O Dilema da Poesia e o Poeta
De onde nasce a poesia?
Das entranhas do poeta,
ou talvez da criatividade volátil do poeta.
Mas, no fundo, o poeta é sem rosto, sem olhos,
e até sem boca.
O poeta bate contra a parede, invisível.
Carrega a maca com seu próprio corpo machucado,
mas não chora, porque feridas se cicatrizam com sua poesia.
Talvez seja daí que a poesia nasce:
do completo que é vazio,
do vazio que enlouquece,
da loucura... de não saber de onde nasce a poesia.
Afinal, a poesia só nasce.
Por Rafael Araújo
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Improviso
Reformulo o ditado e vos digo:
Quem não tem urso,
Caça com coelho.
E quem não tem coelho?
Usa minha lança,
mas que tenha pulso firme,
porque ela escorrega fácil
e quando escorrega,
entra fundo.
Talvez... só talvez,
você goste de usá-la
e queira usar sempre.
Deixando de lado o urso que não tem,
verá que o coelho...
esse é apressado demais.
Por Rafael Araújo
Reformulo o ditado e vos digo:
Quem não tem urso,
Caça com coelho.
E quem não tem coelho?
Usa minha lança,
mas que tenha pulso firme,
porque ela escorrega fácil
e quando escorrega,
entra fundo.
Talvez... só talvez,
você goste de usá-la
e queira usar sempre.
Deixando de lado o urso que não tem,
verá que o coelho...
esse é apressado demais.
Por Rafael Araújo
Guardei o silêncio e perdi o seu beijo.
Tranquei seu amor no peito e, hoje, ganhei a solidão que me aprisiona.
No fim, só existo em corpo, pois a alma... a minha, vagueia buscando se libertar de você.
Rafael Araújo
Tranquei seu amor no peito e, hoje, ganhei a solidão que me aprisiona.
No fim, só existo em corpo, pois a alma... a minha, vagueia buscando se libertar de você.
Rafael Araújo
A fábula da Libélula e a raposa
O bambolê que girava na cintura da moça bonita conquistara o coração do bad boy, que a admirava enquanto fumava um cigarro, sentado no capô do conversível vermelho.
Na estica, o bad boy a convidou para sair, e, desse encontro, surgiu um romance quase natural.
A moça bonita, que adorava adornos e o vestido branco que marcava a cintura, aos poucos tornava-se a fraqueza do rapaz, que vivia apenas nas madrugadas.
A moça bonita que um dia girava bambolê na praça já não se vestia como Marilyn Monroe, pois não conseguia maquiar, com pó de arroz, as marcas deixadas em seus lindos braços.
Aquele sorriso que encantava a todos ficara congelado no passado, enquanto a tristeza se tornara seu sorriso de ponta cabeça.
Houve um dia em que o bad boy não resistiu ao passo da moça que um dia fora feliz, e a trancou no quarto.
Mas, no incêndio aceso por seu cigarro, a bailarina que girava o bambolê na cintura, radiante, deixou de ver o sol nascer.
E o bad boy, que por muito pouco tempo enxergara o sol quadrado, reiniciava a fábula do príncipe que virara sapo.
© 2025 Rafael Araujo
O bambolê que girava na cintura da moça bonita conquistara o coração do bad boy, que a admirava enquanto fumava um cigarro, sentado no capô do conversível vermelho.
Na estica, o bad boy a convidou para sair, e, desse encontro, surgiu um romance quase natural.
A moça bonita, que adorava adornos e o vestido branco que marcava a cintura, aos poucos tornava-se a fraqueza do rapaz, que vivia apenas nas madrugadas.
A moça bonita que um dia girava bambolê na praça já não se vestia como Marilyn Monroe, pois não conseguia maquiar, com pó de arroz, as marcas deixadas em seus lindos braços.
Aquele sorriso que encantava a todos ficara congelado no passado, enquanto a tristeza se tornara seu sorriso de ponta cabeça.
Houve um dia em que o bad boy não resistiu ao passo da moça que um dia fora feliz, e a trancou no quarto.
Mas, no incêndio aceso por seu cigarro, a bailarina que girava o bambolê na cintura, radiante, deixou de ver o sol nascer.
E o bad boy, que por muito pouco tempo enxergara o sol quadrado, reiniciava a fábula do príncipe que virara sapo.
© 2025 Rafael Araujo
Comunidade
A Padaria bomSimilar. Se existe, não sei, mas os sonhos de lá são gostoso e nos transportam para outra realidade.
O mercadinho do seuMIÚDO, tudo é bem organizado e cheio de variedades, só não tem o que não tem.
Na banquinha do Seuzé tem sorvete e bala de goma, pois os jornais em papel deixaram de dar lucrar.
Na hortelaria da Maganeira tem muito abacaxi, o resto são verduras que não existem no seuMIÚDO.
Todos vivem em harmonia, até o shopping aparecer e destruir o verde da praça.
Rafael Araujo
A Padaria bomSimilar. Se existe, não sei, mas os sonhos de lá são gostoso e nos transportam para outra realidade.
O mercadinho do seuMIÚDO, tudo é bem organizado e cheio de variedades, só não tem o que não tem.
Na banquinha do Seuzé tem sorvete e bala de goma, pois os jornais em papel deixaram de dar lucrar.
Na hortelaria da Maganeira tem muito abacaxi, o resto são verduras que não existem no seuMIÚDO.
Todos vivem em harmonia, até o shopping aparecer e destruir o verde da praça.
Rafael Araujo
A litúrgia do café
A manhã já inicia com um CAFÉ
Café — Coféééé...
Do outro lado temos COFFEE
Café — Coféééé — Coffee...
Depois das grandes águas, a manhã já nasce pedindo um Coffè
Café — Coféééé — Coffee — Coffè...
Mas eu, daqui, prefiro chamá-lo de o único bendito capaz de exaurir por completo minhas enxaquecas.
© 2025 Rafael Araujo
A manhã já inicia com um CAFÉ
Café — Coféééé...
Do outro lado temos COFFEE
Café — Coféééé — Coffee...
Depois das grandes águas, a manhã já nasce pedindo um Coffè
Café — Coféééé — Coffee — Coffè...
Mas eu, daqui, prefiro chamá-lo de o único bendito capaz de exaurir por completo minhas enxaquecas.
© 2025 Rafael Araujo
Monólogo da mente
Estive por aqui há milhares de anos... Lembro-me como se fosse o amanhã que existiu entre a penumbra, sem mesmo preceder o hoje.
Naquela época, não existia nada: nem luz ou trevas. E tudo era... fácil de respirar. Até sombras andavam pelo infinito, quase vazio ou completo de nada.
Sempre soube que a evolução era o pior de todos os erros, porém a mais necessária. Afinal, nada se cria, pois tudo se inverte.
Desde o homem aos animais, como toda a vasta criação, são rastros de uma era. Rastros que, um após o outro, continuarão em constante evolução e extinção.Tudo nessa mesma ordem, para não desequilibrar a balança, ou melhor, o peso que uma pena tem em relação a uma bandeja com moedas de ouro.
Bebi o vinho do primeiro cálice de barro e o repassei às eras seguintes, que o transformaram em taças de cristal e ouro de marfim.
Como foi bom ter pisado o solo antes que o caos e a ordem dessem as mãos, e se ferissem pelas costas.
De todas as evoluções que presenciei, talvez... apenas talvez, essa seja a evolução habitável mais vazia de todas.
Seria necessário reconstruir novos muros ou uma nova evolução para iniciar tudo de novo.
© 2025 Rafael Araújo
Estive por aqui há milhares de anos... Lembro-me como se fosse o amanhã que existiu entre a penumbra, sem mesmo preceder o hoje.
Naquela época, não existia nada: nem luz ou trevas. E tudo era... fácil de respirar. Até sombras andavam pelo infinito, quase vazio ou completo de nada.
Sempre soube que a evolução era o pior de todos os erros, porém a mais necessária. Afinal, nada se cria, pois tudo se inverte.
Desde o homem aos animais, como toda a vasta criação, são rastros de uma era. Rastros que, um após o outro, continuarão em constante evolução e extinção.Tudo nessa mesma ordem, para não desequilibrar a balança, ou melhor, o peso que uma pena tem em relação a uma bandeja com moedas de ouro.
Bebi o vinho do primeiro cálice de barro e o repassei às eras seguintes, que o transformaram em taças de cristal e ouro de marfim.
Como foi bom ter pisado o solo antes que o caos e a ordem dessem as mãos, e se ferissem pelas costas.
De todas as evoluções que presenciei, talvez... apenas talvez, essa seja a evolução habitável mais vazia de todas.
Seria necessário reconstruir novos muros ou uma nova evolução para iniciar tudo de novo.
© 2025 Rafael Araújo
Dez-tormentas
Já não há mais ninguém por aqui.
Como se fala de poesia com paredes gélidas?
O meu poema?
É a minha poesia.
O meu brado retumbante?
Às vezes, é apenas o meu silêncio.
A minha felicidade não é tão completa.
Mas também não é tão superficial.
Esconder-se no próprio vazio é como pular no abismo da alma.
Quando se deve pular nesse abismo superlotado de máquinas quase humanas?
Aliás, o cair não é mais como cair de bicicleta.
E qual abismo é tão real quanto o purgatório?
Não existe abismo sem luz, tampouco abismo cheio de trevas.
Para a viver no mundo só precisamos ter em mente que existe uma única regra que é... viver.
© 2025 Rafael Araújo
Já não há mais ninguém por aqui.
Como se fala de poesia com paredes gélidas?
O meu poema?
É a minha poesia.
O meu brado retumbante?
Às vezes, é apenas o meu silêncio.
A minha felicidade não é tão completa.
Mas também não é tão superficial.
Esconder-se no próprio vazio é como pular no abismo da alma.
Quando se deve pular nesse abismo superlotado de máquinas quase humanas?
Aliás, o cair não é mais como cair de bicicleta.
E qual abismo é tão real quanto o purgatório?
Não existe abismo sem luz, tampouco abismo cheio de trevas.
Para a viver no mundo só precisamos ter em mente que existe uma única regra que é... viver.
© 2025 Rafael Araújo
(Conteúdo +18)
O sexo é poesia? Ou a poesia é como sexo?
O sexo também é poema.
Porque temos dois corpos que se unem em um só, declamando o desejo.
E os versos são sussurrados entre os beijos que aumentam o tesão.
Em cada pausa, há carícias e malícias, mas também fragmentos de palavras escritas pelo fogo da paixão.
O sexo é carnal... e é a arte sem pontuação exata.
É como verbo no presente: sentir e escrever com suor e gemidos.
Assim como o artista cria para outros sentirem... o sexo nem sempre é por amor.
Mas quase sempre é por poesia.
E você, já escreveu seu poema hoje?
© 2025 Rafael Araújo
O sexo é poesia? Ou a poesia é como sexo?
O sexo também é poema.
Porque temos dois corpos que se unem em um só, declamando o desejo.
E os versos são sussurrados entre os beijos que aumentam o tesão.
Em cada pausa, há carícias e malícias, mas também fragmentos de palavras escritas pelo fogo da paixão.
O sexo é carnal... e é a arte sem pontuação exata.
É como verbo no presente: sentir e escrever com suor e gemidos.
Assim como o artista cria para outros sentirem... o sexo nem sempre é por amor.
Mas quase sempre é por poesia.
E você, já escreveu seu poema hoje?
© 2025 Rafael Araújo
100 sentidos
O ABC
O ABECÊ
O ABECEDÁRIO
O ABACAXI
O A - BA - CA ... Xi?
O meio caminho andado
O pão
O P e ÃO
o pião
O PEÃO
O SÁBIO
O VELHO
O NOVO
O AMIGO
O que lê
O que não lê
O que simplesmente vê
O cê?
O vê?
Por quê?
Ocê
© 2025 Rafael Araújo
O ABC
O ABECÊ
O ABECEDÁRIO
O ABACAXI
O A - BA - CA ... Xi?
O meio caminho andado
O pão
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O SÁBIO
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O que não lê
O que simplesmente vê
O cê?
O vê?
Por quê?
Ocê
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