SCENA VII Frei Luiz de Sousa · Capítulo 22 de 43
Obra Menu

SCENA VII

SCENA VII

MANUEL DE SOUSA, MAGDALENA, JORGE; MARIA _entrando com_ TELMO e DOROTHEA

*Maria*. Então vamos, meu pae.

*Manuel*. Pois vamos.

*Jorge*. E são horas; vão. Á Ribeira é um pedaço de rio; e até ás sette,

o mais, tu precisas de estar de volta á porta da Oira, que é onde irão

ter os nossos padres á espera do arcebispo.--Eu ca me desculparei com o

prior. Vão.

_Maria_. Minha mãe! (_abraçando-a_) Então, se choraes assim, não vou.

*Manuel*. Nem eu, Magdalena. Ora pois! Eu nunca te vi assim.

*Magdalena*. Porque nunca assim estive...--Vão, vão... adeus!--Adeus,

espôso do meu coração!--Maria, minha filha, toma sentido no ar, não te

resfries. E o sol... não sáias debaixo do tôldo no bergantim. Telmo, não

te tires d'aopé d'ella.--Dá-me outro abraço, filha.--Dorothea, levaes

tudo? (_Examina uma bolsa grande de damasco que Dorothea leva no braço_)

Póde haver qualquer coisa, molhar-se, ter frio para a tarde... (_tendo

examinado a bolsa_) Vai tudo: bem!--(_Baixo a Dorothea_) Não me apartes

os olhos d'ella, Dorothea. Ouve. (_Falla baixo a Dorothea, que lhe

responde baixo tambem; depois diz alto_) Está bom.

*Manuel*. Não tenhas cuidado; vamos todos com ella. (_Abraçam-se outra

vez; Maria sái appressadamente, e para a mãe não ver que vai suffocada

com chôro_.)

1/1
Menu

Fazer anotação