Ponto sem Nós
humanidade, um pulso
na canção das estrelas
uma ínfima reticência
no obsidiano cosmo
o calor que sinto
o corpo o qual amo
a refeição por qual salivo
a brisa assanhadora
a maresia inebriante
a conversa passarinhal
o anil, a pérola, o fogo
tudo tão belo
mas nada será
além dum ponto
numa costura sem fim.
@purapoesia
Adriel Alves Magalhaes
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Inspiração Enterna
dois mundos
sobre a mesa
riso indiscreto
abaixo dela
mão boba
sobre a mesa
caretas
embaixo
carícias
sobre a mesa
a sobremesa
abaixo
uma delícia
sobre a mesa
faces rubras
abaixo dela
impudicos
sobre a mesa
uma conversa
lá embaixo
o grito
sobre a mesa
descontração
por baixo
descontrole
sobre a mesa
olhos desencontrados
embaixo
corpos colados
sobre a mesa
uma mão gesticula
abaixo
a outra ejacula
sobre a mesa
conversa mole
debaixo
o duro e o melado
sobre a mesa
lado a lado
abaixo
trançados
sobre a mesa
transações
debaixo
transa
sobre a mesa
quem diria
logo abaixo
uma orgia!
sobre a mesa
riso indiscreto
abaixo dela
mão boba
sobre a mesa
caretas
embaixo
carícias
sobre a mesa
a sobremesa
abaixo
uma delícia
sobre a mesa
faces rubras
abaixo dela
impudicos
sobre a mesa
uma conversa
lá embaixo
o grito
sobre a mesa
descontração
por baixo
descontrole
sobre a mesa
olhos desencontrados
embaixo
corpos colados
sobre a mesa
uma mão gesticula
abaixo
a outra ejacula
sobre a mesa
conversa mole
debaixo
o duro e o melado
sobre a mesa
lado a lado
abaixo
trançados
sobre a mesa
transações
debaixo
transa
sobre a mesa
quem diria
logo abaixo
uma orgia!
não temo sangrar
o meu rubro é sincero
o pulso não sabe mentir
narro com o peito
vascularizo o sentir
bato na mesma tecla
inda que murro
em ponta de faca
deixo escoar
inda que doa
esta comoção
vale a ferida
incansável
do sentimento.
o meu rubro é sincero
o pulso não sabe mentir
narro com o peito
vascularizo o sentir
bato na mesma tecla
inda que murro
em ponta de faca
deixo escoar
inda que doa
esta comoção
vale a ferida
incansável
do sentimento.
calmo deslizo
por tua água
duas carnes
macias
valsando
duas chamas
bailando
arquejantes
pelos eretos
corpos arfantes
indo e vindo
provando-se
incêndio
entre quatro paredes
de quatro
de ladinho
decúbito
missionária
louvando ao delírio
do gozo!
#
por tua água
duas carnes
macias
valsando
duas chamas
bailando
arquejantes
pelos eretos
corpos arfantes
indo e vindo
provando-se
incêndio
entre quatro paredes
de quatro
de ladinho
decúbito
missionária
louvando ao delírio
do gozo!
#
Lições Marítimas
as ondas comem
minhas desesperanças
quebra e ronca
dorme o peso
acorda o sonho
maré convida a navegar
expulsa âncoras
há profundidades
habitando toda coisa
há tesouro apenas
a quem não teme naufragar
enfrentar o dissabor do sal
usá-lo de tempero
para uma doce conquista.
as ondas comem
minhas desesperanças
quebra e ronca
dorme o peso
acorda o sonho
maré convida a navegar
expulsa âncoras
há profundidades
habitando toda coisa
há tesouro apenas
a quem não teme naufragar
enfrentar o dissabor do sal
usá-lo de tempero
para uma doce conquista.
Consumação
nossa transa iniciou no olhar
a carne magnética, a pele eriçada
corpos rogando pelo nó
as bocas colam, as línguas calam
na ardente linguagem do desejo
desce elétrico o doce prazer
umedece e enrijece o íntimo
encosto em ti, abraço tua chama
lento a tateio, lendo-a inteira
tua face, teu seio, o mamilo
a cintura, os pelos, os lábios
pequenos, macios, viscosos
os dedos dançam dentro de ti
a tua mão me devora feroz
forte agarra o membro
como fosse presa
selvagem o abocanha
serei a ti oferenda
sereia
incontrolados
fome e sede
nos unimos
únicos
uma só carne
quente e molhada
ofegos e afagos
fogo e gozo
gelo
esvai em tuas coxas
minha semente
mela a cama
floresce rubor
em tuas bochechas
o olor do ato
perfuma as colchas
só quero este encaixe
latejante
estar dentro de tua calidez
em perpétuo torpor
selamos de novo as bocas
sorvendo os hálitos satisfeitos
delirando desnudos
o mundo esquecido
reduzido a nós
entrelaçados.
#
nossa transa iniciou no olhar
a carne magnética, a pele eriçada
corpos rogando pelo nó
as bocas colam, as línguas calam
na ardente linguagem do desejo
desce elétrico o doce prazer
umedece e enrijece o íntimo
encosto em ti, abraço tua chama
lento a tateio, lendo-a inteira
tua face, teu seio, o mamilo
a cintura, os pelos, os lábios
pequenos, macios, viscosos
os dedos dançam dentro de ti
a tua mão me devora feroz
forte agarra o membro
como fosse presa
selvagem o abocanha
serei a ti oferenda
sereia
incontrolados
fome e sede
nos unimos
únicos
uma só carne
quente e molhada
ofegos e afagos
fogo e gozo
gelo
esvai em tuas coxas
minha semente
mela a cama
floresce rubor
em tuas bochechas
o olor do ato
perfuma as colchas
só quero este encaixe
latejante
estar dentro de tua calidez
em perpétuo torpor
selamos de novo as bocas
sorvendo os hálitos satisfeitos
delirando desnudos
o mundo esquecido
reduzido a nós
entrelaçados.
#
Reflexão
és tu mais do que um reflexo
oɥןǝdsǝ ɹǝs oɐ̰u ɐɹɐd 'ɹıʇǝןɟǝɹ
és tu mais do que um reflexo
oɥןǝdsǝ ɹǝs oɐ̰u ɐɹɐd 'ɹıʇǝןɟǝɹ
Um Dia a Dia à Dois
na manhã eu acorde
sentindo a brisa de teu respiro
à tarde, caiamos na cama
de conchinha
ouvindo os amares dos sonhos
anoitecendo
teçamos nosso próprio céu
ascendendo ofegantes
até ver estrelas
no atravessar dos dias
cultivemos a flor da pele
pois quando um amor cresce
os dias ficam cada vez menores.
na manhã eu acorde
sentindo a brisa de teu respiro
à tarde, caiamos na cama
de conchinha
ouvindo os amares dos sonhos
anoitecendo
teçamos nosso próprio céu
ascendendo ofegantes
até ver estrelas
no atravessar dos dias
cultivemos a flor da pele
pois quando um amor cresce
os dias ficam cada vez menores.
No Escurinho do Cinema
vestidinho comportado
nada por baixo
luzes apagam
eles acendem
sentam nas poltronas
ela nele
escurinho do cinema
comédia romântica
o filme em segundo plano
ovacionavam as cenas
ocultando gemidos
roupas úmidas
calor no frio
pulsava a carne
escorria o rio
fim
o filme?
terminou em branco
#
vestidinho comportado
nada por baixo
luzes apagam
eles acendem
sentam nas poltronas
ela nele
escurinho do cinema
comédia romântica
o filme em segundo plano
ovacionavam as cenas
ocultando gemidos
roupas úmidas
calor no frio
pulsava a carne
escorria o rio
fim
o filme?
terminou em branco
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Enlace
dois corpos
nus
crescentes
e o mundo
apequenando
dois fósforos
riscando
para apagar
o fogo
interjeições
e dois sujeitos
fazendo uma oração
ao prazer.
dois corpos
nus
crescentes
e o mundo
apequenando
dois fósforos
riscando
para apagar
o fogo
interjeições
e dois sujeitos
fazendo uma oração
ao prazer.