#Desafio 105
Epitáfio do Amor que não Queimou
Silêncio.
O amor está sendo velado.
Tenham respeito,
era um nobre sentimento.
Tão honrado,
não ousou desejá-la como merecia.
Tão terno,
não a queimou como deveria.
Tão respeitoso,
não a tocou como carecia.
Como verso vazio,
matou a poesia.
Afogou-se no mar da rotina.
Ainda tentou se salvar, é verdade.
Mas era tarde.
Sem bote.
Sem sorte.
Sem tempo.
Um último suspiro.
A luz se apagou.
O coração, não mais…
Ore por sua alma.
Mas, por favor,
não sinta saudade.
Ele já perecia.
Que um sonho novo se faça
das cinzas que espalho agora.
O solo ainda pulsa,
fértil,
fecundo
a toda afeição
desse mundo.
Crs Ribeiro
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#Desafio 105
*Te des (Escrever)*
Como escrever sem você,
Se meu texto te chama,
E a tinta da caneta se inflama,
Querendo te descrever?
Como será que vai ser,
Sem a plenitude da palavra aberta,
E escrever-te poemas ardentes,
Sabendo que lembrarás nossas conversas?
Como poderei não desviar a ponta dileta,
Deslizando-a na curva do meu sorriso,
Rasgando, propositalmente ao seu viso, a palavra incerta,
Em alto tom de paixão que te dedico?
Como me farei poeta,
Sem aquele que me desperta a poesia?
Deixarei de te escrever, serei de palavra vazia,
Uma promessa, na imensidão, que jurei manter.
Como honrarei minha palavra,
Se, em plena consciência ativa,
No papel, a palavra me escapa
E se rasga, me abrindo pra você?
Como resistir à tentação de te escrever,
Se nos encontrarmos nas entrelinhas
Dos meus poemas é o que nos dá prazer?
Se sei que lê o que omito,
De você não me escondo ou minto,
Mas serei obrigada a esquecer.
Como poderei… Mesmo sabendo
Que você não mais me lê,
Que já não lembra dos nossos planos…
Quanto engano, entregar meu coração a você.
MarU
*Te des (Escrever)*
Como escrever sem você,
Se meu texto te chama,
E a tinta da caneta se inflama,
Querendo te descrever?
Como será que vai ser,
Sem a plenitude da palavra aberta,
E escrever-te poemas ardentes,
Sabendo que lembrarás nossas conversas?
Como poderei não desviar a ponta dileta,
Deslizando-a na curva do meu sorriso,
Rasgando, propositalmente ao seu viso, a palavra incerta,
Em alto tom de paixão que te dedico?
Como me farei poeta,
Sem aquele que me desperta a poesia?
Deixarei de te escrever, serei de palavra vazia,
Uma promessa, na imensidão, que jurei manter.
Como honrarei minha palavra,
Se, em plena consciência ativa,
No papel, a palavra me escapa
E se rasga, me abrindo pra você?
Como resistir à tentação de te escrever,
Se nos encontrarmos nas entrelinhas
Dos meus poemas é o que nos dá prazer?
Se sei que lê o que omito,
De você não me escondo ou minto,
Mas serei obrigada a esquecer.
Como poderei… Mesmo sabendo
Que você não mais me lê,
Que já não lembra dos nossos planos…
Quanto engano, entregar meu coração a você.
MarU
#Desafio 104
Foi ontem…
13 de abril. Dia do beijo.
Beijo.
Estalado, molhado, colado.
Na boca, na nuca, no susto.
De mãe, de filho, de amante (quero!).
No roubo, na oferta, arriscado…
Beijo que diz: fica.
Beijo que grita: vai.
Com pressa, com língua, ou vontade.
Eu beijo.
Porque falar é fácil.
Beijar, meu bem, é arte.
Crs Ribeiro
Foi ontem…
13 de abril. Dia do beijo.
Beijo.
Estalado, molhado, colado.
Na boca, na nuca, no susto.
De mãe, de filho, de amante (quero!).
No roubo, na oferta, arriscado…
Beijo que diz: fica.
Beijo que grita: vai.
Com pressa, com língua, ou vontade.
Eu beijo.
Porque falar é fácil.
Beijar, meu bem, é arte.
Crs Ribeiro
#Desafio 103
“Do Lado de Dentro do Grito”
Um conto para quem já quis sumir, se reinventar, se despir — de roupas, culpas e funções.
Sobre carne, dor, prazer e renascimento.
Curto. Cru. Quente.
Te convido a ler,
a gritar (ou a gemer) comigo.
Espero que te atravesse.
“Do Lado de Dentro do Grito”
Um conto para quem já quis sumir, se reinventar, se despir — de roupas, culpas e funções.
Sobre carne, dor, prazer e renascimento.
Curto. Cru. Quente.
Te convido a ler,
a gritar (ou a gemer) comigo.
Espero que te atravesse.
#Desafio 102
E se, de repente
tudo
se alinhasse?
E a estrada, ainda enevoada
te trouxesse sorrindo
devagar
pro lado de cá
de mim?
Se o trem
parasse de trepidar
e corresse sereno:
leve
livre
pelos trilhos
(en)fim?
E a paz
toda perspicaz
descobrisse
o caminho certo
de morar
em mim?
Eu sorriria
contente
dispensando lógica
toda displicente…
Amar
e ser amada
sem travas,
sem travessias.
Acordada
sonharia
que esse amor
abrasante
forte
fundo:
sol depois da tempestade
nunca,
nunca
jamais
tivesse fim.
Crs Ribeiro
E se, de repente
tudo
se alinhasse?
E a estrada, ainda enevoada
te trouxesse sorrindo
devagar
pro lado de cá
de mim?
Se o trem
parasse de trepidar
e corresse sereno:
leve
livre
pelos trilhos
(en)fim?
E a paz
toda perspicaz
descobrisse
o caminho certo
de morar
em mim?
Eu sorriria
contente
dispensando lógica
toda displicente…
Amar
e ser amada
sem travas,
sem travessias.
Acordada
sonharia
que esse amor
abrasante
forte
fundo:
sol depois da tempestade
nunca,
nunca
jamais
tivesse fim.
Crs Ribeiro
#Desafio 101
Nenhum querer é maior:
amanheço em ti
E é tua boca desejada
que me dá “bom dia!”
Tua língua, desassossegada
que me banha a pele
Teus dedos curiosos
que prazer me levam
em tantos toques indecentes
que me cerram os dentes
teu roçar, insistente
não sai da minha mente:
num compasso alucinado
que explode a gente
E te dou, sem resistir
o dia inteiro…
para me engolir.
Crs Ribeiro
Nenhum querer é maior:
amanheço em ti
E é tua boca desejada
que me dá “bom dia!”
Tua língua, desassossegada
que me banha a pele
Teus dedos curiosos
que prazer me levam
em tantos toques indecentes
que me cerram os dentes
teu roçar, insistente
não sai da minha mente:
num compasso alucinado
que explode a gente
E te dou, sem resistir
o dia inteiro…
para me engolir.
Crs Ribeiro
#Desafio 100
Lua Cheia
Maré que arrasta…
luz que incendeia,
paixão que permeia
mentes que se amam.
Risos tão distantes,
atração desmedida.
Tesão de rompante,
na loucura atrevida:
não cabia Minguante…
Lua Cheia.
Plena em Sagitário,
perfeita em Áries.
Três ciclos lunares
de um amor
incessante
agora aguardam:
o eclipse.
O instante.
O alinhamento perfeito.
Dois corpos afoitos,
urgentes…
ansiando o momento,
apaixonados
de se fartarem no leito.
Sobrepostos,
afinal,
no amor carnal:
Extasiados.
Crs Ribeiro
Lua Cheia
Maré que arrasta…
luz que incendeia,
paixão que permeia
mentes que se amam.
Risos tão distantes,
atração desmedida.
Tesão de rompante,
na loucura atrevida:
não cabia Minguante…
Lua Cheia.
Plena em Sagitário,
perfeita em Áries.
Três ciclos lunares
de um amor
incessante
agora aguardam:
o eclipse.
O instante.
O alinhamento perfeito.
Dois corpos afoitos,
urgentes…
ansiando o momento,
apaixonados
de se fartarem no leito.
Sobrepostos,
afinal,
no amor carnal:
Extasiados.
Crs Ribeiro
#Desafio 100
*Por hoje*
Por hoje,
Me basta
A palavra
Que me cala.
Por hoje,
Não para
A palpitação
Do que fala.
Por hoje,
Me escapa
A agonia
Que sinto.
Por hoje,
Eu paro,
Me calo,
Não minto.
Por hoje,
Eu só sinto,
Medito.
Por hoje,
Reflito.
Por hoje,
O aperto
No peito
Encontrou
Meu exício.
Por hoje,
Não almejo
Tanta agonia.
Admito,
Com dor,
Que minha aura
Está vazia.
Nem que seja
Só por hoje…
Por hoje…
Apenas,
Me limito.
MarU
*Por hoje*
Por hoje,
Me basta
A palavra
Que me cala.
Por hoje,
Não para
A palpitação
Do que fala.
Por hoje,
Me escapa
A agonia
Que sinto.
Por hoje,
Eu paro,
Me calo,
Não minto.
Por hoje,
Eu só sinto,
Medito.
Por hoje,
Reflito.
Por hoje,
O aperto
No peito
Encontrou
Meu exício.
Por hoje,
Não almejo
Tanta agonia.
Admito,
Com dor,
Que minha aura
Está vazia.
Nem que seja
Só por hoje…
Por hoje…
Apenas,
Me limito.
MarU
#Desafio 99
Metade de Mim Já Chegou
O meio do caminho.
A metade da ampulheta.
E não há mais “todo o tempo do mundo”.
Ser feliz amanhã?
Não é mais alternativa.
Não vivo a minha idade,
pois sou feita de sonhos!
Forjada pelo amor:
há desejo em meu peito.
Quero tudo o que posso ter!
Quero até aquilo que não posso…
Tenho sede de tudo que contenta minha alma.
A menina adormeceu pela trilha.
Não quis mais brincar…
No segundo tempo do percurso
é a mulher com tranças ao vento
e calçada com atrevimento,
que passos firmes impõe
a escalada do seu firmamento.
Crs Ribeiro
Metade de Mim Já Chegou
O meio do caminho.
A metade da ampulheta.
E não há mais “todo o tempo do mundo”.
Ser feliz amanhã?
Não é mais alternativa.
Não vivo a minha idade,
pois sou feita de sonhos!
Forjada pelo amor:
há desejo em meu peito.
Quero tudo o que posso ter!
Quero até aquilo que não posso…
Tenho sede de tudo que contenta minha alma.
A menina adormeceu pela trilha.
Não quis mais brincar…
No segundo tempo do percurso
é a mulher com tranças ao vento
e calçada com atrevimento,
que passos firmes impõe
a escalada do seu firmamento.
Crs Ribeiro
#Desafio 098
Amar
é não conter o belo
que um poeta traz em seu peito.
É verbo de confiança, doação e valor
que exige um só complemento:
aquela que julga merecer seu ardor.
Mas tal sentimento
não qualifica o seu portador
a notar ser, também, objeto de amor.
Clama por correspondência.
Que desejo vão!
Dela já tem nas mãos:
corpo,
alma
e coração.
Crs Carneiro
⛵️
Amar
é não conter o belo
que um poeta traz em seu peito.
É verbo de confiança, doação e valor
que exige um só complemento:
aquela que julga merecer seu ardor.
Mas tal sentimento
não qualifica o seu portador
a notar ser, também, objeto de amor.
Clama por correspondência.
Que desejo vão!
Dela já tem nas mãos:
corpo,
alma
e coração.
Crs Carneiro
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