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Eder B. Jr.
#Desafio 43
*Minha promessa*
Sou uma vida em desespero!
Sofri tanto desrespeito,
Que já nem me vejo digna mais.
Quero acabar com este sofrimento,
Renunciar a todo e qualquer tormento,
De uma vez por todas, me libertar!
Quero poder sonhar…
Viver minha vida sem tanta pressa,
E quero me fazer uma promessa:
“Me amar e me respeitar”.
— Sou uma vida e “valho a pena”.
Não sou somente,
mais uma promessa
Em mais um poema,
na esperança de me tornar
a pedra angular.
Não…
Não deixarei jamais de tentar!
Farei valer, minha propositura:
Serei forte, serei dura…
Não irei me deixar entregar!
MarU
*Minha promessa*
Sou uma vida em desespero!
Sofri tanto desrespeito,
Que já nem me vejo digna mais.
Quero acabar com este sofrimento,
Renunciar a todo e qualquer tormento,
De uma vez por todas, me libertar!
Quero poder sonhar…
Viver minha vida sem tanta pressa,
E quero me fazer uma promessa:
“Me amar e me respeitar”.
— Sou uma vida e “valho a pena”.
Não sou somente,
mais uma promessa
Em mais um poema,
na esperança de me tornar
a pedra angular.
Não…
Não deixarei jamais de tentar!
Farei valer, minha propositura:
Serei forte, serei dura…
Não irei me deixar entregar!
MarU
#Desafio 043
Brisa da manhã
pena passeia
dente-de-leão vagueia
se desfazendo no vento:
aragem que desaprende o chão.
Bolhas de sabão
pétalas caídas
jasmim espalha o cheiro de vidas
num tempo dissolvido em algodão.
Nuvens engolem distâncias,
riso de criança
se lá vem a história solta…
Sou leve esse tanto
se tua sombra me dança.
Mas e se o vento mudar?
Se a pétala sumir sem aviso
se o tempo tropeçar no próprio passo impreciso
e a dança na penumbra se perder?
Deixo-me ir
como filha que desaprende raiz;
pois te levo comigo
onde a vida sopre,
onde o sopro me diz.
Crs Ribeiro
Brisa da manhã
pena passeia
dente-de-leão vagueia
se desfazendo no vento:
aragem que desaprende o chão.
Bolhas de sabão
pétalas caídas
jasmim espalha o cheiro de vidas
num tempo dissolvido em algodão.
Nuvens engolem distâncias,
riso de criança
se lá vem a história solta…
Sou leve esse tanto
se tua sombra me dança.
Mas e se o vento mudar?
Se a pétala sumir sem aviso
se o tempo tropeçar no próprio passo impreciso
e a dança na penumbra se perder?
Deixo-me ir
como filha que desaprende raiz;
pois te levo comigo
onde a vida sopre,
onde o sopro me diz.
Crs Ribeiro
#Desafio 042
Âmavência
Sentimento
além do desejo
mais que querer
menos que sobreviver
Se lança
se perde
se queima
É busca
é parte do que busca
é falta do que nunca foi
Palavra nova
inventada
arrancada de dentro
tentativa vã
de traduzir o indizível.
Mas não traduz
seduz
machuca um pouco também.
Então vem,
ou não…
mas saiba:
aqui estou
à espera,
consumida
de você.
Crs Ribeiro
Âmavência
Sentimento
além do desejo
mais que querer
menos que sobreviver
Se lança
se perde
se queima
É busca
é parte do que busca
é falta do que nunca foi
Palavra nova
inventada
arrancada de dentro
tentativa vã
de traduzir o indizível.
Mas não traduz
seduz
machuca um pouco também.
Então vem,
ou não…
mas saiba:
aqui estou
à espera,
consumida
de você.
Crs Ribeiro
@Albertobusquets de novo? Só porque amo, amo demais a sua escrita.
Declamação: maio 2024
Declamação: maio 2024
#Desafio 041
Bão? Bão!
Casa de taipa
porta aberta
milharal espiando
sol-menino
brinca de esconde-esconde
por trás do espantalho calado
galo entoa
dia espreguiça
vem vindo, vem vindo
descalço, dourado
xue-xue do rio
besouro zum-zum
ziguezagueia no ar
suspiro de vento
coisas que só o campo escuta
brisa brota
beija, baila
brinca na beira da grota
riso risonho
ressoa, renova
eco no céu sem pressa
vida leve
canto curto
pássaro sabe:
a magia do pequenino
entre o sussurro das folhas
cheiro de terra chovida
o mundo cabe inteiro
no riso da lua
que dorme na roça.
Crs Ribeiro
Bão? Bão!
Casa de taipa
porta aberta
milharal espiando
sol-menino
brinca de esconde-esconde
por trás do espantalho calado
galo entoa
dia espreguiça
vem vindo, vem vindo
descalço, dourado
xue-xue do rio
besouro zum-zum
ziguezagueia no ar
suspiro de vento
coisas que só o campo escuta
brisa brota
beija, baila
brinca na beira da grota
riso risonho
ressoa, renova
eco no céu sem pressa
vida leve
canto curto
pássaro sabe:
a magia do pequenino
entre o sussurro das folhas
cheiro de terra chovida
o mundo cabe inteiro
no riso da lua
que dorme na roça.
Crs Ribeiro
Era só uma mensagem pessoal, mas está aqui. Eu abuso dele. @Albertobusquets. Maio de 2024
#Desafio 40
Corpo bonito
É o que se entrega
sem rédea, sem norte
sem medo da sorte;
rasgando as amarras
da carne e da dor.
Sabe que é sombra,
fulgor e abismo.
Arde. Implora.
Sangra no riso.
Sabe, e se agarra
com plural esplendor.
Cede, se rende,
sem culpa, sem trégua;
inteiro se lança
dispensa o escudo.
Sem medo. Sem fundo.
Sem meio ou fim,
o corpo bonito
são e sabido
com prática e estudo
demole o não dito
e arranca, aflito,
a certeza de mim.
@Albertobusquets e Crs Ribeiro
*** 4 mãos, um toque. Grata pela parceria!
Corpo bonito
É o que se entrega
sem rédea, sem norte
sem medo da sorte;
rasgando as amarras
da carne e da dor.
Sabe que é sombra,
fulgor e abismo.
Arde. Implora.
Sangra no riso.
Sabe, e se agarra
com plural esplendor.
Cede, se rende,
sem culpa, sem trégua;
inteiro se lança
dispensa o escudo.
Sem medo. Sem fundo.
Sem meio ou fim,
o corpo bonito
são e sabido
com prática e estudo
demole o não dito
e arranca, aflito,
a certeza de mim.
@Albertobusquets e Crs Ribeiro
*** 4 mãos, um toque. Grata pela parceria!
#Desafio 039
“Arrozinho, tempero de poesia” é uma crônica que transborda nostalgia. Em meio ao cotidiano de uma infância no interior, surge a figura de um andarilho, cuja fome vai além do alimento, ele se nutre de histórias, de poemas, de memórias que desafiam o tempo. Entre o tilintar de uma marmita e versos declamados ao vento, um vínculo improvável nasce, revelando dores silenciosas, amores perdidos e a poesia que resiste à dureza da vida. Uma história sobre o poder das palavras e dos encontros que nunca esquecemos.
“Arrozinho, tempero de poesia” é uma crônica que transborda nostalgia. Em meio ao cotidiano de uma infância no interior, surge a figura de um andarilho, cuja fome vai além do alimento, ele se nutre de histórias, de poemas, de memórias que desafiam o tempo. Entre o tilintar de uma marmita e versos declamados ao vento, um vínculo improvável nasce, revelando dores silenciosas, amores perdidos e a poesia que resiste à dureza da vida. Uma história sobre o poder das palavras e dos encontros que nunca esquecemos.
@eliz_leao e @MarU vão inaugurar a nossa linha infantil, o Literuninho com publicações de livros físicos e digitais.