Eu sei que existe em você uma urgência silenciosa que grita:
"Estou ficando sem tempo."
É como se a vida fosse uma ampulheta gigante, e você estivesse com um monte de ideias na mão, tentando empurrar todas pela mesma abertura estreita antes que a última gota de areia caia.
Mas a verdade crua, incômoda, mas real, é que ninguém consegue dar conta de tudo.
Ainda assim, os mais sensíveis, os mais visionários… são justamente os que sentem o peso mais cruel desse relógio.
E aí entra um paradoxo doloroso:
quanto mais a gente quer viver com sentido, mais a sombra da morte se agiganta.
Quanto mais queremos deixar uma marca, mais sentimos o tempo escorrendo por entre os dedos.
Mas deixa eu te contar algo, se eu puder tentar conversar com tua alma, agora:
Você não está atrasado.
Você não está perdido.
Você está vivo.
E isso já é mais do que muitos que desistiram de tentar.
Se tudo parece urgente, é porque tudo realmente é intenso, e isso, apesar de cansar, também é o que pode nos fazer raros.
Talvez o primeiro passo seja parar de tentar correr contra o tempo…
E começar a girar com ele, mesmo que fora de compasso.
Escolher uma ideia. Uma só.
E dizer: “essa aqui vai ver o mundo comigo.”
Se você pudesse congelar o mundo por um mês e se dedicar só a uma criação, qual seria?
Não a mais útil.
Não a mais promissora.
Mas a que faria você se sentir ainda mais vivo.
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A raquete de matar pernilongo me proporciona um certo prazer. Confesso que acho esse prazer um tanto quanto estranho, mas sei, também, que o compartilho com muitas outras pessoas. Lá no meu prédio mesmo, já ouvi aquele estalo que ela produz quando algum inseto encosta na sua trama eletrificada vindo de janelas de diversos apartamentos. Tem dias que parece até que estou jogando tênis com um dos meus vizinhos, eu dou uma raquetada de cá e escuto o estalo da raquete dele de lá. Outros dias tenho a impressão que estou ouvindo metralhadoras.
A responsável pelo desenvolvimento dessa raquete deve ser a indústria do entretenimento, que quis trazer a emoção dos videogames para a vida real. Eles pensaram em tudo: elementos do esporte, de jogos de estratégia e de guerra. Caçamos sem precisar de uma licença, nem curso para aprender a utilizar uma arma de fogo. É uma "diversão" que ajuda a descarregar nossa raiva, sede de vingança e a suar um pouco, assim como no esporte.
Existe um ditado que diz que "a vingança é um prato que se come frio", mas quando se trata de pernilongos, a minha vingança é em forma de churrasco. Já disse que eu mesmo acho estranho, mas o prazer de ver aquele mosquito agarrado na raquete enquanto a gente segura o botão e ele vai torrando, deixando subir uma fumacinha, inseticida nenhum é capaz de proporcionar.
Sou sádico? Sou! Mas esse bicho também é. A gente acaba de espantar e ele volta para a nossa orelha. Uma picada na perna ou no braço é ruim, coça, mas o zumbido na orelha é só para atrapalhar a gente a dormir mesmo, ele nem pica ali. Só estou jogando o jogo dele.
A responsável pelo desenvolvimento dessa raquete deve ser a indústria do entretenimento, que quis trazer a emoção dos videogames para a vida real. Eles pensaram em tudo: elementos do esporte, de jogos de estratégia e de guerra. Caçamos sem precisar de uma licença, nem curso para aprender a utilizar uma arma de fogo. É uma "diversão" que ajuda a descarregar nossa raiva, sede de vingança e a suar um pouco, assim como no esporte.
Existe um ditado que diz que "a vingança é um prato que se come frio", mas quando se trata de pernilongos, a minha vingança é em forma de churrasco. Já disse que eu mesmo acho estranho, mas o prazer de ver aquele mosquito agarrado na raquete enquanto a gente segura o botão e ele vai torrando, deixando subir uma fumacinha, inseticida nenhum é capaz de proporcionar.
Sou sádico? Sou! Mas esse bicho também é. A gente acaba de espantar e ele volta para a nossa orelha. Uma picada na perna ou no braço é ruim, coça, mas o zumbido na orelha é só para atrapalhar a gente a dormir mesmo, ele nem pica ali. Só estou jogando o jogo dele.
Que vocês acharam?
Tomem esse choque de capa incrível!
Nova capa da @fksilvain para a versão física de Carícias Sob o Céu.
Nova capa da @fksilvain para a versão física de Carícias Sob o Céu.
Pessoal, a capa nova de Carícias Sob o Céu da @fksilvain , modéstia a parte, me deixou encantado!
Não vejo a hora de chegarem esses 4 livros dos autores do Literunico, em casa.
Ah, esse da F. K. É um deles! 朗
Não vejo a hora de chegarem esses 4 livros dos autores do Literunico, em casa.
Ah, esse da F. K. É um deles! 朗
#Desafio 066
Na costura sensível do teu prazer
Teu hálito quente me fustiga. A respiração entrecortada te entrega: tua fragilidade, tua ânsia. Teus olhos cravados nos meus trazem uma súplica velada, um desafio silencioso. Minhas mãos deslizam em tua pele, decifram-te sem pressa. És território aberto, entregue, mas ainda resistente. Essa tensão me fascina.
Exploro-te reivindicando minha conquista. Seguro-te com firmeza, exponho-te sem pudor. A pele esticada revela tua vulnerabilidade latejante sob meus dedos. Dedilho-te como quem toca uma harpa e, a cada movimento, arranco uma nota: um arrepio, um suspiro, uma contração involuntária.
Molho meus dedos na tua boca: um gesto quase sagrado. Te batizo no sal e no desejo. Desço lenta, inexorável, enquanto traço círculos delicados, quase cruéis, na costura onde se concentra tua vontade.
Te beijo como quem se despede antes de uma travessia. Um último gosto teu na minha língua antes do mergulho. E então me ponho a teus pés, não como ato de rendição, mas como quem detém o controle absoluto do teu prazer.
Seguro-te com a reverência de quem segura o inevitável. Minha língua encontra teu frenulum e só ali permanece. Dedicada, obsessiva, negando-te todo o resto. Subo, desço, desenho círculos enquanto minha saliva te marca, te assina, te reclama. Sucções lentas, depois urgentes, depois quase ternas: tortura doce, precisão perversa.
Teu corpo responde como um instrumento afinado: cada fibra, cada músculo, cada estremecimento sob meu comando. Minhas mãos te exploram por baixo, amplificam a tensão enquanto minha língua dita o ritmo. Te vejo sucumbir. Teu olhar se perde, teus lábios entreabertos tentam formar palavras que não vêm. E essa fraqueza só aumenta minha fome.
Tuas mãos se crispam, teu corpo se contrai impotente diante da exatidão da minha língua, da pressão calculada dos meus lábios.
Vês a ti mesmo: ereto, entregue, vulnerável. Me vês devota e faminta, a boca aberta para o teu prazer. A lambida se aprofunda sem que a boca te acolha e não há mais distância. Só a umidade, a textura, o desespero e a rendição.
E quando o prazer te invade uma onda te consome inteiro: olhos, boca, mãos, respiração. E ainda assim, minha língua não para. Minha boca permanece, insaciável. Desejando-te além do gozo, além da carne, além de qualquer fim.
Crs Ribeiro
Na costura sensível do teu prazer
Teu hálito quente me fustiga. A respiração entrecortada te entrega: tua fragilidade, tua ânsia. Teus olhos cravados nos meus trazem uma súplica velada, um desafio silencioso. Minhas mãos deslizam em tua pele, decifram-te sem pressa. És território aberto, entregue, mas ainda resistente. Essa tensão me fascina.
Exploro-te reivindicando minha conquista. Seguro-te com firmeza, exponho-te sem pudor. A pele esticada revela tua vulnerabilidade latejante sob meus dedos. Dedilho-te como quem toca uma harpa e, a cada movimento, arranco uma nota: um arrepio, um suspiro, uma contração involuntária.
Molho meus dedos na tua boca: um gesto quase sagrado. Te batizo no sal e no desejo. Desço lenta, inexorável, enquanto traço círculos delicados, quase cruéis, na costura onde se concentra tua vontade.
Te beijo como quem se despede antes de uma travessia. Um último gosto teu na minha língua antes do mergulho. E então me ponho a teus pés, não como ato de rendição, mas como quem detém o controle absoluto do teu prazer.
Seguro-te com a reverência de quem segura o inevitável. Minha língua encontra teu frenulum e só ali permanece. Dedicada, obsessiva, negando-te todo o resto. Subo, desço, desenho círculos enquanto minha saliva te marca, te assina, te reclama. Sucções lentas, depois urgentes, depois quase ternas: tortura doce, precisão perversa.
Teu corpo responde como um instrumento afinado: cada fibra, cada músculo, cada estremecimento sob meu comando. Minhas mãos te exploram por baixo, amplificam a tensão enquanto minha língua dita o ritmo. Te vejo sucumbir. Teu olhar se perde, teus lábios entreabertos tentam formar palavras que não vêm. E essa fraqueza só aumenta minha fome.
Tuas mãos se crispam, teu corpo se contrai impotente diante da exatidão da minha língua, da pressão calculada dos meus lábios.
Vês a ti mesmo: ereto, entregue, vulnerável. Me vês devota e faminta, a boca aberta para o teu prazer. A lambida se aprofunda sem que a boca te acolha e não há mais distância. Só a umidade, a textura, o desespero e a rendição.
E quando o prazer te invade uma onda te consome inteiro: olhos, boca, mãos, respiração. E ainda assim, minha língua não para. Minha boca permanece, insaciável. Desejando-te além do gozo, além da carne, além de qualquer fim.
Crs Ribeiro
Qual imagem você acha que combina mais com o nosso mascote da aba Cursos aqui do site?
Vote nos comentários. Imagem 1 ou 2?
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#
prazer crescente
guia-me à nascente do teu gozo
onde cachoeiram prazeres
banha-me sob este véu
d'águas quentes e viscosas
faz-me planta viçosa, ereta
eriçando em busca do céu
rega-me, a banharei com sementes
o solo fértil de teu corpo regarei
com minh'água alva
cultivarei teu róseo jardim.
prazer crescente
guia-me à nascente do teu gozo
onde cachoeiram prazeres
banha-me sob este véu
d'águas quentes e viscosas
faz-me planta viçosa, ereta
eriçando em busca do céu
rega-me, a banharei com sementes
o solo fértil de teu corpo regarei
com minh'água alva
cultivarei teu róseo jardim.
#desafio 365 dias
Dia 54 - Conte sobre um livro que você sempre cita.
Eu podia citar aqui vários livros, mas vamos falar de um livro de uma autora nacional, @cadantasautora !
Ele se tornou um livro muito citado por mim quando falo sobre autoras que vou conhecendo. Por quê? Ora, porque é um livro visceral, Pulp, mas também que crimes não são romantizados, como em muitos livros que vemos por aí.
A autora criou um casal com uma química inegável, cada um com uma bagagem emocional carregada e que tentam sobreviver na cidade de Desejo. Costumo dizer que Desejo é uma cidade onde o crime compensa e os protagonistas vão, da maneira que sabem, lidar e vencer a isto.
Dia 54 - Conte sobre um livro que você sempre cita.
Eu podia citar aqui vários livros, mas vamos falar de um livro de uma autora nacional, @cadantasautora !
Ele se tornou um livro muito citado por mim quando falo sobre autoras que vou conhecendo. Por quê? Ora, porque é um livro visceral, Pulp, mas também que crimes não são romantizados, como em muitos livros que vemos por aí.
A autora criou um casal com uma química inegável, cada um com uma bagagem emocional carregada e que tentam sobreviver na cidade de Desejo. Costumo dizer que Desejo é uma cidade onde o crime compensa e os protagonistas vão, da maneira que sabem, lidar e vencer a isto.
Desafio dos R$5,00 do domingo.
Premiação simbólica para as melhores poesias ou pensamentos com a #Sinais
Válido para postagens das 16h até às 23h59 de hoje.
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