#desafio - 29
Como serpente
Suas mãos percorrem o
Meu corpo quente.
Jusley Naiane
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Eder B. Jr.
#Desafio 29
*Epílogo*
No palco da vida,
Não interpreto o papel principal.
Não sou a protagonista,
Talvez coadjuvante.
Me falta a luz que irradia ao norte.
Me falta o ar que inspira aos fortes.
Me falta a água, que sacia a sede.
Me falta o alimento, que mata a fome do inocente.
Tanto, que me falta… Sou tão falha!
Mas, ao mesmo tempo, sou tão grata!
Estou saindo de cena.
O teatro já está vazio,
O espetáculo acabou.
As cortinas se fecharam,
E a luz se apagou.
Não há mais público na plateia.
Já apresentei o “grand finale”.
Não ouvi o som das palmas,
Só as portas a se fecharem.
Com reverência, me despeço de vocês,
Respeitável e adorável público.
Foi muito bom me apresentar
pela última vez.
Obrigado!
MarU
*Epílogo*
No palco da vida,
Não interpreto o papel principal.
Não sou a protagonista,
Talvez coadjuvante.
Me falta a luz que irradia ao norte.
Me falta o ar que inspira aos fortes.
Me falta a água, que sacia a sede.
Me falta o alimento, que mata a fome do inocente.
Tanto, que me falta… Sou tão falha!
Mas, ao mesmo tempo, sou tão grata!
Estou saindo de cena.
O teatro já está vazio,
O espetáculo acabou.
As cortinas se fecharam,
E a luz se apagou.
Não há mais público na plateia.
Já apresentei o “grand finale”.
Não ouvi o som das palmas,
Só as portas a se fecharem.
Com reverência, me despeço de vocês,
Respeitável e adorável público.
Foi muito bom me apresentar
pela última vez.
Obrigado!
MarU
#Desafio 029
Tolice amar-te
sem dar-te asas inteiras,
deixar-te solto no vento
para tudo que desejares.
Insensatez querer-te cativo,
sufocar teus anseios
e esperar-te, pássaro,
de volta ao ninho.
Teu corpo presente,
tua mente em outras marés.
De que vale tal gaiola,
se o amor é céu azul e amplidão?
Quero-te feliz,
pleno;
quero-te sendo.
E, na parte que me cabe,
quero-te escolhendo ser nós.
Crs Ribeiro
Tolice amar-te
sem dar-te asas inteiras,
deixar-te solto no vento
para tudo que desejares.
Insensatez querer-te cativo,
sufocar teus anseios
e esperar-te, pássaro,
de volta ao ninho.
Teu corpo presente,
tua mente em outras marés.
De que vale tal gaiola,
se o amor é céu azul e amplidão?
Quero-te feliz,
pleno;
quero-te sendo.
E, na parte que me cabe,
quero-te escolhendo ser nós.
Crs Ribeiro
#Desafio 028
Se julgava perfeita.
Pior. Fazia da falha alheia
sua missa de domingo.
Duzentos gramas a mais
e seu olhar já fuzilava:
“Engordou, hein?”
Ela? Um clichê de vitrine.
Loira, bunda empinada,
gordura? Nenhuma.
Noção? Menos ainda:
“Viu como está desleixada?
Começaram a namorar
e parou de se cuidar.
Logo leva um pé…”
Rainha das quadras,
musa da academia,
com sua corte fiel:
amigas plastificadas,
série limitada, anos 80.
Não tão raras.
Todas malhadas.
Todas bronzeadas.
Todas traídas.
Porque o que ninguém diz
(mas todo mundo sabe)
é que o corpo nunca basta.
Parece suficiente…
até o dia em que não é.
Mas como é doce esfaquear
o que falta no outro.
Difícil mesmo é encarar
o espelho da alma:
onde o vazio não pesa,
mas dói.
Afinal, essência não se esculpe.
Não há Pilates para a alma.
E isso, espelho algum
consegue perdoar.
Crs Ribeiro
Se julgava perfeita.
Pior. Fazia da falha alheia
sua missa de domingo.
Duzentos gramas a mais
e seu olhar já fuzilava:
“Engordou, hein?”
Ela? Um clichê de vitrine.
Loira, bunda empinada,
gordura? Nenhuma.
Noção? Menos ainda:
“Viu como está desleixada?
Começaram a namorar
e parou de se cuidar.
Logo leva um pé…”
Rainha das quadras,
musa da academia,
com sua corte fiel:
amigas plastificadas,
série limitada, anos 80.
Não tão raras.
Todas malhadas.
Todas bronzeadas.
Todas traídas.
Porque o que ninguém diz
(mas todo mundo sabe)
é que o corpo nunca basta.
Parece suficiente…
até o dia em que não é.
Mas como é doce esfaquear
o que falta no outro.
Difícil mesmo é encarar
o espelho da alma:
onde o vazio não pesa,
mas dói.
Afinal, essência não se esculpe.
Não há Pilates para a alma.
E isso, espelho algum
consegue perdoar.
Crs Ribeiro
#Desafio 27
O Céu, em véus de nuvem,
ao amante replicou:
“Ah, Mar,
meu reflexo em espelho encantado,
em teus braços liquefeitos me conténs.
Meu destino é disperso,
sou vasto, mas nunca inteiro…
Teu sopro canta os ais que não me vêm
ecos da amplidão que te habitas.
És segredo que meu azul anseia:
profundo tal as dores que calamos.
Quisera ser gota, espuma, correnteza,
fundir-me ao teu ser,
perder-me no compasso de tuas marés.
E se me faço chuva,
é só para teu rosto tocar e ser em ti.
Minha vastidão é ilusão fugaz,
tua profundidade é que me sustenta.
Somos um, somos dois, somos mais:
ciclo eterno, sem inicio ou fim.
Em teu limite, descubro o meu lugar.
E mesmo grandes, infinitos,
é o amor que nos basta
no nascer e apagar de todo dia”
O Céu, em véus de nuvem,
ao amante replicou:
“Ah, Mar,
meu reflexo em espelho encantado,
em teus braços liquefeitos me conténs.
Meu destino é disperso,
sou vasto, mas nunca inteiro…
Teu sopro canta os ais que não me vêm
ecos da amplidão que te habitas.
És segredo que meu azul anseia:
profundo tal as dores que calamos.
Quisera ser gota, espuma, correnteza,
fundir-me ao teu ser,
perder-me no compasso de tuas marés.
E se me faço chuva,
é só para teu rosto tocar e ser em ti.
Minha vastidão é ilusão fugaz,
tua profundidade é que me sustenta.
Somos um, somos dois, somos mais:
ciclo eterno, sem inicio ou fim.
Em teu limite, descubro o meu lugar.
E mesmo grandes, infinitos,
é o amor que nos basta
no nascer e apagar de todo dia”
#Desafio 026
“Sussurros e Espelhos” é um conto sobre o tempo, o amor e a aceitação. Não é sobre apenas mais um dia, mas “o dia”, em que o protagonista se redescobre nos reflexos de sua vida. Entre cafés silenciosos, mensagens que atravessam distâncias e memórias que aquecem o peito, ele encontra a paz de ser imperfeito e a coragem de se reconhecer inteiro.
Dedicado a Alberto, uma pessoa mais que especial, que hoje celebra sua vida. Que este texto, como um abraço em palavras, inspire reflexões suaves e lhe traga o calor de quem o admira profundamente.
Feliz aniversário!
@Albertobusquets
“Sussurros e Espelhos” é um conto sobre o tempo, o amor e a aceitação. Não é sobre apenas mais um dia, mas “o dia”, em que o protagonista se redescobre nos reflexos de sua vida. Entre cafés silenciosos, mensagens que atravessam distâncias e memórias que aquecem o peito, ele encontra a paz de ser imperfeito e a coragem de se reconhecer inteiro.
Dedicado a Alberto, uma pessoa mais que especial, que hoje celebra sua vida. Que este texto, como um abraço em palavras, inspire reflexões suaves e lhe traga o calor de quem o admira profundamente.
Feliz aniversário!
@Albertobusquets
Quanto tempo temos nós?
O bastante para fazer o amor
pingar em cada verso,
mas nunca o suficiente
para conter o transbordar.
Quatros ou setes?
Longo ensaio,
um ensopado de sabedoria
num fogo que ainda mal ferveu.
Comprimentos que não se medem,
Onde há vidas que não se cabem,
e há esperanças que,
de tão leves,
desafiam o peso dos calendários.
O amor segue escorrendo,
entre o punhado de ontem
e o respirar do amanhã.
E nas suas mãos,
sempre algo novo
para espalhar pelo todo:
adoçando, iluminando,
ressignificando.
Pois não é sobre contar os anos,
mas sobre quantos deles
carregam o suficiente
para ir além da efemeridade.
Parabéns ao alquimista dos versos,
que faz da palavra
um banquete de eternidades.
Eder B. Jr.
O bastante para fazer o amor
pingar em cada verso,
mas nunca o suficiente
para conter o transbordar.
Quatros ou setes?
Longo ensaio,
um ensopado de sabedoria
num fogo que ainda mal ferveu.
Comprimentos que não se medem,
Onde há vidas que não se cabem,
e há esperanças que,
de tão leves,
desafiam o peso dos calendários.
O amor segue escorrendo,
entre o punhado de ontem
e o respirar do amanhã.
E nas suas mãos,
sempre algo novo
para espalhar pelo todo:
adoçando, iluminando,
ressignificando.
Pois não é sobre contar os anos,
mas sobre quantos deles
carregam o suficiente
para ir além da efemeridade.
Parabéns ao alquimista dos versos,
que faz da palavra
um banquete de eternidades.
Eder B. Jr.
#Bom dia!
Palavra do dia:
#핊핆핃
Frase do dia:
"E quando adormeço, do Sol nunca me esqueço: é ele quem me embala em todo anoitecer."
— Alberto Busquets
Datas comemorativas de hoje, 26 de janeiro de 2025:
Dia da Austrália
Aniversariantes:
Eddie Van Halen (1955)
Paul Newman (1925)
Alberto Busquets @todasasformasdepoesia
Palavra do dia:
#핊핆핃
Frase do dia:
"E quando adormeço, do Sol nunca me esqueço: é ele quem me embala em todo anoitecer."
— Alberto Busquets
Datas comemorativas de hoje, 26 de janeiro de 2025:
Dia da Austrália
Aniversariantes:
Eddie Van Halen (1955)
Paul Newman (1925)
Alberto Busquets @todasasformasdepoesia
#Desafio 025
Confiamos em nós:
adultos, centrados, racionais.
Mas no fundo, sabemos:
a razão também tropeça.
Permitimo-nos:
flertar com o instante,
desejar o improvável;
descobrir o fogo que queima e escapa,
o abraço que não prende.
E então, nos abandonamos:
ao instinto que ri da lógica,
à paixão que descompassa o peito;
à emoção que é rasgo e cura.
Sonhamo-nos:
entrelaçados no acaso que escorre,
amados de maneira imperfeita:
plenamente saciados…
Ou talvez não.
Crs Ribeiro
Confiamos em nós:
adultos, centrados, racionais.
Mas no fundo, sabemos:
a razão também tropeça.
Permitimo-nos:
flertar com o instante,
desejar o improvável;
descobrir o fogo que queima e escapa,
o abraço que não prende.
E então, nos abandonamos:
ao instinto que ri da lógica,
à paixão que descompassa o peito;
à emoção que é rasgo e cura.
Sonhamo-nos:
entrelaçados no acaso que escorre,
amados de maneira imperfeita:
plenamente saciados…
Ou talvez não.
Crs Ribeiro
#Desafio 24
#
Em ti, me dissolvo.
Meu corpo vago te exige:
não há dúvidas em meu ser.
Faço do toque
o meu sacramento,
em que a carne se desfaz
e a alma me abandona
quando tua boca
encontra meu caos.
Não me beijas,
me consomes
com a fome primitiva de teus dentes.
As marcas que aninho em tua pele,
são brasões do querer
que desmente o tempo
e proclama, sem temor,
a única verdade: nós.
Arrasto-te à cama
não por alívio,
mas pela doce centelha,
fagulha do desespero
que devora o que sou.
Entrego-me a ti
não para amar apenas,
mas para subverter
toda ordem do mundo,
derrotar minhas crenças,
romper a moralidade
entre o que fui e o que me tornarei.
Em ti, me aniquilo.
Teus dedos são aço,
meus seios, oferendas.
Renuncio a mim mesma
em gemidos que se esvaem:
o prazer é morte sublime
que nos faz, por um instante,
existir.
Toda tua,
me deixo levar
ao frenesi de tua posse,
onde tudo se perde
e aprendo que o desejo,
de tanto pulsar,
esqueceu de saber
o que é apenas ser.
Crs Ribeiro
#
Em ti, me dissolvo.
Meu corpo vago te exige:
não há dúvidas em meu ser.
Faço do toque
o meu sacramento,
em que a carne se desfaz
e a alma me abandona
quando tua boca
encontra meu caos.
Não me beijas,
me consomes
com a fome primitiva de teus dentes.
As marcas que aninho em tua pele,
são brasões do querer
que desmente o tempo
e proclama, sem temor,
a única verdade: nós.
Arrasto-te à cama
não por alívio,
mas pela doce centelha,
fagulha do desespero
que devora o que sou.
Entrego-me a ti
não para amar apenas,
mas para subverter
toda ordem do mundo,
derrotar minhas crenças,
romper a moralidade
entre o que fui e o que me tornarei.
Em ti, me aniquilo.
Teus dedos são aço,
meus seios, oferendas.
Renuncio a mim mesma
em gemidos que se esvaem:
o prazer é morte sublime
que nos faz, por um instante,
existir.
Toda tua,
me deixo levar
ao frenesi de tua posse,
onde tudo se perde
e aprendo que o desejo,
de tanto pulsar,
esqueceu de saber
o que é apenas ser.
Crs Ribeiro