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Por Cilene Resende @seria.uma.sereia
Fragmentos do livro O Mar É Uma Pista De Dança.
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Repetindo o post porque é importante o apoio de vocês comprando o livro, indicando o livro, e, para isso, é mais importante ainda que se saiba onde encontra-lo.
Algum erro no post de ontem fez desaparecer o que havia postado.
Envio também direto com dedicatória via dm 冀.
Beijos.
#book #bookstagram #poesía #cileneresende #livro
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é um prazer te ter aqui ! 視
sou cilene resende
escritora, poeta
e tudo o que transborda disso
seja bem-vinda, seja bem-vindo
siga-me para acompanhar poemas inéditos, reflexões sobre a vida e novidades sobre o meu trabalho literário
este é meu canto, mas não tema se molhar 隆♀️
#escritora #poesia #sereia @bullajr
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No dia 21/03, celebramos a capacidade humana de traduzir o invisível: é o dia mundial da poesia.
A poesia é uma forma resiliente de arte. Ela sobrevive a crises e tecnologias porque fala direto ao pulso humano.
Em 1999, durante a 30ª Conferência Geral da UNESCO em Paris, foi instituída a data de 21/03 como o dia Mundial da Poesia.
Não é uma data que homenageia o nascimento ou a morte de nenhum poeta. Na verdade, a ideia era associar a poesia ao renascimento, à criatividade e à floração das ideias, já que, no hemisfério norte, 21/03 marca o início da primavera.
Poetize-se !
#leiamais #poesia
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Em "O Mar É Uma Pista de Dança", de Cilene Resende, as palavras ecoam como na imensidão do oceano.
Um livro de poesias que mistura o sublime e o misterioso em uma dança inesquecível. Deixe-se levar por essas ondas! 冀
#livro #poesia #literatura #leitura #divulgação
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SORTEIO: [O mar é uma pista de dança]
Sinopse: “O mar é uma pista de dança é poesia que mergulha nas profundezas do oceano para trazer à tona versos que ecoam a imensidão das emoções humanas. Suas poesias, vastas como o mar, misturam o misterioso e o profano, explorando amores, sonhos, temores e ambições com sensibilidade e imaginação. Como uma sereia que canta nas profundezas, convida o leitor a se perder em suas palavras, que fluem como ondas, ora suaves, ora arrebatadoras, transformando o amor e a vida em algo sublime. Esta obra é um convite à dança entre a fantasia e a realidade, um canto que ressoa no fundo da alma, chamando-nos para mergulhar em suas águas poéticas”.
Para participar, siga estas regras simples:
1. Curta este post oficial.
2. Siga a autora @seria.uma.sereia e as páginas do @admiravelmundopop e @esquadrinhandoleituras
3. Marque nos comentários 2 amigos que também adorariam ganhar este livro. (Pode comentar quantas vezes quiser, só não vale repetir as mesmas pessoas, perfil de famosos, lojas, empresas, desativados e/ou fakes).
Lembrando: Deixe seu perfil público no dia do sorteio, que acontecerá no dia 19/03, às 18h.
OBS:
* Quem for sorteado terá até 24h para entrar em contato com as páginas admiravelmundopop ou esquadrinhandoleituras via direct, para informar os dados de envio, ou o sorteio será refeito.
* O sorteio é válido em todo o Brasil e o frete é por nossa conta.
BOA SORTE!
Compartilhem com os amigos!
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Meu avô sempre dizia que o ano começa no primeiro surdo. Foi ele quem me ensinou a amar o carnaval e suas ruas abarrotadas de risos.
Durante anos, dancei com uma flor presa no peito, que tinha nome e perfume. Era a porta-bandeira do meu exagero.
Este ano eu fui de abelha sem flor.
O luto perpassado de amarelo berrante, asas de plástico, ferrão improvisado com cartolina, zumbindo pelas esquinas,
cantando marchinha:
“Ô jardineiro, prepara o canteiro,
que o meu amor anda sumido no meio do cheiro!”
Nos primeiros dias eu procurava a flor.
Entre serpentinas e confetes grudados no suor, imaginava que ela podia brotar
de trás de qualquer máscara.
Beijei uma Dália elétrica,
toda pintada de glitter azul,
que falava alto e ria com a cabeça jogada para trás.
Passei a madrugada com uma Orquídea
delicada só na aparência,
que sabia o nome das próprias pétalas
e não tinha medo de desabrochar na cama improvisada do hotel barato.
Teve também uma Margarida distraída,
que me ensinou que arrancar pétalas
é um jeito antigo demais de decidir.
Mas as flores me pareciam tão murchas.
Talvez por excesso de sol,
talvez por excesso de mim.
E, ainda assim,
em algum momento entre um bloco e outro, percebi que estava feliz porque o meu corpo, finalmente,
parava de perguntar onde estava a flor
e começava a perguntar onde eu estava.
O carnaval acabou.
Saí sem asas.
Foi estranho como o silêncio depois do último tambor.
Se fosse marchinha, seria assim:
“Abelha sem colmeia
Voando em torno de mim
quem perde a primavera
descobre que também é jardim.”
——————————————
Cilene Resende
@seria.uma.sereia
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