no teu pescoço.
As brisas de pura ânsia
descendo ao teu colo.
Sente...
Não há toque,
a não ser do meu vento.
Movendo-se,
explorando-te.
Enrijecendo-te.
Sente...
Faço tornados em cada pico.
Desço ventando sem pressa...
Exploro todo o vale. Toda a planície.
Espalho. Sopro. Roubo teu fôlego...
Sentes?
O ar é impaciente...
Volta a subir. Galga as tuas alturas mais belas.
Retorna ao pescoço.
Encontra eco em teu ouvido.
Na ventania, uma voz gotejante de vontade:
"Sente!"
Não há mais tempo.
Resta a urgência.
O vento cessa.
Hora dos lábios.
Hora das bocas.
Hora do gosto.
Sente...
Alberto Busquets.
#Desafio 114
Não digas nada.
Fecha os olhos.
Sente...
Tenho a brisa noturna
em meu hálito
para eriçar tua pele.
Sopro lento...
Sente.
Não há nada para ver,
mas tudo a sentir:
minha boca tão perto do
teu corpo.
Meu respirar
no teu pescoço.
As brisas de pura ânsia
descendo ao teu colo.
Sente...
Não há toque,
a não ser do meu vento.
Movendo-se,
explorando-te.
Enrijecendo-te.
Sente...
Faço tornados em cada pico.
Desço ventando sem pressa...
Exploro todo o vale. Toda a planície.
Espalho. Sopro. Roubo teu fôlego...
Sentes?
O ar é impaciente...
Volta a subir. Galga as tuas alturas mais belas.
Retorna ao pescoço.
Encontra eco em teu ouvido.
Na ventania, uma voz gotejante de vontade:
"Sente!"
Não há mais tempo.
Resta a urgência.
O vento cessa.
Hora dos lábios.
Hora das bocas.
Hora do gosto.
Sente...
Alberto Busquets.
#Desafio 114
365
Há ciclos que se fecham
e ciclos que nos abrem.
Há céus que descortinam
a Imensidão celeste
de um sorriso.
Um sol de verso e carne
fora do tempo
fora do espaço
que baila intenso
que ama imenso
e que basta...
para um dia
uma noite
uma vida.
Há ciclos
fora dos dias.
Há dias invejosos!
Trezentos e sessenta e cinco
já testemunharam
o desejo cósmico
entre homem e poetisa
entre poeta e a moça mais linda
para a vida além da vida.
Há ciclos que não terminam...
Há o maior amor do mundo.
Há casamentos diários.
Há cachoeiras
músicas
leito.
E, em nós,
há muitas vidas.
Em nós, liberdade.
Gratidão.
Devoção.
Entrega, plenitude.
Um ciclo.
Estou pronto para
todos os outros!
Alberto Busquets.
#Desafio 113
Há ciclos que se fecham
e ciclos que nos abrem.
Há céus que descortinam
a Imensidão celeste
de um sorriso.
Um sol de verso e carne
fora do tempo
fora do espaço
que baila intenso
que ama imenso
e que basta...
para um dia
uma noite
uma vida.
Há ciclos
fora dos dias.
Há dias invejosos!
Trezentos e sessenta e cinco
já testemunharam
o desejo cósmico
entre homem e poetisa
entre poeta e a moça mais linda
para a vida além da vida.
Há ciclos que não terminam...
Há o maior amor do mundo.
Há casamentos diários.
Há cachoeiras
músicas
leito.
E, em nós,
há muitas vidas.
Em nós, liberdade.
Gratidão.
Devoção.
Entrega, plenitude.
Um ciclo.
Estou pronto para
todos os outros!
Alberto Busquets.
#Desafio 113
Quando partido, um coração
nunca volta a ser o mesmo.
Rachaduras, cicatrizes,
pedacinhos perdidos por aí...
Nisso, os japoneses têm razão:
Preencha as marcas com o ouro
dos pequenos prazeres do dia-a-dia...
Xícaras de um bom chá
em uma varanda ensolarada,
livros, amigos, paisagens, lugares...
Logo ele estará mas forte,
mais sábio,
e muito mais belo.
Recrie seu coração
após o baque:
Escolha mais vida;
menos Prozac.
Alberto Busquets.
#Desafio 113
nunca volta a ser o mesmo.
Rachaduras, cicatrizes,
pedacinhos perdidos por aí...
Nisso, os japoneses têm razão:
Preencha as marcas com o ouro
dos pequenos prazeres do dia-a-dia...
Xícaras de um bom chá
em uma varanda ensolarada,
livros, amigos, paisagens, lugares...
Logo ele estará mas forte,
mais sábio,
e muito mais belo.
Recrie seu coração
após o baque:
Escolha mais vida;
menos Prozac.
Alberto Busquets.
#Desafio 113
De madrugada
a Lua, enluarada
teima em me visitar.
Acaricia-me com raios
enfáticos,
Desperta-me com beijos
lunáticos,
rouba-me do meu sonhar.
E em lânguido movimento
volta ao firmamento
deixando um poeta
apaixonado
despedindo-se,
marejado,
à janela
(sempre aberta)
esperançando
o amor prateado
do seu retornar.
Alberto Busquets
#Desafio 112
a Lua, enluarada
teima em me visitar.
Acaricia-me com raios
enfáticos,
Desperta-me com beijos
lunáticos,
rouba-me do meu sonhar.
E em lânguido movimento
volta ao firmamento
deixando um poeta
apaixonado
despedindo-se,
marejado,
à janela
(sempre aberta)
esperançando
o amor prateado
do seu retornar.
Alberto Busquets
#Desafio 112
Do Segundo Andar
Deixei a janela da sala
aberta
esperando que sonhos
entrassem.
Bobagem.
Havia um rio de asfalto.
as pessoas, náufragas sem saber,
Não olhavam mais para cima.
Seguiam a corrente
acorrentados
Seguiam a doença
adoentados
Seguiam a sentença
dos afogados
e passavam para nunca mais.
Deixei a janela do quarto
aberta
Esperando que sonhos
entrassem.
Bobagem.
Ainda o rio de asfalto.
As pessoas, mesmo sem querer,
seguiam a mesma sina.
Seguiam a sentença
dos afogados
Seguiam a fluência
influenciados
Seguiam a vivência
dos desesperados
passando ainda para nunca mais.
Continuo com a minha janela
aberta
mas não espero mais sonho.
Ofereço
meus próprios
Sonhos-bóias-salva-vidas,
na esperança
e na confiança
da confluência
com algum desavisado
e vê-lo respirar,
remar,
e tomar um rumo
que é dele é de ninguém mais.
Alberto Busquets
#Desafio 111
Deixei a janela da sala
aberta
esperando que sonhos
entrassem.
Bobagem.
Havia um rio de asfalto.
as pessoas, náufragas sem saber,
Não olhavam mais para cima.
Seguiam a corrente
acorrentados
Seguiam a doença
adoentados
Seguiam a sentença
dos afogados
e passavam para nunca mais.
Deixei a janela do quarto
aberta
Esperando que sonhos
entrassem.
Bobagem.
Ainda o rio de asfalto.
As pessoas, mesmo sem querer,
seguiam a mesma sina.
Seguiam a sentença
dos afogados
Seguiam a fluência
influenciados
Seguiam a vivência
dos desesperados
passando ainda para nunca mais.
Continuo com a minha janela
aberta
mas não espero mais sonho.
Ofereço
meus próprios
Sonhos-bóias-salva-vidas,
na esperança
e na confiança
da confluência
com algum desavisado
e vê-lo respirar,
remar,
e tomar um rumo
que é dele é de ninguém mais.
Alberto Busquets
#Desafio 111