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@berthamachadoo

Bertha Machado
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Séries por #
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Era meu aniversário e eu estava, como em todo aniversário, bebendo e me divertindo com a minha família. Ela me ligou, eu não vi e acabei não retornando, nos falamos por mensagem. Eu achei que ela viria para o churrasco que estávamos fazendo, acabei nem chamando diretamente, mas ela não veio. Ela saiu com os amigos, bebeu, desceu para o litoral, eu via todos os stories dela sorrindo e mostrando o quão linda ela estava, e de repente, nada. Ela não postou mais nada, não enviou mensagens a noite toda. “Ela é assim, tá curtindo com os amigos, amanhã a gente se fala”. No dia seguinte recebi uma ligação do hospital, ela estava lá, tão perto de casa, mas tão longe de mim. Fui já preparando minha cabeça, organizando mentalmente onde ela ficaria em casa pra que eu pudesse cuidar dela dia e noite até se recuperar, ia pegar na mão dela e dizer “tô aqui, filha”. Quando cheguei no hospital, descobri que a viagem dela era pra muito mais longe do que eu imaginava, e que ela nunca mais voltaria.
Minha bonequinha estava toda quebrada, toda machucada, nem parecia a menina perfeitinha que eu coloquei nesse mundo. A dor dilacerante da perda me tomou, assim como a culpa por não ter cuidado dela quando pude, por não ter participado da vida dela como deveria, a culpa por ter deixado tudo isso acontecer.
Eu devia ter ligado pra ela, devia ter chamado pra vir pra minha casa e talvez ela nunca tivesse subido naquela moto.
Tudo o que eu queria agora era minha menina de volta.
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Era aniversário da minha mãe. Liguei pra ela mas ela não me atendeu, devia estar conversando ou bebendo, afinal, era o dia dela. Mandei mensagem, conversamos um pouco. Eu desci pra praia com uns amigos, vimos o sol nascer acima das ondas batendo, sentados na areia conversamos um bocado, depois decidimos voltar.
Eu montei na garupa da moto, subi a serra sentindo o sol esquentando meu corpo e o vento batendo em meus braços. Eu me sentia livre, tão livre quanto poucas vezes me senti, era por momentos como aqueles que valia a pena viver.
O sol já estava todo no céu, estávamos chegando na casa da minha mãe quando, por um descuido, batemos violentamente a 140km/h em um carro parado. Voamos. Eu senti a dor do impacto ao cair no asfalto quente, mas logo não senti mais nada.
Naquele momento, ele e eu partimos deste mundo, e agora, não há mais vida para ser vivida.
Público
Tem coisas que só acontecem comigo, mesmo!

Passei em um processo seletivo ontem (uhuuu) e essa era a novidade que eu tinha pra vocês, mas não to conseguindo enviar a documentação de jeito nenhum e a empresa não atende ao telefone nem responde aos meus e-mails