*Hiatos*
Ao calar do poeta,
uma coisa é certa e inefável:
Um deserto sem escrita
e de palavras rarefeitas?
Nada é mais instável!
Cada grão é sentimento intempesto
prestes a sangrar poesia...
Entre prantos, gargalhadas
e eventuais trovoadas,
é monção de emotiva teimosia!
Com dura leveza
e livre correnteza
até o fim do mundo mundano
ou o próximo cristalizar,
tomem cuidado com o sertão-poeta:
Ele está a uma lágrima de distância
para (re)virar mar!
Alberto Busquets.
#Desafio 030
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Séries por #
#desafio
#desafio
· Em andamento
Defendo a guerrilha
dos poeticamente armados.
Que não nos falte munição!
Entre rajadas de empatia
e certeiras gentilezas ao alvo,
que combatamos
a violenta tempestade!
Sejamos patriotas
da própria humanidade!
Cavemos trincheiras-abraços
sob amorosas bandeiras
de humanística compreensão!
Alberto Busquets.
#Desafio 29
dos poeticamente armados.
Que não nos falte munição!
Entre rajadas de empatia
e certeiras gentilezas ao alvo,
que combatamos
a violenta tempestade!
Sejamos patriotas
da própria humanidade!
Cavemos trincheiras-abraços
sob amorosas bandeiras
de humanística compreensão!
Alberto Busquets.
#Desafio 29
O que você
vê em mim?
Será que vê
além das linhas?
Será que vê
todo o vazio
entre as palavras?
Será que é
o mesmo que
eu vejo?
Na poesia,
enxergo com
a ponta dos dedos,
a ponta da língua,
a conta dos dias.
Os olhos são
para se sentir;
minha visão
é revoada
de rimas,
ou mergulho
do vento.
Não me veja
só com a vista:
Leia para dentro.
Alberto Busquets.
#Desafio 028
vê em mim?
Será que vê
além das linhas?
Será que vê
todo o vazio
entre as palavras?
Será que é
o mesmo que
eu vejo?
Na poesia,
enxergo com
a ponta dos dedos,
a ponta da língua,
a conta dos dias.
Os olhos são
para se sentir;
minha visão
é revoada
de rimas,
ou mergulho
do vento.
Não me veja
só com a vista:
Leia para dentro.
Alberto Busquets.
#Desafio 028
Trago em mim
a pobreza das palavras sozinhas.
E, por plena consciência
da inexistência de seus valores,
deito-as em leito de flores
vermelho-carmim.
Tenho em mim
a riqueza dos sentidos compostos.
E, perpassando a aparência
da falta de profundidade,
afundo o delicado leito
com palavras banais
em camadas abissais
de negrume sem fim.
À superfície de mim,
outrora palavras sem valor
agora tomam forma e cor
fugidias em fluidez e reflexos.
A beleza floral as decora,
espectros à distância sonora
caleidoscópio de sentidos complexos.
Mas seu correto valor
sempre dependerá
de quem for o leitor.
E esta sempre será
minha maior alegria.
E minha dor.
Alberto Busquets.
#Desafio 027
a pobreza das palavras sozinhas.
E, por plena consciência
da inexistência de seus valores,
deito-as em leito de flores
vermelho-carmim.
Tenho em mim
a riqueza dos sentidos compostos.
E, perpassando a aparência
da falta de profundidade,
afundo o delicado leito
com palavras banais
em camadas abissais
de negrume sem fim.
À superfície de mim,
outrora palavras sem valor
agora tomam forma e cor
fugidias em fluidez e reflexos.
A beleza floral as decora,
espectros à distância sonora
caleidoscópio de sentidos complexos.
Mas seu correto valor
sempre dependerá
de quem for o leitor.
E esta sempre será
minha maior alegria.
E minha dor.
Alberto Busquets.
#Desafio 027
Quanto tempo temos nós?
Talvez o bastante,
e ainda assim muito pouco!
Um tanto e um bocado,
uma pitada e um punhado,
dissolvendo em calda
no caldeirão
de calendários...
Quarenta e sete
é um número modesto,
em que já coube
muitas vidas.
Mas o amor ainda
transborda!
O esperançar
escorre leve,
de cabeça erguida
e peito aberto!
Ainda há muita calda
para entornar,
adoçar
e celebrar,
com as melhores
companhias
(e companheira)
dos sonhos
e do mundo!
Alberto Busquets.
#Desafio 026
Talvez o bastante,
e ainda assim muito pouco!
Um tanto e um bocado,
uma pitada e um punhado,
dissolvendo em calda
no caldeirão
de calendários...
Quarenta e sete
é um número modesto,
em que já coube
muitas vidas.
Mas o amor ainda
transborda!
O esperançar
escorre leve,
de cabeça erguida
e peito aberto!
Ainda há muita calda
para entornar,
adoçar
e celebrar,
com as melhores
companhias
(e companheira)
dos sonhos
e do mundo!
Alberto Busquets.
#Desafio 026
Escrevo sobre a falta:
A falta da sua mão na minha;
a falta do seu corpo no meu.
Escrevo sobre o vazio...
O vazio entre sua boca e a minha;
O vazio entre seu olhar e o meu.
Escrevo, e não basta.
Posso preencher páginas
e mais páginas de rimas...
A distância não muda.
O amor não muda.
O tempo muda?
Não vi se ele já correu.
Tinta, rascunhos,
telas, bits, bytes,
céus e nuvens.
Entre as linhas celestiais
eu te quero ainda mais.
E cada rima não rimada
encontra-me sonhando
sob as estrelas, na sacada
perdidamente
inteiramente
profundamente
teu.
Alberto Busquets.
#Desafio 025
A falta da sua mão na minha;
a falta do seu corpo no meu.
Escrevo sobre o vazio...
O vazio entre sua boca e a minha;
O vazio entre seu olhar e o meu.
Escrevo, e não basta.
Posso preencher páginas
e mais páginas de rimas...
A distância não muda.
O amor não muda.
O tempo muda?
Não vi se ele já correu.
Tinta, rascunhos,
telas, bits, bytes,
céus e nuvens.
Entre as linhas celestiais
eu te quero ainda mais.
E cada rima não rimada
encontra-me sonhando
sob as estrelas, na sacada
perdidamente
inteiramente
profundamente
teu.
Alberto Busquets.
#Desafio 025
#
A chama
nos teus olhos
me chama
a bailar.
A chama
dos meus olhos
te clama.
Insana!
A chama
dos teus olhos
consome
o meu ar...
A chama
chamusca
a cama.
A cama
inflama
os corpos.
Os corpos
em chamas
não ardem:
Incorporam
o fogo
faminto
sedento
de dentro
ao centro
do leito-mundo
ao sol-tesão,
iluminando fundo
nosso ardente
desejo-imensidão.
Alberto Busquets.
#Desafio 024
A chama
nos teus olhos
me chama
a bailar.
A chama
dos meus olhos
te clama.
Insana!
A chama
dos teus olhos
consome
o meu ar...
A chama
chamusca
a cama.
A cama
inflama
os corpos.
Os corpos
em chamas
não ardem:
Incorporam
o fogo
faminto
sedento
de dentro
ao centro
do leito-mundo
ao sol-tesão,
iluminando fundo
nosso ardente
desejo-imensidão.
Alberto Busquets.
#Desafio 024
Des-Tino
Universo em conspiração?
Forças Cósmicas,
influências,
predestinação?
Deuses estendendo a mão?
Tempo certo,
ascendências,
astros em posição?
E os meus erros?
Meus defeitos?
Todos desde antes
já vinham em procissão?
Os amores foram em vão?
Sofrimentos e felicidades
da alegria à prostração?
Será que os meus escritos
e minha poesia
já existiam, então?
E quem seria o autor?
Eu?
Ou Plutão?
Alberto Busquets.
#Desafio 23
Universo em conspiração?
Forças Cósmicas,
influências,
predestinação?
Deuses estendendo a mão?
Tempo certo,
ascendências,
astros em posição?
E os meus erros?
Meus defeitos?
Todos desde antes
já vinham em procissão?
Os amores foram em vão?
Sofrimentos e felicidades
da alegria à prostração?
Será que os meus escritos
e minha poesia
já existiam, então?
E quem seria o autor?
Eu?
Ou Plutão?
Alberto Busquets.
#Desafio 23
A sinfonia da chuva,
o perfume da névoa,
o acalanto da brisa,
o frescor da noite.
Tesouros nada secretos
que guardo passionalmente
nas entrelinhas cadentes
de um poeminha discreto
pronto para ser lido
em emergências,
caso meu mundo real
pare de fazer sentido.
Alberto Busquets.
#Desafio 022
o perfume da névoa,
o acalanto da brisa,
o frescor da noite.
Tesouros nada secretos
que guardo passionalmente
nas entrelinhas cadentes
de um poeminha discreto
pronto para ser lido
em emergências,
caso meu mundo real
pare de fazer sentido.
Alberto Busquets.
#Desafio 022
Oh, época descontente,
de inconteste
descontexto!
A liquidez
liquefez
os sentidos...
Preguiça para o todo,
pressa para o tudo;
e o sertão da ignorância
de repente fez-se mar.
Ideias bóiam à deriva,
Náufragas na própria
incompletude.
Mas são elas que valem:
Tornam-se icebergs.
O contexto de tudo
com qualquer coisa
é o mais recente Titanic.
E o mundo afunda com ele,
ao som de violinos tocando funk.
Alberto Busquets.
#Desafio 021
de inconteste
descontexto!
A liquidez
liquefez
os sentidos...
Preguiça para o todo,
pressa para o tudo;
e o sertão da ignorância
de repente fez-se mar.
Ideias bóiam à deriva,
Náufragas na própria
incompletude.
Mas são elas que valem:
Tornam-se icebergs.
O contexto de tudo
com qualquer coisa
é o mais recente Titanic.
E o mundo afunda com ele,
ao som de violinos tocando funk.
Alberto Busquets.
#Desafio 021