Basta te ver
e meu corpo te chama
te deseja, te implora
inflama, reclama, enlameia.
Teu cheiro me cerca
tua voz rouca me conduz
e tua boca, louca
me rouba o suspiro e incendeia.
Chupa-me até que a pele arda
até que o fôlego se renda
arranca-me a roupa
me deixa marcada, ladeia.
Com unhas e dentes
com tudo que tens
quero me perder em ti
maneia.
Dissolvendo no teu calor
sentir teu mel me escorrendo
ser tua, inteira, agora
sem pudor, tateia…
Amor!
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Eder B. Jr.
Orgulho.
De alguns passos?
Sim, muito orgulho!
De passos com os pés quebrados,
como vidraças de uma casa sem teto,
e a alma rachada
depois de uma queda tão funda,
tão tortuosa,
que desaprendeu a andar.
Passos que vieram do nada,
de quem se sentiu sem nome,
sem sonhos,
só o desejo mudo de desaparecer.
Do vazio,
todo o vazio;
e o eco que nele dorme.
Dentro do peito,
um abandono pesado,
como pedra que recusa o rio.
Mas passos também vieram,
(um a um)
do grito da essência.
Essa que vive no fundo da carne
e sussurra entre dores:
“Levanta.
Ainda és estrada.”
E o que antes era poeira,
agonia e medo,
já não bastava para resumir.
Um passo.
Meio torto,
meio incerto,
sem saber onde,
só o porquê.
Mas o corpo sabia
o que a mente esquecia:
parar é morrer.
E viver é se inventar.
Hoje, os pés ainda doem.
Mas e o chão?
Ah, o chão murmura
ensaiando um canto
que amanhã será sinfonia,
um dia será dança,
outro, maratona…
Por enquanto,
é só caminho.
E orgulho.
Todo orgulho.
Crs Ribeiro
De alguns passos?
Sim, muito orgulho!
De passos com os pés quebrados,
como vidraças de uma casa sem teto,
e a alma rachada
depois de uma queda tão funda,
tão tortuosa,
que desaprendeu a andar.
Passos que vieram do nada,
de quem se sentiu sem nome,
sem sonhos,
só o desejo mudo de desaparecer.
Do vazio,
todo o vazio;
e o eco que nele dorme.
Dentro do peito,
um abandono pesado,
como pedra que recusa o rio.
Mas passos também vieram,
(um a um)
do grito da essência.
Essa que vive no fundo da carne
e sussurra entre dores:
“Levanta.
Ainda és estrada.”
E o que antes era poeira,
agonia e medo,
já não bastava para resumir.
Um passo.
Meio torto,
meio incerto,
sem saber onde,
só o porquê.
Mas o corpo sabia
o que a mente esquecia:
parar é morrer.
E viver é se inventar.
Hoje, os pés ainda doem.
Mas e o chão?
Ah, o chão murmura
ensaiando um canto
que amanhã será sinfonia,
um dia será dança,
outro, maratona…
Por enquanto,
é só caminho.
E orgulho.
Todo orgulho.
Crs Ribeiro
Precisamente às 21h, também conhecida como 19h, segue o link do Amigo Secreto - Declamação do Literunico.
O sorteio ocorrerá dia 15/12/2024 e a entrega do vídeo onde o Participante deverá declamar um texto de autoria do sorteado será dia 25/12/2024.
Quem quiser participar, entre no link e não esqueça de deixar seu @ do Threads.
https://amigosecreto.com.br/grupo/amigo-declamação-Literunico
O sorteio ocorrerá dia 15/12/2024 e a entrega do vídeo onde o Participante deverá declamar um texto de autoria do sorteado será dia 25/12/2024.
Quem quiser participar, entre no link e não esqueça de deixar seu @ do Threads.
https://amigosecreto.com.br/grupo/amigo-declamação-Literunico
Amo-te!
Meu mote e motivo
Amo-te!
Ao ver teu sorriso
Me peguei tão desprendido
E até mesmo, surpreendido
De olhar, admirar, sem cobrar
De dividir e também multiplicar
Amo-te, meto-me e te sinto
Em mim, a me extravasar
Amo-te e como um instinto
Vibro com o teu conquistar
Amo-te e ao amar eu te vivo
Com o amor que quiseres amar
Eder B. Jr.
@eliz_leao
Meu mote e motivo
Amo-te!
Ao ver teu sorriso
Me peguei tão desprendido
E até mesmo, surpreendido
De olhar, admirar, sem cobrar
De dividir e também multiplicar
Amo-te, meto-me e te sinto
Em mim, a me extravasar
Amo-te e como um instinto
Vibro com o teu conquistar
Amo-te e ao amar eu te vivo
Com o amor que quiseres amar
Eder B. Jr.
@eliz_leao
Oceano
I
Olhando este oceano,
ondas deste mar insano,
eu me ponho a recordar;
no oceano do meu peito,
no qual nem eu sei direito
pra que lado navegar.
Me recordo do teu rosto,
nas marés do meu desgosto,
onde a ausência dói demais;
não sou mais que um marinheiro,
querendo ser o primeiro
a ancorar no teu cais.
II
Apenas quero sonhar,
sem nem sequer me importar
com a tua correnteza;
e que venha a minha mágoa,
que eu pego teu curso d’água
pra transformar em represa.
Apenas quero viver,
e apesar de conhecer
toda a tua tempestade,
não me canso de tentar;
pois prefiro me molhar
a me afogar de saudade.
III
Apenas me deixe, um dia,
alcançar a calmaria
doce da tua costa bela;
e que um vento glorioso
me leve vitorioso,
dentro desta caravela;
e, ao sentir, emocionado,
o gosto do mar salgado
circulando em minha veia;
te juro: terei a sede
de prender em minha rede
o teu olhar de sereia.
I
Olhando este oceano,
ondas deste mar insano,
eu me ponho a recordar;
no oceano do meu peito,
no qual nem eu sei direito
pra que lado navegar.
Me recordo do teu rosto,
nas marés do meu desgosto,
onde a ausência dói demais;
não sou mais que um marinheiro,
querendo ser o primeiro
a ancorar no teu cais.
II
Apenas quero sonhar,
sem nem sequer me importar
com a tua correnteza;
e que venha a minha mágoa,
que eu pego teu curso d’água
pra transformar em represa.
Apenas quero viver,
e apesar de conhecer
toda a tua tempestade,
não me canso de tentar;
pois prefiro me molhar
a me afogar de saudade.
III
Apenas me deixe, um dia,
alcançar a calmaria
doce da tua costa bela;
e que um vento glorioso
me leve vitorioso,
dentro desta caravela;
e, ao sentir, emocionado,
o gosto do mar salgado
circulando em minha veia;
te juro: terei a sede
de prender em minha rede
o teu olhar de sereia.
Tua boca me diz;
e eu extasiada a ouvir:
tanta paixão!
Quase me desfaço…
Uma carícia,
e já não estou mais aqui.
No chão, talvez,
ou dentro de ti.
Tua boca me lê,
como quem decifra segredos.
Abençoa minha pele,
desfaz as bordas do que eu era.
Amolece.
Me toma,
me engole inteira!
Tua boca abre mundos
que eu nunca soube querer:
arde,
umedece;
se alimenta do meu gozo,
bebe de mim até nada restar.
Tua boca, agora, já nada diz.
Esgota a língua,
muda,
alucinada.
Então falo em braille,
toco-te no vazio do entendimento
e, juntos,
respiramos palavras não ditas.
Somos febre,
fome que não cessa;
pira que não se apaga.
Somos nós.
Crs Ribeiro
#
e eu extasiada a ouvir:
tanta paixão!
Quase me desfaço…
Uma carícia,
e já não estou mais aqui.
No chão, talvez,
ou dentro de ti.
Tua boca me lê,
como quem decifra segredos.
Abençoa minha pele,
desfaz as bordas do que eu era.
Amolece.
Me toma,
me engole inteira!
Tua boca abre mundos
que eu nunca soube querer:
arde,
umedece;
se alimenta do meu gozo,
bebe de mim até nada restar.
Tua boca, agora, já nada diz.
Esgota a língua,
muda,
alucinada.
Então falo em braille,
toco-te no vazio do entendimento
e, juntos,
respiramos palavras não ditas.
Somos febre,
fome que não cessa;
pira que não se apaga.
Somos nós.
Crs Ribeiro
#
Imersa na água,
a Musa é correnteza
que me domina,
me envolve,
me abraça com névoa
e sol.
Imersa na água,
a Musa é a maré
que me puxa,
me empurra pra perto
e me baila à mercê
do som.
Eu sou o náufrago,
o navegante,
o navegado.
Trago o vento doce
aos cabelos tempestuosos,
as nuvens alvas
aos ouvidos abissais.
Na água, ela manda.
No úmido, eu me afogo.
Nela, eu mergulho.
Mergulho.
Mergulho...
Nosso amor é onda.
Nosso amar toca o céu.
Abóbada de estrelas invejosas,
cadentes como chuva do meu prazer
sobre o campo sedento de seu colo.
Imersa na água,
a Musa é completa
comigo imerso nela.
Alberto Busquets.
#
a Musa é correnteza
que me domina,
me envolve,
me abraça com névoa
e sol.
Imersa na água,
a Musa é a maré
que me puxa,
me empurra pra perto
e me baila à mercê
do som.
Eu sou o náufrago,
o navegante,
o navegado.
Trago o vento doce
aos cabelos tempestuosos,
as nuvens alvas
aos ouvidos abissais.
Na água, ela manda.
No úmido, eu me afogo.
Nela, eu mergulho.
Mergulho.
Mergulho...
Nosso amor é onda.
Nosso amar toca o céu.
Abóbada de estrelas invejosas,
cadentes como chuva do meu prazer
sobre o campo sedento de seu colo.
Imersa na água,
a Musa é completa
comigo imerso nela.
Alberto Busquets.
#
Abraços quentes,
olhares envolventes;
a pele suplica pelo toque
de suas hábeis mãos
que me percorrem,
como quem conhece
cada sensação e reação,
que é capaz de me causar.
Este prazer crescente
quase animalesco,
explode em gemidos,
descontrolados gritos,
anunciam o ápice;
O gozo escorre,
e exala no ar
o intenso perfume
de amar.
Jusley Naiane
#
olhares envolventes;
a pele suplica pelo toque
de suas hábeis mãos
que me percorrem,
como quem conhece
cada sensação e reação,
que é capaz de me causar.
Este prazer crescente
quase animalesco,
explode em gemidos,
descontrolados gritos,
anunciam o ápice;
O gozo escorre,
e exala no ar
o intenso perfume
de amar.
Jusley Naiane
#
Tua língua lasciva
se insinua
em dança despudorada;
faísca que risca minha pele,
atravessa meu corpo
e me arde no ventre:
entorpece minha mente!
Tua boca faminta
me suga,
devora mais que a pele:
aspira sentidos,
derruba o juízo;
desarma certezas.
Meu corpo já não me pertence!
É altar e oferenda,
deseja ser profanado
em nosso leito sagrado
abençoado em tantas fases da lua.
Anoitece em mim,
ali, no céu da boca
onde nasce o grito,
áspero, urgente;
gemido rouco preso
nos grandes lábios do silêncio
onde me tomas para ti.
Crs Ribeiro
#
se insinua
em dança despudorada;
faísca que risca minha pele,
atravessa meu corpo
e me arde no ventre:
entorpece minha mente!
Tua boca faminta
me suga,
devora mais que a pele:
aspira sentidos,
derruba o juízo;
desarma certezas.
Meu corpo já não me pertence!
É altar e oferenda,
deseja ser profanado
em nosso leito sagrado
abençoado em tantas fases da lua.
Anoitece em mim,
ali, no céu da boca
onde nasce o grito,
áspero, urgente;
gemido rouco preso
nos grandes lábios do silêncio
onde me tomas para ti.
Crs Ribeiro
#
Beijo seus pés
Não por fetiche, nem por submissão
Mas pela reação
Pois se nos extremos fogem os limites
Da sensação
Ao percorrer lentamente
Cada pedaço das suas pernas
Com minha boca
Percebo que a pulsação aumenta
Do coração?
Do meu, do seu, dos dois?
Ou talvez de outro ponto.
Aquele que deixo por último
Mas que dê longe
Já emite calor
Sugo seus vãos, seus lados,
Suas curvas!
E viajo sem querer nas suas cócegas
Rápidas, de riso gostoso
Solto
Para voltar ao súbito
Revezando entre um e outro
Sobressaltam
Pedem em arrepio
Apontam
Imploram
Como se a língua fosse deles
O encaixe perfeito aos lábios
Ainda tem o pescoço,
Novos suspiros!
Da nuca pelo rosto todo!
Canto dos lábios...
E desço
Me perco e me acho
E fico
Se pudesse
No seu prazer maior
Fazia morada
Sem final, eterno!
Em cada tremor infinito
Dos músculos da alma.
Eder B. Jr.
#
Não por fetiche, nem por submissão
Mas pela reação
Pois se nos extremos fogem os limites
Da sensação
Ao percorrer lentamente
Cada pedaço das suas pernas
Com minha boca
Percebo que a pulsação aumenta
Do coração?
Do meu, do seu, dos dois?
Ou talvez de outro ponto.
Aquele que deixo por último
Mas que dê longe
Já emite calor
Sugo seus vãos, seus lados,
Suas curvas!
E viajo sem querer nas suas cócegas
Rápidas, de riso gostoso
Solto
Para voltar ao súbito
Revezando entre um e outro
Sobressaltam
Pedem em arrepio
Apontam
Imploram
Como se a língua fosse deles
O encaixe perfeito aos lábios
Ainda tem o pescoço,
Novos suspiros!
Da nuca pelo rosto todo!
Canto dos lábios...
E desço
Me perco e me acho
E fico
Se pudesse
No seu prazer maior
Fazia morada
Sem final, eterno!
Em cada tremor infinito
Dos músculos da alma.
Eder B. Jr.
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