Aceito
Não me atrevo
A intervir no frágil equilíbrio natural.
Eu aceito o feito!
Nem sempre compreendo,
Mas entendo onde é o meu lugar.
E aceito!
Mesmo com os olhos,
Por vezes marejados,
Observo tão ricos prados
Verdes a refletir em meu olhar.
Sou grata por observar.
A beleza, que me cativa,
Não é cativa de mim.
Eu aceito!
Nessa vida, estou de passagem,
Com as asas abertas,
Tal quais colibris.
MarU
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Canteiro
Fez minha alma e coração de canteiro,
Plantou suas rosas, regou…
E floresceu meu mundo inteiro.
Fez meu coração de canteiro,
Plantou-se ali e enraizou.
Florescemos flores novas,
Que o jardineiro podou.
Me fiz seu canteiro de canto.
Floresci flores mortas,
Secas, sem regas nem encantos
E a planta não vingou.
Desfiz do canteiro vagabundo.
Recompus minha alma e coração,
Retomei meu mundo.
Quem quer flores no lugar de sentimentos?
Sou mais o som
De um coração sadio batendo,
Que um canteiro “sadô” fedendo
Flores de dor e desilusão.
MarU
Fez minha alma e coração de canteiro,
Plantou suas rosas, regou…
E floresceu meu mundo inteiro.
Fez meu coração de canteiro,
Plantou-se ali e enraizou.
Florescemos flores novas,
Que o jardineiro podou.
Me fiz seu canteiro de canto.
Floresci flores mortas,
Secas, sem regas nem encantos
E a planta não vingou.
Desfiz do canteiro vagabundo.
Recompus minha alma e coração,
Retomei meu mundo.
Quem quer flores no lugar de sentimentos?
Sou mais o som
De um coração sadio batendo,
Que um canteiro “sadô” fedendo
Flores de dor e desilusão.
MarU
Retumbante Leito
A poesia floresce,
Vertente das veias,
Reluz escuridão, clareia.
Nas asas da imaginação,
A poesia aparece.
Cristalina como água,
Fluida e indômita,
A não ser,
Quando acomodada em
Uma singela página.
A poesia cresce,
Toma páginas, aparece.
Mas é no coração
De quem a lê,
Que faz sua casa,
Vira ouro e permanece,
Recheando um peito
Muito bem acomodada
Em seu retumbante leito.
MarU
A poesia floresce,
Vertente das veias,
Reluz escuridão, clareia.
Nas asas da imaginação,
A poesia aparece.
Cristalina como água,
Fluida e indômita,
A não ser,
Quando acomodada em
Uma singela página.
A poesia cresce,
Toma páginas, aparece.
Mas é no coração
De quem a lê,
Que faz sua casa,
Vira ouro e permanece,
Recheando um peito
Muito bem acomodada
Em seu retumbante leito.
MarU
Indigna
Ardendo por dentro,
Ferida não sara.
Remédio não alivia,
Na verdade, estraga.
Melhor, se pudesse
Voltar no tempo!
Evitar perder a calma,
Ferir minha alma,
Matar meu sentimento.
Ainda não sei
Se serei capaz
De te esquecer!
Ou apagar da mente
Tudo que me fez sofrer.
Falei em matar
E também em morrer,
Mas, na verdade,
Minha alma está buscando
De onde tirar forças
Para continuar a viver.
Se sobreviverei ao sacrilégio?
Ainda não sei, talvez seja tarde.
Mas, não me entregarei
Neste momento
À tal desalento,
Não sem resgatar
Minha dignidade.
Até lá, eu aguento!
MarU
Ardendo por dentro,
Ferida não sara.
Remédio não alivia,
Na verdade, estraga.
Melhor, se pudesse
Voltar no tempo!
Evitar perder a calma,
Ferir minha alma,
Matar meu sentimento.
Ainda não sei
Se serei capaz
De te esquecer!
Ou apagar da mente
Tudo que me fez sofrer.
Falei em matar
E também em morrer,
Mas, na verdade,
Minha alma está buscando
De onde tirar forças
Para continuar a viver.
Se sobreviverei ao sacrilégio?
Ainda não sei, talvez seja tarde.
Mas, não me entregarei
Neste momento
À tal desalento,
Não sem resgatar
Minha dignidade.
Até lá, eu aguento!
MarU
Cura
Só preciso de um pouco de sol,
Para criar coragem.
Só preciso de um pouco de vento,
Para sentir a sensação de liberdade.
Só preciso parar por um momento,
Para parar de pensar tanto.
Só preciso ouvir por uns instantes,
Para notar os pássaros cantando.
Só preciso olhar ao redor,
Para apreciar a beleza da natureza outdoor.
Só preciso do riso da minha criança,
Para receber esperanças pro meu viver.
Só preciso disso tudo e mais nada,
Para viver minha vida com um largo sorriso estampado na cara.
Minha cura.
MarU
Só preciso de um pouco de sol,
Para criar coragem.
Só preciso de um pouco de vento,
Para sentir a sensação de liberdade.
Só preciso parar por um momento,
Para parar de pensar tanto.
Só preciso ouvir por uns instantes,
Para notar os pássaros cantando.
Só preciso olhar ao redor,
Para apreciar a beleza da natureza outdoor.
Só preciso do riso da minha criança,
Para receber esperanças pro meu viver.
Só preciso disso tudo e mais nada,
Para viver minha vida com um largo sorriso estampado na cara.
Minha cura.
MarU
Sedução
Uma diaba,
Em pele de seda,
Com ar de inocência,
Aspirante a realeza.
Acordou assanhada,
A vontade,
Aflorada na libido.
Têm uma fome selvagem,
Que a invade… (É seu ciclo!)
Arruma-se, perfuma-se,
Joga de lado os cabelos enrolados.
Sensualismo à flor da pele!
Morde os lábios com malícia,
Contornando-os com a língua,
Lambe de leve os dentes,
Mirando-o, se insinuando…
Seduzindo-o livremente.
Cruza as pernas com leveza,
Mostrando muita delicadeza.
Solta o calcanhar do scarpim
Com a habilidade de uma princesa.
Faz biquinho de beijo
E carinha de donzela indefesa.
Essa é sua deixa de arremate:
Cheque mate!
Soldado abatido em combate.
Tem fúria na luxúria que exala,
Convida com o esmero de uma lady
Seduz com uma destreza safada.
Reduz o príncipe a servo,
Preso no desejo
De invadir seu castelo.
O requinte da conquista
Tem instinto animal,
O fogo que queima,
Arde na cama
Inflama o quarto,
Seus corpos…
Põe tudo em chamas.
O desejo os invade!
Não há ganhador ou perdedor,
No amor, a paixão é quem ganha,
Aliás, os abate.
MarU
#
Uma diaba,
Em pele de seda,
Com ar de inocência,
Aspirante a realeza.
Acordou assanhada,
A vontade,
Aflorada na libido.
Têm uma fome selvagem,
Que a invade… (É seu ciclo!)
Arruma-se, perfuma-se,
Joga de lado os cabelos enrolados.
Sensualismo à flor da pele!
Morde os lábios com malícia,
Contornando-os com a língua,
Lambe de leve os dentes,
Mirando-o, se insinuando…
Seduzindo-o livremente.
Cruza as pernas com leveza,
Mostrando muita delicadeza.
Solta o calcanhar do scarpim
Com a habilidade de uma princesa.
Faz biquinho de beijo
E carinha de donzela indefesa.
Essa é sua deixa de arremate:
Cheque mate!
Soldado abatido em combate.
Tem fúria na luxúria que exala,
Convida com o esmero de uma lady
Seduz com uma destreza safada.
Reduz o príncipe a servo,
Preso no desejo
De invadir seu castelo.
O requinte da conquista
Tem instinto animal,
O fogo que queima,
Arde na cama
Inflama o quarto,
Seus corpos…
Põe tudo em chamas.
O desejo os invade!
Não há ganhador ou perdedor,
No amor, a paixão é quem ganha,
Aliás, os abate.
MarU
#
Laços
Era verão,
virou paixão.
Foram tantas primaveras…
em amor e comunhão.
Foi temporal,
virou tempestades.
Fortes ventos
quase nos levaram,
mas somos predestinados
e nos tornamos mais fortes.
Renova minhas forças,
apertando os laços.
O amor merece
todas as chances
para permanecer lado a lado.
Não falo de romance,
mas é necessário!
Para mantermos acesa a chama
do que nos uniu no passado.
Após a tormenta,
já se vê o arco-íris.
A tempestade cessou!
Outro verão começou.
Permanecemos…
Resistimos a tudo.
Renova minhas forças,
nossas forças.
Aperta bem nossos laços.
Nosso amor merece
todas as chances,
só precisamos nos manter
lado a lado.
Te amo!
MarU
Era verão,
virou paixão.
Foram tantas primaveras…
em amor e comunhão.
Foi temporal,
virou tempestades.
Fortes ventos
quase nos levaram,
mas somos predestinados
e nos tornamos mais fortes.
Renova minhas forças,
apertando os laços.
O amor merece
todas as chances
para permanecer lado a lado.
Não falo de romance,
mas é necessário!
Para mantermos acesa a chama
do que nos uniu no passado.
Após a tormenta,
já se vê o arco-íris.
A tempestade cessou!
Outro verão começou.
Permanecemos…
Resistimos a tudo.
Renova minhas forças,
nossas forças.
Aperta bem nossos laços.
Nosso amor merece
todas as chances,
só precisamos nos manter
lado a lado.
Te amo!
MarU
Instinto primitivo
A pele quente
Apela ao relo.
O pelo arrepia,
O ventre treme.
Aquele olhar atrevido
Fala sem palavras.
Dentro de si,
Um som grunhido…
Geme entregue, inconsequente.
A mente vã
Divaga ao momento.
Pressente o perigo!
Consente sem medo.
Não há escapatória!
É a vontade
Que nega fugir.
O momento é agora!
Assumindo, lhe devora.
Ao olhar descarado,
Saboreando a adrenalina
Da sensação de proibido.
Estado de alerta
A cada ruído,
Atentando-se a mínima
Expressão de prazer,
Reagindo com libido.
Não há tempo
A ser perdido.
Rende-se ao destino,
Indomável instinto primitivo,
Sua humanidade aflorada.
Amar é lindo!
MarU
#
A pele quente
Apela ao relo.
O pelo arrepia,
O ventre treme.
Aquele olhar atrevido
Fala sem palavras.
Dentro de si,
Um som grunhido…
Geme entregue, inconsequente.
A mente vã
Divaga ao momento.
Pressente o perigo!
Consente sem medo.
Não há escapatória!
É a vontade
Que nega fugir.
O momento é agora!
Assumindo, lhe devora.
Ao olhar descarado,
Saboreando a adrenalina
Da sensação de proibido.
Estado de alerta
A cada ruído,
Atentando-se a mínima
Expressão de prazer,
Reagindo com libido.
Não há tempo
A ser perdido.
Rende-se ao destino,
Indomável instinto primitivo,
Sua humanidade aflorada.
Amar é lindo!
MarU
#
A(mar) quadril
Na mente, desenha
O que no coração anseia.
Sonha livre, sonha plena!
Serena como o mar,
Que embala sua valsa.
Balança o quadril,
Encaixa nas ondas de frio
O calor que brota das veias.
Encaixa suas conchas na areia,
Que de água salgada
e espuma branca, permeia.
Se alastra na praia,
Invade a faixa de areia.
Banhando a vegetação da margem,
Banhando de vida toda a paisagem.
Esbanja vigor a flor da pele,
No encaixe dos corpos suados.
Deleitam-se em prazer,
Inebriados neste rebolado.
Nua, não cansa nunca!
Como águas de mar
penetrando a areia.
Balança o quadril,
vigorosa como o mar.
Que lança suas ondas,
No vai e vem magnetizado,
Orquestrado em sua natureza.
Pintando o horizonte em cores
com toda a sua beleza.
Serena, sereia…
segue plena, oceano!
Borbulhando
de vida as areias,
Que ferve em suas águas.
Saciada em desejos,
Entrega-se entre beijos.
Alcança o ápice do dia!
Irradiando o poente sol
Que no mar anil, refletia.
Mar U
#
Na mente, desenha
O que no coração anseia.
Sonha livre, sonha plena!
Serena como o mar,
Que embala sua valsa.
Balança o quadril,
Encaixa nas ondas de frio
O calor que brota das veias.
Encaixa suas conchas na areia,
Que de água salgada
e espuma branca, permeia.
Se alastra na praia,
Invade a faixa de areia.
Banhando a vegetação da margem,
Banhando de vida toda a paisagem.
Esbanja vigor a flor da pele,
No encaixe dos corpos suados.
Deleitam-se em prazer,
Inebriados neste rebolado.
Nua, não cansa nunca!
Como águas de mar
penetrando a areia.
Balança o quadril,
vigorosa como o mar.
Que lança suas ondas,
No vai e vem magnetizado,
Orquestrado em sua natureza.
Pintando o horizonte em cores
com toda a sua beleza.
Serena, sereia…
segue plena, oceano!
Borbulhando
de vida as areias,
Que ferve em suas águas.
Saciada em desejos,
Entrega-se entre beijos.
Alcança o ápice do dia!
Irradiando o poente sol
Que no mar anil, refletia.
Mar U
#
Florescência
Delicada… Rosada…
Levemente desabrochada…
Põe-se fértil e fecunda,
Almejando pólens fluenciar.
Prepara-se…
Adorna-se em cor, beleza e vigor.
Entre sépalas, excreta o mais doce néctar
E exala perfume dos pelos nas pétalas.
Desejoso e esfomeado,
O colibri sedento, percebe o recado.
E põe-se, prontamente,
Entre beijos e lambidas,
Inserido dentro do seu abraço.
De pétalas abertas,
Recebe o bico esfomeado.
Derrama seu néctar
E de pólen o infesta em flor.
Oh colibri, faça sua festa!
Floreando todo o jardim com amor,
De flor em flor.
Mar U
#
Delicada… Rosada…
Levemente desabrochada…
Põe-se fértil e fecunda,
Almejando pólens fluenciar.
Prepara-se…
Adorna-se em cor, beleza e vigor.
Entre sépalas, excreta o mais doce néctar
E exala perfume dos pelos nas pétalas.
Desejoso e esfomeado,
O colibri sedento, percebe o recado.
E põe-se, prontamente,
Entre beijos e lambidas,
Inserido dentro do seu abraço.
De pétalas abertas,
Recebe o bico esfomeado.
Derrama seu néctar
E de pólen o infesta em flor.
Oh colibri, faça sua festa!
Floreando todo o jardim com amor,
De flor em flor.
Mar U
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