#Desafio 307
—Tempo passado—
O dia passou cansado,
o tic-tac batendo,
quase parado
e, mesmo assim,
sendo,
passou acelerado.
O dia passou rápido,
cansativa jornada ativa,
corpo fechado,
olhos serrados,
desfalecendo
deste tempo,
deste espaço.
No momento,
me desfaço,
sem tempo,
sem energias
para mais deste dia.
Foi bom ter acabado.
Que acabe este
e recomece
outra volta
do relógio desgastado.
Que recomece a vida
para mais
que dias pesados!
MarU
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Mar.U
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#desafio 306
—Boa noite!
A chuva…
As nuvens…
A noite.
O frescor da brisa,
um beijo ao vento.
A lua que se esconde,
as janelas abertas.
Um sentimento que consome,
um singelo desejo,
um beijo:
—Boa noite!
MarU
—Boa noite!
A chuva…
As nuvens…
A noite.
O frescor da brisa,
um beijo ao vento.
A lua que se esconde,
as janelas abertas.
Um sentimento que consome,
um singelo desejo,
um beijo:
—Boa noite!
MarU
#Desafio 307
-Eu não existo-
Talvez meu pecado
tenha sido tê-lo visto,
com o coração.
Talvez minha alma
não tenha devido
esbarrar contigo…
sucumbindo
ao magnetismo
desta atração.
Talvez eu já soubesse disso.
Talvez não.
Agora é tarde!
Do que vivemos,
do que sentimos,
de tudo que não pôde,
nem deveria
ter acontecido…
no seu coração,
sou um rabisco.
Eu não existo,
além do que um dia
foi nossa imaginação.
MarU
-Eu não existo-
Talvez meu pecado
tenha sido tê-lo visto,
com o coração.
Talvez minha alma
não tenha devido
esbarrar contigo…
sucumbindo
ao magnetismo
desta atração.
Talvez eu já soubesse disso.
Talvez não.
Agora é tarde!
Do que vivemos,
do que sentimos,
de tudo que não pôde,
nem deveria
ter acontecido…
no seu coração,
sou um rabisco.
Eu não existo,
além do que um dia
foi nossa imaginação.
MarU
#desafio 305
—Sonho 69—
Hoje sonhei com uma lembrança,
do que nunca vivi.
Você estava aqui,
olhou nos meus olhos,
profundo…
entendi com a alma,
palavras de pensamentos
absurdos.
Éramos finos,
tínhamos classe,
estávamos juntos.
Conversamos com os olhos,
como cúmplices,
e saímos dali.
O mundo desapareceu
no entorno.
Havia odor de enxofre,
suor
e labaredas.
Não éramos mornos,
éramos como carne
e famintos,
nos comemos.
Meus lábios mordo,
lembrando,
apenas em pensamentos,
deste sonho.
Seus dentes
em meu pescoço,
mamilos acesos,
te chamando.
Ainda sinto você
dentro de mim.
Nas suas mãos,
me fazendo carne,
desjejum, almoço e janta.
Você gemendo,
no fundo da minha
garganta.
Vertendo seu gozo.
Meu pulso vigoroso,
na sua boca,
sua língua,
seu rosto…
Imagine,
como foi acordar
de um sonho assim!
MarU
—Sonho 69—
Hoje sonhei com uma lembrança,
do que nunca vivi.
Você estava aqui,
olhou nos meus olhos,
profundo…
entendi com a alma,
palavras de pensamentos
absurdos.
Éramos finos,
tínhamos classe,
estávamos juntos.
Conversamos com os olhos,
como cúmplices,
e saímos dali.
O mundo desapareceu
no entorno.
Havia odor de enxofre,
suor
e labaredas.
Não éramos mornos,
éramos como carne
e famintos,
nos comemos.
Meus lábios mordo,
lembrando,
apenas em pensamentos,
deste sonho.
Seus dentes
em meu pescoço,
mamilos acesos,
te chamando.
Ainda sinto você
dentro de mim.
Nas suas mãos,
me fazendo carne,
desjejum, almoço e janta.
Você gemendo,
no fundo da minha
garganta.
Vertendo seu gozo.
Meu pulso vigoroso,
na sua boca,
sua língua,
seu rosto…
Imagine,
como foi acordar
de um sonho assim!
MarU
#desafio 304
—Amores—
A verdade
é que eu nunca procurei o amor.
Procurei liberdade, independência.
Procurei forças.
Procurei prazeres
que não fossem complexos,
nem causassem dependência.
Procurei tanto,
que o amor me encontrou,
mais de uma vez.
Do amor,
sou profundamente conhecedora.
Já amei demais.
Amei mais que qualquer pessoa.
Amei e amo,
amarei amores até morrer
e viverei de amor enquanto eu viver.
O amor me ama,
isso é inegável.
Aos amores que amei nesta vida,
deixo o meu legado.
A liberdade de amá-los
me trouxe dependência.
Ganhei forças,
enquanto minhas pernas fraquejam.
Me contradigo,
sempre que tento renegar.
Das suas graças,
tenho dependência.
Sou apaixonada,
de nascença.
Sempre terei a quem amar.
Ainda que um amor,
me renegue,
serei grata,
eu o amo.
Uma hora o amor se transforma.
Em mim, se renova.
Amarei de volta,
redamando.
Jamais deixarei de amar.
MarU
—Amores—
A verdade
é que eu nunca procurei o amor.
Procurei liberdade, independência.
Procurei forças.
Procurei prazeres
que não fossem complexos,
nem causassem dependência.
Procurei tanto,
que o amor me encontrou,
mais de uma vez.
Do amor,
sou profundamente conhecedora.
Já amei demais.
Amei mais que qualquer pessoa.
Amei e amo,
amarei amores até morrer
e viverei de amor enquanto eu viver.
O amor me ama,
isso é inegável.
Aos amores que amei nesta vida,
deixo o meu legado.
A liberdade de amá-los
me trouxe dependência.
Ganhei forças,
enquanto minhas pernas fraquejam.
Me contradigo,
sempre que tento renegar.
Das suas graças,
tenho dependência.
Sou apaixonada,
de nascença.
Sempre terei a quem amar.
Ainda que um amor,
me renegue,
serei grata,
eu o amo.
Uma hora o amor se transforma.
Em mim, se renova.
Amarei de volta,
redamando.
Jamais deixarei de amar.
MarU
#desafio 303
-Outros tempos...
Em outros tempos,
hoje escreveria sobre as mãos
que tanto amo,
passeando pelas curvas
do meu corpo,
alisando a minha pele
com maestria,
dedilhando suas notas,
nos desejos dos meus contornos.
Faríamos músicas,
usando seu instrumento.
E com suas mãos
agarrando minha cintura
e matriculada em meus cabelos,
união de corpos em movimento.
Em outros tempos,
hoje seria o dia,
de tomar seus pensamentos,
Só pra mim.
Te provocando com minhas cenas
de alma nua,
criando dilemas em verdades cruzadas,
de vontades, de ardor e amor,
que você sabe serem só por ti.
Faríamos uma viagem ao infinito,
você e eu no mesmo barco,
apressando uma bandeira pirata
num mastro largo,
viajaríamos os sete éguas.
Seríamos a emprestar
da borboleta e o vampiro,
dançaríamos tango pelos,
Derramando vinho.
Seria Lindo!
Em outros tempos,
Hoje seria um dia,
Muito mais feliz.
Trocaríamos energia e mensagens,
A cada momento do dia.
Receberíamos sinais por telepatia.
Falaríamos sobre música,
letratura, filosofia,
e sobre a vida.
Faríamos planos para o futuro,
mas os planos mudaram,
Não é?
Hoje.
os tempos já são outros.
... eos planos também.
E não incluir mais
Eu com você.
MarU
-Outros tempos...
Em outros tempos,
hoje escreveria sobre as mãos
que tanto amo,
passeando pelas curvas
do meu corpo,
alisando a minha pele
com maestria,
dedilhando suas notas,
nos desejos dos meus contornos.
Faríamos músicas,
usando seu instrumento.
E com suas mãos
agarrando minha cintura
e matriculada em meus cabelos,
união de corpos em movimento.
Em outros tempos,
hoje seria o dia,
de tomar seus pensamentos,
Só pra mim.
Te provocando com minhas cenas
de alma nua,
criando dilemas em verdades cruzadas,
de vontades, de ardor e amor,
que você sabe serem só por ti.
Faríamos uma viagem ao infinito,
você e eu no mesmo barco,
apressando uma bandeira pirata
num mastro largo,
viajaríamos os sete éguas.
Seríamos a emprestar
da borboleta e o vampiro,
dançaríamos tango pelos,
Derramando vinho.
Seria Lindo!
Em outros tempos,
Hoje seria um dia,
Muito mais feliz.
Trocaríamos energia e mensagens,
A cada momento do dia.
Receberíamos sinais por telepatia.
Falaríamos sobre música,
letratura, filosofia,
e sobre a vida.
Faríamos planos para o futuro,
mas os planos mudaram,
Não é?
Hoje.
os tempos já são outros.
... eos planos também.
E não incluir mais
Eu com você.
MarU
#desafio 302
— Digestão —
Alguns dias
são mais confusos
Que outros.
Como vozes críticas,
como sabotagens de Ínfimas,
como controvérsias íntimas...
ou internalizando
cada detalhe
Insosso.
Vou digerindo tudo
Sem o gosto.
Ou engolindo tudo,
Sem mastigar.
E remoo.
Nem mais
o silêncio
Grita.
Ele só fica
e eu, inerte,
Absorvo.
Não me movo.
Hoje
me dei conta
que a esperança
não conta.
Que o gosto
das coisas,
uma vez perdoado,
não volta.
A memória afetiva,
em relação
àquela coesão,
Mudou.
Se rasgau outra.
Uma
que me dá enjoo.
Esta é
a verdade indigesta,
que continua a degustar.
MarU
— Digestão —
Alguns dias
são mais confusos
Que outros.
Como vozes críticas,
como sabotagens de Ínfimas,
como controvérsias íntimas...
ou internalizando
cada detalhe
Insosso.
Vou digerindo tudo
Sem o gosto.
Ou engolindo tudo,
Sem mastigar.
E remoo.
Nem mais
o silêncio
Grita.
Ele só fica
e eu, inerte,
Absorvo.
Não me movo.
Hoje
me dei conta
que a esperança
não conta.
Que o gosto
das coisas,
uma vez perdoado,
não volta.
A memória afetiva,
em relação
àquela coesão,
Mudou.
Se rasgau outra.
Uma
que me dá enjoo.
Esta é
a verdade indigesta,
que continua a degustar.
MarU
#desafio 301
-Quimera...
Sou uma quimera amorosa.
São tanta partes quebradas,
dispostas num mar
de águas revoltas.
Sou espírito de outras vidas,
outros amores,
bolorada, partida,
Descartada...
que já não me reconheço,
se alguma para encontrar.
Sou uma quimera amorosa,
sempre em movimento,
me ajustando
ao que o outro gosta.
Vai-me perdoar
de mim mesma,
me descartando
como algo que não importa.
Sou uma quimera...
e amores não são pra mim.
Amo-os sem respeito comigo,
eu entrego, me descartam,
Eu recrio.
Sempre foi assim.
Sou quimera,
meramente imperfeita,
uma obra da vida,
das circunstâncias,
da minha próxima natureza.
Sou a quimera que te ama
e, estranhamente,
não ama a si.
Sou quimera
de partes fragmentadas,
nessas águas
de amores
que nunca foram
Pra mim.
MarU
-Quimera...
Sou uma quimera amorosa.
São tanta partes quebradas,
dispostas num mar
de águas revoltas.
Sou espírito de outras vidas,
outros amores,
bolorada, partida,
Descartada...
que já não me reconheço,
se alguma para encontrar.
Sou uma quimera amorosa,
sempre em movimento,
me ajustando
ao que o outro gosta.
Vai-me perdoar
de mim mesma,
me descartando
como algo que não importa.
Sou uma quimera...
e amores não são pra mim.
Amo-os sem respeito comigo,
eu entrego, me descartam,
Eu recrio.
Sempre foi assim.
Sou quimera,
meramente imperfeita,
uma obra da vida,
das circunstâncias,
da minha próxima natureza.
Sou a quimera que te ama
e, estranhamente,
não ama a si.
Sou quimera
de partes fragmentadas,
nessas águas
de amores
que nunca foram
Pra mim.
MarU
#desafio 300
—Anotações do silêncio—
Acho que estou aprendendo
a me comunicar
com o silêncio.
Estou entendendo
nas linhas vazias
o que falta
nas entrelinhas.
Tenho aprendido
a ouvir com a alma
o que a boca
não fala,
mas,
numa pausa
um pouco mais longa,
suspira.
Tenho ouvido
o batimento,
quando a mão
hesita.
Tenho permanecido,
mesmo que nada
seja favorecível.
E acredito
no que vivemos,
ainda que
não tenhamos vivido.
A vida
tem continuado
e, mesmo
o que parece “nada”,
revela algo
no íntimo.
Algo
que faz diferença
pra mim.
Você nunca me fala:
“Não se afasta!”…
mas eu sinto.
E quando te falo
que preciso…
mas demonstro
todos os dias,
que não consigo.
Há algo
que não supera
a falta,
algo que vem
aprendendo
a manter
a calma.
E eu tenho aprendido
contigo…
Não no meu tempo,
mas no tempo
que for preciso.
MarU
—Anotações do silêncio—
Acho que estou aprendendo
a me comunicar
com o silêncio.
Estou entendendo
nas linhas vazias
o que falta
nas entrelinhas.
Tenho aprendido
a ouvir com a alma
o que a boca
não fala,
mas,
numa pausa
um pouco mais longa,
suspira.
Tenho ouvido
o batimento,
quando a mão
hesita.
Tenho permanecido,
mesmo que nada
seja favorecível.
E acredito
no que vivemos,
ainda que
não tenhamos vivido.
A vida
tem continuado
e, mesmo
o que parece “nada”,
revela algo
no íntimo.
Algo
que faz diferença
pra mim.
Você nunca me fala:
“Não se afasta!”…
mas eu sinto.
E quando te falo
que preciso…
mas demonstro
todos os dias,
que não consigo.
Há algo
que não supera
a falta,
algo que vem
aprendendo
a manter
a calma.
E eu tenho aprendido
contigo…
Não no meu tempo,
mas no tempo
que for preciso.
MarU