#desafio 365 dias
Dia 43- Fale sobre um livro que quebre a quarta parede e o narrador conversa com o leitor.
ah, hoje vou fazer publicidade do meu livro "Sem Fôlego". Nele, a protagonista chama o leitor para dentro da narrativa, como se fosse alguém com quem ela está conversando.
"Ei, você aí. É, você mesma! Eu sei que você não tem nada melhor para fazer agora e eu, bem, não posso viajar antes que meu passaporte falso seja entregue. Então, quer ouvir uma história? Pois bem, se senta aí confortável numa poltrona, imaginando que as almofadas são os braços de um galã de novela. E se prepare, pois ora sou detalhista, ora me perco divagando em ideias secundárias."
(Sem Fôlego, pg 13)
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Quero indicações de autores independentes que tenham alguma história de suspense!
Badinerie
Pra quem quiser ler meu conto premiado, vou deixá-lo aqui, na LITERUNICO, em primeira mão.
Mas depois o pessoal do Concurso Aline Alencar vai postar também, no Insta - então, se vocês puderem dar uma força pra "ingajá"...
Pra quem quiser ler meu conto premiado, vou deixá-lo aqui, na LITERUNICO, em primeira mão.
Mas depois o pessoal do Concurso Aline Alencar vai postar também, no Insta - então, se vocês puderem dar uma força pra "ingajá"...
Conte aqui para mim, qual seu sonho, com chance de ser realizado, para o dia de amanhã?
#desafio 365 dias
Dia 33 - Desapego
Eu penso na festa que não fomos, quando você dançaria desastrosamente, porque dançar é a última coisa que sabes fazer. Mas, convenhamos, eu estaria muito bêbada para dançar bem. Porque eu até danço bem, até que a vodca me leva a fazer movimentos estranhos com a cabeça e eu perco o eixo facilmente.
O que isso importaria, afinal, se acabaríamos mesmo em risadas escandalosas dentro de um táxi? Você fingindo que o sono nem estava chegando e eu louca para sair logo daquele carro, pois o movimento estava me dando enjoo? Desculpa… eu até me repito em alto som, porque sei que eu vomitaria no elevador do teu prédio.
Por mais que eu queira pensar em um sexo louco, com a gente se pegando, se querendo, se embolando, penso mesmo que apagaríamos. Eu ainda com gosto azedo na boca e você sequer tirou a camisa que estava vomitada na manga. Nada dos teus pelos. Nem do teu cheiro. Nem de nada.
Paro por aí porque depois lembro que tudo isso é mentira de uma mulher que nunca soube o que era verdade.
Dia 33 - Desapego
Eu penso na festa que não fomos, quando você dançaria desastrosamente, porque dançar é a última coisa que sabes fazer. Mas, convenhamos, eu estaria muito bêbada para dançar bem. Porque eu até danço bem, até que a vodca me leva a fazer movimentos estranhos com a cabeça e eu perco o eixo facilmente.
O que isso importaria, afinal, se acabaríamos mesmo em risadas escandalosas dentro de um táxi? Você fingindo que o sono nem estava chegando e eu louca para sair logo daquele carro, pois o movimento estava me dando enjoo? Desculpa… eu até me repito em alto som, porque sei que eu vomitaria no elevador do teu prédio.
Por mais que eu queira pensar em um sexo louco, com a gente se pegando, se querendo, se embolando, penso mesmo que apagaríamos. Eu ainda com gosto azedo na boca e você sequer tirou a camisa que estava vomitada na manga. Nada dos teus pelos. Nem do teu cheiro. Nem de nada.
Paro por aí porque depois lembro que tudo isso é mentira de uma mulher que nunca soube o que era verdade.
#Desafio dos 365 dias, dia 31:
No último post, trouxe os primeiros parágrafos do que será minha primeira série aqui no Literunico. Quis escrever sobre vampiros porque odeio vampiros.
Por isso fiz um vampiro sem todas as coisas que não gosto nos vampiros clássicos. Valmiro não é um conde ou lorde, Rico e poderoso. Não é um grande sedutor nem uma máquina de matar sedenta por sangue.
Valmiro mora na Zona Leste de São Paulo, tem que trabalhar, e odeia ser vampiro porque sente saudade de comer pão de alho. E mesmo assim, vai descobrir que uma vida eterna vale a pena ser vivida.
Você gostaria de ler essa história?
No último post, trouxe os primeiros parágrafos do que será minha primeira série aqui no Literunico. Quis escrever sobre vampiros porque odeio vampiros.
Por isso fiz um vampiro sem todas as coisas que não gosto nos vampiros clássicos. Valmiro não é um conde ou lorde, Rico e poderoso. Não é um grande sedutor nem uma máquina de matar sedenta por sangue.
Valmiro mora na Zona Leste de São Paulo, tem que trabalhar, e odeia ser vampiro porque sente saudade de comer pão de alho. E mesmo assim, vai descobrir que uma vida eterna vale a pena ser vivida.
Você gostaria de ler essa história?
#desafio 365 dias
Dia 32 - Fale sobre um livro que trate de uma grande mudança impactante na vida do protagonista.
“Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso.”
Pois é assim que se inicia o livro A Metamorfose, de Franz Kafka.
Dito isto, pensem comigo: qual mudança na vida de uma pessoa poderia ser maior do que, do nada, acordar metamorfoseado numa “barata”? Deixo aqui a plaquinha “convença-me do contrário”!
Nota: Franz Kafka tinha síndrome de impostor! Se ele tinha, imagina eu.
Dia 32 - Fale sobre um livro que trate de uma grande mudança impactante na vida do protagonista.
“Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso.”
Pois é assim que se inicia o livro A Metamorfose, de Franz Kafka.
Dito isto, pensem comigo: qual mudança na vida de uma pessoa poderia ser maior do que, do nada, acordar metamorfoseado numa “barata”? Deixo aqui a plaquinha “convença-me do contrário”!
Nota: Franz Kafka tinha síndrome de impostor! Se ele tinha, imagina eu.
Vim dizer uma coisa, meu amor
O fogo pede passagem
O meus pés agora pisam a brasa
Cantando tristezas de um samba-menino
(Só sei dançar na poesia
pois que meu corpo real
mal nasceu e já foi logo enclausurado
Em nome da lei
e da feminilidade)
Clausura do meu corpo:
"Fecha essas pernas
Fala mais baixo
Evita fazer
Perguntas demais!
Cala a boca, menina,
Come direito
Para de comer
Fecha a boca"
Em boca fechada
a mosca não entra.
Vim dizer uma coisa, meu amor
O fogo pede passagem
Essa queimadura na boca do meu estômago é só o começo
de uma gargalhada infernal que me foi ensinada por uma sábia cortesã.
Lá no cais
Lá no cais
Lá no cais
O fogo pede passagem, amor
Vem brincar.
Vem queimar.
Vem arder em mim
Carla Carrion
O fogo pede passagem
O meus pés agora pisam a brasa
Cantando tristezas de um samba-menino
(Só sei dançar na poesia
pois que meu corpo real
mal nasceu e já foi logo enclausurado
Em nome da lei
e da feminilidade)
Clausura do meu corpo:
"Fecha essas pernas
Fala mais baixo
Evita fazer
Perguntas demais!
Cala a boca, menina,
Come direito
Para de comer
Fecha a boca"
Em boca fechada
a mosca não entra.
Vim dizer uma coisa, meu amor
O fogo pede passagem
Essa queimadura na boca do meu estômago é só o começo
de uma gargalhada infernal que me foi ensinada por uma sábia cortesã.
Lá no cais
Lá no cais
Lá no cais
O fogo pede passagem, amor
Vem brincar.
Vem queimar.
Vem arder em mim
Carla Carrion
#Desafio 26
● Mediocridade ●
A cada segundo que passa,
sou corrente do meu próprio vazio,
presa à sombra pálida da mediocridade.
As horas deslizam como areia nos dedos, e ainda me encontro aprisionada, envolta no peso do que não fui capaz de ser.
Os dias me atravessam como ventos frios, cortantes, e eu permaneço, inerte, amarrada à ilusão do que não vivi.
Os meses se desdobram em anos,
e a vida se despede em silêncio,
como uma chama que se apaga sem protesto.
Ainda estou aqui, prisioneira de mim mesma, acorrentada ao que poderia ter sido.
Uma vida passou, como um rio que secou, sem deixar rastros de brilho ou cor.
Já não há tempo para recomeços,
somente o eco amargo do que perdi.
O que me resta é chorar,
deixar que as lágrimas lavem os vestígios de uma existência murmurada, esperando que, no pranto, encontre o consolo de uma liberdade tardia.
● Mediocridade ●
A cada segundo que passa,
sou corrente do meu próprio vazio,
presa à sombra pálida da mediocridade.
As horas deslizam como areia nos dedos, e ainda me encontro aprisionada, envolta no peso do que não fui capaz de ser.
Os dias me atravessam como ventos frios, cortantes, e eu permaneço, inerte, amarrada à ilusão do que não vivi.
Os meses se desdobram em anos,
e a vida se despede em silêncio,
como uma chama que se apaga sem protesto.
Ainda estou aqui, prisioneira de mim mesma, acorrentada ao que poderia ter sido.
Uma vida passou, como um rio que secou, sem deixar rastros de brilho ou cor.
Já não há tempo para recomeços,
somente o eco amargo do que perdi.
O que me resta é chorar,
deixar que as lágrimas lavem os vestígios de uma existência murmurada, esperando que, no pranto, encontre o consolo de uma liberdade tardia.
Mais um carinho de uma leitora beta maravilhosa, a Fran. Sobre meu conto "Cachorros mutilados não conseguem se queixar".
Em breve falo melhor para vocês como pretendo publicar. Ainda estou planejando.
Mas esses retornos são deliciosos.
Em breve falo melhor para vocês como pretendo publicar. Ainda estou planejando.
Mas esses retornos são deliciosos.