A rêde
A rêde
A Rt:DE
o céo é côr de chumbo,
Deserto é o paúl!
Nas nuvens grossas d'agua
Nem uma nesga azul!
Toucados 'stão os montes,
Altivos pincos, serra ...
O ar é insalubre,
Fareja o gado a terra!
H. 6
A tempestade é proxima:.
Passa o fuzil distante;
Ha lividez no espaço
Sob o negror possante.
o firmamento lugubre,
Á claridade baça,
É qual d'um globo aceso
A luz entre a fumaça.
Mas n't1ll1 casebre, ao tronco,
Algllem então morria ...
O regougar dos ven tos
É prece de agonia.
Trabalha, sim, trabalha,
Escravo, o pouso é certo;
Cahe-te a enxada ao eito?
Já tens teu fosso aberto!
A surra! ... A 'surra aos ferros \'
Quanto captivo leva I
E resta um mar de sangue,
Que cobre humana tréva.
A RtDE
A tréva ... E ella a escrava,
o eito está de pé:
Grilhão que mais prendera
Ao mundo o vil galé.
Desce eminencia humida
A [uneraria rMe:
Do panno escapa o sangue
Qual agua a um labio em sêde.
Balança a rêde e geme
Rangendo ao caibro forte ...
Ao hombro de dous homens
A escravidão e a nwrte I !...
ias onde, aonde levam
Esse caixão aereo? ..
Silencio I Um 1't1orto passa
Sem pranto ao cemiterio.
cc - É meu marido! !... ») O açoute
Dardeja - um corpo cahe!
E róIa o trovão no espaço ...
E vai a rêde ... e vai...