A novena Mitos e poemas: Nacionalismo · Capítulo 13 de 19
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A novena

A novena

Rubro no occaso o sol, casa e terreiro

Da fazenda descobre,

Na fumaça das nuvens suspendido

Qual bacía de cobre.

Os puxados de palha então scintillam,

- Ninhos dos altos lenhos;

O rio mové a pá inchada d'agua

Da roda dos engenhos.

A ave canta ao longe e tange o gado

O vaqueiro na frente,

O cão dispara a perseguir na matta

A novilha doente.

Forte escada se encosta a branco mUTO

En tre mon tões de arêa;

Um balde ao lado, perto, e a luz da tarde

Se retira e escassêa.

Da montanha descendo - um povo esqualido

Ganha a estrada lisa;

O busto sahe-Ihe, descarnado e negro,

Da grosseira camisa.

Ao ulcerado hombro pende a enxada,

No pescoço a colleira;

As campainhas tinem balançando

a ferrea gargalheira.

Os escravos seguiam ... uma escrava

Quasi que vem de rastos!

E aquece o filho que sorrindo brinca

JUI] to aos seus seios castos.

Vira a escada, o sol dourando o tõpo,

E sonhou com a partida j

Não queria morrer! oh não se morre

Quando se deixa a vida!

Oito dias de surra não bastavam

Aos odios canibaes !

A fazenda tem leis j são nove dias j

Era um dia de mais!

A criança tomaram de seus braços,

Que foi morder o p6 j

Se erguendo cambalêa, quer seguil-a ...

Tão pequenina e s6!

Jungida ao poste a pobre da captiva,

Regaçam dous feitores

A manga-e estiram do chicote as pontas,

Oh! que quadro de horrores!. ..

Gemidos abafados ... pranto ... sangue ...

Que revoltante scena!

Rebentam chagas... Bravo! - diz um d'elles,

- São rosas da novena!

................................................................................................................~ ....

Eis uma scena dos meus patrios climas,

Que infamia, meu Deus I

E é livre um paiz que reconhece

A escravidão dos seus!. ..

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