Que o sono me leve...
Usarei asas de pétalas brancas
para conseguir um abraço da lua.
mergulharei às profundezas
do espaço não visto, usando
um escafandro de gotas de chuva.
Jogar-me-ei abismo adentro
enquanto leio os versos do vento
para despertar
e duvidar
desses conceitos caretas
de "Realidade".
Um café,
e esquecerei meus atos...
Porém eles continuam ali,
realizados:
pois, em sonho,
os fiz de verdade.
Alberto Busquets.
#Desafio 050
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Séries por #
#desafio
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· Em andamento
Sou vulcão.
Entre o que sinto
e o que guardo,
meu céu
vive opaco
pela teimosa erupção.
Sou vulcão,
vivo e quente.
Queimo forte, mas silente
meu amor brota em rios
atravesso pedras
e desafios
para desabafar, ao fim,
a imensidão abissal
que há em mim.
Minha névoa não é tão bela...
mas ao ser você
a aquarela
Meu vulcão ruge encantado
para assistir apaixonado
o teu límpido céu estrelado.
Alberto Busquets.
#Desafio 049
Entre o que sinto
e o que guardo,
meu céu
vive opaco
pela teimosa erupção.
Sou vulcão,
vivo e quente.
Queimo forte, mas silente
meu amor brota em rios
atravesso pedras
e desafios
para desabafar, ao fim,
a imensidão abissal
que há em mim.
Minha névoa não é tão bela...
mas ao ser você
a aquarela
Meu vulcão ruge encantado
para assistir apaixonado
o teu límpido céu estrelado.
Alberto Busquets.
#Desafio 049
Proa
Apronto meus sonhos
aponto meus prantos
distantes.
Afago semblante
naufrago sonhante
meu tempo.
Aprumo meus prantos
arrumo meus sonhos
andantes.
E trago sonhante
meu bravo semblante
ao vento.
Em nós se desloca
de nó desemboca
no rio.
Sou só em meus cantos
marola de prantos
vazios.
Aprumo meus sonhos
arrumo semblantes
na fronte.
Que a popa se eleve!
meu barco persegue
horizontes.
Alberto Busquets.
#Desafio 048
Apronto meus sonhos
aponto meus prantos
distantes.
Afago semblante
naufrago sonhante
meu tempo.
Aprumo meus prantos
arrumo meus sonhos
andantes.
E trago sonhante
meu bravo semblante
ao vento.
Em nós se desloca
de nó desemboca
no rio.
Sou só em meus cantos
marola de prantos
vazios.
Aprumo meus sonhos
arrumo semblantes
na fronte.
Que a popa se eleve!
meu barco persegue
horizontes.
Alberto Busquets.
#Desafio 048
*Embarcação*
Fosse meu espírito
embarcação,
meu corpo seria
âncora ou mastro?
A mente,
iceberg ou lastro?
Fosse meu espírito
embarcação,
quem seria
meu coração?
Imprestavelmente
bêbado de amor,
poderia ainda sim
ser o capitão?
Minha nau faria marola?
Deixaria rastro?
Fosse meu espírito
embarcação,
teria eu rota certa
de diária obrigação?
Buscaria faróis
ao navegar?
Usaria as estrelas
do céu vasto?
Ou será que bastaria
seguir minha intuição?
Fosse meu espírito
embarcação,
eu navegaria
feito cruzeiro imponente
ou afundaria carente
no meu mar de solidão?
Alberto Busquets.
#Desafio 047
Fosse meu espírito
embarcação,
meu corpo seria
âncora ou mastro?
A mente,
iceberg ou lastro?
Fosse meu espírito
embarcação,
quem seria
meu coração?
Imprestavelmente
bêbado de amor,
poderia ainda sim
ser o capitão?
Minha nau faria marola?
Deixaria rastro?
Fosse meu espírito
embarcação,
teria eu rota certa
de diária obrigação?
Buscaria faróis
ao navegar?
Usaria as estrelas
do céu vasto?
Ou será que bastaria
seguir minha intuição?
Fosse meu espírito
embarcação,
eu navegaria
feito cruzeiro imponente
ou afundaria carente
no meu mar de solidão?
Alberto Busquets.
#Desafio 047
Cello (II)
Vem,
abrace-me.
Encaixe-me
entre tuas pernas,
pois nossas formas
se completam
qual escala maior.
Vem,
Toque-me de leve.
Acaricie minhas curvas
com a ponta dos dedos.
Deslize tuas mãos
por todo o meu braço.
Vem,
Sinta-me por inteiro...
Sou firme,
gentil
e vigoroso.
Sou lindo,
tonante
e companheiro.
Sou teu:
Vem,
toque-me.
Deite em mim
tua cabeça.
Traga-me tua paixão
dissonante
que a harmonizarei
com amor às nossas
partituras.
Toque-me com
a ênfase que
tocas-te a ti.
Retribuirei sonoro:
cantarei teus talentos,
gemerei por tuas mãos
ao teu bel-prazer.
Vem,
deságua-te
em mim
e vibrarei-me
para ti.
Vem.
Sinta meus acordes
e esqueça
o que não for música
aos teus ouvidos.
Alberto Busquets.
#Desafio 046
Vem,
abrace-me.
Encaixe-me
entre tuas pernas,
pois nossas formas
se completam
qual escala maior.
Vem,
Toque-me de leve.
Acaricie minhas curvas
com a ponta dos dedos.
Deslize tuas mãos
por todo o meu braço.
Vem,
Sinta-me por inteiro...
Sou firme,
gentil
e vigoroso.
Sou lindo,
tonante
e companheiro.
Sou teu:
Vem,
toque-me.
Deite em mim
tua cabeça.
Traga-me tua paixão
dissonante
que a harmonizarei
com amor às nossas
partituras.
Toque-me com
a ênfase que
tocas-te a ti.
Retribuirei sonoro:
cantarei teus talentos,
gemerei por tuas mãos
ao teu bel-prazer.
Vem,
deságua-te
em mim
e vibrarei-me
para ti.
Vem.
Sinta meus acordes
e esqueça
o que não for música
aos teus ouvidos.
Alberto Busquets.
#Desafio 046
Faz do meu peito
trampolim!
Mergulhe em meu ser que
te venera,
pastagem da mais
louca fera
caçando o momento
oportuno em mim!
Faz da minha boca
canção...
Aninha teu gosto
carente
envolve-me com ar
displicente
e devora-me sem medo
ou razão!
Faz do meu corpo
instrumento!
Toca-me com mãos
esfomeadas
entonando canções
aladas
ofertas de doce
alimento
qual mais sagrada
ambrosia!
Faz de mim
o que queres!
Consome, queima
arranha meu peito!
Toma o que é teu
por direito
goza vida
prosa vida
e poesia leito,
partilhando amor
todo dia!
Alberto Busquets.
#Desafio 045
Faz do meu peito
trampolim!
Mergulhe em meu ser que
te venera,
pastagem da mais
louca fera
caçando o momento
oportuno em mim!
Faz da minha boca
canção...
Aninha teu gosto
carente
envolve-me com ar
displicente
e devora-me sem medo
ou razão!
Faz do meu corpo
instrumento!
Toca-me com mãos
esfomeadas
entonando canções
aladas
ofertas de doce
alimento
qual mais sagrada
ambrosia!
Faz de mim
o que queres!
Consome, queima
arranha meu peito!
Toma o que é teu
por direito
goza vida
prosa vida
e poesia leito,
partilhando amor
todo dia!
Alberto Busquets.
#Desafio 045
Há esperança
na espera.
Ou não se
esperaria...
A temperança
se esmera,
e tempera
as minhas
andanças
nessa era
vazia.
Ah,
quem dera...
E eu, que
nem sabia!
Mas hoje sei:
Sempre foi seu
encantamento
que eu queria...
Então, esperarei
com nova esperança
a sonhada mudança
e o raiar-alimento
dos nossos
novos
dias.
Alberto Busquets.
#Desafio 044
na espera.
Ou não se
esperaria...
A temperança
se esmera,
e tempera
as minhas
andanças
nessa era
vazia.
Ah,
quem dera...
E eu, que
nem sabia!
Mas hoje sei:
Sempre foi seu
encantamento
que eu queria...
Então, esperarei
com nova esperança
a sonhada mudança
e o raiar-alimento
dos nossos
novos
dias.
Alberto Busquets.
#Desafio 044
Melancolia
é quando o dia
não finda
como deveria.
Mas meu coração
não dá vazão
à desesperança fria:
Mantém-se batendo!
E bem te querendo,
ainda com a cama vazia:
Enquanto você
não chegar,
nunca anoitecerá!
Por aqui, sempre será
o amor solar
do nosso meio-dia!
Alberto Busquets.
#Desafio 043
é quando o dia
não finda
como deveria.
Mas meu coração
não dá vazão
à desesperança fria:
Mantém-se batendo!
E bem te querendo,
ainda com a cama vazia:
Enquanto você
não chegar,
nunca anoitecerá!
Por aqui, sempre será
o amor solar
do nosso meio-dia!
Alberto Busquets.
#Desafio 043
Meus escritos são
marolas em uma praia
tropical
recorrentes
percorrentes
em correntes
entrementes,
de sol,
água
e sal.
A onda define o oceano?
A areia delimita a praia?
Não...
Mas entre falésias, dunas
e mar azul,
amanheço e anoiteço
ilumino e escureço
em cama de rimas
desperto e adormeço
pois sou eu quem define
o alcance da sombra
no meu litoral.
Ninguém é igual.
Alberto Busquets.
#Desafio 042
marolas em uma praia
tropical
recorrentes
percorrentes
em correntes
entrementes,
de sol,
água
e sal.
A onda define o oceano?
A areia delimita a praia?
Não...
Mas entre falésias, dunas
e mar azul,
amanheço e anoiteço
ilumino e escureço
em cama de rimas
desperto e adormeço
pois sou eu quem define
o alcance da sombra
no meu litoral.
Ninguém é igual.
Alberto Busquets.
#Desafio 042
Um brinde
aos poemas soltos:
Aqueles que
escorrem-nos
entre os dedos
mesmo antes
de pousarem
no papel.
Seus cantos libertos
inspiram todos
os outros:
A liberdade, bailarina,
sempre rima
com o azul do céu.
Alberto Busquets.
#Desafio 041
aos poemas soltos:
Aqueles que
escorrem-nos
entre os dedos
mesmo antes
de pousarem
no papel.
Seus cantos libertos
inspiram todos
os outros:
A liberdade, bailarina,
sempre rima
com o azul do céu.
Alberto Busquets.
#Desafio 041