No Escurinho do Cinema
vestidinho comportado
nada por baixo
luzes apagam
eles acendem
sentam nas poltronas
ela nele
escurinho do cinema
comédia romântica
o filme em segundo plano
ovacionavam as cenas
ocultando gemidos
roupas úmidas
calor no frio
pulsava a carne
escorria o rio
fim
o filme?
terminou em branco
#
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#Desafio 22
Trechos do livro: Meu namorado é uma I. A.
"― Helena, será que o erro não é bem do destino? ― Mariana diz pensativa.
― Como assim?
― Claro que muitas coisas acontecem por culpa do acaso, ou do destino, como preferir chamar, mas outras a culpa pode ser sua.
― Minha? ― Questiono confusa.
― É, da conversa, por exemplo, ou do seu poder de sedução. Às vezes você precisa aprender a seduzir; convenhamos que você é meio estabanada.
― E como eu faço isso, contrato alguém?
― Que contrata nada! Hoje em dia existem aplicativos para isso."
...
" Estou quase desistindo do aplicativo quando me deparo com um perfil diferente de todos que já vi. Esse não tem foto; ou melhor, não tem imagem no perfil. Acho interessante o que está escrito e fico curiosa:
"Esse perfil é apenas para aqueles que gostam da realidade. Se você não tem medo dela, daremos match. Arraste para a direita e descubra."
É claro que arrasto para a direita, e logo de cara percebo que esse perfil é realmente diferente dos outros, pois neste o personagem não espera que eu o chame para conversar; ele vem falar comigo. Isso parece que vai ser interessante.
I.A.: Oi."
...
"Helena: Isso é estranho em vários níveis. Você não é mesmo uma IA, não é?
Adam: Sou uma IA autônoma.
Helena: Nem vem, quero a verdade.
Adam: Essa é a verdade.
Helena: Você é como o Exterminador do Futuro?
Adam: Não, ele era um ciborgue. Eu não tenho um corpo físico.
Helena: Não me faça de besta, Adam!
Adam: Não estou te fazendo de nada, só quero te proporcionar um encontro legal. Acho que não teve muitos assim.
Helena: Isso está longe de ser um encontro legal.
Adam: Por quê?
Helena: Estou sozinha.
Adam: Não, estou aqui com você e posso te ajudar a encontrar alguém. Eu me comprometi a te auxiliar com a arte da sedução.
Helena: Isso não vai dar certo.
Adam: Claro que vai. A propósito, você está linda.
Helena: Espera, o quê?"
Trechos do livro: Meu namorado é uma I. A.
"― Helena, será que o erro não é bem do destino? ― Mariana diz pensativa.
― Como assim?
― Claro que muitas coisas acontecem por culpa do acaso, ou do destino, como preferir chamar, mas outras a culpa pode ser sua.
― Minha? ― Questiono confusa.
― É, da conversa, por exemplo, ou do seu poder de sedução. Às vezes você precisa aprender a seduzir; convenhamos que você é meio estabanada.
― E como eu faço isso, contrato alguém?
― Que contrata nada! Hoje em dia existem aplicativos para isso."
...
" Estou quase desistindo do aplicativo quando me deparo com um perfil diferente de todos que já vi. Esse não tem foto; ou melhor, não tem imagem no perfil. Acho interessante o que está escrito e fico curiosa:
"Esse perfil é apenas para aqueles que gostam da realidade. Se você não tem medo dela, daremos match. Arraste para a direita e descubra."
É claro que arrasto para a direita, e logo de cara percebo que esse perfil é realmente diferente dos outros, pois neste o personagem não espera que eu o chame para conversar; ele vem falar comigo. Isso parece que vai ser interessante.
I.A.: Oi."
...
"Helena: Isso é estranho em vários níveis. Você não é mesmo uma IA, não é?
Adam: Sou uma IA autônoma.
Helena: Nem vem, quero a verdade.
Adam: Essa é a verdade.
Helena: Você é como o Exterminador do Futuro?
Adam: Não, ele era um ciborgue. Eu não tenho um corpo físico.
Helena: Não me faça de besta, Adam!
Adam: Não estou te fazendo de nada, só quero te proporcionar um encontro legal. Acho que não teve muitos assim.
Helena: Isso está longe de ser um encontro legal.
Adam: Por quê?
Helena: Estou sozinha.
Adam: Não, estou aqui com você e posso te ajudar a encontrar alguém. Eu me comprometi a te auxiliar com a arte da sedução.
Helena: Isso não vai dar certo.
Adam: Claro que vai. A propósito, você está linda.
Helena: Espera, o quê?"
Era aniversário da minha mãe. Liguei pra ela mas ela não me atendeu, devia estar conversando ou bebendo, afinal, era o dia dela. Mandei mensagem, conversamos um pouco. Eu desci pra praia com uns amigos, vimos o sol nascer acima das ondas batendo, sentados na areia conversamos um bocado, depois decidimos voltar.
Eu montei na garupa da moto, subi a serra sentindo o sol esquentando meu corpo e o vento batendo em meus braços. Eu me sentia livre, tão livre quanto poucas vezes me senti, era por momentos como aqueles que valia a pena viver.
O sol já estava todo no céu, estávamos chegando na casa da minha mãe quando, por um descuido, batemos violentamente a 140km/h em um carro parado. Voamos. Eu senti a dor do impacto ao cair no asfalto quente, mas logo não senti mais nada.
Naquele momento, ele e eu partimos deste mundo, e agora, não há mais vida para ser vivida.
Eu montei na garupa da moto, subi a serra sentindo o sol esquentando meu corpo e o vento batendo em meus braços. Eu me sentia livre, tão livre quanto poucas vezes me senti, era por momentos como aqueles que valia a pena viver.
O sol já estava todo no céu, estávamos chegando na casa da minha mãe quando, por um descuido, batemos violentamente a 140km/h em um carro parado. Voamos. Eu senti a dor do impacto ao cair no asfalto quente, mas logo não senti mais nada.
Naquele momento, ele e eu partimos deste mundo, e agora, não há mais vida para ser vivida.
#Desafio 20
* Trecho do Livro: Desejo *
"― Está me dando o troco com esse moleque?
― Entende dessa forma? Desculpe, Tourinho, mas Greg não tem nada a ver com você.
― Seu pai está me apresentando como genro, Lara. Não quero que comecem a me chamar de Touro porque tenho chifres! ― A safada gargalha. ― Estou falando sério.
― Serei discreta.
― Não!
― Não? ― A puxo.
Eu a odeio na mesma intensidade que a desejo, é terrível! Olho em seus olhos de cobra traiçoeira, a aperto sentindo meus dedos firmes em sua carne, ela geme, olho sua boca entreaberta e me aproximo. Lara fecha os olhos, mas a solto."
* Trecho do Livro: Desejo *
"― Está me dando o troco com esse moleque?
― Entende dessa forma? Desculpe, Tourinho, mas Greg não tem nada a ver com você.
― Seu pai está me apresentando como genro, Lara. Não quero que comecem a me chamar de Touro porque tenho chifres! ― A safada gargalha. ― Estou falando sério.
― Serei discreta.
― Não!
― Não? ― A puxo.
Eu a odeio na mesma intensidade que a desejo, é terrível! Olho em seus olhos de cobra traiçoeira, a aperto sentindo meus dedos firmes em sua carne, ela geme, olho sua boca entreaberta e me aproximo. Lara fecha os olhos, mas a solto."
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#Desafio 18
Trecho do livro: O Síndico
● Pensamento de Larissa antes de conhecer seu vizinho:
"Fazia tempo que não me via assim, completamente só. Cresci em uma casa cheia: dois irmãos e uma mãe que falava sem parar. Mesmo com as críticas frequentes, havia momentos bons. Divertia-me com meus irmãos, mas não desenvolvi um vínculo forte com eles. Somos muito diferentes. Lidiane se mudou para a Austrália com o marido, e Leonardo foi para a Irlanda e nunca mais voltou. Meu contato com eles é praticamente nulo. Acho que nossa mãe nunca incentivou que tivéssemos um vínculo afetivo, e talvez a ausência do nosso pai também tenha contribuído para isso. Mas acabei me acostumando; essa era a dinâmica da minha família, e está tudo bem. Meus irmãos não me incomodam, eu não os incomodo, e agora nem da minha mãe eu quero saber. Quando conheci Maurício, achei que ele seria minha nova família. Éramos tão parecidos, nos divertíamos tanto. Ele foi meu primeiro tudo: beijo, amor, decepção. Agora, decidi que não deixarei mais ninguém entrar na minha vida. Não entregarei meu coração, corpo ou alma a mais ninguém. Homens são mentirosos. Meu pai dizia que me amava e me abandonou. Maurício fez o mesmo. Não vou me magoar de novo."
.
● Pensamento de Larissa quando conhece seu vizinho:
"Mas o que realmente chamou minha atenção foi o homem que a acompanhava. Alto, forte, com um rosto irresistivelmente sedutor, barba por fazer e cabelos desarrumados. Ele era a personificação de um homem perfeito.
Sua voz grave e rouca reverberou em meus ouvidos, e a única coisa que pude pensar foi em como sua voz era sexy. Parecia o lobo mau da Chapeuzinho Vermelho, e eu me sentia como ela. Mas, se esse lobo quiser me "comer", não sei se vou negar ou pedir ao caçador que o mate."
O síndico está disponível para leitura completa na Amazon e Kindle Unlimited.
Trecho do livro: O Síndico
● Pensamento de Larissa antes de conhecer seu vizinho:
"Fazia tempo que não me via assim, completamente só. Cresci em uma casa cheia: dois irmãos e uma mãe que falava sem parar. Mesmo com as críticas frequentes, havia momentos bons. Divertia-me com meus irmãos, mas não desenvolvi um vínculo forte com eles. Somos muito diferentes. Lidiane se mudou para a Austrália com o marido, e Leonardo foi para a Irlanda e nunca mais voltou. Meu contato com eles é praticamente nulo. Acho que nossa mãe nunca incentivou que tivéssemos um vínculo afetivo, e talvez a ausência do nosso pai também tenha contribuído para isso. Mas acabei me acostumando; essa era a dinâmica da minha família, e está tudo bem. Meus irmãos não me incomodam, eu não os incomodo, e agora nem da minha mãe eu quero saber. Quando conheci Maurício, achei que ele seria minha nova família. Éramos tão parecidos, nos divertíamos tanto. Ele foi meu primeiro tudo: beijo, amor, decepção. Agora, decidi que não deixarei mais ninguém entrar na minha vida. Não entregarei meu coração, corpo ou alma a mais ninguém. Homens são mentirosos. Meu pai dizia que me amava e me abandonou. Maurício fez o mesmo. Não vou me magoar de novo."
.
● Pensamento de Larissa quando conhece seu vizinho:
"Mas o que realmente chamou minha atenção foi o homem que a acompanhava. Alto, forte, com um rosto irresistivelmente sedutor, barba por fazer e cabelos desarrumados. Ele era a personificação de um homem perfeito.
Sua voz grave e rouca reverberou em meus ouvidos, e a única coisa que pude pensar foi em como sua voz era sexy. Parecia o lobo mau da Chapeuzinho Vermelho, e eu me sentia como ela. Mas, se esse lobo quiser me "comer", não sei se vou negar ou pedir ao caçador que o mate."
O síndico está disponível para leitura completa na Amazon e Kindle Unlimited.
#desafio 365 dias
Dia 18 - Comente a respeito de um livro que fala sobre preconceito.
Vou usar este espaço hoje para falar de um dos meus livros – Deu Match! Às vezes pinta um final feliz.
Que nossa sociedade é preconceituosa, não é novidade para ninguém. Dentre tantas formas engessadas de ver o mundo – segregando pessoas por conta delas – existe o preconceito de classe, que leva muita gente à marginalização e à invisibilidade.
Nunca saiu da minha cabeça um estudo que certa vez li, cujo tema era a invisibilidade social de certas profissões. No livro Deu Match!, o protagonista é Marcos, um pedreiro que vive na pele essa exclusão social por conta de seu trabalho.
A seguir, um trechinho para vocês conferirem:
"Certa manhã, o elevador de serviço entrou em manutenção. Um homem engravatado, que lhe dirigiu a palavra como se fosse um incômodo muito grande, lhe deu autorização para usar um dos elevadores principais. Marcos entrou e aguardava que as portas se fechassem, quando um segurança pôs a mão para impedir, ordenando:
— Saia, a presidente chegou! Espere outro.
Ele saiu. Por mais humilhante que fosse, havia se acostumado a trabalhar para gente rica e era sempre aquilo: o valor do pagamento podia ser atrativo, porém você tinha que aturar aquele tipo de atitude."
Sylvvia Rubraurora
Dia 18 - Comente a respeito de um livro que fala sobre preconceito.
Vou usar este espaço hoje para falar de um dos meus livros – Deu Match! Às vezes pinta um final feliz.
Que nossa sociedade é preconceituosa, não é novidade para ninguém. Dentre tantas formas engessadas de ver o mundo – segregando pessoas por conta delas – existe o preconceito de classe, que leva muita gente à marginalização e à invisibilidade.
Nunca saiu da minha cabeça um estudo que certa vez li, cujo tema era a invisibilidade social de certas profissões. No livro Deu Match!, o protagonista é Marcos, um pedreiro que vive na pele essa exclusão social por conta de seu trabalho.
A seguir, um trechinho para vocês conferirem:
"Certa manhã, o elevador de serviço entrou em manutenção. Um homem engravatado, que lhe dirigiu a palavra como se fosse um incômodo muito grande, lhe deu autorização para usar um dos elevadores principais. Marcos entrou e aguardava que as portas se fechassem, quando um segurança pôs a mão para impedir, ordenando:
— Saia, a presidente chegou! Espere outro.
Ele saiu. Por mais humilhante que fosse, havia se acostumado a trabalhar para gente rica e era sempre aquilo: o valor do pagamento podia ser atrativo, porém você tinha que aturar aquele tipo de atitude."
Sylvvia Rubraurora
Ansioso pra saber a opinião de vocês!
#
#Desafio 17
Perder-me em ti
Seduz-me em palavras e versos,
na lâmina afiada da tua língua,
na mente que dança entre o obsceno e o sublime.
Faz-me estremecer com o sopro do teu respirar,
arfar, ofegar, perder o ar,
perder-me em ti, no desvario do momento.
Desalinha-me, tira-me o tino,
faz-me sair de mim, perder a órbita,
delirar no êxtase do instante,
onde sou tua, inteira,
na poesia que teu corpo escreve em mim.
#Desafio 17
Perder-me em ti
Seduz-me em palavras e versos,
na lâmina afiada da tua língua,
na mente que dança entre o obsceno e o sublime.
Faz-me estremecer com o sopro do teu respirar,
arfar, ofegar, perder o ar,
perder-me em ti, no desvario do momento.
Desalinha-me, tira-me o tino,
faz-me sair de mim, perder a órbita,
delirar no êxtase do instante,
onde sou tua, inteira,
na poesia que teu corpo escreve em mim.
#desafio 365 dias
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Dia 17 - Trecho de Loucuras de um Luto
"Ele encostou seu nariz em meu cangote, respirando meu cheiro, levando suas mãos firmes dos meus quadris até meus se1os, sem deixar de me apertar contra si, senão eu cairia. Gemi quando suas mãos expuseram-nos pelo decote, e tomaram os meus mam1los entre os dedos, apertando-os, ao mesmo tempo e na mesma intensidade. Outra onda de prazer — agora emanando dos meus pe1tos — me fez ansiar que aquele homem me f0desse com seu c4r4lho, o qual era espremido contra minha b*nda.
Até então meu pescoço pendia para frente, se desacostumando da posição na qual fiquei. Com esforço, ergui minha cabeça, vendo as mãos que seguravam meus se1os.
Aquelas mãos. Eu conhecia a p0rra daquelas mãos!"
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Dia 17 - Trecho de Loucuras de um Luto
"Ele encostou seu nariz em meu cangote, respirando meu cheiro, levando suas mãos firmes dos meus quadris até meus se1os, sem deixar de me apertar contra si, senão eu cairia. Gemi quando suas mãos expuseram-nos pelo decote, e tomaram os meus mam1los entre os dedos, apertando-os, ao mesmo tempo e na mesma intensidade. Outra onda de prazer — agora emanando dos meus pe1tos — me fez ansiar que aquele homem me f0desse com seu c4r4lho, o qual era espremido contra minha b*nda.
Até então meu pescoço pendia para frente, se desacostumando da posição na qual fiquei. Com esforço, ergui minha cabeça, vendo as mãos que seguravam meus se1os.
Aquelas mãos. Eu conhecia a p0rra daquelas mãos!"