#desafio 365 dias
Dia 05 - Cite um livro do seu autor favorito. Como você definiria o motivo de ser seu autor favorito e por que escolheu esse livro dentre os que ele já escreveu?
Difícil escolher um autor favorito porque tenho alguns. Para este post, vamos de Italo Calvino, pois, para mim, sua escrita é a mais inovadora e experimental em termos de romance. Nada nunca é tedioso ou “mais do mesmo”.
Mais difícil ainda é citar o melhor livro dele. Temos um Barão que mora nas árvores; um cavaleiro que, por inexistir, é o melhor dentre eles; um visconde que foi para guerra contra os “mouros”, mas leva um tiro de canhão e volta, literalmente, partido ao meio; um castelo onde as pessoas se juntam para, por meio de cartas de tarô, criar narrativas.
Porém, o que eu considero “melhor” é “Se um Viajante numa Noite de Inverno” porque ele leva a metalinguagem ao extremo e brinca com as ideias de leitura e escrita. Nele, nós — leitores — vamos acompanhar a história do Leitor que tenta ler o novo romance de Italo Calvino, mas que por meio de interrupções (não direi quais para não dar spoiler) é levado a começar outros livros. Então cada capítulo do livro é um novo começo de livro!
O outro motivo de eu escolhê-lo é porque acredito que é o melhor começo de livro que eu já li. Segue um trechinho para vocês conferirem:
“Você vai começar a ler o novo romance de Italo Calvino, ‘Se um viajante numa noite de inverno’. Relaxe. Concentre-se. Afaste todos os outros pensamentos. Deixe que o mundo a sua volta se dissolva no indefinido. É melhor fechar a porta; do outro lado há sempre um televisor ligado. Diga logo aos outros: ‘Não, não quero ver televisão!’ Se não ouvirem, levante a voz: ‘Estou lendo! Não quero ser perturbado!’ (…) Regule a luz para que ela não lhe canse a vista. Faça isso agora, porque, logo que mergulhar na leitura, não haverá meio de mover-se. (…) Procure providenciar tudo aquilo que possa vir a interromper a leitura. Se você fuma, deixe os cigarros e os cinzeiros ao alcance da mão. O que falta ainda? Fazer xixi? Bom, isso é com você.”
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Alberto Knobbe Busquets
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#Desafio 005
Ah, esse coração armadilhado,
tão perito em fugir do risco!
Não sabes que a fragilidade
é linha fina,
fio que nos cose ao outro,
o rasgo que refaz.
A vida exige:
gira na roda dos ventos,
ou rompe, de vez,
a costura do medo.
Sê o afago,
riso que dança,
beleza que corta e cura.
Amor que queima,
lapida,
brilha diamante
no peito dos dias.
Renasce, menina,
olhar inquieto,
encantada com o mundo
pela primeira vez.
Entrega-te!
Flor que corta,
mistério que resta…
Amor é salto,
passo além do medo,
o infinito que pulsa
e não pede licença.
Simplesmente é.
Foi no ventre do tempo,
será no sopro do sempre…
E um dia, quem sabe,
tê-lo vivido bastará.
Crs Ribeiro
#desafio005
Ah, esse coração armadilhado,
tão perito em fugir do risco!
Não sabes que a fragilidade
é linha fina,
fio que nos cose ao outro,
o rasgo que refaz.
A vida exige:
gira na roda dos ventos,
ou rompe, de vez,
a costura do medo.
Sê o afago,
riso que dança,
beleza que corta e cura.
Amor que queima,
lapida,
brilha diamante
no peito dos dias.
Renasce, menina,
olhar inquieto,
encantada com o mundo
pela primeira vez.
Entrega-te!
Flor que corta,
mistério que resta…
Amor é salto,
passo além do medo,
o infinito que pulsa
e não pede licença.
Simplesmente é.
Foi no ventre do tempo,
será no sopro do sempre…
E um dia, quem sabe,
tê-lo vivido bastará.
Crs Ribeiro
#desafio005
#Desafio 004
Onde se esconde o divino?
Nos teus olhos,
nos meus.
Dois pontos no vazio:
somados,
fazem-se horizonte;
alados,
procura aflita
e, se permitidos,
carne viva
a pulsar ardida,
intermitente,
no descompasso da vida.
Ao deparar com o belo,
um suspiro;
mas que ventura descobrir
algo mais raro,
que arde na língua do espírito:
o despir da alma
revelando o avesso do véu,
descosturando a veste apática
ao expor o ser desconstruído.
E, perpetuando o olhar,
(doce, meigo, palatável)
o sagrado ali se nota
e o silêncio, outrora incômodo,
agora se torna cântico.
Crs Ribeiro
#desafio 004
Onde se esconde o divino?
Nos teus olhos,
nos meus.
Dois pontos no vazio:
somados,
fazem-se horizonte;
alados,
procura aflita
e, se permitidos,
carne viva
a pulsar ardida,
intermitente,
no descompasso da vida.
Ao deparar com o belo,
um suspiro;
mas que ventura descobrir
algo mais raro,
que arde na língua do espírito:
o despir da alma
revelando o avesso do véu,
descosturando a veste apática
ao expor o ser desconstruído.
E, perpetuando o olhar,
(doce, meigo, palatável)
o sagrado ali se nota
e o silêncio, outrora incômodo,
agora se torna cântico.
Crs Ribeiro
#desafio 004
#Desafio 003
#
Gosto do que és.
Não apenas na forma,
mas na essência que se revela,
emudecida,
entre um suspiro e outro.
Teu corpo,
horizonte aberto
onde desejo e admiração se cruzam.
Nudez que se oferece ao toque:
pelos macios no peito,
mapa que orienta minha língua em descoberta.
Teu umbigo,
vértice oculto
onde os mistérios me atraem ao centro.
As pintas,
astros negros
orientam meu anseio
quando navego nas rotas do deleite.
A pele,
brisa e convite,
frescor que me toma
gota a gota;
sutil perfume que guia o toque entre calores:
cheiro que devoro,
tato que entorpece;
superfície rosada,
quente e tesa no limite do querer.
Tuas veias,
riachos vivos,
revelam a pulsação do teu ser.
Os sinais,
destino traçado.
Não hesito,
não fujo:
a trilha leva à entrega.
O amor?
Um ritual de tempo efêmero,
feito por quem sabe que
(naquele instante)
o eterno me cabe.
Crs Ribeiro
#desafio 003
#
Gosto do que és.
Não apenas na forma,
mas na essência que se revela,
emudecida,
entre um suspiro e outro.
Teu corpo,
horizonte aberto
onde desejo e admiração se cruzam.
Nudez que se oferece ao toque:
pelos macios no peito,
mapa que orienta minha língua em descoberta.
Teu umbigo,
vértice oculto
onde os mistérios me atraem ao centro.
As pintas,
astros negros
orientam meu anseio
quando navego nas rotas do deleite.
A pele,
brisa e convite,
frescor que me toma
gota a gota;
sutil perfume que guia o toque entre calores:
cheiro que devoro,
tato que entorpece;
superfície rosada,
quente e tesa no limite do querer.
Tuas veias,
riachos vivos,
revelam a pulsação do teu ser.
Os sinais,
destino traçado.
Não hesito,
não fujo:
a trilha leva à entrega.
O amor?
Um ritual de tempo efêmero,
feito por quem sabe que
(naquele instante)
o eterno me cabe.
Crs Ribeiro
#desafio 003
#Desafio 001
“O Ano Novo de um tempo ido” é um passeio sensorial por um Ano Novo vivido aos olhos de uma criança, onde a magia da celebração transborda nos pequenos detalhes: os cheiros, os sons, os gestos de carinho e os olhares iluminados. É um convite a perceber como o tempo e as pessoas ao nosso redor se transformam diante da esperança e da renovação de um novo ciclo. Se você já viveu a espera de um recomeço, certamente se encontrará nessa história. #desafio (001)
“O Ano Novo de um tempo ido” é um passeio sensorial por um Ano Novo vivido aos olhos de uma criança, onde a magia da celebração transborda nos pequenos detalhes: os cheiros, os sons, os gestos de carinho e os olhares iluminados. É um convite a perceber como o tempo e as pessoas ao nosso redor se transformam diante da esperança e da renovação de um novo ciclo. Se você já viveu a espera de um recomeço, certamente se encontrará nessa história. #desafio (001)
Uma crônica sobre vidas que se cruzam em um olhar. Um pedaço do meu mundo, visto pela janela do seu… Vem espiar!
Nua
Despojada de máscaras,
desvendo o que sou:
mais que pele,
mais que forma,
um vestígio de voos interrompidos.
Meus temores,
pedaços sem simetria,
espalhados na mesa.
E você, artesão de sentidos,
molda a fragilidade em beleza;
faz das fendas um mosaico,
vê poesia na minha dor.
Faz-me força
quando sou cinzas,
faz-me mulher,
quando sou apenas eco.
Torna-me sua
sem roubar o que é meu.
É desejo que arde,
mas não só na carne:
é labareda que acende a alma
no mistério que nos circunda.
Quero mais que seu corpo,
quero seus pensamentos,
suas rotas sem mapa
e as esquinas de silêncio.
Quero o que desconheço:
a imensidão em você.
Mas, acima de tudo,
quero o que somos
desatados do mundo.
Quando a solidão
nos cobre…
e o amor
nos despe.
Crs Ribeiro
Despojada de máscaras,
desvendo o que sou:
mais que pele,
mais que forma,
um vestígio de voos interrompidos.
Meus temores,
pedaços sem simetria,
espalhados na mesa.
E você, artesão de sentidos,
molda a fragilidade em beleza;
faz das fendas um mosaico,
vê poesia na minha dor.
Faz-me força
quando sou cinzas,
faz-me mulher,
quando sou apenas eco.
Torna-me sua
sem roubar o que é meu.
É desejo que arde,
mas não só na carne:
é labareda que acende a alma
no mistério que nos circunda.
Quero mais que seu corpo,
quero seus pensamentos,
suas rotas sem mapa
e as esquinas de silêncio.
Quero o que desconheço:
a imensidão em você.
Mas, acima de tudo,
quero o que somos
desatados do mundo.
Quando a solidão
nos cobre…
e o amor
nos despe.
Crs Ribeiro
Tua língua lasciva
se insinua
em dança despudorada;
faísca que risca minha pele,
atravessa meu corpo
e me arde no ventre:
entorpece minha mente!
Tua boca faminta
me suga,
devora mais que a pele:
aspira sentidos,
derruba o juízo;
desarma certezas.
Meu corpo já não me pertence!
É altar e oferenda,
deseja ser profanado
em nosso leito sagrado
abençoado em tantas fases da lua.
Anoitece em mim,
ali, no céu da boca
onde nasce o grito,
áspero, urgente;
gemido rouco preso
nos grandes lábios do silêncio
onde me tomas para ti.
Crs Ribeiro
#
se insinua
em dança despudorada;
faísca que risca minha pele,
atravessa meu corpo
e me arde no ventre:
entorpece minha mente!
Tua boca faminta
me suga,
devora mais que a pele:
aspira sentidos,
derruba o juízo;
desarma certezas.
Meu corpo já não me pertence!
É altar e oferenda,
deseja ser profanado
em nosso leito sagrado
abençoado em tantas fases da lua.
Anoitece em mim,
ali, no céu da boca
onde nasce o grito,
áspero, urgente;
gemido rouco preso
nos grandes lábios do silêncio
onde me tomas para ti.
Crs Ribeiro
#
Tua boca me diz;
e eu extasiada a ouvir:
tanta paixão!
Quase me desfaço…
Uma carícia,
e já não estou mais aqui.
No chão, talvez,
ou dentro de ti.
Tua boca me lê,
como quem decifra segredos.
Abençoa minha pele,
desfaz as bordas do que eu era.
Amolece.
Me toma,
me engole inteira!
Tua boca abre mundos
que eu nunca soube querer:
arde,
umedece;
se alimenta do meu gozo,
bebe de mim até nada restar.
Tua boca, agora, já nada diz.
Esgota a língua,
muda,
alucinada.
Então falo em braille,
toco-te no vazio do entendimento
e, juntos,
respiramos palavras não ditas.
Somos febre,
fome que não cessa;
pira que não se apaga.
Somos nós.
Crs Ribeiro
#
e eu extasiada a ouvir:
tanta paixão!
Quase me desfaço…
Uma carícia,
e já não estou mais aqui.
No chão, talvez,
ou dentro de ti.
Tua boca me lê,
como quem decifra segredos.
Abençoa minha pele,
desfaz as bordas do que eu era.
Amolece.
Me toma,
me engole inteira!
Tua boca abre mundos
que eu nunca soube querer:
arde,
umedece;
se alimenta do meu gozo,
bebe de mim até nada restar.
Tua boca, agora, já nada diz.
Esgota a língua,
muda,
alucinada.
Então falo em braille,
toco-te no vazio do entendimento
e, juntos,
respiramos palavras não ditas.
Somos febre,
fome que não cessa;
pira que não se apaga.
Somos nós.
Crs Ribeiro
#
Descre(Vento)
Nem lápis,
Nem caneta na mão.
Com um dedo mesmo,
Escrevo no chão.
Meu papel nesta vida
É ao relento,
Ouvindo o uivo do vento,
Sussurrando
A saudosa canção.
A melodia da brisa ressoa,
Serena, ao coração.
Suas notas, pra mim,
São tão claras
Quanto um farol
Em meio à escuridão.
Sua música,
Em meus cabelos,
Faz dança.
Seu ritmo ecoa em compasso,
ritmando
Com meu coração.
No compasso dessa dança,
Envolvente,
Meus pés não conseguem acompanhar.
Então,
Com meu dedo,
Escrevo contente
Na terra mesmo,
O que consegui escutar.
Poema ressona com música!
Melodia tem rima de poesia.
Poeta ou poetisa,
Me faço na vida!
Apenas descrevendo,
Em meus versos,
O que o vento assovia.
Mar U
#escrever
Nem lápis,
Nem caneta na mão.
Com um dedo mesmo,
Escrevo no chão.
Meu papel nesta vida
É ao relento,
Ouvindo o uivo do vento,
Sussurrando
A saudosa canção.
A melodia da brisa ressoa,
Serena, ao coração.
Suas notas, pra mim,
São tão claras
Quanto um farol
Em meio à escuridão.
Sua música,
Em meus cabelos,
Faz dança.
Seu ritmo ecoa em compasso,
ritmando
Com meu coração.
No compasso dessa dança,
Envolvente,
Meus pés não conseguem acompanhar.
Então,
Com meu dedo,
Escrevo contente
Na terra mesmo,
O que consegui escutar.
Poema ressona com música!
Melodia tem rima de poesia.
Poeta ou poetisa,
Me faço na vida!
Apenas descrevendo,
Em meus versos,
O que o vento assovia.
Mar U
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