#Desafio 096
***Revisado
Na Dobra do Tempo
A relatividade do tempo
sussurrou um amor
que só o sonho ousaria trazer.
Uma pena errante
entre névoas e encantos
o fez desejante:
fome de toque, de alma, de beijo.
Anos à frente
um encontro tão de repente
e ele soube: era ela.
Foi tanta leveza,
tanta delicadeza
que o amor não coube…
explodiu!
Dois seres.
Dois mundos.
Dois meses...
um desejo tão bem-querer.
Uma vontade tão forte
uma saudade tão quente!
Na subjetividade do tempo,
sinto-me pertencente.
Que venham
os dias bons, os loucos, os nossos.
Porque a minha grandeza
(a mais certa)
tem teu nome cravado no centro.
Crs Ribeiro
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#Desafio 98
*Minha escolha*
Luto, dia após dia,
Contra mim mesma.
Sinto, na sutileza da vida,
Uma tristeza descabida.
A beleza de poucos
Momentos felizes,
Onde não me encaixo,
Me traz estranhamento.
Com um sorriso, consinto.
Participo invisível da cena,
Mesmo no fundo sentindo
O arrebate dessa tristeza
Que persiste, em efeito rebote.
Só eu sei quantas vezes,
Por dia, desisto…
E ao desistir uma última vez,
Te olho, reflito…
E desisto da ideia de morrer.
Por você,
Todos os dias,
Meu filho,
Minha escolha é viver.
Por você!
MarU
*Minha escolha*
Luto, dia após dia,
Contra mim mesma.
Sinto, na sutileza da vida,
Uma tristeza descabida.
A beleza de poucos
Momentos felizes,
Onde não me encaixo,
Me traz estranhamento.
Com um sorriso, consinto.
Participo invisível da cena,
Mesmo no fundo sentindo
O arrebate dessa tristeza
Que persiste, em efeito rebote.
Só eu sei quantas vezes,
Por dia, desisto…
E ao desistir uma última vez,
Te olho, reflito…
E desisto da ideia de morrer.
Por você,
Todos os dias,
Meu filho,
Minha escolha é viver.
Por você!
MarU
#Desafio 094
Tudo em mim é teu
Procuro as mais belas palavras,
as mais delicadas,
para lhe oferecer.
Percebo, encabulada,
que cada uma delas
já pertence a você.
Decido pelos sorrisos mais lindos,
os mais sinceros,
para lhe agradecer.
Novamente constrangida,
noto, enternecida,
que só brotam
ao te ver.
Crs Ribeiro
Tudo em mim é teu
Procuro as mais belas palavras,
as mais delicadas,
para lhe oferecer.
Percebo, encabulada,
que cada uma delas
já pertence a você.
Decido pelos sorrisos mais lindos,
os mais sinceros,
para lhe agradecer.
Novamente constrangida,
noto, enternecida,
que só brotam
ao te ver.
Crs Ribeiro
#093
Quero ser o que sobra.
Aquilo que transborda.
O que te faz inteiro em mim.
Quero sentir sem medida:
Ser abrigo. Ser pele.
Meu corpo colado ao teu.
Sonho sem agonia.
Amor sem solidão.
A todo instante:
Você.
Aqui.
Agora.
Ao alcance da mão.
Crs Ribeiro
Quero ser o que sobra.
Aquilo que transborda.
O que te faz inteiro em mim.
Quero sentir sem medida:
Ser abrigo. Ser pele.
Meu corpo colado ao teu.
Sonho sem agonia.
Amor sem solidão.
A todo instante:
Você.
Aqui.
Agora.
Ao alcance da mão.
Crs Ribeiro
#Desafio 092
O encontro inesperado:
um elogio,
um cumprimento,
um apreço…
E o peito?
Sorriu, satisfeito!
O olhar curioso,
a atenção sem medida,
o afeto,
a urgência.
Ah, a urgência!
Vontade sem fim de estar perto.
Suas mentes faziam amor
a cada toque de suas palavras.
Seus corpos dialogavam aflitos,
ardiam no desejo que os percorria.
Tudo se harmonizava:
Ela, a luz que ele merecia.
Ele, fogo ardente e sua calmaria.
Um imaginava, o outro respondia.
Sorte? Acaso? Sincronia?
Nomear era irrelevante.
Nada alterava o fato
que nenhuma ciência refutaria:
A existência de uma falta.
Ardida, sentida, dolorida.
Do que apenas era,
(ainda)
uma promessa…
Crs Ribeiro
O encontro inesperado:
um elogio,
um cumprimento,
um apreço…
E o peito?
Sorriu, satisfeito!
O olhar curioso,
a atenção sem medida,
o afeto,
a urgência.
Ah, a urgência!
Vontade sem fim de estar perto.
Suas mentes faziam amor
a cada toque de suas palavras.
Seus corpos dialogavam aflitos,
ardiam no desejo que os percorria.
Tudo se harmonizava:
Ela, a luz que ele merecia.
Ele, fogo ardente e sua calmaria.
Um imaginava, o outro respondia.
Sorte? Acaso? Sincronia?
Nomear era irrelevante.
Nada alterava o fato
que nenhuma ciência refutaria:
A existência de uma falta.
Ardida, sentida, dolorida.
Do que apenas era,
(ainda)
uma promessa…
Crs Ribeiro
#Desafio 91
Seres errantes, pedaços soltos.
Costuram no outro o que lhes falta.
Sonham um amor inteiro, exato.
Mesmo que a linha seja de névoa.
Lançam-se cegos na febre do encontro.
Bocas sussurram promessas de cura.
Ilusão?
Delírio?
Ou
só
mais
um
tropeço
bonito?
Crs Ribeiro
Seres errantes, pedaços soltos.
Costuram no outro o que lhes falta.
Sonham um amor inteiro, exato.
Mesmo que a linha seja de névoa.
Lançam-se cegos na febre do encontro.
Bocas sussurram promessas de cura.
Ilusão?
Delírio?
Ou
só
mais
um
tropeço
bonito?
Crs Ribeiro
#Desafio 90
*Estrelas tardias*
Não é lógico
Sentir tanto
A sua falta.
Mas sinto!
Não esperava
O coração,
Desta forma,
Tão apertado.
Mas está!
Sei que tenho
Ao meu alcance,
Tão acessível,
Você disponível.
Mas não quero!
Não tenho o direito
De te atrapalhar.
Então,
Sinto no peito
A sua ausência.
Saudade necessária,
Na falta
Da tua presença.
Sofro calada.
Em silêncio, absorvo
Qualquer vestígio
Da tua passada.
Mas engulo a frio
E me contento
Com isso!
Não importa
O que passou.
Só importa
O que será!
Inda que
Desarraigue-se
Nosso tempo,
Na urbe mônada
Deste sentimento,
Ao fim do dia,
Nos ecos da penumbra.
Como estrelas tardias,
Nos juntaremos
No firmamento,
Quando o sol
Não mais brilhar!
MarU
*Estrelas tardias*
Não é lógico
Sentir tanto
A sua falta.
Mas sinto!
Não esperava
O coração,
Desta forma,
Tão apertado.
Mas está!
Sei que tenho
Ao meu alcance,
Tão acessível,
Você disponível.
Mas não quero!
Não tenho o direito
De te atrapalhar.
Então,
Sinto no peito
A sua ausência.
Saudade necessária,
Na falta
Da tua presença.
Sofro calada.
Em silêncio, absorvo
Qualquer vestígio
Da tua passada.
Mas engulo a frio
E me contento
Com isso!
Não importa
O que passou.
Só importa
O que será!
Inda que
Desarraigue-se
Nosso tempo,
Na urbe mônada
Deste sentimento,
Ao fim do dia,
Nos ecos da penumbra.
Como estrelas tardias,
Nos juntaremos
No firmamento,
Quando o sol
Não mais brilhar!
MarU
#Desafio 90
Espiralante
Nômade do orvalho,
pegadas de prata
no caminho.
Poeta da lentidão,
esculpe mundos invisíveis
na terra úmida.
Viaja sem pressa,
sem testemunhas,
um suspiro de sombra
entre folhas.
Nas costas,
a espiral do tempo:
casulo de cal,
refúgio e destino,
diário de voltas
e recomeços.
Na noite fresca,
desliza:
mole, silencioso,
ancestral.
Seu casco frágil:
escudo e fardo,
prisão e abrigo,
segredo que pesa leve.
Sob o sol,
vira silêncio.
Fecha-se em si,
aprende a espera.
Busca graça no caminho,
enquanto se dissolve na luz.
Deseja chegar
Mas sabe que
chegar
é só um jeito bonito
de continuar
Indo…
Crs Ribeiro
Espiralante
Nômade do orvalho,
pegadas de prata
no caminho.
Poeta da lentidão,
esculpe mundos invisíveis
na terra úmida.
Viaja sem pressa,
sem testemunhas,
um suspiro de sombra
entre folhas.
Nas costas,
a espiral do tempo:
casulo de cal,
refúgio e destino,
diário de voltas
e recomeços.
Na noite fresca,
desliza:
mole, silencioso,
ancestral.
Seu casco frágil:
escudo e fardo,
prisão e abrigo,
segredo que pesa leve.
Sob o sol,
vira silêncio.
Fecha-se em si,
aprende a espera.
Busca graça no caminho,
enquanto se dissolve na luz.
Deseja chegar
Mas sabe que
chegar
é só um jeito bonito
de continuar
Indo…
Crs Ribeiro
#Desafio 89
#Desafio 088
Ainda mora em mim
uma menina:
desajeitada, distraída,
cheia de céu nos olhos.
Dança sem razão,
só porque sim;
fita o voo dos pássaros,
sussurra segredos às flores.
Mergulha fundo,
deixa o sol tatuar
lembranças na pele.
Uma menina que espera
(sempre espera)
que a vida traga rostos novos,
a conduza a mundos intocados
e a embriague com sabores
que explodem na boca.
Cheiros, toques, tudo que arrepia…
Vibra com um “oi” de repente,
com o nada embrulhado num laço,
com a esperança teimosa
de que o mundo pode ser bom,
se cada um entregar
o que tem de mais bonito.
E ela ri, ri alto,
chora sem medo de borrar,
não esconde o que sente
(nunca aprendeu essa parte).
O tempo passa,
mas ela ainda brinca
na calçada onde os dias escorrem:
descalça,
solta…
Sem pressa de crescer.
Crs Ribeiro
****Revisado
Ainda mora em mim
uma menina:
desajeitada, distraída,
cheia de céu nos olhos.
Dança sem razão,
só porque sim;
fita o voo dos pássaros,
sussurra segredos às flores.
Mergulha fundo,
deixa o sol tatuar
lembranças na pele.
Uma menina que espera
(sempre espera)
que a vida traga rostos novos,
a conduza a mundos intocados
e a embriague com sabores
que explodem na boca.
Cheiros, toques, tudo que arrepia…
Vibra com um “oi” de repente,
com o nada embrulhado num laço,
com a esperança teimosa
de que o mundo pode ser bom,
se cada um entregar
o que tem de mais bonito.
E ela ri, ri alto,
chora sem medo de borrar,
não esconde o que sente
(nunca aprendeu essa parte).
O tempo passa,
mas ela ainda brinca
na calçada onde os dias escorrem:
descalça,
solta…
Sem pressa de crescer.
Crs Ribeiro
****Revisado