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@berthamachadoo

Bertha Machado
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Público
Resposta de @berthamachadoo
Viraria tranquilamente um conto de terror, amei!
há 1 ano
Ele era bem pequeno, tanto o corpo quanto os membros. Sua pele era lisa e brilhosa. Parecia um bebê, mas não um bebê de verdade, estava mais para uma boneca daquelas com as quais as meninas brincam. Ao mesmo tempo, ele se assemelhava também a um boneco de porcelana.
Acordei meio tonto, com as vistas embaçadas. O “boneco” tinha em suas mãos uma faca e ao seu lado um galão cheio de um líquido amarelado. Em sua frente havia uma pessoa de pé, estática, a qual, na medida em que fui recuperando a visão, percebi que estava morta e que era segurada por uma estrutura metálica. Aquele ser estava estripando as entranhas do cadáver. Ele o deixou oco.
Ainda sem conseguir me levantar, mas tentando, me esforçando, presenciei aquela carcaça sendo costurada depois de ter sido enchida com algum material que eu não soube identificar. Após tudo isso, seu órgão sexual foi arrancado e o buraco que ficou foi tampado. Subindo numa escada, o serzinho maquiou o “empalhado” e começou a passar, com um pincel, aquele líquido amarelado e viscoso por todo o corpo do morto. Agora o que se via era um boneco de porcelana em tamanho natural.
Comecei a sentir meu corpo e achei que já poderia me levantar e sair correndo. Mas para onde? Virei a cabeça para a esquerda e vi um pequeno corredor com uma escada no final. Levantei-me e, antes que eu começasse a correr, o bebê-monstro gritou algo que não consegui entender e em seguida surgiu um outro ser, só que esse era gigantesco. Saí correndo. O menor deles então gritou: “- Pega ele!”. O maior respondeu: “- Sim senhor, capitão!”. Após dizer isso, ele veio correndo meio desengonçado atrás de mim. Comecei a descer aquela escada correndo o mais rápido que eu podia, de dois em dois degraus, às vezes pulava uns cinco para terminar de descer aquele lance mais rapidamente. Vez ou outra eu dava uma olhada para trás e não o via, mas ouvia seus passos descendo também. Finalmente cheguei à porta do edifício e fugi para a rua.

-> Esse texto foi baseado em um pesadelo que eu sonhei.
Público
Resposta de @berthamachadoo
Parabéns Tiiiiih!!
há 1 ano
#Desafio 365 Dias (036 de 365)
Ref. 05/02

Um dos concursos de contos mais legais do Brasil é o Concurso Aline Alencar.
Ele foi criado pelos irmãos da Aline, que faleceu ainda jovem, vítima de câncer de mama. Seus irmãos decidiram criar um concurso de contos, para homenagear a sua paixão pela literatura.

Em 2024, tivemos a segunda edição do concurso, que distribuiu R$2.000,00 para os cinco primeiros colocados. O tema desse ano era: "O SOM DO AMOR".
A divulgação do resultado foi hoje à noite.
É aqui que eu entro na história.
Meu conto "Badinerie" FOI O GRANDE VENCEDOR!!!

E eu, fico como? SURTADO DE FELICIDADE!!!朗

"Badinerie" é o nome de uma dança e é, também, um termo usado para designar um movimento de uma suíte (normalmente barroca). A mais famosa, Suíte Orquestral nº 2 para flauta e cordas BWV 1067 de Johann Sebastian Bach, foi quem me inspirou nessa história.

Não é uma história "alegre", no entanto. Essa é uma das ironias. Mas há muitas outras. Vale a pena ler (bem, vale mesmo, né, já que agora sou um escritor premiado )

Vou deixar o link para leitura aqui embaixo. Eu havia disponibilizado o texto a R$ 1,00 aqui mesmo, na LITERUNICO - não percam a oportunidade de ler!

Agora eu vou até ali na rua, sair correndo e gritando de alegria, e já volto, ok? 
Público
Resposta de @berthamachadoo
Aaaah eu quero!!
há 1 ano
#Desafio dos 365 dias, dia 31:

No último post, trouxe os primeiros parágrafos do que será minha primeira série aqui no Literunico. Quis escrever sobre vampiros porque odeio vampiros.

Por isso fiz um vampiro sem todas as coisas que não gosto nos vampiros clássicos. Valmiro não é um conde ou lorde, Rico e poderoso. Não é um grande sedutor nem uma máquina de matar sedenta por sangue.

Valmiro mora na Zona Leste de São Paulo, tem que trabalhar, e odeia ser vampiro porque sente saudade de comer pão de alho. E mesmo assim, vai descobrir que uma vida eterna vale a pena ser vivida.

Você gostaria de ler essa história?
Público
Resposta de @berthamachadoo
Peraí, um vampiro em um restaurante? Isso me parece interessante
há 1 ano
#Desafio dos 365 dias, dia 30:

O som do despertador é ainda mais insuportável quando você é um imortal. Enquanto mortal você pode sonhar em uma aposentadoria sem a existência de um ruído infernal te lembrando que precisar trabalhar e pagar contas. Ou pode sonhar com a morte e um doce descanso eterno. Mas Valmiro descobriu, ao se tornar vampiro, que essas pequenas vontades são mais preciosas do que muitos pensam. Por isso tocou os dedos frios no celular e desligou o alarme que tocava às seis e meia da tarde e se levantou para trabalhar.

Esticou as costas doloridas enquanto saia do caixão improvisado - uma caixa feita com madeira reutilizada de paletes - e caminhava até o banheiro. Lavou o rosto com a água que tinha deixado na bacia ao chegar em casa de madrugada, depois pegou uma toalha e limpou o corpo. Encheu de novo a bacia com cuidado e a deixou ao lado da pia.

Encarou o rosto pálido e os olhos castanho-avermelhados (ou seriam vermelho-acastanhados?) usando a câmera do celular e agradeceu a qualquer deus, demônio ou entidade que cuidasse dos vampiros por sua barba não crescer e ele não precisar raspar, já que ia trabalhar em um restaurante.

(...)