#Desafio 251
Menina linda
cabelos em brasas
sardas salpicam, sapateiam, sussurram
tranças tricotam trapalhadas
Saltando de pedra em pedra
no céu baixo da infância
pula-pula, ploc-ploc
amarelinha rasgando o tempo
Pernas longas, leves
olhos que engolem o mundo
antes que ele acabe
Ela ri
e o chão se curva cativo
aos seus pés
O tempo se dissolve
tic-tac, tic-tac
em passos, pulos, inspirações
E tudo que existe
tateia, toca, treme, dá o timbre
se esconde
respira
vive dentro dela
Crs Ribeiro
@rafaelaraujoescritor
RAFAEL ARAUJO
556
posts
24
Seguidores
26
Seguindo
@nanderfer
Carlos Fernando dos Santos Rodrigues
@jjr
Jason Da Silva Cajazeira Junior
@emerson555
Emerson Braga
@MiguelSoares
Luis Miguel Soares dos Santos
@paula524
Paula Cristina
@kristvna
KRISTINA
@lorran94
Lorran Esteves
@cainafarias
Cainã Eli Araújo de Andrade Farias
@uiaramei
Uiara Mei
@purapoesia
Adriel Alves Magalhaes
@diegorbor
Diego Rbor
@fernandafrankka
Fernanda França Lima
@luscaluiz
Lucas Luiz
@tibianchini
Tiago Bianchini Fidalgo
@brunob612
Bruno Barboza
@priscilamoreira
Priscila Moreira
@novidadesliterunico
Novidades Literunico
@eliz_leao
Eliz Leão
@JuNaiane
Jusley Naiane
@CrisRibeiro
Cristiane Inácio Ribeiro Carneiro
@calorliterario_
Lidiane Queiroz Bastos
@literunico
Eder B. Jr.
@eduliguori
EDU LIGUORI
@MarU
Mar.U
@marcella-albuquerque
Marcella Albuquerque
@nanderfer
Carlos Fernando dos Santos Rodrigues
@jjr
Jason Da Silva Cajazeira Junior
@MiguelSoares
Luis Miguel Soares dos Santos
@lorran94
Lorran Esteves
@cainafarias
Cainã Eli Araújo de Andrade Farias
@EscritosdeVitorHugo
Vitor Hugo Oliveira de Araújo
@purapoesia
Adriel Alves Magalhaes
@brunosower
Bruno Sower
@bibliogreyce
Greyce Kelly Marques de Mattos
@mariadriano
Mari Adriano
@fernandafrankka
Fernanda França Lima
@tibianchini
Tiago Bianchini Fidalgo
@priscilamoreira
Priscila Moreira
@CrisRibeiro
Cristiane Inácio Ribeiro Carneiro
@inspiracaoeterna
Inspiração Enterna
@eliz_leao
Eliz Leão
@josimary184
Josimary Medeiros Giosa
@cleberson206
Cleberson De oliveira da costa
@deivesferraz
Deives Gabriel Ferraz
@AnneCFreitas
Anne C. Freitas
@eduliguori
EDU LIGUORI
@literunico
Eder B. Jr.
@JuNaiane
Jusley Naiane
@novidadesliterunico
Novidades Literunico
@MarU
Mar.U
E aí, pessoal, que estão achando do Litverso?
Já dá pelo menos pra gente brincar um pouco?
Muita coisa pra arrumar, mas acho que está com uma carinha legal, né?
Já dá pelo menos pra gente brincar um pouco?
Muita coisa pra arrumar, mas acho que está com uma carinha legal, né?
Estrada da Miséria
Tem um futuro muito belo logo à frente, é bem depois, bem depois do rio seco.
Vá, não duvide, sei que o caminho é morto, mas tanta morte vai levar até o ouro!
Mas quando eu piso, sinto o podre na minha sola! Mas quando eu sinto, sinto a morte na minha boca!
Eu dou um passo, dou três passos, e passo ao dobro! Ando mais rápido, mas o ouro tá distante!
Fico confuso, pra onde foi esse futuro? É só mais morte, só mais morto e só mais corpo, é só o seco e o sol sempre escaldante!
E quando eu piso, sinto o podre na minha sola! E quando eu sinto, sinto a morte na minha boca!
Agora eu noto que estou preso nessa estrada e que o futuro era promessa vazia!
Tudo desculpa, desculpa esfarrapada! Tudo mentira pra matar sonso na estrada!
E agora sigo feito um burro sem destino! Sigo perdido nessa estrada da miséria!
E quando eu piso, sinto o podre na minha sola! E quando eu sinto, sinto a morte na minha boca!
E quando morro, pela estrada eu sou deixado.
Tem um futuro muito belo logo à frente, é bem depois, bem depois do rio seco.
Vá, não duvide, sei que o caminho é morto, mas tanta morte vai levar até o ouro!
Mas quando eu piso, sinto o podre na minha sola! Mas quando eu sinto, sinto a morte na minha boca!
Eu dou um passo, dou três passos, e passo ao dobro! Ando mais rápido, mas o ouro tá distante!
Fico confuso, pra onde foi esse futuro? É só mais morte, só mais morto e só mais corpo, é só o seco e o sol sempre escaldante!
E quando eu piso, sinto o podre na minha sola! E quando eu sinto, sinto a morte na minha boca!
Agora eu noto que estou preso nessa estrada e que o futuro era promessa vazia!
Tudo desculpa, desculpa esfarrapada! Tudo mentira pra matar sonso na estrada!
E agora sigo feito um burro sem destino! Sigo perdido nessa estrada da miséria!
E quando eu piso, sinto o podre na minha sola! E quando eu sinto, sinto a morte na minha boca!
E quando morro, pela estrada eu sou deixado.
Mini conto de # mas fica o alerta:
Conteúdo explícito, heresia, é pecado… Se ler, será por sua conta e risco. Melhor não ler.
PROIBIDO PARA MENORES DE
Conteúdo explícito, heresia, é pecado… Se ler, será por sua conta e risco. Melhor não ler.
PROIBIDO PARA MENORES DE
#Desafio 109
*Beijo de língua*
É algo…
Nesse hálito fresco,
Adocicado…
Nesse batom vermelho,
Delineando seus lábios…
Esse sabor de paraíso,
Com tempero de pecado.
Tabu divino:
Degustar essa boca bandida.
Tentar me enrolar
Nessa língua arredia.
Saborear sua saliva,
Boca a boca,
Dentro da minha.
Nessa pele suave,
Cheirosa,
Macia.
Nessas mãos tão geladas,
De unhas alongadas,
Nessa pegada delicada,
Apertando minha cintura
A cada investida
Da minha língua
Contra a sua.
E as minhas mãos
Nas suas curvas…
Sem a intenção, mas…
Dando-te a direção,
Guiadas sob influência
Do mais puro tesão.
Coladas,
Caladas,
Enquanto minha boca
Com gosto te degusta.
Suadas,
Excitadas…
Mas mais que isso:
Conectadas
Por um delicado fio.
Matriarcas poderosas no cio.
Feminilidade glamurosa,
Com instinto primitivo.
Mulheres são carinhosas,
Têm a pegada gostosa.
Duas forças da natureza,
Misturando tanta beleza
Com safadeza…
Como deusas!
Enquanto o mundo
Se acaba lá fora,
A gente aqui
Se explora.
Dando margem
À vontade
Que implora:
Saborear os céus
Dentro da sua boca…
Lambendo-te as estrelas,
Entrelinhas com a língua,
Sem tempo
Nem hora…
Afinal,
Este papo
É apenas
Entre as meninas…
Que são as
“Senhoras de si”.
MarU
*Beijo de língua*
É algo…
Nesse hálito fresco,
Adocicado…
Nesse batom vermelho,
Delineando seus lábios…
Esse sabor de paraíso,
Com tempero de pecado.
Tabu divino:
Degustar essa boca bandida.
Tentar me enrolar
Nessa língua arredia.
Saborear sua saliva,
Boca a boca,
Dentro da minha.
Nessa pele suave,
Cheirosa,
Macia.
Nessas mãos tão geladas,
De unhas alongadas,
Nessa pegada delicada,
Apertando minha cintura
A cada investida
Da minha língua
Contra a sua.
E as minhas mãos
Nas suas curvas…
Sem a intenção, mas…
Dando-te a direção,
Guiadas sob influência
Do mais puro tesão.
Coladas,
Caladas,
Enquanto minha boca
Com gosto te degusta.
Suadas,
Excitadas…
Mas mais que isso:
Conectadas
Por um delicado fio.
Matriarcas poderosas no cio.
Feminilidade glamurosa,
Com instinto primitivo.
Mulheres são carinhosas,
Têm a pegada gostosa.
Duas forças da natureza,
Misturando tanta beleza
Com safadeza…
Como deusas!
Enquanto o mundo
Se acaba lá fora,
A gente aqui
Se explora.
Dando margem
À vontade
Que implora:
Saborear os céus
Dentro da sua boca…
Lambendo-te as estrelas,
Entrelinhas com a língua,
Sem tempo
Nem hora…
Afinal,
Este papo
É apenas
Entre as meninas…
Que são as
“Senhoras de si”.
MarU
Equinócio
Antes da redenção em escárnio
Houve o silêncio das pedras.
As súplicas em língua órfica.
O lume nu das matérias.
Não havia salvação.
Apenas o compasso das seivas
A ciclo da carne na terra
Putrefação mais sagrada.
Germinando sob o seu peso
da noite mais longeva.
Ovos não eram espelhos.
Eram vestígios da renovação.
Cápsulas de sua gênese,
Postas ao relento dos deuses
O coelho não era pueril.
Multiplicidade insaciável.
De ventre sempre ocultado
Na perpetuação de todo seu caos
Em forma de vida infinita.
Nomes não se proferiam
Em busca do santo vão.
Ostara entre nós caminhava
Seus passos entalhados no barro.
Seu olhar era a luz
Seu prazer germinante.
Exaltando as estações
Na continuidade do tempo.
Se aclamação a ressurreição
Da alvorada, do vento
Em cada retorno, oferenda.
Se devolvia pra terra.
A grande verdade da vida
Toda a morte é eterna.
Eder B. Jr.
Antes da redenção em escárnio
Houve o silêncio das pedras.
As súplicas em língua órfica.
O lume nu das matérias.
Não havia salvação.
Apenas o compasso das seivas
A ciclo da carne na terra
Putrefação mais sagrada.
Germinando sob o seu peso
da noite mais longeva.
Ovos não eram espelhos.
Eram vestígios da renovação.
Cápsulas de sua gênese,
Postas ao relento dos deuses
O coelho não era pueril.
Multiplicidade insaciável.
De ventre sempre ocultado
Na perpetuação de todo seu caos
Em forma de vida infinita.
Nomes não se proferiam
Em busca do santo vão.
Ostara entre nós caminhava
Seus passos entalhados no barro.
Seu olhar era a luz
Seu prazer germinante.
Exaltando as estações
Na continuidade do tempo.
Se aclamação a ressurreição
Da alvorada, do vento
Em cada retorno, oferenda.
Se devolvia pra terra.
A grande verdade da vida
Toda a morte é eterna.
Eder B. Jr.
#diadamulher
Dedico este poema a todas as brasileiras.
Que nossa luta não seja abafada por floreamentos e desdém da realidade dolorosa que ainda vivemos.
Marielle, presente.
Vitória, presente.
Foliãs abusadas, estupradas, desrespeitadas por homenzinhos covardes, presentes.
Todas as mulheres brasileiras estão presentes! ✊
*Mulheres do Brasil*
M inistraram um dia para dedicar,
U m dia para não esquecer.
L embrar da luz que te ilumina,
H onrar o que prometeram a você,
E sperando que os perdoe,
R elevando o que passou.
E smerava que houvesse passado,
S into muito, mas não passou!
D oi a luta não compreendida,
O bscura impunidade da medida.
B rasileiras não querem flores, quisera:
R espeito com suas dores.
A calento haveria, se
S ororidade virasse mania,
I gualdade por seus direitos,
L iberdade pra todas, respeito.
MarU
Dedico este poema a todas as brasileiras.
Que nossa luta não seja abafada por floreamentos e desdém da realidade dolorosa que ainda vivemos.
Marielle, presente.
Vitória, presente.
Foliãs abusadas, estupradas, desrespeitadas por homenzinhos covardes, presentes.
Todas as mulheres brasileiras estão presentes! ✊
*Mulheres do Brasil*
M inistraram um dia para dedicar,
U m dia para não esquecer.
L embrar da luz que te ilumina,
H onrar o que prometeram a você,
E sperando que os perdoe,
R elevando o que passou.
E smerava que houvesse passado,
S into muito, mas não passou!
D oi a luta não compreendida,
O bscura impunidade da medida.
B rasileiras não querem flores, quisera:
R espeito com suas dores.
A calento haveria, se
S ororidade virasse mania,
I gualdade por seus direitos,
L iberdade pra todas, respeito.
MarU
Descre(Vento)
Nem lápis,
Nem caneta na mão.
Com um dedo mesmo,
Escrevo no chão.
Meu papel nesta vida
É ao relento,
Ouvindo o uivo do vento,
Sussurrando
A saudosa canção.
A melodia da brisa ressoa,
Serena, ao coração.
Suas notas, pra mim,
São tão claras
Quanto um farol
Em meio à escuridão.
Sua música,
Em meus cabelos,
Faz dança.
Seu ritmo ecoa em compasso,
ritmando
Com meu coração.
No compasso dessa dança,
Envolvente,
Meus pés não conseguem acompanhar.
Então,
Com meu dedo,
Escrevo contente
Na terra mesmo,
O que consegui escutar.
Poema ressona com música!
Melodia tem rima de poesia.
Poeta ou poetisa,
Me faço na vida!
Apenas descrevendo,
Em meus versos,
O que o vento assovia.
Mar U
#escrever
Nem lápis,
Nem caneta na mão.
Com um dedo mesmo,
Escrevo no chão.
Meu papel nesta vida
É ao relento,
Ouvindo o uivo do vento,
Sussurrando
A saudosa canção.
A melodia da brisa ressoa,
Serena, ao coração.
Suas notas, pra mim,
São tão claras
Quanto um farol
Em meio à escuridão.
Sua música,
Em meus cabelos,
Faz dança.
Seu ritmo ecoa em compasso,
ritmando
Com meu coração.
No compasso dessa dança,
Envolvente,
Meus pés não conseguem acompanhar.
Então,
Com meu dedo,
Escrevo contente
Na terra mesmo,
O que consegui escutar.
Poema ressona com música!
Melodia tem rima de poesia.
Poeta ou poetisa,
Me faço na vida!
Apenas descrevendo,
Em meus versos,
O que o vento assovia.
Mar U
#escrever