Ideia: Religião, Humanidade e o Tempo: Um Ensaio sobre Fé e Crítica
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Bom dia...
Ou seria boa tarde?
Talvez boa noite.
É isso mesmo.
Boa...
Enfim, o tempo anda brincando comigo,
embaralha relógios,
mistura o céu e o chão.
E eu, perdido nas horas,
já nem sei que dia é hoje.
Que horas são?
Ideia: Literatura, Inteligência Artificial e o Preconceito do Travessão
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O VELHO IPÊ AMARELO
No alto da velha árvore, o ipê brilha à luz do sol.
De repente, uma folha se solta.
Gira pelo ar, lentamente.
Rodopia.
Sussurra nos ouvidos do vento.
Desce, deslizando… em silêncio.
Quase toca o chão, mas cai na vasilha de margarina
onde os pássaros e o cão bebem.
Outra folha cai.
Treme, hesita,
curva-se,
rola leve.
Seu desespero pelo novo é ouvido apenas pelo vento,
que a acaricia.
Ela beija a relva úmida.
Mais uma se desprende.
Brilhando ao sol, dourada.
Essa, o vento guarda.
Como quem busca perdão.
A folha voa,
roda,
gira,
e então encosta no musgo.
E outra, ainda.
Velha, mas também nova.
Cai lentamente,
saboreando cada instante.
Se curva.
Em silêncio.
Descansa no chão entre tantas outras.
O ipê as observa.
Nu.
Mas ainda resplandece.
Mais uma missão cumprida:
as folhas caídas, ouro espalhado,
felicidade que o tempo jamais levará.
Da esquina, surge um menino,
o mesmo da capa amarela, saltitando.
Pisoteia as folhas secas.
Elas voam,
rodopiam,
tremem,
e parecem rir com ele.
Sua mãe o observa,
não tão longe.
O vento brinca em seus cabelos.
As folhas giram,
cintilam,
abraçam a capa amarela
e o menino, radiante.
A mãe, com o sorriso no rosto,
retira do bolso um objeto azul.
Brilha. Estranho. Fascinante.
Ela sorri para o menino,
encantada.
E ele sorri de volta.
E parece que ela captura esse sorriso
no estranho objeto.
Ao fim, as folhas dançam entre os pés dele,
entre o sol e o musgo.
O ipê, nu, resplandece ainda.
O instante é ouro.
O instante é voo.
O instante escorrega entre os dedos.
Rafael Araújo
Sei que nunca vai me olhar
como o dono do seu sonho.
Nem tampouco me amar,
como ama o tal estranho.
Vivo em conto encantado,
que sozinho imaginei.
Nele, ao fim, de seu lado,
feliz para sempre fiquei.
Eu já te amei sem medida,
e sempre vou te amar.
Mesmo em outra partida,
não deixarei de lembrar.
Nem tempo, nem distância,
farão meu amor sumir.
É chama em perseverança,
que insiste em não cair.
Ninguém vai compreender
o motivo desse ardor.
Nasceu sem eu perceber,
transformando-se em amor.
Eu te amei, vou amar,
mas guardo tudo em segredo.
Se um dia me procurar,
verá só silêncio e medo.
Sei que nunca vai me ver
como o dono dos seus sonhos.
Mesmo se fosse me ter,
não seria em tom risonho.
Escrever é se reescrever em uma linguagem que só o autor entende. Quem lê acessa apenas fragmentos e reflete a partir do próprio olhar.
Será que algum leitor já conseguiu compreender o todo?
Novidades!!! Mais um conto fabuloso disponível...
“Cadê o buraco do tatu?”
Uma aventura marcada pela curiosidade, pela amizade e pelos segredos guardados pela floresta.
Até onde a curiosidade pode nos levar?
Venha descobrir esse novo capítulo da coletânea A Floresta: Contos fabulosos.
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