SCENA VIII Frei Luiz de Sousa · Capítulo 39 de 43
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SCENA VIII

SCENA VIII

MAGDALENA, MANUEL DE SOUSA, JORGE

*Magdalena*. Jorge, meu irmão, meu bom Jorge, vós, que sois tam prudente

e reflectido, não dais nenhum pêso ás minhas dúvidas?

*Jorge*. Tomára eu ser tam feliz que podésse, querida irman.

*Magdalena*. Pois intendeis?...

*Manuel*. Magdalena... senhora! Todas éstas coisas são ja indignas de

nós.--Até hontem, a nossa desculpa, para com Deus e para com os homens,

estava na boa fe e seguridade de nossas consciencias. Essa acabou. Para

nós ja não ha senão éstas mortalhas, (_tomando os habitos de cima da

banca_) e a sepultura d'um claustro.--A resolução que tomámos é a unica

possivel; e ja não ha que voltar atrás... Ainda hontem fallavamos dos

condes de Vimioso... Quem nos diria... oh incomprehensiveis mysterios de

Deus!... Ánimo, e ponhamos os olhos n'aquella cruz!--Pela última vez,

Magdalena... pela derradeira vez n'este mundo, querida... (_Vai para a

abraçar e recúa_) Adeus, adeus! (_Foge precipitadamente pela porta da

esquerda_.)

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