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A Leitura Cria
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#resenha

#resenha · Em andamento
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Livro: Arsène Lupin contra Herlock Sholmes
Autor: Maurice Leblanc
Páginas: 251 | Livre

Embora o nome do personagem que tentará prender o ladrão mais habilidoso da França seja Herlock Sholmes, trata-se de uma versão de Sherlock Holmes. Maurice Leblanc, ao criar suas histórias, citou o famoso detetive em alguns contos e fez essa alteração no nome por questões de direitos autorais.

Neste suspense, Sholmes é contratado para prender Arsène Lupin, que está envolvido em uma série de crimes sem solução. Os detetives locais, como Ganimard, não possuem as habilidades necessárias para encurralar o astuto ladrão. O primeiro crime narrado é o roubo de uma escrivaninha contendo um bilhete premiado. Nesse conto inicial, Sholmes é apenas citado, mas seu envolvimento direto começa no caso do desaparecimento do diamante azul. Ao lado de seu parceiro Wilson, ele entra em ação para tentar desvendar o mistério.

É divertido acompanhar as confusões que Lupin arquiteta para escapar do detetive inglês. Apesar da sagacidade de Sholmes, ele não consegue superar o brilhantismo do ladrão em seu primeiro duelo. Fica evidente que esse jogo de gato e rato deixa marcas profundas em Herlock Sholmes, pois, mesmo após a conclusão do caso do diamante azul, ele continua pensando no francês.

Então, Sholmes é chamado novamente, desta vez pelo barão Victor d’Imblevalle, que busca solucionar o desaparecimento de um candelabro judaico. Movido pelo ressentimento de não ter conseguido derrotar Lupin anteriormente, o detetive aceita o desafio.

Ao retornar à França, Sholmes descobre que Lupin já sabia de sua chegada. Isso o intriga ainda mais, pois ele não consegue compreender como o ladrão sempre está à frente de seus passos. Mais uma vez, o detetive mais famoso da literatura precisa enfrentar o carismático e inteligente Arsène Lupin.

O livro é curto e de leitura fluida. Não é o tipo de suspense que envolve o leitor como um detetive tentando desvendar os mistérios. Em vez disso, é como assistir a um monólogo de pensamentos, acompanhando os movimentos dos personagens como em um jogo de xadrez. Ainda assim, recomendo o livro para os amantes de clássicos.

#resenhas #ArsèneLupincontraHerlockSholmes
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Público
Livro: A Loucura do Mel
Autoras: Jodi Picoult e Jennifer Finney Boylan
Páginas: 546 | +16 anos

Olivia McAfee é mãe solo, apicultora e uma mulher que enfrentou muitas desventuras em seu relacionamento anterior. Por muitos anos, viveu acuada, sentindo-se pequena e incapaz diante da crueldade do ex-marido. Apesar dos anos terem se passado, e de Olivia ter saído daquele relacionamento quando seu único filho, Asher, ainda era um bebê, as dores desse passado continuam a assombrá-la.

No presente, Asher é um rapaz de 17 anos, forte e estudioso, um “milagre” vindo daquele relacionamento. Pelo menos, é isso que sua mãe, Olivia, pensa, até que a namorada de Asher, Lily, perde a vida, e ele se torna o principal suspeito.

O livro apresenta a narrativa de duas personagens: Olivia e Lily. Duas mulheres que, apesar das adversidades, revelam ter muito em comum, pois ambas são vítimas da violência contra a mulher.

Em uma jornada íntima, nos capítulos narrados por Olivia, conhecemos profundamente a personagem, sua mente, memórias e como está sendo difícil para ela enfrentar o julgamento de seu único filho. Além dos dilemas, as autoras oferecem uma verdadeira aula de apicultura, na qual somos apresentados à importância das abelhas para o ecossistema e a várias curiosidades sobre a prática.

Nos capítulos narrados por Lily, conhecemos uma adolescente que enfrentou diversos conflitos com o pai, que não a aceitava, e como essa rejeição a tornou frágil. A história de Lily é mais profunda e traz até um plot twist surpreendente no meio do livro, que pode explicar o que levou o agressor a tirar sua vida.

É um livro denso e muito detalhado. Embora eu entenda a importância de tudo que foi abordado nas páginas, senti que a narrativa poderia ser mais fluida. Menos 100
páginas, de fato, não fariam diferença para a história, mas a tornariam mais dinâmica. Apesar de tratar de assuntos muito sérios, a narrativa perde força em alguns momentos devido às divagações das autoras. Contudo, ainda vale a leitura, especialmente para aqueles que apreciam dramas.

#resenhas #Aloucuradomel
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Público
Livro: A Última Casa na Rua Needless
Autora: Catriona Ward
Páginas: 394 | Classificação: 16 anos

Um simples passeio no lago foi suficiente para mudar a vida de uma família e o destino de seus personagens. É o que acontece quando Laura, ou Lulu, desaparece durante uma viagem da família para o lago. Didi, sua irmã mais velha, e encarregada de cuidar dela naquele momento, vê sua vida mudar completamente quando a família percebe que a pequena Lulu, de apenas cinco anos, sumiu.

Paralelamente, o livro narra a história de Ted Bannerman, um homem com sérios problemas de memória, que vive com sua gata chamada Olivia e sua filha Lauren. No passado, Ted foi investigado como suspeito de ter raptado Lulu, mas foi logo inocentado. Contudo, no coração de Didi, algo sugere que ele foi a pessoa que mudou suas vidas para pior.

A narrativa é construída através das perspectivas de quatro personagens. A forma como a autora desenvolve a história por meio deles proporciona diversos ângulos da mesma história, todos complementando-se. À medida que o leitor se adapta ao estilo literário da autora, que às vezes é lúdico e confuso, a leitura se torna mais envolvente. Os capítulos são curtos, mas a história é tão densa que o leitor precisa prestar atenção redobrada para compreender todos os detalhes, o que também é positivo, facilitando a identificação dos elementos que se encaixarão no quebra-cabeça final.

Todos os personagens têm suas peculiaridades, o que contribui significativamente para a narrativa. De fato, nada é o que parece, com vários enredos bem construídos que tornam o suspense difícil de prever.

O livro se propõe a algo e alcança um objetivo muito mais ousado e realista no final; é um suspense denso, com um terror psicológico habilmente trabalhado e personagens peculiares.

#resenhas #AúltimacasadaruaNeedless
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Público
Livro: A Última Casa na Rua Needless
Autora: Catriona Ward
Páginas: 394 | Classificação: 16 anos

Um simples passeio no lago foi suficiente para mudar a vida de uma família e o destino de seus personagens. É o que acontece quando Laura, ou Lulu, desaparece durante uma viagem da família para o lago. Didi, sua irmã mais velha, e encarregada de cuidar dela naquele momento, vê sua vida mudar completamente quando a família percebe que a pequena Lulu, de apenas cinco anos, sumiu.

Paralelamente, o livro narra a história de Ted Bannerman, um homem com sérios problemas de memória, que vive com sua gata chamada Olivia e sua filha Lauren. No passado, Ted foi investigado como suspeito de ter raptado Lulu, mas foi logo inocentado. Contudo, no coração de Didi, algo sugere que ele foi a pessoa que mudou suas vidas para pior.

A narrativa é construída através das perspectivas de quatro personagens. A forma como a autora desenvolve a história por meio deles proporciona diversos ângulos da mesma história, todos complementando-se. À medida que o leitor se adapta ao estilo literário da autora, que às vezes é lúdico e confuso, a leitura se torna mais envolvente. Os capítulos são curtos, mas a história é tão densa que o leitor precisa prestar atenção redobrada para compreender todos os detalhes, o que também é positivo, facilitando a identificação dos elementos que se encaixarão no quebra-cabeça final.

Todos os personagens têm suas peculiaridades, o que contribui significativamente para a narrativa. De fato, nada é o que parece, com vários enredos bem construídos que tornam o suspense difícil de prever.

O livro se propõe a algo e alcança um objetivo muito mais ousado e realista no final; é um suspense denso, com um terror psicológico habilmente trabalhado e personagens peculiares.

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#resenhas #AúltimacasadaruaNeedless
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Público
Livro: A Empregada
Autora: Freida McFadden
Páginas: 304 | +16 anos

Nina e Andrew Winchester são a família perfeita e imaculada, que vive em uma casa linda, cercada por vizinhos esnobes e ricos. Ambos fazem questão de se apresentar sempre da melhor maneira, sem um único fio de cabelo fora do lugar. Já Millie, uma jovem de 27 anos que passou os últimos 10 anos da sua vida presa, é uma personagem cheia de mistérios, incluindo o motivo de sua prisão, que só é revelado ao longo do livro.

Em um momento de extrema necessidade, quando seu carro se tornou sua casa, Millie aceita o que para ela é o emprego dos sonhos: um salário digno e um teto sob sua cabeça. No dia da entrevista, Millie faz de tudo para esconder sua beleza juvenil, pois sabe que isso poderia prejudicar suas chances de conseguir a vaga. Durante o pouco tempo que passou na deslumbrante casa dos Winchester, apenas uma coisa foi capaz de deixá-la alarmada: o quarto minúsculo no sótão, com uma janela pequena demais e permanentemente trancada. Mas Millie não estava em posição de escolher qual emprego aceitar, e passou os dias seguintes torcendo para que Nina ligasse informando que a vaga era dela.

Com o passar do tempo, enquanto arrumava, limpava e cuidava da pequena e mimada Cecelia — filha de Nina —, tornou-se perceptível que algo estava errado com sua patroa. Todas as manhãs, a casa amanhecia destruída, com roupas e toalhas espalhadas pelo chão do banheiro, louça suja acumulada e uma personalidade cada vez mais instável por parte de Nina. Não demorou para que Millie percebesse que estava em um território desconhecido e delicado, onde segredos mais profundos estavam prestes a emergir.

A Empregada é um suspense muito bem escrito, com personagens bem desenvolvidos e uma trama extremamente envolvente. A autora engana o leitor de forma habilidosa, mas sem tornar a narrativa desleal; pelo contrário, os plot twists ocorrem de maneira natural e servem para aprofundar a história, elevando-a a outro nível. É um suspense incrível, altamente recomendado para quem deseja explorar mais desse gênero.

#resenhas #Aempregada:Bem-vindaàfamília
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Público
Livro: As Musas
Autor: Alex Michaelides
Páginas: 350 | + 16 anos

Mariana Andros é uma terapeuta de grupo que está passando por uma fase de luto com a perda do amor da sua vida, Sebastian. Há dois anos, em uma viagem para tentarem ser pais, Sebastian perdeu a vida ao nadar, deixando sua esposa sozinha no mundo. O trabalho dela ocupa bastante do seu tempo, mas não o suficiente para impedir que seus pensamentos se infiltrem no passado e nos momentos bons que passou ao lado do falecido marido.

Mas, um mistério horrível nos terrenos de Cambridge tira a vida da melhor amiga da sua sobrinha, fazendo com que Mariana largue tudo para ir ao encontro de Zoe e confortá-la nesse momento de dor.

Na viagem de trem até a universidade, um jovem de 29 anos aborda Mariana; seu nome é Fred, ele é estudante de física e se vê imediatamente apaixonado por ela. É claro que, devido à diferença de idade, mesmo que pouca - ela tem 37 -, o seu luto e às atuais circunstâncias de sua visita, ela não dá corda para o comportamento de Fred. Mas esse personagem incomum a acompanha em toda a narrativa, que conta o mistério por meio da narração em terceira pessoa, na perspectiva de Mariana.

Quando ela encontra Zoe, esta expõe sua opinião ao relatar que acha que o charmoso professor Edward Fosca foi o criminoso que tirou a vida de Tara. Nesse momento, Mariana se infiltra o máximo que pode na investigação e tenta se aproximar do grupo seleto de meninas que fazem parte de uma sociedade chamada “As Musas”, que tem como integrante principal justamente o professor de tragédia grega, o Fosca. A cada nova pista e a cada nova morte, ela sente que está mais próxima de provar que ele é culpado. Além disso, o livro traz vários capítulos em primeira pessoa com a narrativa do criminoso, que permanece em suspense até as páginas finais. Dessa forma, o leitor pode lidar com os suspeitos e as pistas deixadas nos capítulos narrados pelo criminoso.

O plot, mais uma vez, é surpreendente, e o autor faz referência a várias tragédias gregas, mitos e afins. A personagem principal é muito melancólica, mas achei pertinente para a história. É um suspense fluido, com capítulos dinâmicos e muito bem escrito.

#resenhas #Asmusas
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Público
#Resenha

Livro: O Desaparecimento de Stephanie Mailer
Autor: Joël Dicker
Páginas: 576 | +14 anos

A narrativa do livro gira em torno de um crime ocorrido em 1994, no qual quatro pessoas perderam suas vidas de forma brutal. Na época, o inexperiente policial Jesse Rosenberg, junto com o mais experiente oficial Derek Scott, assumiu a responsabilidade de solucionar o caso sob intensa pressão.

No entanto, vinte anos depois, durante a cerimônia de aposentadoria de Jesse, uma jornalista aparece para afirmar que houve um engano: ele e Derek acusaram a pessoa errada. Prestes a se aposentar, Jesse não consegue resistir ao mistério e à gravidade da acusação, já que isso implica uma grande injustiça cometida no passado.

Quanto mais Jesse se aprofunda novamente na investigação, mais acuado ele se sente. As coisas se complicam ainda mais quando Stephanie, a jornalista, desaparece misteriosamente. Sem muitas alternativas e com o tempo jogando contra ele, Jesse implora para que seu amigo Derek volte ao caso, para que juntos possam revisar todos os detalhes.

Além dos dois policiais, a história está repleta de personagens. São tantos que o autor incluiu uma lista no início do livro, para que os leitores pudessem consultá-la conforme avançavam na leitura. No entanto, embora muitas dessas histórias paralelas sejam interessantes, poucas são realmente relevantes para o enredo principal. Ficou evidente que grande parte dos personagens não poderia ser considerada suspeita, o que tornava essas histórias desnecessárias e, em alguns momentos, apenas atrasava o ritmo da leitura.

A narrativa de Joël Dicker é muito agradável, e a construção dos personagens é interessante. No entanto, senti que ele se perdeu em vários momentos, e que uma abordagem mais dinâmica poderia ter tornado a história muito melhor. Além disso, o trio de policiais que, de certa forma, assumiu o protagonismo, foi retratado em muitos momentos como uma espécie de “três patetas”. Isso enfraqueceu a resolução do mistério no final, deixando a impressão de que o suspense nunca foi o foco principal do autor, mas sim as vidas dos personagens envolvidos.
Público
#Resenha

Livro: O Homem de Giz
Autora: C.J. Tudor
Páginas: 272 | +16 anos

Eddie e seus amigos vivem uma infância aparentemente normal na década de 1980, até que um acontecimento traumático muda completamente a vida de Eddie. Ele presencia um grave acidente em um parque de diversões, onde um brinquedo se solta e quase tira a vida de uma garota. Embora ela tenha sobrevivido, o ocorrido deixou cicatrizes visíveis na adolescente.

A narrativa do livro alterna entre eventos de 1986 e 2016, sempre sob a perspectiva de Eddie, narrada em primeira pessoa. O grupo de amigos, composto por Gav Gordo, Hoppo, Mickey Metal e Nicky, parece atrair tragédias. Além do acidente com a garota apelidada por Eddie de “Garota do Twister”, outra jovem perde a vida de forma brutal — um mistério que permanece sem solução há 30 anos.

As coisas ficam ainda mais sinistras quando os acidentes envolvendo pessoas ao redor dos adolescentes são seguidos por desenhos de homenzinhos de palitos, ilustrando exatamente o que aconteceria. O detalhe mais perturbador é que as próprias crianças utilizavam esses desenhos como uma forma de comunicação entre si.

No ano de 2016, vemos que Eddie nunca se casou, continua morando na mesma casa e mantém o hábito que tinha na infância de colecionar pequenos objetos, sejam eles perdidos ou não. Sua personalidade curiosa e observadora também permanece, mas ele frequentemente sente que perde o fio da realidade.

Os dois períodos de tempo criados pela autora fornecem o clima de suspense ideal para a história. Observar o comportamento dos personagens em 1986 e conectá-lo às consequências vividas em 2016 forma o elo necessário para o desenrolar da trama. O livro é muito interessante e a narrativa é fluida. Embora o desfecho pudesse ser mais surpreendente, recomendo a leitura para os amantes de suspense.
Público
#Resenha literária

Livro: Guerreiros da Tempestade
Autor: Bernard Cornwell
Páginas: 349 | + 16 anos

Em Guerreiros da Tempestade, o excelente guerreiro e protagonista deste compilado de histórias, Uhtred, continua sua jornada para ajudar a filha do rei Alfredo, Athelflaed, a concretizar o sonho do rei: a criação da Inglaterra.

Os laços que unem Uhtred aos saxões são fortes o suficiente para que ele desista de seus próprios sonhos e coloque seus homens de confiança nessa empreitada cristã. Atualmente, Uhtred, apesar de não ficar claro na história, deve ter cerca de cinquenta anos, pois seus filhos já estão crescidos, e a caçula já está casada e tem uma filha. Isso nos leva à premissa deste livro, em que um novo vilão surge: o dinamarquês Ragnall Ivarson, o Cruel. Coincidentemente, ele é irmão de Sigtryggr, que é casado com Stiorra, a filha mais nova de Uhtred. O novo inimigo de Uhtred deseja dominar territórios saxões, o que leva à recente luta entre o exército de Uhtred e Ragnall.

O autor nunca decepciona nas cenas de luta e ação, fornecendo os ingredientes necessários para pavimentar cada vez mais essa estrada já tão conhecida pelos leitores. Foi um dos livros com mais ação e estratégia de guerra de que me lembro, e a cada livro novo, sinto mais conexão com os personagens. O filho mais velho de Uhtred, que foi rejeitado pelo pai por decidir virar padre, reaparece, deixando a relação com o pai ainda mais delicada. A relação dele com Stiorra também é muito bonita, mostrando um novo ângulo desse personagem que já foi tão castigado pelos acontecimentos de sua própria vida. Como em outros livros, senti o medo constante de algum personagem perder a própria vida, pois o elo que o leitor constrói com esses personagens é muito especial.

A luta pela conquista da união dos reinos continua, e o final do livro traz uma promessa instigante para os leitores da saga. Será que nosso protagonista vai retomar seu grande sonho de conquistar suas terras em Bebbanburg? Recomendo muito a série, tanto para quem gosta de ficção histórica quanto para quem não gosta.
Público
Arsène Lupin contra Herlock Sholmes
Autor: Maurice Leblanc
Páginas: 251 | Livre

Embora o nome do personagem que tentará prender o ladrão mais habilidoso da França seja Herlock Sholmes, trata-se de uma versão de Sherlock Holmes. Maurice Leblanc, ao criar suas histórias, citou o famoso detetive em alguns contos e fez essa alteração no nome por questões de direitos autorais.

Neste suspense, Sholmes é contratado para prender Arsène Lupin, que está envolvido em uma série de crimes sem solução. Os detetives locais, como Ganimard, não possuem as habilidades necessárias para encurralar o astuto ladrão. O primeiro crime narrado é o roubo de uma escrivaninha contendo um bilhete premiado. Nesse conto inicial, Sholmes é apenas citado, mas seu envolvimento direto começa no caso do desaparecimento do diamante azul. Ao lado de seu parceiro Wilson, ele entra em ação para tentar desvendar o mistério.

É divertido acompanhar as confusões que Lupin arquiteta para escapar do detetive inglês. Apesar da sagacidade de Sholmes, ele não consegue superar o brilhantismo do ladrão em seu primeiro duelo. Fica evidente que esse jogo de gato e rato deixa marcas profundas em Herlock Sholmes, pois, mesmo após a conclusão do caso do diamante azul, ele continua pensando no francês.

Então, Sholmes é chamado novamente, desta vez pelo barão Victor d’Imblevalle, que busca solucionar o desaparecimento de um candelabro judaico. Movido pelo ressentimento de não ter conseguido derrotar Lupin anteriormente, o detetive aceita o desafio.

Ao retornar à França, Sholmes descobre que Lupin já sabia de sua chegada. Isso o intriga ainda mais, pois ele não consegue compreender como o ladrão sempre está à frente de seus passos. Mais uma vez, o detetive mais famoso da literatura precisa enfrentar o carismático e inteligente Arsène Lupin.

O livro é curto e de leitura fluida. Não é o tipo de suspense que envolve o leitor como um detetive tentando desvendar os mistérios. Em vez disso, é como assistir a um monólogo de pensamentos, acompanhando os movimentos dos personagens como em um jogo de xadrez. Ainda assim, recomendo o livro para os amantes de clássicos.

#resenhaliteraria #arsenelupin #resenhas