#Desafio 27
O Céu, em véus de nuvem,
ao amante replicou:
“Ah, Mar,
meu reflexo em espelho encantado,
em teus braços liquefeitos me conténs.
Meu destino é disperso,
sou vasto, mas nunca inteiro…
Teu sopro canta os ais que não me vêm
ecos da amplidão que te habitas.
És segredo que meu azul anseia:
profundo tal as dores que calamos.
Quisera ser gota, espuma, correnteza,
fundir-me ao teu ser,
perder-me no compasso de tuas marés.
E se me faço chuva,
é só para teu rosto tocar e ser em ti.
Minha vastidão é ilusão fugaz,
tua profundidade é que me sustenta.
Somos um, somos dois, somos mais:
ciclo eterno, sem inicio ou fim.
Em teu limite, descubro o meu lugar.
E mesmo grandes, infinitos,
é o amor que nos basta
no nascer e apagar de todo dia”
@Albertobusquets
Alberto Knobbe Busquets
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Eder B. Jr.
#Desafio 026
“Sussurros e Espelhos” é um conto sobre o tempo, o amor e a aceitação. Não é sobre apenas mais um dia, mas “o dia”, em que o protagonista se redescobre nos reflexos de sua vida. Entre cafés silenciosos, mensagens que atravessam distâncias e memórias que aquecem o peito, ele encontra a paz de ser imperfeito e a coragem de se reconhecer inteiro.
Dedicado a Alberto, uma pessoa mais que especial, que hoje celebra sua vida. Que este texto, como um abraço em palavras, inspire reflexões suaves e lhe traga o calor de quem o admira profundamente.
Feliz aniversário!
@Albertobusquets
“Sussurros e Espelhos” é um conto sobre o tempo, o amor e a aceitação. Não é sobre apenas mais um dia, mas “o dia”, em que o protagonista se redescobre nos reflexos de sua vida. Entre cafés silenciosos, mensagens que atravessam distâncias e memórias que aquecem o peito, ele encontra a paz de ser imperfeito e a coragem de se reconhecer inteiro.
Dedicado a Alberto, uma pessoa mais que especial, que hoje celebra sua vida. Que este texto, como um abraço em palavras, inspire reflexões suaves e lhe traga o calor de quem o admira profundamente.
Feliz aniversário!
@Albertobusquets
Quanto tempo temos nós?
O bastante para fazer o amor
pingar em cada verso,
mas nunca o suficiente
para conter o transbordar.
Quatros ou setes?
Longo ensaio,
um ensopado de sabedoria
num fogo que ainda mal ferveu.
Comprimentos que não se medem,
Onde há vidas que não se cabem,
e há esperanças que,
de tão leves,
desafiam o peso dos calendários.
O amor segue escorrendo,
entre o punhado de ontem
e o respirar do amanhã.
E nas suas mãos,
sempre algo novo
para espalhar pelo todo:
adoçando, iluminando,
ressignificando.
Pois não é sobre contar os anos,
mas sobre quantos deles
carregam o suficiente
para ir além da efemeridade.
Parabéns ao alquimista dos versos,
que faz da palavra
um banquete de eternidades.
Eder B. Jr.
O bastante para fazer o amor
pingar em cada verso,
mas nunca o suficiente
para conter o transbordar.
Quatros ou setes?
Longo ensaio,
um ensopado de sabedoria
num fogo que ainda mal ferveu.
Comprimentos que não se medem,
Onde há vidas que não se cabem,
e há esperanças que,
de tão leves,
desafiam o peso dos calendários.
O amor segue escorrendo,
entre o punhado de ontem
e o respirar do amanhã.
E nas suas mãos,
sempre algo novo
para espalhar pelo todo:
adoçando, iluminando,
ressignificando.
Pois não é sobre contar os anos,
mas sobre quantos deles
carregam o suficiente
para ir além da efemeridade.
Parabéns ao alquimista dos versos,
que faz da palavra
um banquete de eternidades.
Eder B. Jr.
#Bom dia!
Palavra do dia:
#핊핆핃
Frase do dia:
"E quando adormeço, do Sol nunca me esqueço: é ele quem me embala em todo anoitecer."
— Alberto Busquets
Datas comemorativas de hoje, 26 de janeiro de 2025:
Dia da Austrália
Aniversariantes:
Eddie Van Halen (1955)
Paul Newman (1925)
Alberto Busquets @todasasformasdepoesia
Palavra do dia:
#핊핆핃
Frase do dia:
"E quando adormeço, do Sol nunca me esqueço: é ele quem me embala em todo anoitecer."
— Alberto Busquets
Datas comemorativas de hoje, 26 de janeiro de 2025:
Dia da Austrália
Aniversariantes:
Eddie Van Halen (1955)
Paul Newman (1925)
Alberto Busquets @todasasformasdepoesia
#Desafio 025
Confiamos em nós:
adultos, centrados, racionais.
Mas no fundo, sabemos:
a razão também tropeça.
Permitimo-nos:
flertar com o instante,
desejar o improvável;
descobrir o fogo que queima e escapa,
o abraço que não prende.
E então, nos abandonamos:
ao instinto que ri da lógica,
à paixão que descompassa o peito;
à emoção que é rasgo e cura.
Sonhamo-nos:
entrelaçados no acaso que escorre,
amados de maneira imperfeita:
plenamente saciados…
Ou talvez não.
Crs Ribeiro
Confiamos em nós:
adultos, centrados, racionais.
Mas no fundo, sabemos:
a razão também tropeça.
Permitimo-nos:
flertar com o instante,
desejar o improvável;
descobrir o fogo que queima e escapa,
o abraço que não prende.
E então, nos abandonamos:
ao instinto que ri da lógica,
à paixão que descompassa o peito;
à emoção que é rasgo e cura.
Sonhamo-nos:
entrelaçados no acaso que escorre,
amados de maneira imperfeita:
plenamente saciados…
Ou talvez não.
Crs Ribeiro
#Desafio 24
#
Em ti, me dissolvo.
Meu corpo vago te exige:
não há dúvidas em meu ser.
Faço do toque
o meu sacramento,
em que a carne se desfaz
e a alma me abandona
quando tua boca
encontra meu caos.
Não me beijas,
me consomes
com a fome primitiva de teus dentes.
As marcas que aninho em tua pele,
são brasões do querer
que desmente o tempo
e proclama, sem temor,
a única verdade: nós.
Arrasto-te à cama
não por alívio,
mas pela doce centelha,
fagulha do desespero
que devora o que sou.
Entrego-me a ti
não para amar apenas,
mas para subverter
toda ordem do mundo,
derrotar minhas crenças,
romper a moralidade
entre o que fui e o que me tornarei.
Em ti, me aniquilo.
Teus dedos são aço,
meus seios, oferendas.
Renuncio a mim mesma
em gemidos que se esvaem:
o prazer é morte sublime
que nos faz, por um instante,
existir.
Toda tua,
me deixo levar
ao frenesi de tua posse,
onde tudo se perde
e aprendo que o desejo,
de tanto pulsar,
esqueceu de saber
o que é apenas ser.
Crs Ribeiro
#
Em ti, me dissolvo.
Meu corpo vago te exige:
não há dúvidas em meu ser.
Faço do toque
o meu sacramento,
em que a carne se desfaz
e a alma me abandona
quando tua boca
encontra meu caos.
Não me beijas,
me consomes
com a fome primitiva de teus dentes.
As marcas que aninho em tua pele,
são brasões do querer
que desmente o tempo
e proclama, sem temor,
a única verdade: nós.
Arrasto-te à cama
não por alívio,
mas pela doce centelha,
fagulha do desespero
que devora o que sou.
Entrego-me a ti
não para amar apenas,
mas para subverter
toda ordem do mundo,
derrotar minhas crenças,
romper a moralidade
entre o que fui e o que me tornarei.
Em ti, me aniquilo.
Teus dedos são aço,
meus seios, oferendas.
Renuncio a mim mesma
em gemidos que se esvaem:
o prazer é morte sublime
que nos faz, por um instante,
existir.
Toda tua,
me deixo levar
ao frenesi de tua posse,
onde tudo se perde
e aprendo que o desejo,
de tanto pulsar,
esqueceu de saber
o que é apenas ser.
Crs Ribeiro
#Desafio23
O recomeço pede espaço,
tudo que nasce precisa de chão.
Um desejo já se plantou:
confie no broto que insiste em nascer.
É ele que sabe o caminho.
Não se apresse.
Integre os pedaços dispersos,
junte os cacos do tempo.
Com equilíbrio e prudência,
os passos tornam-se raiz.
O caminhar lento
é garantia de chegar inteiro.
Há um instante em que o velho se desfaz,
o peso cai,
e o que era ferrugem
vira folha seca no vento.
O novo chega leve:
pássaro despido
ganhando plumas de luz.
Mais simples, mais vasto, mais céu.
Porque evoluir é isso:
despir-se das terras que pesam
e refazer-se em asas.
Crs Ribeiro
O recomeço pede espaço,
tudo que nasce precisa de chão.
Um desejo já se plantou:
confie no broto que insiste em nascer.
É ele que sabe o caminho.
Não se apresse.
Integre os pedaços dispersos,
junte os cacos do tempo.
Com equilíbrio e prudência,
os passos tornam-se raiz.
O caminhar lento
é garantia de chegar inteiro.
Há um instante em que o velho se desfaz,
o peso cai,
e o que era ferrugem
vira folha seca no vento.
O novo chega leve:
pássaro despido
ganhando plumas de luz.
Mais simples, mais vasto, mais céu.
Porque evoluir é isso:
despir-se das terras que pesam
e refazer-se em asas.
Crs Ribeiro
#Desafio 022
Vento varreu
meu peito vazio,
não poupou estacas,
dobrou esquinas,
despencou segredos
das prateleiras do tempo.
Arrancou linhas tortas,
amassou as sombras
das roupas que um dia vesti;
desfez o nó dos dias esquecidos.
E tudo o que era poeira,
tudo o que havia omitido,
voou…
Vento rugiu
no meu peito!
Deixou nu o chão da alma,
onde germina agora
um nome: o teu.
Nome cravado na carne do instante:
não cede, não cala;
é vasto, absurdo,
uma prece de fogo,
uma dança.
Feita de ti.
Feita de nós.
Crs Ribeiro
Vento varreu
meu peito vazio,
não poupou estacas,
dobrou esquinas,
despencou segredos
das prateleiras do tempo.
Arrancou linhas tortas,
amassou as sombras
das roupas que um dia vesti;
desfez o nó dos dias esquecidos.
E tudo o que era poeira,
tudo o que havia omitido,
voou…
Vento rugiu
no meu peito!
Deixou nu o chão da alma,
onde germina agora
um nome: o teu.
Nome cravado na carne do instante:
não cede, não cala;
é vasto, absurdo,
uma prece de fogo,
uma dança.
Feita de ti.
Feita de nós.
Crs Ribeiro
#Desafio 021
Chuva na janela,
gota a gota,
melodia de quem não desiste.
No vidro,
no parapeito;
bate, escorre, insiste.
Diz sem dizer:
“Carrego o que pesa,
limpo o que dói;
traduzo o viver
no que há de mais simples”.
Faça o mesmo contigo,
deixe escorrer o pranto.
Permita, das lágrimas,
o estrondo mais forte;
a enxurrada arrastar fragmentos…
Sinta o calor da terra molhada,
o cheiro de renovação no ar.
Só assim,
no vácuo do grito,
brilhando tímido,
mas firme;
o sol volta a nascer.
Crs Ribeiro
Chuva na janela,
gota a gota,
melodia de quem não desiste.
No vidro,
no parapeito;
bate, escorre, insiste.
Diz sem dizer:
“Carrego o que pesa,
limpo o que dói;
traduzo o viver
no que há de mais simples”.
Faça o mesmo contigo,
deixe escorrer o pranto.
Permita, das lágrimas,
o estrondo mais forte;
a enxurrada arrastar fragmentos…
Sinta o calor da terra molhada,
o cheiro de renovação no ar.
Só assim,
no vácuo do grito,
brilhando tímido,
mas firme;
o sol volta a nascer.
Crs Ribeiro
#Desafio 020
270 Dias
270, número inteiro,
narrador silencioso do beijo suspenso.
Em cada estrofe,
um suspiro de vontade.
O azimute, implacável,
aponta o oeste do peito,
onde o sol morre,
e meu sentimento renasce.
E, de tanto querer,
em círculos me perco:
completo três quartos de volta,
eternamente em torno de ti.
Divisível por quinze,
mas quem diz que o amor se reparte?
O teu ocupa-me inteira,
como as palavras que sobram
quando me faltas.
Cada um desses dias
conta o acaso do encontro.
E a saudade?
Ah, a saudade se mede em segundos,
pois o amor,
esse, não conta nada.
Ele se faz infinito
e apenas fica.
Crs Ribeiro
270 Dias
270, número inteiro,
narrador silencioso do beijo suspenso.
Em cada estrofe,
um suspiro de vontade.
O azimute, implacável,
aponta o oeste do peito,
onde o sol morre,
e meu sentimento renasce.
E, de tanto querer,
em círculos me perco:
completo três quartos de volta,
eternamente em torno de ti.
Divisível por quinze,
mas quem diz que o amor se reparte?
O teu ocupa-me inteira,
como as palavras que sobram
quando me faltas.
Cada um desses dias
conta o acaso do encontro.
E a saudade?
Ah, a saudade se mede em segundos,
pois o amor,
esse, não conta nada.
Ele se faz infinito
e apenas fica.
Crs Ribeiro