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#desafio

Postagens públicas e visíveis que usam esta marca. Boa para capítulos, diários de criação, séries e publicações em andamento.
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@CrisRibeiro há 1 ano
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#Desafio 27 O Céu, em véus de nuvem, ao amante replicou: “Ah, Mar, meu reflexo em espelho encantado, em teus braços liquefeitos me conténs. Meu destino é disperso, sou vasto, mas nunca inteiro… Teu sopro canta os ais que não me vêm ecos da amplidão que te habitas. És segredo que meu azul anseia: profundo tal as dores que calamos. Quisera ser gota, espuma, correnteza, fundir-me ao teu ser, perder-me no compasso de tuas marés. E se me faço chuva, é só para teu rosto tocar e ser em ti. Minha vastidão é ilusão fugaz, tua profundidade é que me sustenta. Somos um, somos dois, somos mais: ciclo eterno, sem inicio ou fim. Em teu limite, descubro o meu lugar. E mesmo grandes, infinitos, é o amor que nos basta no nascer e apagar de todo dia”
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@MarU · há 1 ano
Haaaaa, continuação um do outro… Que lindoooo! Ficou perfeito, Cris. Vocês estão taaaaao Eliz e Eder.. 😍❤️❤️❤️❤️🥰
@Albertobusquets · há 1 ano
Uaaauuu!! 🫠🫠💞
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@carlommarcello há 1 ano
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#Desafio dos 365 dias, dia 25: Roberto passou o polegar no espaço vazio em seu dedo anular. Até ontem, havia uma aliança dourada nesse dedo. Não que o casamento tivesse acabado ontem - na verdade, o casamento tinha acabado mesmo quando as brigas passaram da frustração ao desrespeito - mas ele só conseguiu tirar a aliança quando finalmente assinou os papéis. Ainda assim, acariciou a aliança fantasma. Vão se os anéis, ficam as manias. Roberto desejou ter um dia mais agitado no trabalho, poder esquecer o divórcio lidando com clientes insuportáveis ou reuniões sem fim. Porém o destino é cruel e sua tarefa mais importante do dia era organizar o arquivo. Ele separou e etiquetou caixas e pastas, empilhou da maneira mais satisfatória que conseguiu, e o melhor engenheiro do mundo - ou o inventor do tetris - não teriam feito um trabalho melhor. Mas um brilho prateado capturou seu olhar no canto da sala. Um anel prateado que era leve, apesar de ser largo. Duas linhas se trançavam por toda a volta, criando um padrão quase tribal, que fazia Roberto pensar no infinito. Sem saber quem era o dono, Roberto decidiu guardar para entregar no achados e perdidos. E o teria feito, mas a memória era seu ponto fraco, e o anel viajou no bolso pelo metrô desde o centro de São Paulo até a Zona Leste, para ser encontrado no bolso ao chegar em casa. Roberto o segurou na mão enquanto se jogava no sofá, e ficou surpreso ao contatar que o anel servia no dedo anular. Decidiu deixá-lo ali, assim se lembraria, no dia seguinte, de devolvê-lo. Pelo menos já não acariciava mais um anel fantasma, mas deslizava os dedos pelo padrão serpenteante, quando viu seu gato se espreguiçar lentamente, andar até um pote de comida e miar. — Que vida fácil, queria eu ter uma vida de gato... Ele sentiu o dedo, que acariciava o anel, diminuir e um calor tomou seu corpo. O mundo cresceu - ou ele ficou mais baixo - e tudo se tornou enorme e visto por baixo. Olhou para as mãos e viu pequenas patas cobertas de pêlos acinzentados e pequenas garras nos dedos. O anel caiu lentamente pelo ar, até atingir o chão, quicar duas vezes e, com um brilho prateado, sumir.
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@JuNaiane há 1 ano
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#Desafio - 27 Um vazio me afunda, me puxa pra baixo quase como uma força gravitacional. Me prende, me preenche, me enterra, bem no fundo da minha alma. Onde dormem os meus monstros, e os meus piores pesadelos. Jusley Naiane
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@MarU · há 1 ano
Dolorido… 🥺🫂❤️‍🩹
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@Albertobusquets há 1 ano
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Trago em mim a pobreza das palavras sozinhas. E, por plena consciência da inexistência de seus valores, deito-as em leito de flores vermelho-carmim. Tenho em mim a riqueza dos sentidos compostos. E, perpassando a aparência da falta de profundidade, afundo o delicado leito com palavras banais em camadas abissais de negrume sem fim. À superfície de mim, outrora palavras sem valor agora tomam forma e cor fugidias em fluidez e reflexos. A beleza floral as decora, espectros à distância sonora caleidoscópio de sentidos complexos. Mas seu correto valor sempre dependerá de quem for o leitor. E esta sempre será minha maior alegria. E minha dor. Alberto Busquets. #Desafio 027
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@CrisRibeiro · há 1 ano
🥹💞🌹
@MarU · há 1 ano
🥹❤️‍🩹🫂 Entendo tanto isso, amigo! Bateu fundo aqui. 🙃
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@cadantasautora há 1 ano
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#Desafio 27 Brasil, o País do Futuro Será mesmo que o futuro mora aqui, Ou estamos aprisionados ao passado, Acorrentados à história rasa que nos contaram, Lá no início, nas salas do fundamental? Como ser o país do amanhã, Se tantos clamam pelos braços De seus antigos algozes, De um passado que nos feriu e nunca curou? Igualdade, uma palavra vazia. Ainda nos veem como tupiniquins, Enquanto voltamos os olhos ansiosos Para o que acontece lá fora, E ignoramos o que sangra aqui dentro. Saúde... Educação maltratada, má educação. O meio ambiente sufocado, Nossas florestas choram, Nossos rios clamam, Enquanto o trabalho vira subemprego, O desemprego vira abandono, E o abandono... quase escravidão. Corrupção, roubo, Assassinatos sem justiça. Mães choram por seus filhos, Negros, brancos, pobres, Todos vítimas de um país que esqueceu de si. Brasil, o país do futuro? Que futuro? O que deixaremos, Além de escombros e mágoas? Se continuarmos prisioneiros Do passado que nos fere, E do futuro dos outros, Que sequer nos enxergam, Que futuro será o nosso se até nossa bandeira nos foi roubada?
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@sylvviarubra há 1 ano
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#desafio 365 dias dia 26 - Poética da Existência Foi por um segundo que existiu. Num tom ainda lívido, não de medo, mas de inexperiência, maravilhada. E existiu, assim, inexata, entre lençóis e pensamentos, e habitava a palavra. Nada ainda havia eclodido; nada ainda havia de suspeito. Era toda em forma de som, os quais eu me repetia até adormecer, sozinha. Foi só por um segundo, mas eu a tive, corporificada. Estava um tanto fria, um tanto doce e molhada, porque era uma manhã aquosa e os tons cinza de agosto se dissolviam na chuva. Um segundo meu de inércia, não por espanto, mas por zelo. Era toda de poesia feita e a mim eu a recitava até me desfazer em lama. A existência do segundo demorado, em que ela, paixão sensata, sabia-se viva e, então, à mercê da morte. Foi no fim desse instante que ela se pôs de ponta de pés à beirada da cama, e eu tinha olhos de paralisia, não por covardia, mas por destino. Ela era toda suicídio e já se vestia de mortalhas quando, finalmente, o segundo passou.
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@MarU · há 1 ano
Uaaal…
@JuNaiane · há 1 ano
Sem palavras...
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@tibianchini há 1 ano
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ME AJUDEM A ESCOLHER UM NOME PARA ESTE POEMA #Desafio 365 Dias (026 de 365) Havia um amor miúdo no passeio; Eu abaixei e o peguei, e o guardei, Porque, talvez pudesse ser de proveito mais pra logo. Não; não volto mais pra casa. Cansei de estar sempre no ponto de partida. Como podemos jogar fora, dia após dia, Todos os passos que demos? Hoje vou em frente. Vou seguir adiante sem seguir ninguém. Hoje vou andar devagar Vou vagar deandar Vou devoar. Quando foi que nossas vidas viraram moscas? Onde ficaram perdidos os bateres de asas de borboletas, Tão calmos e de pouca ligeireza? Em que esquina a vida passou a ser rasante veloz de varejeira? Ah! Hoje eu reparei num amor miúdo Esquecido no canto da calçada, Sem raízes nem frutos; Atravessei seus sonhos como um espectro, Sem saber que lhe fazia mal. Nosso olhar só sabe olhar pra fora. Hoje havia um amor miúdo Pedindo esmolas de raios de sol em plena chuva. Não tinha medo dos predadores que o cercavam, Mas sabia que iria arder em febre até perecer. Mas hoje pode ter sido ontem ou na vida passada, não sei; A vida parou de andar como o ponteiro grande. O ponteiro pequeno agora dá voltas como uma hélice de helicóptero. E o ponteiro grande já virou digital, como a vida. Na vida passada havia um amor miúdo Em ruas que já não existem mais Soletrando com dificuldade os pios das aves. Melodia em andante Cantabile, para a qual Não há pressa nem banda larga. Quando foi que deixamos de piscar Entre um sorriso e outro? Quando foi Que as árvores pararam de dar sombras, Que as estrelas pararam de nos dar desejos, Que a vida parou de nos dar chances? Ainda estou esperando, Na curva, na chuva, na calçada. Amor miúdo que sou, vejo outros eus passarem Atravessando meu passado como espectros de alegria. A toda velocidade.
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@MarU · há 1 ano
Se eu, como leitora, for te perguntar sobre este poema, perguntarei sobre o poema do “Amor miúdo”. Adorei, by the way! 🥰👏👏👏
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@cadantasautora há 1 ano
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#Desafio 26 ● Mediocridade ● A cada segundo que passa, sou corrente do meu próprio vazio, presa à sombra pálida da mediocridade. As horas deslizam como areia nos dedos, e ainda me encontro aprisionada, envolta no peso do que não fui capaz de ser. Os dias me atravessam como ventos frios, cortantes, e eu permaneço, inerte, amarrada à ilusão do que não vivi. Os meses se desdobram em anos, e a vida se despede em silêncio, como uma chama que se apaga sem protesto. Ainda estou aqui, prisioneira de mim mesma, acorrentada ao que poderia ter sido. Uma vida passou, como um rio que secou, sem deixar rastros de brilho ou cor. Já não há tempo para recomeços, somente o eco amargo do que perdi. O que me resta é chorar, deixar que as lágrimas lavem os vestígios de uma existência murmurada, esperando que, no pranto, encontre o consolo de uma liberdade tardia.
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@fksilvain · há 1 ano
Incrível como a poesia pode bater fundo na gente! Essa bateu em mim.
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@cadantasautora há 1 ano
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#Desafio 25 Trecho do livro: À Segunda Vista "— Essa é Elisa, minha namorada. A mulher ao meu lado me olha, surpresa. — Não me use para causar ciúmes em outra mulher. Não sou a namorada dele, querida. A gente apenas transa às vezes, e ele me livra de algumas enrascadas, como agora. — Muito prazer, Elisa. Gostei de você. — Obrigada. Me diz, ele sempre foi babaca assim? — Não. Na época, a babaca era eu. Rafael sempre foi um garoto legal. — Ele ainda é, mas fica babaca às vezes. — Entendo. — Quer jantar, Elisa, ou vai ficar fofocando sobre mim na minha frente? — Quero jantar. Amo a comida da sua mãe. E não estamos fofocando. Se fosse isso, você nem estaria aqui. — Ela pisca para Bárbara, que sorri, dessa vez um sorriso verdadeiro. Eu começo a odiar essa união das duas. — O que vai querer? — O mesmo que ela. Está muito cheiroso. — E está delicioso. Pego mais um pote com strogonoff e o aqueço no micro-ondas. Bárbara é a primeira a terminar. Pede licença, lava sua louça, bebe seu vinho e lava a taça. — Muito obrigada pelo jantar e pela hospedagem, mas eu preciso descansar. — A roupa de cama está limpa. Pode ficar à vontade. Pela manhã, suas roupas estarão limpas e secas. — Obrigada, mais uma vez. — Ela acena, vai até Elisa e a beija no rosto. — Boa noite, Bárbara. Foi um prazer te conhecer. — O prazer foi meu. — Ela se retira, e Elisa me olha. — O que foi? — Paixão de adolescente? — Não, ela costumava fazer bullying comigo na escola. — Essa garota magrela?"
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@CrisRibeiro há 1 ano
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#Desafio 026 “Sussurros e Espelhos” é um conto sobre o tempo, o amor e a aceitação. Não é sobre apenas mais um dia, mas “o dia”, em que o protagonista se redescobre nos reflexos de sua vida. Entre cafés silenciosos, mensagens que atravessam distâncias e memórias que aquecem o peito, ele encontra a paz de ser imperfeito e a coragem de se reconhecer inteiro. Dedicado a Alberto, uma pessoa mais que especial, que hoje celebra sua vida. Que este texto, como um abraço em palavras, inspire reflexões suaves e lhe traga o calor de quem o admira profundamente. Feliz aniversário!🎈 @Albertobusquets
EPUB
Publicação Literunico
91737904339guuj4kcb4xqxtmlliqav.epub
Gratuita · pode evoluir para coleção e Aurora
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@Albertobusquets · há 1 ano
Uma obra prima... Um texto tão lindo com sua doçura, seu abraço quentinho, seu carinho em prosa! Obrigado!! Este tesouro vou guardar com muita emoção! 💞
@JuNaiane · há 1 ano
Amo sua escrita, Cris. Está perfeito, uma riqueza em cada palavra, uma sensibilidade que toca profundamente.
@MarU · há 1 ano
Uma mini crônica tão linda, tocante em tudo, emocionante, de extrema sensibilidade, palavras ilustradas, que nos guiam a uma visualização real. 👏👏👏👏❤️❤️❤️❤️ Muito talento envolvido!
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@JuNaiane há 1 ano
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#Desafio - 26 Onde não estás(?) Você está em tudo que vejo Isso é quase um pesadelo. Se eu penteio meu cabelo Você está lá Se eu me olho no espelho É você quem vejo Se eu saio com os amigos Você está comigo E se eu caminho sozinho No silêncio te sinto, vazio Se eu entro no meu carro Você está ao meu lado Se eu ligo o som do rádio Tua voz ecoa por todo o espaço Você está em todo lugar Como eu posso ser feliz? Se você não está aqui, Perto de mim. Jusley Naiane
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@CrisRibeiro · há 1 ano
Um abraço quentinho! Difícil, né? 🫂
@MarU · há 1 ano
Que sofrido! 🫠❤️‍🩹
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@MarU há 1 ano
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#Desafio 26 *Querer* Queria ser tocada, Como quem tem muita vontade. Queria ser amada, de verdade. Queria sentir adrenalina, Como quem faz, pela primeira vez, algo na vida. Queria viver a nostalgia, antes que seja tarde. Queria parar este momento, Desafiar as leis da física e da lógica. Criar uma fenda no tempo, Para viver uma outra história. Queria poder sair sem rumo, daqui, Encontrar no caminho tudo Que sempre sonhei e nunca pude conseguir. Queria o querer, em reciprocidade, Viver como se os sonhos fossem verdade. Queria e quero, porque sou poeta: Sonhadora, romântica assumida. E querer é poder, dentro da minha poesia. MarU
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@purapoesia · há 1 ano
Tenho, em minha percepção que viver em si é isto: querer tudo com intensidade. Uma vida que não seja intensa, que seja morna, vai perdendo sua força. Quando a gente se queima, sente o calor de dentro pra fora, estamos no caminho certo. Perseguindo o prazer de experimentar, de se desconhecer, se permitir mergulhar no novo. Outro belo trabalho seu que nos põe a pensar, Marge!
@tibianchini · há 1 ano
O poema é lindo (como sempre) mas a estrutura de rimas da primeira estrofe me deixou... Encantado. Vou sentar daqui a pouco pra tentar usá-la. Que forma linda! ❤️
@JuNaiane · há 1 ano
A Poesia, tudo pode e tudo tem ❤️
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@carlommarcello há 1 ano
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#Desafio dos 365 dias, dia 24: #EncontroAleatorio O barulho do cascalho raspando entre seu pé e a terra batida da estrada ecoa pela noite. Se é que isso pode ser chamado de estrada. Comparada as estradas pavimentadas que levavam a capital, isso é quase uma trilha, mas é seu caminho para o descanso na pequena cidade de Fiore, um cantinho de beleza esquecido nesse país. Você já consegue ver a cidade ao longe, mais uma hora de caminhada e vai encontrar uma taverna e conseguir uma cerveja gelada primeiro e um banho quente depois. Mas uma figura caminha pela estrada de encontro a você. Os pés se arrastam pelo chão, os ombros curvados puxam um carro que certamente faz hora extra como loja durante o dia e quarto durante a noite. A luz das luas iluminam as muitas medalhas de ouro presas no lenço da velha senhora de cabelos brancos e pele avermelhada. O som de guizos e enfeites pendurados nos chifres assimétricos era uma sinfonia na noite, atraindo o canto de um urutau solitário. — Boa noite, senhora — você se adiantou. — Como está a estrada essa noite? — Fresca com a brisa do verão, viajante — ela responde. — E como está a estrada da vida? — Sempre um grande mistério... Os olhos dourados brilharam com sua resposta, e a velha soltou seu carro, puxou algo do bolso e caminhou em sua direção. O som das cartas se embaralhado era como as folhas na brisa, que estranhamente parou. — Uma moeda e o mistério diminui... O canto do urutau cresceu na noite, e um arrepio subiu até sua nuca. Instintivamente você puxou uma moeda da bolsa e jogou na direção da cartomante, que a pegou no ar e colocou gentilmente sobre o baralho, a prata brilhando na noite como a lua. Ela virou a carta lentamente... ...o que você vê?
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@Albertobusquets há 1 ano
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Quanto tempo temos nós? Talvez o bastante, e ainda assim muito pouco! Um tanto e um bocado, uma pitada e um punhado, dissolvendo em calda no caldeirão de calendários... Quarenta e sete é um número modesto, em que já coube muitas vidas. Mas o amor ainda transborda! O esperançar escorre leve, de cabeça erguida e peito aberto! Ainda há muita calda para entornar, adoçar e celebrar, com as melhores companhias (e companheira) dos sonhos e do mundo! 💞 Alberto Busquets. #Desafio 026
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@calorliterario_ · há 1 ano
Transborde! Felicidades, amigo!
@JuNaiane · há 1 ano
Que esse caldo nunca cesse, que seu transbordar não seja breve!
@MarU · há 1 ano
Parabéns, amigo! Sem dúvidas, muita calda pra adoçar, ainda… 🎂🥹🎈
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@tibianchini há 1 ano
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O Pardal - Microconto #Desafio 365 dias (025 de 365) O pardal pousou na janela. Olhou curioso para o quarto. Não entendia este humano aqui, deitado, quando o sol o convidava a um passeio. Piou, chamou; eu apenas balbuciei, inerte. Deu meia-volta e ganhou os céus. Mal sabia ele que eu, moribundo, só queria mesmo voar como ele, livre pelos campos...
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@MarU · há 1 ano
A suavidade… 🥰👏👏👏
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@sylvviarubra há 1 ano
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#desafio 365 dias Dia 25 - Poética da Infância Tem um soldadinho no jardim. Gostinho do tempo de criança no canto da boca, sabor graviola, por favor! O soldadinho foi embora… Não! Ainda está ali, na corda do balanço. Me balança? Não tão forte. Me segura agora, que eu vou cair. Mas até que o chão é macio até o Mertiolate chegar. O soldadinho voou com o grito, mas o pé de laranja nem é tão longe assim. Ninguém brinca de gangorra, sozinho. E sozinha eu estava até esta manhã. Então este sol nasceu e nos convidou para vir aqui, mesmo com essa terra ainda molhada. E, se sujarmos a roupa de barro, o castigo é certo. Não toca no soldadinho! Já foi, agora uma de suas asas se desfez. Ele não pode mais voar… Traz para árvore, talvez ele possa viver! Afinal vivemos mesmo com a corda do balanço apodrecendo sob a chuva de todos esses anos e a gangorra se curvando sob o peso do tempo. Além do chão cheio de pedregulhos que ferem e dos remédios que ardem, mas nem curam. Então eu brinco com palavras por isso: a verdade é o estar de cama quando o mundo poderia ser divertido. Com a gente brincando de esconde-esconde até você, desajeitado, tropeçar na primeira pedra.
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@Albertobusquets há 1 ano
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Escrevo sobre a falta: A falta da sua mão na minha; a falta do seu corpo no meu. Escrevo sobre o vazio... O vazio entre sua boca e a minha; O vazio entre seu olhar e o meu. Escrevo, e não basta. Posso preencher páginas e mais páginas de rimas... A distância não muda. O amor não muda. O tempo muda? Não vi se ele já correu. Tinta, rascunhos, telas, bits, bytes, céus e nuvens. Entre as linhas celestiais eu te quero ainda mais. E cada rima não rimada encontra-me sonhando sob as estrelas, na sacada perdidamente inteiramente profundamente teu. Alberto Busquets. #Desafio 025
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@MarU · há 1 ano
Amo este poema… ❤️
@literunico · há 1 ano
Amigo, o ritmo e a qualidade incríveis, vai precisar de um livro (ou mais de um)
@Albertobusquets · há 1 ano
Obrigado, poetisa! 🤗
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@JuNaiane há 1 ano
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#desafio - 25 (Um pouquinho de bom humor) Exagerado Eu vejo em você, Muito além do que enxergam Os seus tristes olhos. Mas você não vê, O que está em meus sonhos. É que eu tenho planejado Uma vida inteira ao seu lado Seria eu, exagerado? Ou apenas, um apaixonado Desvairado, tresloucado Doidinho, biruta, pirado Louquinho da Silva Por você! Você não vê? Jusley Naiane
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@MarU · há 1 ano
Que delícinha de poema, Juh! 🥰❤️ Os loucos, tresloucados, desvairados, birutas, pirados, são os verdadeiros apaixonados e as melhores pessoas, diga-se de passagem. 😘
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