A rêde Mitos e poemas: Nacionalismo · Capítulo 15 de 19
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A rêde

A rêde

A Rt:DE

o céo é côr de chumbo,

Deserto é o paúl!

Nas nuvens grossas d'agua

Nem uma nesga azul!

Toucados 'stão os montes,

Altivos pincos, serra ...

O ar é insalubre,

Fareja o gado a terra!

H. 6

A tempestade é proxima:.

Passa o fuzil distante;

Ha lividez no espaço

Sob o negror possante.

o firmamento lugubre,

Á claridade baça,

É qual d'um globo aceso

A luz entre a fumaça.

Mas n't1ll1 casebre, ao tronco,

Algllem então morria ...

O regougar dos ven tos

É prece de agonia.

Trabalha, sim, trabalha,

Escravo, o pouso é certo;

Cahe-te a enxada ao eito?

Já tens teu fosso aberto!

A surra! ... A 'surra aos ferros \'

Quanto captivo leva I

E resta um mar de sangue,

Que cobre humana tréva.

A RtDE

A tréva ... E ella a escrava,

o eito está de pé:

Grilhão que mais prendera

Ao mundo o vil galé.

Desce eminencia humida

A [uneraria rMe:

Do panno escapa o sangue

Qual agua a um labio em sêde.

Balança a rêde e geme

Rangendo ao caibro forte ...

Ao hombro de dous homens

A escravidão e a nwrte I !...

ias onde, aonde levam

Esse caixão aereo? ..

Silencio I Um 1't1orto passa

Sem pranto ao cemiterio.

cc - É meu marido! !... ») O açoute

Dardeja - um corpo cahe!

E róIa o trovão no espaço ...

E vai a rêde ... e vai...

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