#Desafio 032
O Banho
Merece poema?
Busto, estátua?
Até placa dourada na praça!
Na água que cai
a vida escorre;
se gasta, se passa.
Gota a gota
o dia desaba.
Desata nós
ralo abaixo…
A espuma embala:
sou mar
sem saber.
A água toca. E pronto!
Sem discursos,
sem promessas.
Só o gesto:
lava, leva, deixa.
Renovação?
Rotina?
Epifania sem plateia?
O mundo some no vapor,
a alma à meia-luz.
Abraço líquido, sem pressa,
instante banal.
O banho me apaga um pouco.
E nisso… me faz imortal!
Crs Ribeiro
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#desafio 365 dias
Dia 31 - Fale sobre um livro que fale sobre mágica ou que você considere mágico!
Esse tema foi o mais difícil, visto que, na verdade, são dois! E ambos me levaram a caminhos bem distintos. Digo mais: outra verdade é que começo esse texto sem saber de qual livro vou falar.
Explico-me: a primeira alternativa me fez lembrar de livros onde a "mágica" é possível. Lembrei logo de O Hobbit, de Tolkien; de vários livros de Neil Gaiman (luto); de várias HQ's, como Constantine; além da coleção de livros ambientados no universo de World of Warcraft (gamer detected).
Já a segunda alternativa me levou para o caminho de livros cuja a linguagem é mágica! Livros que eu considero mágicos são aqueles nos quais a linguagem é o próprio mundo. Lembrei de O Fio das Missangas, de Mia Couto; de A Via Estreita, de Alexei Bueno; de Morangos Mofados, de Caio Fernando Abreu (já trazido aqui).
Decido, então, falar de um texto que sequer lembrei ao iniciar: o conto "Natal na Barca" (1973), da maravilhosa Lygia Fagundes Telles.
O conto se passa na véspera de Natal, em uma barca que cruza o Rio Tietê. O narrador (que não tem o seu gênero definido) claramente está depressivo e fugindo de algo, e se depara com uma mulher que está na barca com seu filho doente. É um texto sobre a magia do Natal, mas também sobre a magia de ser empático, de ser humano, de deixar-se envolver pelo outro.
Esse conto é tão mágico, para mim, que uma vez eu levei para ler com meus alunos e, no fim, estávamos eu e alguns alunos de olhos lacrimejando. Super recomendo!
Dia 31 - Fale sobre um livro que fale sobre mágica ou que você considere mágico!
Esse tema foi o mais difícil, visto que, na verdade, são dois! E ambos me levaram a caminhos bem distintos. Digo mais: outra verdade é que começo esse texto sem saber de qual livro vou falar.
Explico-me: a primeira alternativa me fez lembrar de livros onde a "mágica" é possível. Lembrei logo de O Hobbit, de Tolkien; de vários livros de Neil Gaiman (luto); de várias HQ's, como Constantine; além da coleção de livros ambientados no universo de World of Warcraft (gamer detected).
Já a segunda alternativa me levou para o caminho de livros cuja a linguagem é mágica! Livros que eu considero mágicos são aqueles nos quais a linguagem é o próprio mundo. Lembrei de O Fio das Missangas, de Mia Couto; de A Via Estreita, de Alexei Bueno; de Morangos Mofados, de Caio Fernando Abreu (já trazido aqui).
Decido, então, falar de um texto que sequer lembrei ao iniciar: o conto "Natal na Barca" (1973), da maravilhosa Lygia Fagundes Telles.
O conto se passa na véspera de Natal, em uma barca que cruza o Rio Tietê. O narrador (que não tem o seu gênero definido) claramente está depressivo e fugindo de algo, e se depara com uma mulher que está na barca com seu filho doente. É um texto sobre a magia do Natal, mas também sobre a magia de ser empático, de ser humano, de deixar-se envolver pelo outro.
Esse conto é tão mágico, para mim, que uma vez eu levei para ler com meus alunos e, no fim, estávamos eu e alguns alunos de olhos lacrimejando. Super recomendo!
#Desafio 31
#
Não tenho medo
de guiar o prazer.
sei onde arde,
onde morro,
onde você toca
e me acende.
Sem meias palavras,
não digo “talvez”;
só agora.
Se pode ser bom,
por que não?
Mas calma,
não é só sobre mim.
Entre os meus prazeres,
o seu:
sendo espelho,
sendo fogo,
sendo nós.
Quero a fúria de nos ver
em pleno incêndio,
gemendo verdades
que o desejo inventa.
Hoje te mostro o caminho.
Amanhã,
sou tua aprendiz.
No meio disso,
a língua, o murmúrio, o grito,
e tudo o mais
que nossas bocas consagrem.
Crs Ribeiro
#
Não tenho medo
de guiar o prazer.
sei onde arde,
onde morro,
onde você toca
e me acende.
Sem meias palavras,
não digo “talvez”;
só agora.
Se pode ser bom,
por que não?
Mas calma,
não é só sobre mim.
Entre os meus prazeres,
o seu:
sendo espelho,
sendo fogo,
sendo nós.
Quero a fúria de nos ver
em pleno incêndio,
gemendo verdades
que o desejo inventa.
Hoje te mostro o caminho.
Amanhã,
sou tua aprendiz.
No meio disso,
a língua, o murmúrio, o grito,
e tudo o mais
que nossas bocas consagrem.
Crs Ribeiro
#Desafio 31
*10 anos*
Quantas memórias
Guarda nossa história?
Muitas…
Quantos beijos
Selaram nosso amor,
Ao longo dos anos?
Tantos…
Quantas juras
De amor juramos,
Arfando?
Incalculáveis…
Houveram chuvas…
Rolaram lágrimas…
Superamos.
Foram 123 luas completas
Desde, o dia que,
Selamos nossos planos!
(Nos testemunhando,
Ao longo dos anos).
E agora…
Começamos mais esta,
A 124ª de um ciclo extra.
Vamos?!
MarU
*10 anos*
Quantas memórias
Guarda nossa história?
Muitas…
Quantos beijos
Selaram nosso amor,
Ao longo dos anos?
Tantos…
Quantas juras
De amor juramos,
Arfando?
Incalculáveis…
Houveram chuvas…
Rolaram lágrimas…
Superamos.
Foram 123 luas completas
Desde, o dia que,
Selamos nossos planos!
(Nos testemunhando,
Ao longo dos anos).
E agora…
Começamos mais esta,
A 124ª de um ciclo extra.
Vamos?!
MarU
*Lobo*
Ele vem como um lobo,
Farejando meus feromônios.
Me prende em suas patas,
Encurrala-me entre as garras
E acaba com toda a minha raiva.
Me doma, selvagem,
Como um louco no cio,
Faminto por sacanagem.
Não tem nada que atrapalhe
Sua coragem de me devorar!
Salivante, me despe…
E, pelo meu umbigo, desce ajoelhado,
Atracado em mim com sua língua,
Joga minha perna pra cima,
me banha em saliva,
molhando meu sexo, excitado.
“Põe-se a lamber sem parar”.
Me suga com pressão
pra dentro de sua boca.
Me contorço, gemendo como louca.
Seus dedos deslizam, tem fome,
Do inferno ao paraíso, me consome.
É tortura e prazer, na mesma sensação.
Gozando no ápice do tesão,
Me derramo em gozo histérico.
Lambuzo sua fuça de sexo,
No néctar da nossa paixão.
Não nego que te quero
Em mim fartar-se-á…
Serei sua refeição, sirva-se!
Quantas vezes desejar…
MarU
#
Ele vem como um lobo,
Farejando meus feromônios.
Me prende em suas patas,
Encurrala-me entre as garras
E acaba com toda a minha raiva.
Me doma, selvagem,
Como um louco no cio,
Faminto por sacanagem.
Não tem nada que atrapalhe
Sua coragem de me devorar!
Salivante, me despe…
E, pelo meu umbigo, desce ajoelhado,
Atracado em mim com sua língua,
Joga minha perna pra cima,
me banha em saliva,
molhando meu sexo, excitado.
“Põe-se a lamber sem parar”.
Me suga com pressão
pra dentro de sua boca.
Me contorço, gemendo como louca.
Seus dedos deslizam, tem fome,
Do inferno ao paraíso, me consome.
É tortura e prazer, na mesma sensação.
Gozando no ápice do tesão,
Me derramo em gozo histérico.
Lambuzo sua fuça de sexo,
No néctar da nossa paixão.
Não nego que te quero
Em mim fartar-se-á…
Serei sua refeição, sirva-se!
Quantas vezes desejar…
MarU
#
#Desafio 030
E foi ontem…
Bela, era ela:
chuquinha
batom vermelho
joelho ralado
saia ao vento
sorriso solto.
A mais doce menina
mão na minha
pula num pé
rola com o Stopa
chama de pulguento
mas o aperta no peito.
Corre, salta, escorrega
chega em casa
terra na pele .
Banho longo
sabonete espuma
o dia nas pernas.
Jantinha quente
pijama macio
chupeta
dedo no cabelo.
Me abraça
vira, apaga.
Quem me dera
quem soubera
guardar o tempo
num bolso qualquer.
Crs Ribeiro
E foi ontem…
Bela, era ela:
chuquinha
batom vermelho
joelho ralado
saia ao vento
sorriso solto.
A mais doce menina
mão na minha
pula num pé
rola com o Stopa
chama de pulguento
mas o aperta no peito.
Corre, salta, escorrega
chega em casa
terra na pele .
Banho longo
sabonete espuma
o dia nas pernas.
Jantinha quente
pijama macio
chupeta
dedo no cabelo.
Me abraça
vira, apaga.
Quem me dera
quem soubera
guardar o tempo
num bolso qualquer.
Crs Ribeiro
#Desafio 29
*Epílogo*
No palco da vida,
Não interpreto o papel principal.
Não sou a protagonista,
Talvez coadjuvante.
Me falta a luz que irradia ao norte.
Me falta o ar que inspira aos fortes.
Me falta a água, que sacia a sede.
Me falta o alimento, que mata a fome do inocente.
Tanto, que me falta… Sou tão falha!
Mas, ao mesmo tempo, sou tão grata!
Estou saindo de cena.
O teatro já está vazio,
O espetáculo acabou.
As cortinas se fecharam,
E a luz se apagou.
Não há mais público na plateia.
Já apresentei o “grand finale”.
Não ouvi o som das palmas,
Só as portas a se fecharem.
Com reverência, me despeço de vocês,
Respeitável e adorável público.
Foi muito bom me apresentar
pela última vez.
Obrigado!
MarU
*Epílogo*
No palco da vida,
Não interpreto o papel principal.
Não sou a protagonista,
Talvez coadjuvante.
Me falta a luz que irradia ao norte.
Me falta o ar que inspira aos fortes.
Me falta a água, que sacia a sede.
Me falta o alimento, que mata a fome do inocente.
Tanto, que me falta… Sou tão falha!
Mas, ao mesmo tempo, sou tão grata!
Estou saindo de cena.
O teatro já está vazio,
O espetáculo acabou.
As cortinas se fecharam,
E a luz se apagou.
Não há mais público na plateia.
Já apresentei o “grand finale”.
Não ouvi o som das palmas,
Só as portas a se fecharem.
Com reverência, me despeço de vocês,
Respeitável e adorável público.
Foi muito bom me apresentar
pela última vez.
Obrigado!
MarU
#Desafio 029
Tolice amar-te
sem dar-te asas inteiras,
deixar-te solto no vento
para tudo que desejares.
Insensatez querer-te cativo,
sufocar teus anseios
e esperar-te, pássaro,
de volta ao ninho.
Teu corpo presente,
tua mente em outras marés.
De que vale tal gaiola,
se o amor é céu azul e amplidão?
Quero-te feliz,
pleno;
quero-te sendo.
E, na parte que me cabe,
quero-te escolhendo ser nós.
Crs Ribeiro
Tolice amar-te
sem dar-te asas inteiras,
deixar-te solto no vento
para tudo que desejares.
Insensatez querer-te cativo,
sufocar teus anseios
e esperar-te, pássaro,
de volta ao ninho.
Teu corpo presente,
tua mente em outras marés.
De que vale tal gaiola,
se o amor é céu azul e amplidão?
Quero-te feliz,
pleno;
quero-te sendo.
E, na parte que me cabe,
quero-te escolhendo ser nós.
Crs Ribeiro
#Desafio 028
Se julgava perfeita.
Pior. Fazia da falha alheia
sua missa de domingo.
Duzentos gramas a mais
e seu olhar já fuzilava:
“Engordou, hein?”
Ela? Um clichê de vitrine.
Loira, bunda empinada,
gordura? Nenhuma.
Noção? Menos ainda:
“Viu como está desleixada?
Começaram a namorar
e parou de se cuidar.
Logo leva um pé…”
Rainha das quadras,
musa da academia,
com sua corte fiel:
amigas plastificadas,
série limitada, anos 80.
Não tão raras.
Todas malhadas.
Todas bronzeadas.
Todas traídas.
Porque o que ninguém diz
(mas todo mundo sabe)
é que o corpo nunca basta.
Parece suficiente…
até o dia em que não é.
Mas como é doce esfaquear
o que falta no outro.
Difícil mesmo é encarar
o espelho da alma:
onde o vazio não pesa,
mas dói.
Afinal, essência não se esculpe.
Não há Pilates para a alma.
E isso, espelho algum
consegue perdoar.
Crs Ribeiro
Se julgava perfeita.
Pior. Fazia da falha alheia
sua missa de domingo.
Duzentos gramas a mais
e seu olhar já fuzilava:
“Engordou, hein?”
Ela? Um clichê de vitrine.
Loira, bunda empinada,
gordura? Nenhuma.
Noção? Menos ainda:
“Viu como está desleixada?
Começaram a namorar
e parou de se cuidar.
Logo leva um pé…”
Rainha das quadras,
musa da academia,
com sua corte fiel:
amigas plastificadas,
série limitada, anos 80.
Não tão raras.
Todas malhadas.
Todas bronzeadas.
Todas traídas.
Porque o que ninguém diz
(mas todo mundo sabe)
é que o corpo nunca basta.
Parece suficiente…
até o dia em que não é.
Mas como é doce esfaquear
o que falta no outro.
Difícil mesmo é encarar
o espelho da alma:
onde o vazio não pesa,
mas dói.
Afinal, essência não se esculpe.
Não há Pilates para a alma.
E isso, espelho algum
consegue perdoar.
Crs Ribeiro