Sedução
Uma diaba,
Em pele de seda,
Com ar de inocência,
Aspirante a realeza.
Acordou assanhada,
A vontade,
Aflorada na libido.
Têm uma fome selvagem,
Que a invade… (É seu ciclo!)
Arruma-se, perfuma-se,
Joga de lado os cabelos enrolados.
Sensualismo à flor da pele!
Morde os lábios com malícia,
Contornando-os com a língua,
Lambe de leve os dentes,
Mirando-o, se insinuando…
Seduzindo-o livremente.
Cruza as pernas com leveza,
Mostrando muita delicadeza.
Solta o calcanhar do scarpim
Com a habilidade de uma princesa.
Faz biquinho de beijo
E carinha de donzela indefesa.
Essa é sua deixa de arremate:
Cheque mate!
Soldado abatido em combate.
Tem fúria na luxúria que exala,
Convida com o esmero de uma lady
Seduz com uma destreza safada.
Reduz o príncipe a servo,
Preso no desejo
De invadir seu castelo.
O requinte da conquista
Tem instinto animal,
O fogo que queima,
Arde na cama
Inflama o quarto,
Seus corpos…
Põe tudo em chamas.
O desejo os invade!
Não há ganhador ou perdedor,
No amor, a paixão é quem ganha,
Aliás, os abate.
MarU
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Laços
Era verão,
virou paixão.
Foram tantas primaveras…
em amor e comunhão.
Foi temporal,
virou tempestades.
Fortes ventos
quase nos levaram,
mas somos predestinados
e nos tornamos mais fortes.
Renova minhas forças,
apertando os laços.
O amor merece
todas as chances
para permanecer lado a lado.
Não falo de romance,
mas é necessário!
Para mantermos acesa a chama
do que nos uniu no passado.
Após a tormenta,
já se vê o arco-íris.
A tempestade cessou!
Outro verão começou.
Permanecemos…
Resistimos a tudo.
Renova minhas forças,
nossas forças.
Aperta bem nossos laços.
Nosso amor merece
todas as chances,
só precisamos nos manter
lado a lado.
Te amo!
MarU
Era verão,
virou paixão.
Foram tantas primaveras…
em amor e comunhão.
Foi temporal,
virou tempestades.
Fortes ventos
quase nos levaram,
mas somos predestinados
e nos tornamos mais fortes.
Renova minhas forças,
apertando os laços.
O amor merece
todas as chances
para permanecer lado a lado.
Não falo de romance,
mas é necessário!
Para mantermos acesa a chama
do que nos uniu no passado.
Após a tormenta,
já se vê o arco-íris.
A tempestade cessou!
Outro verão começou.
Permanecemos…
Resistimos a tudo.
Renova minhas forças,
nossas forças.
Aperta bem nossos laços.
Nosso amor merece
todas as chances,
só precisamos nos manter
lado a lado.
Te amo!
MarU
Instinto primitivo
A pele quente
Apela ao relo.
O pelo arrepia,
O ventre treme.
Aquele olhar atrevido
Fala sem palavras.
Dentro de si,
Um som grunhido…
Geme entregue, inconsequente.
A mente vã
Divaga ao momento.
Pressente o perigo!
Consente sem medo.
Não há escapatória!
É a vontade
Que nega fugir.
O momento é agora!
Assumindo, lhe devora.
Ao olhar descarado,
Saboreando a adrenalina
Da sensação de proibido.
Estado de alerta
A cada ruído,
Atentando-se a mínima
Expressão de prazer,
Reagindo com libido.
Não há tempo
A ser perdido.
Rende-se ao destino,
Indomável instinto primitivo,
Sua humanidade aflorada.
Amar é lindo!
MarU
#
A pele quente
Apela ao relo.
O pelo arrepia,
O ventre treme.
Aquele olhar atrevido
Fala sem palavras.
Dentro de si,
Um som grunhido…
Geme entregue, inconsequente.
A mente vã
Divaga ao momento.
Pressente o perigo!
Consente sem medo.
Não há escapatória!
É a vontade
Que nega fugir.
O momento é agora!
Assumindo, lhe devora.
Ao olhar descarado,
Saboreando a adrenalina
Da sensação de proibido.
Estado de alerta
A cada ruído,
Atentando-se a mínima
Expressão de prazer,
Reagindo com libido.
Não há tempo
A ser perdido.
Rende-se ao destino,
Indomável instinto primitivo,
Sua humanidade aflorada.
Amar é lindo!
MarU
#
A(mar) quadril
Na mente, desenha
O que no coração anseia.
Sonha livre, sonha plena!
Serena como o mar,
Que embala sua valsa.
Balança o quadril,
Encaixa nas ondas de frio
O calor que brota das veias.
Encaixa suas conchas na areia,
Que de água salgada
e espuma branca, permeia.
Se alastra na praia,
Invade a faixa de areia.
Banhando a vegetação da margem,
Banhando de vida toda a paisagem.
Esbanja vigor a flor da pele,
No encaixe dos corpos suados.
Deleitam-se em prazer,
Inebriados neste rebolado.
Nua, não cansa nunca!
Como águas de mar
penetrando a areia.
Balança o quadril,
vigorosa como o mar.
Que lança suas ondas,
No vai e vem magnetizado,
Orquestrado em sua natureza.
Pintando o horizonte em cores
com toda a sua beleza.
Serena, sereia…
segue plena, oceano!
Borbulhando
de vida as areias,
Que ferve em suas águas.
Saciada em desejos,
Entrega-se entre beijos.
Alcança o ápice do dia!
Irradiando o poente sol
Que no mar anil, refletia.
Mar U
#
Na mente, desenha
O que no coração anseia.
Sonha livre, sonha plena!
Serena como o mar,
Que embala sua valsa.
Balança o quadril,
Encaixa nas ondas de frio
O calor que brota das veias.
Encaixa suas conchas na areia,
Que de água salgada
e espuma branca, permeia.
Se alastra na praia,
Invade a faixa de areia.
Banhando a vegetação da margem,
Banhando de vida toda a paisagem.
Esbanja vigor a flor da pele,
No encaixe dos corpos suados.
Deleitam-se em prazer,
Inebriados neste rebolado.
Nua, não cansa nunca!
Como águas de mar
penetrando a areia.
Balança o quadril,
vigorosa como o mar.
Que lança suas ondas,
No vai e vem magnetizado,
Orquestrado em sua natureza.
Pintando o horizonte em cores
com toda a sua beleza.
Serena, sereia…
segue plena, oceano!
Borbulhando
de vida as areias,
Que ferve em suas águas.
Saciada em desejos,
Entrega-se entre beijos.
Alcança o ápice do dia!
Irradiando o poente sol
Que no mar anil, refletia.
Mar U
#
Florescência
Delicada… Rosada…
Levemente desabrochada…
Põe-se fértil e fecunda,
Almejando pólens fluenciar.
Prepara-se…
Adorna-se em cor, beleza e vigor.
Entre sépalas, excreta o mais doce néctar
E exala perfume dos pelos nas pétalas.
Desejoso e esfomeado,
O colibri sedento, percebe o recado.
E põe-se, prontamente,
Entre beijos e lambidas,
Inserido dentro do seu abraço.
De pétalas abertas,
Recebe o bico esfomeado.
Derrama seu néctar
E de pólen o infesta em flor.
Oh colibri, faça sua festa!
Floreando todo o jardim com amor,
De flor em flor.
Mar U
#
Delicada… Rosada…
Levemente desabrochada…
Põe-se fértil e fecunda,
Almejando pólens fluenciar.
Prepara-se…
Adorna-se em cor, beleza e vigor.
Entre sépalas, excreta o mais doce néctar
E exala perfume dos pelos nas pétalas.
Desejoso e esfomeado,
O colibri sedento, percebe o recado.
E põe-se, prontamente,
Entre beijos e lambidas,
Inserido dentro do seu abraço.
De pétalas abertas,
Recebe o bico esfomeado.
Derrama seu néctar
E de pólen o infesta em flor.
Oh colibri, faça sua festa!
Floreando todo o jardim com amor,
De flor em flor.
Mar U
#
Descre(Vento)
Nem lápis,
Nem caneta na mão.
Com um dedo mesmo,
Escrevo no chão.
Meu papel nesta vida
É ao relento,
Ouvindo o uivo do vento,
Sussurrando
A saudosa canção.
A melodia da brisa ressoa,
Serena, ao coração.
Suas notas, pra mim,
São tão claras
Quanto um farol
Em meio à escuridão.
Sua música,
Em meus cabelos,
Faz dança.
Seu ritmo ecoa em compasso,
ritmando
Com meu coração.
No compasso dessa dança,
Envolvente,
Meus pés não conseguem acompanhar.
Então,
Com meu dedo,
Escrevo contente
Na terra mesmo,
O que consegui escutar.
Poema ressona com música!
Melodia tem rima de poesia.
Poeta ou poetisa,
Me faço na vida!
Apenas descrevendo,
Em meus versos,
O que o vento assovia.
Mar U
#escrever
Nem lápis,
Nem caneta na mão.
Com um dedo mesmo,
Escrevo no chão.
Meu papel nesta vida
É ao relento,
Ouvindo o uivo do vento,
Sussurrando
A saudosa canção.
A melodia da brisa ressoa,
Serena, ao coração.
Suas notas, pra mim,
São tão claras
Quanto um farol
Em meio à escuridão.
Sua música,
Em meus cabelos,
Faz dança.
Seu ritmo ecoa em compasso,
ritmando
Com meu coração.
No compasso dessa dança,
Envolvente,
Meus pés não conseguem acompanhar.
Então,
Com meu dedo,
Escrevo contente
Na terra mesmo,
O que consegui escutar.
Poema ressona com música!
Melodia tem rima de poesia.
Poeta ou poetisa,
Me faço na vida!
Apenas descrevendo,
Em meus versos,
O que o vento assovia.
Mar U
#escrever
Amor Próprio
Nos contornos,
Que moldam meu corpo
Tuas mãos não me encontram.
Eu mudei!
Neste corpo vive um ser novo.
Meus contornos,
Hora seus,
Foram retomados como meus.
Minhas vontades,
Não mais cativas,
Independentes, saíram para a vida.
Não busco você, não busco ninguém…
A busca é por mim!
Amor próprio, a(Mar)…
Mar U
Nos contornos,
Que moldam meu corpo
Tuas mãos não me encontram.
Eu mudei!
Neste corpo vive um ser novo.
Meus contornos,
Hora seus,
Foram retomados como meus.
Minhas vontades,
Não mais cativas,
Independentes, saíram para a vida.
Não busco você, não busco ninguém…
A busca é por mim!
Amor próprio, a(Mar)…
Mar U
Amanhecem as rosas!
Regada a orvalho
Se revela a desabrochar.
Pétala por pétala,
Vai despindo seu botão:
Se abrindo, espreguiçando,
Despertando da meditação.
Desenrolando seus galhos.
Desenrolando as folhas
Cheias de orvalho.
Estirando seu caule,
Se fazendo ereta.
Expondo suas lindas pétalas
Adornadas por pérolas.
E sua majestosa corola
Cor carmim a coroa-lá.
Amanhecem as rosas!
Majestades as rosas,
Num domingo calmim.
Desabrocham as rosas,
Em fim!
Mar U
Regada a orvalho
Se revela a desabrochar.
Pétala por pétala,
Vai despindo seu botão:
Se abrindo, espreguiçando,
Despertando da meditação.
Desenrolando seus galhos.
Desenrolando as folhas
Cheias de orvalho.
Estirando seu caule,
Se fazendo ereta.
Expondo suas lindas pétalas
Adornadas por pérolas.
E sua majestosa corola
Cor carmim a coroa-lá.
Amanhecem as rosas!
Majestades as rosas,
Num domingo calmim.
Desabrocham as rosas,
Em fim!
Mar U
Auto-retrato
Seus olhos transmitem mensagens,
De luz e verdade embutidas.
Na clara vastidão deste olhar,
Encontro de virtudes infinitas.
A luz deste olhar é serena!
Em verde, reluz esperança.
Em luz, toca-me a alma,
Um mar de sonhada bonança.
Seus olhos não mentem pra mim!
São olhos serrados para mentiras.
Olhos voltados pra mim, molhados…
Que olho de volta no espelho desta vida.
Mar U
#Virtude
Seus olhos transmitem mensagens,
De luz e verdade embutidas.
Na clara vastidão deste olhar,
Encontro de virtudes infinitas.
A luz deste olhar é serena!
Em verde, reluz esperança.
Em luz, toca-me a alma,
Um mar de sonhada bonança.
Seus olhos não mentem pra mim!
São olhos serrados para mentiras.
Olhos voltados pra mim, molhados…
Que olho de volta no espelho desta vida.
Mar U
#Virtude
Descalça
Meus pés descalços
Não medem passos.
Caminham livres rumo ao mar!
Enterrando-os nas areias,
Sinto a energia pesada
Descarregando das veias.
Sinto o “arder” nas solas dos pés!
Enchendo entre meus dedos com grãos,
Esfolio os pés e a alma.
E deixo irem embora as preocupações.
Com eles, recepciono calmamente
A aura que flui da atmosfera marítima
E inclui-se sinérgicamente em meu coração.
Meus pés descalços, mar adentro,
Sentindo o gelado das ondas, fervendo.
Se enterrando na areia molhada,
Entre as espumas do mar na praia.
Pisando conchas enterradas,
encontro distração.
De pés descalços aqui,
Eu descanso da vida pesada e sofrida
E enterro ali meus alentos!
Nem que seja, apenas por alguns momentos…
Com meus pés descalços, encontro paz.
Mar U
Meus pés descalços
Não medem passos.
Caminham livres rumo ao mar!
Enterrando-os nas areias,
Sinto a energia pesada
Descarregando das veias.
Sinto o “arder” nas solas dos pés!
Enchendo entre meus dedos com grãos,
Esfolio os pés e a alma.
E deixo irem embora as preocupações.
Com eles, recepciono calmamente
A aura que flui da atmosfera marítima
E inclui-se sinérgicamente em meu coração.
Meus pés descalços, mar adentro,
Sentindo o gelado das ondas, fervendo.
Se enterrando na areia molhada,
Entre as espumas do mar na praia.
Pisando conchas enterradas,
encontro distração.
De pés descalços aqui,
Eu descanso da vida pesada e sofrida
E enterro ali meus alentos!
Nem que seja, apenas por alguns momentos…
Com meus pés descalços, encontro paz.
Mar U