#Desafio 230
#
Voragem
Teu beijo
não é só boca.
É maremoto
lambendo
a areia
dos meus seios,
calor líquido
infiltrando-se
entre minhas pernas
antes mesmo
de me tocar.
A ideia
da tua língua
me abre
em flor molhada,
acende
cada nervo,
faz o chão
do mundo
tremer.
Respiras
na minha pele.
Meus mamilos
imploram por ti:
erguidos, ansiosos,
sussurram teu nome
hipnose
de fogo.
Sinto
antes do toque.
Me arqueio
antes da posse.
E quando tua boca
enfim
invade
o espaço
entre meu querer
e o teu,
me perco.
Como se
cada nuance
de ti
arrancasse
minha pele
e minha mente
ao mesmo tempo.
Sou um corpo
feito de ondas,
gemidos
e silêncio.
Gozo
que começa nos lábios
e desce
queimando
até onde
minha fome
é mais funda,
até onde
só tu
podes chegar.
Crs Ribeiro
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#Desafio 218
Ao Teu Morrer
Que nunca
se quebre
o encanto,
que teu
corpo,
manto
e pranto,
me arranca
ao amanhecer.
Ao toque,
minha febre
inflama,
sou chama
que em ti
derrama,
erguendo-me
para
te obedecer.
Prenda-me
como
quem ama,
me açoita
como
quem clama,
e depois
me faça
estremecer.
Não ouses
compaixão
no rito,
me consuma
até
o infinito,
faz-me gritar,
me desfazer.
Que dure
o sempre
insano,
te quero
fera
e humano,
me afoga
sem
se conter.
O tempo,
em nós,
dissolve,
meu tesão
em ti
revolve:
só finda
ao
teu morrer.
Crs Ribeiro
Ao Teu Morrer
Que nunca
se quebre
o encanto,
que teu
corpo,
manto
e pranto,
me arranca
ao amanhecer.
Ao toque,
minha febre
inflama,
sou chama
que em ti
derrama,
erguendo-me
para
te obedecer.
Prenda-me
como
quem ama,
me açoita
como
quem clama,
e depois
me faça
estremecer.
Não ouses
compaixão
no rito,
me consuma
até
o infinito,
faz-me gritar,
me desfazer.
Que dure
o sempre
insano,
te quero
fera
e humano,
me afoga
sem
se conter.
O tempo,
em nós,
dissolve,
meu tesão
em ti
revolve:
só finda
ao
teu morrer.
Crs Ribeiro
#Desafio 190
Convocação Geral: Alinhamento de Performance
( em modo compliance)
Senhoras, senhores,
prezados colaboradores,
A pressão subiu,
a demanda esticou,
o corpo pediu:
encaixe.
A empresa atendeu:
convocamos
entrega urgente.
Sem apego,
sem planilha.
Só potência.
Crua.
Resposta rápida
e foco em performance:
penetrar metas
com estratégia,
sem perder o eixo
nem o ritmo.
Só as cabeças.
Volume crescente
na contenção:
Ejeta.
Respira.
Fluidez consistente,
fluxo e vazão.
Instrumento calibrado,
toque alinhado,
prazo contado
até o último suspiro.
Precisamos da sua
abertura total.
Que cada gesto seja
comunicação clara
ou gemido honesto.
Seremos canal.
Seremos desempenho.
Seremos entrega.
Sem truques.
A jornada irá até onde
o comprimento dá conta
e a carne sustenta
e o resto…
É impulso,
é instinto,
é suor de equipe.
Que role.
Que tudo role.
E se não rolar,
a gente refaz o
alinhamento
com elegância,
com maciez
e com
consentimento.
Com todo o
corpo.
Mais uma vez.
(Atenciosamente)
Crs Ribeiro
Convocação Geral: Alinhamento de Performance
( em modo compliance)
Senhoras, senhores,
prezados colaboradores,
A pressão subiu,
a demanda esticou,
o corpo pediu:
encaixe.
A empresa atendeu:
convocamos
entrega urgente.
Sem apego,
sem planilha.
Só potência.
Crua.
Resposta rápida
e foco em performance:
penetrar metas
com estratégia,
sem perder o eixo
nem o ritmo.
Só as cabeças.
Volume crescente
na contenção:
Ejeta.
Respira.
Fluidez consistente,
fluxo e vazão.
Instrumento calibrado,
toque alinhado,
prazo contado
até o último suspiro.
Precisamos da sua
abertura total.
Que cada gesto seja
comunicação clara
ou gemido honesto.
Seremos canal.
Seremos desempenho.
Seremos entrega.
Sem truques.
A jornada irá até onde
o comprimento dá conta
e a carne sustenta
e o resto…
É impulso,
é instinto,
é suor de equipe.
Que role.
Que tudo role.
E se não rolar,
a gente refaz o
alinhamento
com elegância,
com maciez
e com
consentimento.
Com todo o
corpo.
Mais uma vez.
(Atenciosamente)
Crs Ribeiro
#Desafio130
Areia Movediça
Não foi justo
ter permitido.
Tarde demais,
fiz-me presa.
Afundo em ti:
areia movediça
de um amor sem fim.
Não tento escapar.
Ignoro os cipós lançados.
Salvar-me de quê?
Quero ser engolida,
mastigada,
deglutida.
Quero a prisão.
Cedo demais,
fui permitida.
E é justo,
justíssimo,
morar na tua imensidão.
Crs Ribeiro
*** A você que permitiu: não foi descuido.
Foi abrigo. Foi casa. Foi sim. E segue sendo.
Areia Movediça
Não foi justo
ter permitido.
Tarde demais,
fiz-me presa.
Afundo em ti:
areia movediça
de um amor sem fim.
Não tento escapar.
Ignoro os cipós lançados.
Salvar-me de quê?
Quero ser engolida,
mastigada,
deglutida.
Quero a prisão.
Cedo demais,
fui permitida.
E é justo,
justíssimo,
morar na tua imensidão.
Crs Ribeiro
*** A você que permitiu: não foi descuido.
Foi abrigo. Foi casa. Foi sim. E segue sendo.
#Desafio 126
**ATUALIDADE**
Evangelho segundo São Julgamento
(versículo dançante)
E foi assim:
dias de show,
glitter no céu,
fé tremendo
no salto quinze.
Ela veio:
couro, coragem,
coração remixado,
talento a mil.
Do outro lado,
bradaram
homens de vitrine
(crucifixo no peito,
pornografia no histórico):
— Ela canta! Ela pensa!
Logo, é o demônio!
Mas surgiu,
entre bíblias e pecados,
um influencer gospel,
olhos culpados.
Inflamou:
— Quem nunca sambou
na própria hipocrisia,
que atire o primeiro tweet.
Silêncio.
Stories apagados.
Lábios trêmulos.
Os dançantes
abriram os braços,
ergueram o salto,
deram glória.
Beijaram sem medo,
amaram sem culpa,
desceram até o chão
com o Espírito do pop
manifesto nos quadris.
E foram salvos.
Não por medo,
mas por verdade.
Que nos protejam dos castos
sem desejo.
Dos santos sem amor.
Dos fiéis sem alma.
Amém, Gaga.
Aleluia, amor.
Crs Ribeiro
**ATUALIDADE**
Evangelho segundo São Julgamento
(versículo dançante)
E foi assim:
dias de show,
glitter no céu,
fé tremendo
no salto quinze.
Ela veio:
couro, coragem,
coração remixado,
talento a mil.
Do outro lado,
bradaram
homens de vitrine
(crucifixo no peito,
pornografia no histórico):
— Ela canta! Ela pensa!
Logo, é o demônio!
Mas surgiu,
entre bíblias e pecados,
um influencer gospel,
olhos culpados.
Inflamou:
— Quem nunca sambou
na própria hipocrisia,
que atire o primeiro tweet.
Silêncio.
Stories apagados.
Lábios trêmulos.
Os dançantes
abriram os braços,
ergueram o salto,
deram glória.
Beijaram sem medo,
amaram sem culpa,
desceram até o chão
com o Espírito do pop
manifesto nos quadris.
E foram salvos.
Não por medo,
mas por verdade.
Que nos protejam dos castos
sem desejo.
Dos santos sem amor.
Dos fiéis sem alma.
Amém, Gaga.
Aleluia, amor.
Crs Ribeiro
#Desafio 127
#Desafio 128
Coração Desalojado
Meu peito:
um quarto vazio.
Vivo
por teimosia.
É certo:
aqui não mora mais
coração.
Músculo ingrato.
De tanto pulsar por outro,
abandonou-me.
Sem mais.
Sem bilhete.
Sem cerimônia.
Sem olhar para trás.
Mudou de corpo
como quem muda de estação:
satisfeito.
Morando no leito
de quem tanto desejou.
Fiquei eco.
Ausência.
Poema.
Não julgo
a sua ousadia
(invejo).
Quisera eu,
todo dia,
domada por encantos
e alegrias miúdas,
descansar
onde mora a poesia.
Onde mora ele.
Onde repousa
e suspira
aquele que não soube
ficar.
Crs Ribeiro
Coração Desalojado
Meu peito:
um quarto vazio.
Vivo
por teimosia.
É certo:
aqui não mora mais
coração.
Músculo ingrato.
De tanto pulsar por outro,
abandonou-me.
Sem mais.
Sem bilhete.
Sem cerimônia.
Sem olhar para trás.
Mudou de corpo
como quem muda de estação:
satisfeito.
Morando no leito
de quem tanto desejou.
Fiquei eco.
Ausência.
Poema.
Não julgo
a sua ousadia
(invejo).
Quisera eu,
todo dia,
domada por encantos
e alegrias miúdas,
descansar
onde mora a poesia.
Onde mora ele.
Onde repousa
e suspira
aquele que não soube
ficar.
Crs Ribeiro
# Desafio 129
❤️❤️
Um olhar
me come,
uma boca
me despe:
lenta,
desarmada.
Um cheiro
enxerga
cada desejo
desatinado
que se abre
no leito
quando
me sinto
em teu peito:
frágil,
mas inteira.
Uma mão
me aspira,
uma língua
me ausculta;
uma voz
rouca
arranha
suspiros,
gemidos;
ferroa
prazer.
Só eu
e você.
Toda
noite,
a noite
toda.
Vais
querer?
Crs Ribeiro
❤️❤️
Um olhar
me come,
uma boca
me despe:
lenta,
desarmada.
Um cheiro
enxerga
cada desejo
desatinado
que se abre
no leito
quando
me sinto
em teu peito:
frágil,
mas inteira.
Uma mão
me aspira,
uma língua
me ausculta;
uma voz
rouca
arranha
suspiros,
gemidos;
ferroa
prazer.
Só eu
e você.
Toda
noite,
a noite
toda.
Vais
querer?
Crs Ribeiro
#Desafio 125
Te encontro
no espaço
entre versos perdidos:
pausa precisa,
vírgula
depois do suspiro.
Sem rima,
ainda assim
melodia.
Teu som
me atravessa
antes da tua pele.
Tua boca
é vanguarda.
É linguagem.
Tece fonemas na minha carne,
sem consoantes,
com o sal do desejo.
Tu és verso solto
em corpo de homem.
Devasso no detalhe,
terno
por perversão.
Sou tua página arrancada.
Metáfora suada.
Rastro
de palavra entreaberta.
Te ler
é ir embora de mim.
Te ouvir
é retorno
com febre.
Escreve em mim, poeta:
com tua letra indecente,
tua fome antiga,
tua culpa
de quem goza doído.
Serei teu pergaminho.
Mas aviso:
textos eternos
também queimam
se a mão versa demais.
Sob o risco de nos consumir,
te peço:
fica.
Até teu cheiro,
tua escrita,
grudarem
na curva
da minha nuca.
Crs Ribeiro
Te encontro
no espaço
entre versos perdidos:
pausa precisa,
vírgula
depois do suspiro.
Sem rima,
ainda assim
melodia.
Teu som
me atravessa
antes da tua pele.
Tua boca
é vanguarda.
É linguagem.
Tece fonemas na minha carne,
sem consoantes,
com o sal do desejo.
Tu és verso solto
em corpo de homem.
Devasso no detalhe,
terno
por perversão.
Sou tua página arrancada.
Metáfora suada.
Rastro
de palavra entreaberta.
Te ler
é ir embora de mim.
Te ouvir
é retorno
com febre.
Escreve em mim, poeta:
com tua letra indecente,
tua fome antiga,
tua culpa
de quem goza doído.
Serei teu pergaminho.
Mas aviso:
textos eternos
também queimam
se a mão versa demais.
Sob o risco de nos consumir,
te peço:
fica.
Até teu cheiro,
tua escrita,
grudarem
na curva
da minha nuca.
Crs Ribeiro
#Desafio 124
Pelos Teus Pelos
Vai chegar o dia
em que o desejo,
inflamado no peito,
se sufoque no leito
em gemidos.
Mais de nós.
Ah!
Vai chegar com pressa…
E o corpo,
farto de se prometer,
vai gozar
a paz quente
da pele encostada.
O amor
ensandecido,
entre tantos gemidos,
sorrirá aliviado.
Sim.
Simples.
Suado.
Sem dor.
Sem palavras.
Serei só
calmaria:
saudade
exorcizada,
nos teus pelos
enraizada.
Não sou mais eu,
sou você.
De carne
e alma,
cama
e calma.
Em mim,
enfim,
o todo.
Crs Ribeiro
Pelos Teus Pelos
Vai chegar o dia
em que o desejo,
inflamado no peito,
se sufoque no leito
em gemidos.
Mais de nós.
Ah!
Vai chegar com pressa…
E o corpo,
farto de se prometer,
vai gozar
a paz quente
da pele encostada.
O amor
ensandecido,
entre tantos gemidos,
sorrirá aliviado.
Sim.
Simples.
Suado.
Sem dor.
Sem palavras.
Serei só
calmaria:
saudade
exorcizada,
nos teus pelos
enraizada.
Não sou mais eu,
sou você.
De carne
e alma,
cama
e calma.
Em mim,
enfim,
o todo.
Crs Ribeiro