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Rosaura, a Enjeitada

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Rosaura, a Enjeitada

Capítulo 5 · Rosaura, a Enjeitada

Parte I — Capítulo V: Nova companhia vinda muito a propósito

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Adelaide!... Adelaide! olá! — ouviu-se bradar de longe a voz estridente do major.

— O que é lá, papai? — acudiu levantando-se rapidamente a moça, que, achando-se empenhada em uma interessante conversação com o Azevedo e os outros dois estudantes que estavam ao pé dela, não deixou de sobressaltar-se com tão brusco e altissonante chamamento.

— Olha cá... não vês? — continuou o major no mesmo tom.

— O nosso vizinho tenente André com suas filhas; temos reforço de boa companhia.

— Oh! que belo!... as filhas do tenente André! — exclamou Adelaide batendo palmas, e correndo ao encontro de suas amigas e vizinhas, que vinham lentamente descendo pelo quintal escoltadas pelo major e o tenente, que marchavam gravemente na retaguarda. Eram três nédias e viçosas raparigas, alegres, desembaraçadas e folgazonas, orçando a idade delas da mais moça à mais velha entre os dezoito e vinte dois anos. Posto que muito inferiores em beleza e elegância à filha do major, eram bem feitas, bonitas, e tinham maneiras e ademanes inocentemente provocadores.

O pai era um tenente do exército, reformado, baixo e algum tanto bojudo, e que só pelos formidáveis bigodes grisalhos revelava um papel quase nulo nas cenas, que vamos descrevendo; pouco nos ocuparemos com sua pessoa; entretanto sempre diremos que era viúvo, que sabia muito bem comer, beber, dormir, e ir pontualmente receber à boca do cofre o seu soldo de tenente, que — diga-se em abono da verdade, — despendia honestamente com a manutenção da sua família, a qual constava unicamente dele e suas três filhas. Na sociedade quase nada dizia, contentava-se com prestar atenção e aplaudir com seu riso alvar a tudo que se dizia.

As duas famílias tinham entre se essa intimidade que provém da vizinhança em um lugar isolado, e portanto o tenente com sua pequena mas vistosa companhia entrava pelo quartel general do major à dentro, à hora, que lhe parecia, sem formalidades nem continências, visto que ambos estavam em quartéis de inverno. Todavia rezam as crônicas do tempo que naquele dia o batalhão do tenente tinha visto desfilar em direção ao acampamento do major um forte esquadrão de cavalaria, e por isso, dando o alarme, se tinham posto em marcha sob o comando de seu chefe a fim de socorrer ao major, o qual, como sabemos, dispunha apenas de uma praça, se bem que essa valesse por dez. Os quatro estudantes que se achavam no conciliábulo, a que assistimos no precedente capítulo, ouviram também o brado do major, e pondo-se alerta se encaminharam curiosos para junto da laranjeira, ponto central daquela expedição ao pomar do major Damásio.

Dando as mãos umas às outras as quatro moças, correndo, rindo, tagarelando, tropeçando, escorregando, e às vezes quase caindo umas sobre outras, desceram através dos canteiros do quintal, e redemoinhando como uma guirlanda arrebatada pelo vento vieram parar no sítio em que Azevedo e seus seis companheiros, em pé e imóveis, as esperavam para cumprimentá-las. Aí sentaram-se ou antes deixaram-se cair em círculo sobre o tapete de relva, que circundava a laranjeira, sem mostrarem prestar grande atenção aos estudantes, que as contemplavam, e continuaram sua interminável tagarelice.

Isto irritava cruelmente os nervos ao Azevedo, que em vão procurava uma brecha para introduzir um dito qualquer, um monossílabo que fosse, naquele espesso chuveiro de perguntas e respostas, de ditérios, risos e gargalhadas, e dava aos diabos o tenente com toda a sua gárrula descendência, que vinha roubar-lhe a posse tranquila e quase exclusiva, em que até ali estivera, da companhia de Adelaide. O que porém para ele era uma contrariedade, foi para seus companheiros uma verdadeira redenção; o Belmiro principalmente exultou no íntimo d'alma, porque o aparecimento das três recém-chegadas veio produzir eclipse total entre Adelaide e o Azevedo.

Enfim este novo reforço de gente veio muito a propósito para animar a companhia, cujo contentamento e bom humor se ia arrefecendo consideravelmente por falta de moças, como se extingue o lume no fogão por falta de lenha, ou na candeia à míngua de óleo. Em verdade uma só moça, e um velho, aliás folgazão, afável e obsequiador, mas excessivamente preocupado com os cuidados de sua quinta, não podiam distrair os sete estudantes, a maior parte dos quais começavam a sentir-se bastantemente aborrecidos e contrariados. Adelaide de sua parte fazia boa cara a todos eles, mas temos visto sua companhia e conversação quase monopolizados pelo Azevedo, e ardentemente cobiçada pelo Belmiro, enquanto os outros nenhum interesse nem vontade tinham para disputar aos dois contendores os sorrisos e boas graças da gentil dona da casa. Assim estiveram por alguns minutos os sete estudantes em pé, em roda das quatro moças sentadas sobre a relva; eles, mudos e quase imóveis, e elas rindo-se, mexendo-se e tagarelando com amável garridice e desembaraço; eles, tolhidos e acanhados sem ousarem interromper aquela orquestra de passarinhos; elas, trêfegas e descuidosas sem mostrarem perceber que quatorze olhos e quatorze ouvidos as escutavam e contemplavam.

A chegada do major, que se tinha demorado em caminho mostrando alguns enxertos ao amigo tenente André, veio mudar repentinamente a cena.

— Então, não se comem frutas?! — bradou ele, parando a dez passos de distância. — Antes querem conversar e brincar do que comer jaboticabas!... ora! ora!... isto é uma vergonha!... Meus amigos, aqui estão estas moças, minhas vizinhas, que também gostam de frutas. Quando o major terminou esta palavra, já as quatro moças estavam em pé, e os sete estudantes alargando o círculo esperavam o resto da alocução.

— Meus amigos,— continuou ele,chegando-se ao grupo, a árvore que lhes destinei, ainda ali está carregadinha, como a deixei. A ela! não quero, que ali fique uma só fruta. São estas senhoras que lhes pedem.

O efeito da eloquente proclamação do major foi imediato. As posições se mudaram com presteza e exatidão quase militar, de um modo favorável em geral, mas que desconcertou a alguns em particular. Adelaide já não era a única deusa daquela festa; Oliveira, Araújo e Aurélio já tinham cada um escolhido entre as três irmãs o objeto de seus cultos, e tinham entre se segredado a sua escolha, para que não houvesse entre eles motivo de ciúmes e conflitos ridículos, como se iam dando entre Azevedo e Belmiro. O Dias e o Silva, jovens fleumáticos e sisudos, como se achavam saciados de jaboticabas, de ouvir frioleiras e de assistir a cenas de frívolos namoricos, tomaram de novo as sobrecasacas, abandonaram a companhia, e de braço dado como dois verdadeiros peripatéticos, puseram-se a passear e a conversar serenamente por entre as sombrias aléias do pomar. Sem dúvida, como, jurisconsultos quase abalizados que já eram tratavam da próxima sabatina, a última do ano, assunto este tão importante e ponderoso para um estudante de direito, como é para um general a última batalha, que se tem de ferir para decidir da sorte de uma longa campanha. Aurélio, Oliveira, Araújo e Belmiro correram para a jaboticabeira, os três primeiros para obsequiarem às escolhidas de seu coração e o último por amor de Adelaide, contando que as três recém-chegadas continuariam a fazer companhia à filha do major. Este, apenas viu o efeito elétrico que haviam produzido suas palavras, voltou-se para o tenente e tomando-lhe o braço:

— Meu tenente, disse-lhe, — estes moços são verdadeiros quatis para treparem nas árvores; ainda há pouco os vi fazendo proezas lá por cima. Eles nos hão de trazer fruta com fartura. Enquanto isso, vamos acabar de ver os nossos enxertos.

E ambos foram se retirando pachorrentamente.

Quando Belmiro, de envolta com seus três companheiros, chegou ao pé da jaboticabeira, voltou-se rapidamente curioso e ofegante para o lado donde tinha partido. Mas... oh! desgraça!... qual foi o seu desapontamento, quando encontrou-se face a face com as três ninfas, que se não eram as três graças, eram ao menos três alegres e encantadoras diabinhas. Parece que vinham tão ávidas de jaboticabas como de travar relações com seus guapos e diligentes servidores sobre os quais relanceavam chispas abrasadoras de seus olhos tão negros como as frutas, que cobiçavam. Vendo diante de se aqueles três rostinhos faceiros e risonhos, Belmiro cambaleou, e foi-lhe mister agarrar-se a um galho da jaboticabeira para manter-se convenientemente aprumado. Quando, porém, antes de dizer nada às moças, que o encaravam entre atônitas e risonhas, olhando por sobre as três cabecinhas, avistou o Azevedo de novo reclinado negligentemente sobre a relva, com o infalível charuto na boca, a contemplá-lo de longe com certo arzinho insolentemente galhofeiro e provocador, Belmiro, que até então estivera rubro como um cravo, empalideceu subitamente.

— O senhor está sofrendo? — perguntou uma das moças, assustada com essa repentina mudança de cor.

— Não, senhora, — balbuciou o pobre moço; — mas... mas... as senhoras porque não... não se deixaram ficar lá com... Dona Adelaide?... nós lhes levaremos as frutas...

— Oh!... não, não, não... — interromperam quase a um tempo as três gárrulas mocinhas.

— Era boa!... estarem a subir e a descer com tanto incômodo por nossa causa!... não consentimos em tal!... não senhores!... subam, atirem as frutas ao chão, que nós as iremos apanhando e juntando para depois as comermos juntos. Dona Adelaide já mandou vir cestas.

— Como quiserem, minhas senhoras, murmurou surdamente Belmiro, e voltando-se para a árvore começou a grimpar pelos galhos mui lentamente e de muito má vontade, mais para ir esconder entre a espessa ramagem seu despeito e desapontamento, do que pelo desejo de colher jaboticabas para quem quer que fosse.

Imediatamente começou a chover sobre as moças uma incessante metralhada de jaboticabas, que elas rindo, galhofando, saltando daqui para acolá, iam apanhando e juntando em balaios, que Adelaide mandara trazer. Com as jaboticabas choviam também chalaças, quolibets e galanteios, que se cruzavam de parte a parte com infatigável ardor.

— Ai!... estou ferida no peito por uma bala!... gritou uma das moças —; quem foi que me atirou?

— Fui eu, minha senhora, — respondeu uma voz de cima.

— Pois perdeu o seu tempo; não penetrou.

— Pois eu vou fazer um tiro tão normal e certeiro, que por força há de penetrar, — bradou o Aurélio; — lá vai!...

— Ai!... quase veio-me na boca.

— Pois é somente por aí, minha senhora que estas balas podem penetrar. Perdoe-me, se errei o ponto.

— Belmiro!... — vociferou um dos estudantes, — que estás aí a fazer, resmungando como um possesso?... olhem que marralheiro!... deu-lhe a preguiça, e em vez de apanhar frutas está a derriçar sem piedade os galhos da jaboticabeira!... que mal te fez a pobre árvore, meu sonso?...

De feito, Belmiro com mão trêmula e frenética estava a escorchar desapiedadamente os galhos da jaboticabeira, lançando em terra indistintamente frutos verdes e maduros, brotos e folhas, e enfiando olhares ardentes através da miúda e embastida folhagem do arvoredo, não perdia de vista o grupo de Adelaide e Azevedo; mas fazendo-se surdo a esta e outras interpelações de seus colegas, nada respondia e continuava em sua faina.

Azevedo, por um desses caprichos românticos à Byron ou à A. de Musset, comprazia-se em contemplar as formas elegantes e voluptuosas da filha do major, e em seus delírios de poeta pálido forjava talvez na lívida fantasia algum desses poemas sinistros em que a pobre Adelaide fosse a heroína, ou antes a vítima de algum Fausto ou de algum Rolla. Belmiro, pelo contrário, temperamento sanguíneo, ardente e impressionável, abandonando a alma às emoções do momento, nada idealizava, porque sentia-se com a imaginação aniquilada sob a realidade sedutora e deslumbrante da beleza de Adelaide.

É verdade que era ele entre todos os seus companheiros talvez o menos favorecido pela sorte e pela natureza para atrair a atenção de uma donzela formosa e rica, elegante e pretensiosa. Posto que não disforme, não era bonito; como estudante pobre que era, não podia trajar-se com a elegância e primor de seus companheiros; de mais a mais, era sumamente ingênuo e acanhado, e mui pouco afeito a esses jogos de espírito, a esses galanteios delicados e lisonjeiras frivolidades, que tanto agradam às moças. Todavia mereceu e atraiu a atenção de Adelaide. Perspicaz como ela era, e só desejando adorações, tinha percebido nos olhos do mancebo a profunda impressão que sua beleza lhe deixara no espírito. O Azevedo já era conhecido antigo, e posto que ela já como por hábito prestasse ouvidos complacentes a suas homenagens e galanteios alambicados, parecia contudo entrever no fundo deles um não sei que de malicioso e sardônico, que não deixava de incomodá-la. Entretanto cuidava soletrar no olhar profundo e luminoso de Belmiro os indícios de uma paixão sincera, ardente e impetuosa. E não se enganava totalmente; ao vê-la, o pobre rapaz sentia na alma uma dessas perturbações que atordoam e desvairam, e que constituem os pródromos de um verdadeiro amor. Cônscio porém de sua fraqueza para tão alta conquista,jurou de se para se que faria tudo quanto estivesse a seu alcance por estorvar aos colegas que ousassem render homenagens por demais significativas à formosa filha do major. Ora, Adelaide, que aceitava indistintamente o culto deles, e só desejava ver-se rodeada de adoradores, vendo que os outros estudantes, à exceção de Azevedo, não se mostravam lá mui solícitos e assíduos em fazer-lhe a corte, não quis cortar o voo às nascentes esperanças de Belmiro. Já vimos ela entrançar no cabelo o cravo caboclo que este lhe ofertara. Esse pequeno sinal de predileção fez subir a um grau elevadíssimo a febre amorosa do pobre moço dando-lhe certa audácia e desembaraço, que lhe não era natural.

Ouçamos agora a conversação que tiveram entre se Adelaide e Azevedo, logo que se acharam a sós, conversação que Belmiro via e desesperava por não poder ouvir.

— Senhor Azevedo! — disse Adelaide zombeteando, — o senhor é um moleirão! não tem inveja de seus companheiros, que lá andam a esfolar-se nos ramos, e a fazer proezas só para agradar às moças?

— Ah! — replicou Azevedo fingindo-se enfadado; — já vejo que minha companhia lhe desagrada. Pois bem, minha senhora; não farei o que eles estão fazendo; não estou acostumado a isso, mas irei...

— Para onde?...

— Para a casa.

— Nessa não consinto eu... não lhe estou mandando apanhar frutas;... pelo contrário quero que fique aqui. Se não fosse o senhor eu nem teria com quem conversar. Não vê como aquelas caipiras minhas lá se foram também como umas tontas?...

— Em boa hora! — murmurou consigo o Azevedo.

— Deus as conserve por lá.

— Dona Adelaide, — continuou em voz alta, — estes meus colegas são uns lorpas; pensam que a felicidade consiste em comer jaboticabas, e o único meio de que sabem lançar mão para se tornarem agradáveis às damas, é trazer-lhes um jacá cheio delas.

— Oh! senhor Azevedo! nem tanto! acho que é uma delicadeza da parte deles.

— Se a delicadeza consiste em comer, vá! — interrompeu Azevedo com um momo.

— Eu cá entendo que ela consiste em aspirar o perfume das flores, e por isso prefiro ficar sempre ao pé da senhora.

— Oh! diz que sou uma flor!... replicou Adelaide, encarando o Azevedo com adorável sorriso mostrando na graciosa boca um lírio entre rosas.

— É muita lisonja. A que flor me compara então?

— A todas, e a nenhuma.

— Como assim?... não entendo.

— É que a senhora a todas se assemelha, e reúne em se os encantos de todas, e por isso a todas é superior.

— Mas sempre há de haver alguma com que eu tenha mais parecença.

— Talvez, e é essa... permite, que lhe diga?

— Porque não?...

— É essa que está em seus cabelos; é ela que melhor a simboliza, não na cor, mas na graça e no perfume.

Ah, qual é? — exclamou Adelaide, levando rapidamente a mão à cabeça, e dela arrancando o cravo caboclo!... quem foi que me deu isto?... nem tinha reparado... que mau gosto!... se bem me lembro, foi aquele seu companheiro alto, corado, de cabelos pretos...

— E cara de lobisomem; justamente. O Belmiro; não foi, minha senhora?

— Esse mesmo; creio que tem esse nome.

— Mas, minha senhora, essa flor é bem linda. E demais é tão americana...

— Isso pouco mo importa; não gosto dela, replicou Adelaide com um momo desdenhoso.

— Ah! minha senhora... perdão. Nunca pensei que uma flor quisesse mal a outra flor a não ser por ciúme. Entretanto, se a senhora quisesse dar-me essa desgraçada flor, que incorreu em seu ódio, eu a guardaria eternamente sobre o coração, só porque pousou em sua cabeça.

— Está às suas ordens; dê-lhe o destino que quiser, — disse Adelaide, entregando a flor a Azevedo e voltando o rosto com o mais expressivo desdém. Azevedo escondeu rapidamente a flor na algibeira da sobrecasaca.

Entretanto, Belmiro do alto da jaboticabeira espreitava com olhos ardentes por entre o fino crivo da folhagem toda esta cena, e dava-se ao diabo por não poder ouvir as palavras que a acompanhavam.

Belmiro ignorava que Adelaide por um preconceito, que desde a infância lhe fora imbuído por seu pai, menosprezando seu encantador morenismo, tinha fumos de branquidade e fidalguia, a ponto de tomar como injúria a mais leve e involuntária alusão que pusesse em dúvida a pureza imaculada de sua árvore genealógica.

Mas o Azevedo, que, como nós, já conhecia a balda da família, maligno como era, aproveitou-se habilmente do incidente do cravo caboclo para irritar o amor próprio da moça contra seu pobre colega.

Rosaura, a Enjeitada

Sinopse

Romance de Bernardo Guimarães que atravessa duas gerações, segredos familiares, relações de poder e a violência da escravidão no Brasil oitocentista. Esta edição integral apresenta ortografia normalizada para o português brasileiro moderno, com base nos dois tomos da edição Garnier de 1914 preservados pela Biblioteca Digital da UFSC.

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