Epílogo Estrelas Propícias · Capítulo 22 de 22
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Epílogo

Lá vão quatorze anos.

Não me consta que tenha morrido algum dos personagens que há instantes vimos tão alegres nas margens do Lima.

Conhecem romance em que tenha morrido tão pouca gente? Eu não! Se aquele santo do Rio de Janeiro não vergasse debaixo dos oitenta anos, ainda agora podia estar no seio da patriarcal família de Barcelos, onde ele tencionava acabar seus dias.

As irmãs de Antônio de Azevedo estão todas casadas, e senhoras de boas casas de lavoira e numerosa descendência.

Está ainda solteira Eliza, a irmã mais nova de Corinna. Tem hoje trinta e um anos. É ainda formosa. Se o leitor é solteiro e rico... (não será mau que seja rico, para maior segurança) pode dar a este romance um suplemento, casando com aquela senhora,

que está aqui em Lisboa. Eu de muito boa vontade, na segunda edição deste romance, darei a possível imortalidade ao ato.

Pude também saber que o menino mais velho de Antônio de Azevedo amolgou a comenda na borda de um tanque, e acabou por atirar com ela a um poço. Que grande democrata se está ali criando!

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