#desafio 297
—Me beija—
Com os olhos,
me beija
demorado!
Passa seu olhar
por mim,
encarando
meus lábios.
Mira
minha boca,
molhada
e sedenta.
Imagina
o sabor
da minha saliva.
A textura
da minha língua,
acariciando a sua,
boca adentro.
Sente,
em pensamento.
Entorpecida
no meu hálito
de desejo.
Invade minha boca,
me beija!
Se insira,
olhar adentro.
Me mira!
Me beija!
MarU
Em homenagem ao 06 de Julho que é o dia Mundial do beijo.
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Mar.U
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Meu Viveiro em Órbita hoje.
#desafio 296
—Ventos de partida—
Deixei o vento
passar por mim.
Em pele nua,
à luz da lua,
o reflexo clarim.
No vento,
sabor de maresia
e aroma de Oceania.
A noite queimava
e ardia
dentro de mim.
O frescor
do vento norte,
traz no pensamento
um sentimento forte,
que insiste
e não me deixa
esquecer de ti.
Com ele,
me deparo comigo
e tudo
que não te digo,
mas insisto
em não deixá-lo partir.
Hoje,
o vento frio
sussurrou ao meu ouvido,
que tudo
que tenho sentido,
enterrarei
nas areias
dentro de mim.
Soprarei
pra você
um sentido.
Darei pra você
o motivo
e o deixarei
ir-se daqui.
Um dia,
talvez
o vento te conte,
que segui…
mas nem de longe
esqueci
o que senti.
MarU
—Ventos de partida—
Deixei o vento
passar por mim.
Em pele nua,
à luz da lua,
o reflexo clarim.
No vento,
sabor de maresia
e aroma de Oceania.
A noite queimava
e ardia
dentro de mim.
O frescor
do vento norte,
traz no pensamento
um sentimento forte,
que insiste
e não me deixa
esquecer de ti.
Com ele,
me deparo comigo
e tudo
que não te digo,
mas insisto
em não deixá-lo partir.
Hoje,
o vento frio
sussurrou ao meu ouvido,
que tudo
que tenho sentido,
enterrarei
nas areias
dentro de mim.
Soprarei
pra você
um sentido.
Darei pra você
o motivo
e o deixarei
ir-se daqui.
Um dia,
talvez
o vento te conte,
que segui…
mas nem de longe
esqueci
o que senti.
MarU
#desafio 295
—Tempestade—
E o vento
sopra
saudades.
Vejo as nuvens
de tempestade,
de novo,
sinto estremecer
por dentro,
de frio,
e me acolho.
E quando
o vento chega,
dança
em meus cabelos
soltos.
Com o vento,
embalo
meu corpo
e o sigo,
dançando
de novo.
Vejo os raios
na tempestade
e não me assusto.
As cores
das nuvens
fazem o dia
escuro,
mas eu
acho bonito.
É tarde,
admito…
mas ficarei,
mais um pouco.
Não espero
mais nada,
não culpo
o universo.
Apenas sinto,
sentada aqui…
e me permito.
Observo,
aprecio
e me acolho.
A tempestade
vai passar
e eu
me molho.
MarU
—Tempestade—
E o vento
sopra
saudades.
Vejo as nuvens
de tempestade,
de novo,
sinto estremecer
por dentro,
de frio,
e me acolho.
E quando
o vento chega,
dança
em meus cabelos
soltos.
Com o vento,
embalo
meu corpo
e o sigo,
dançando
de novo.
Vejo os raios
na tempestade
e não me assusto.
As cores
das nuvens
fazem o dia
escuro,
mas eu
acho bonito.
É tarde,
admito…
mas ficarei,
mais um pouco.
Não espero
mais nada,
não culpo
o universo.
Apenas sinto,
sentada aqui…
e me permito.
Observo,
aprecio
e me acolho.
A tempestade
vai passar
e eu
me molho.
MarU
#desafio 294
- Sin que me veas...
La boca no habla,
la palabra escrita
Não me revela nada,
creoficciones
en mi cabeza.
Ya no sé
si vivo soñando despierta,
o si morí durando,
en un sueño
y ni lo advierta.
Como é que se sente?
me quedé parada frente a vos,
e não há nada que haga,
que mar forte
para que me veas.
Quizás, emocionada...
yo estuviera equivocada,
y confundí el sentido
con cualquier otra cosa
que no sea la misma.
Con la cabeza baja,
me aparte de tu caminho,
sintiéndome humillada,
Por mim...
- Sim.
La boca que calla,
habla más que mil palavras...
yo yo lo siento.
Sobre tudo,
que perdí a mi amigo.
MarU
- Sin que me veas...
La boca no habla,
la palabra escrita
Não me revela nada,
creoficciones
en mi cabeza.
Ya no sé
si vivo soñando despierta,
o si morí durando,
en un sueño
y ni lo advierta.
Como é que se sente?
me quedé parada frente a vos,
e não há nada que haga,
que mar forte
para que me veas.
Quizás, emocionada...
yo estuviera equivocada,
y confundí el sentido
con cualquier otra cosa
que no sea la misma.
Con la cabeza baja,
me aparte de tu caminho,
sintiéndome humillada,
Por mim...
- Sim.
La boca que calla,
habla más que mil palavras...
yo yo lo siento.
Sobre tudo,
que perdí a mi amigo.
MarU
#desafio 293
—Meu céu—
No meio da tarde,
parei para respirar,
olhei para o céu…
como eu,
no fundo azul,
entre nuvens brancas,
algumas escuras.
Anunciarão
tempestade?
No peito o aperto
e o desejo:
que não venha agora…
mais tarde.
MarU
—Meu céu—
No meio da tarde,
parei para respirar,
olhei para o céu…
como eu,
no fundo azul,
entre nuvens brancas,
algumas escuras.
Anunciarão
tempestade?
No peito o aperto
e o desejo:
que não venha agora…
mais tarde.
MarU
Estamos em obras.
#desafio 292
—Mãe de carga—
Então…
ventava lá fora,
estava escuro
e fazia frio.
A lua penitente
com benevolência
projetava sua luz
e por alguns dias,
iluminava o caminho.
Ela estava cansada
e segurava a mão
um filho.
Ela estava determinada
a encontrar segurança
e abrigo.
A Terra girava,
o sol a açoitava
nos dias,
as noites
o frio.
Ela não tinha nada,
mas sempre encontrava
um jeito
de resistir
e seguiu.
Uma mulher
com coragem
encara a dor
com amor
e faz o milagre
possível.
Caminhando
passo a passo,
hora sangrando,
hora sorrindo.
Seu caminho
é escolha e
é difícil…
mas guia-se
pelo que vê
de mais bonito:
O filho.
Se falar
que não precisa de nada,
está errada!
Precisa apenas
do amor,
para completar
o que era vazio.
MarU
—Mãe de carga—
Então…
ventava lá fora,
estava escuro
e fazia frio.
A lua penitente
com benevolência
projetava sua luz
e por alguns dias,
iluminava o caminho.
Ela estava cansada
e segurava a mão
um filho.
Ela estava determinada
a encontrar segurança
e abrigo.
A Terra girava,
o sol a açoitava
nos dias,
as noites
o frio.
Ela não tinha nada,
mas sempre encontrava
um jeito
de resistir
e seguiu.
Uma mulher
com coragem
encara a dor
com amor
e faz o milagre
possível.
Caminhando
passo a passo,
hora sangrando,
hora sorrindo.
Seu caminho
é escolha e
é difícil…
mas guia-se
pelo que vê
de mais bonito:
O filho.
Se falar
que não precisa de nada,
está errada!
Precisa apenas
do amor,
para completar
o que era vazio.
MarU
#desafio 291
—Rumo ao infinito—
Não sou sereia,
apesar do “mar”,
mas estou voltando
pra casa;
longe da terra,
cansada…
não quero mais
ter que andar
por essa terra
empoeirada
usando salto.
Nem nadar
em águas salgadas,
contra a correnteza
no oceano vasto,
que me arrasta.
Quero adentrar
o barco,
navegar distante,
onde minha alma
veleja
em uni-versos.
Onde a doçura
da água,
ou o sal,
sejam poemas
e não dilemas.
Onde eu apenas
veja a beleza
do mar,
nas águas…
aprofunde
meus pensamentos,
mergulhe
em mim mesma
e, às vezes,
regue minha clareza
em vinho tinto,
na taça.
Tomada
por incertezas,
mas ciente
de que aqui,
a navegar,
não as necessito.
No vento,
me deixo levar.
E vou...
rumo ao infinito.
MarU
—Rumo ao infinito—
Não sou sereia,
apesar do “mar”,
mas estou voltando
pra casa;
longe da terra,
cansada…
não quero mais
ter que andar
por essa terra
empoeirada
usando salto.
Nem nadar
em águas salgadas,
contra a correnteza
no oceano vasto,
que me arrasta.
Quero adentrar
o barco,
navegar distante,
onde minha alma
veleja
em uni-versos.
Onde a doçura
da água,
ou o sal,
sejam poemas
e não dilemas.
Onde eu apenas
veja a beleza
do mar,
nas águas…
aprofunde
meus pensamentos,
mergulhe
em mim mesma
e, às vezes,
regue minha clareza
em vinho tinto,
na taça.
Tomada
por incertezas,
mas ciente
de que aqui,
a navegar,
não as necessito.
No vento,
me deixo levar.
E vou...
rumo ao infinito.
MarU
#desafio 290
—Se não fosse…—
Se não fosse
esse orgulho ferrenho
e a sua indiferença,
poderíamos estar vivendo
o agora,
juntos em corpo
e presença.
Pela manhã,
acordaríamos
nus e agarrados,
refrescaríamos o hálito
para os beijos
e tomaríamos café,
aos risos,
muito animados.
Nos despediríamos
para um dia corrido,
mas trocaríamos mensagens
a cada minuto
de tempo disponível.
Para “nós”,
nunca estaríamos ocupados,
seríamos cúmplices
de um amor compartilhado.
Ao findar o trabalho,
correríamos
para o nosso encontro
diário,
falaríamos
sobre qualquer coisa,
nunca faltaria assunto,
a não ser…
que nossos olhos
entrassem em contato.
Aí,
a temperatura
subiria de nível
e a conversa
seria na cama,
despidos…
nos amaríamos
com a fúria
da paixão.
Sentiríamos
nossos corpos
fundidos…
e o cansaço,
o tormento,
e tudo
que tivesse acontecido
no dia,
iria embora,
gasto,
até que descolássemos
nossos corpos
exaustos,
descansaríamos.
Minha cabeça
em seu peito suado,
onde ouviria
seus batimentos
acelerados,
nossas pernas enroladas,
suas mãos entrelaçadas
em meus cachos,
com o poder
de quem pode
simplesmente
agarrar minha nuca
e, recobrando
as energias,
recomeçar tudo de novo…
até raiar um novo dia
ou acabar o mundo
todo.
MarU
—Se não fosse…—
Se não fosse
esse orgulho ferrenho
e a sua indiferença,
poderíamos estar vivendo
o agora,
juntos em corpo
e presença.
Pela manhã,
acordaríamos
nus e agarrados,
refrescaríamos o hálito
para os beijos
e tomaríamos café,
aos risos,
muito animados.
Nos despediríamos
para um dia corrido,
mas trocaríamos mensagens
a cada minuto
de tempo disponível.
Para “nós”,
nunca estaríamos ocupados,
seríamos cúmplices
de um amor compartilhado.
Ao findar o trabalho,
correríamos
para o nosso encontro
diário,
falaríamos
sobre qualquer coisa,
nunca faltaria assunto,
a não ser…
que nossos olhos
entrassem em contato.
Aí,
a temperatura
subiria de nível
e a conversa
seria na cama,
despidos…
nos amaríamos
com a fúria
da paixão.
Sentiríamos
nossos corpos
fundidos…
e o cansaço,
o tormento,
e tudo
que tivesse acontecido
no dia,
iria embora,
gasto,
até que descolássemos
nossos corpos
exaustos,
descansaríamos.
Minha cabeça
em seu peito suado,
onde ouviria
seus batimentos
acelerados,
nossas pernas enroladas,
suas mãos entrelaçadas
em meus cachos,
com o poder
de quem pode
simplesmente
agarrar minha nuca
e, recobrando
as energias,
recomeçar tudo de novo…
até raiar um novo dia
ou acabar o mundo
todo.
MarU