SCENA II
SCENA II
JORGE, MANUEL DE SOUSA, TELMO
*Telmo*, _batendo de fóra á porta do fundo_. Acordou.
*Manuel*, _sobresaltado_. É a voz de Telmo?
*Jorge*. É. (_Indo abrir a porta_) Entrae, Telmo.
*Telmo*. Acordou.
*Jorge*. E como está?
*Telmo*. Melhor, muito melhor, parece outra. Está muito abatida, isso
sim; muito fraca, a voz lenta, mas os olhos serenos, animados como
d'antes e sem aquelle fusilar de hontem. Perguntou por vós... ambos.
*Manuel*. E pela mãe?
*Telmo*. Não: nunca mais fallou n'ella.
*Manuel*. Oh filha, filha!...
*Jorge*. Iremos vê-la. (_péga na mão do irmão_) Tu promettes-me?...
*Manuel*. Prometto.
*Jorge*. Vamos.--(_Chamando a Telmo para a bôcca da scena_) Ouvi, Telmo:
lembraes-vos do que vos disse ésta manhan?
*Telmo*. Não me heide lembrar?
*Jorge*. Ficae aqui. Em nós sahindo, puchae aquella corda que vai dar á
sineta da sachristia: virá um irmão converso; dizei-lhe o vosso nome,
elle ir-se-ha sem mais palavra, e vós esperae. Fechae logo ésta porta
por dentro, e não abraes senão á minha voz. Intendestes?
*Telmo*. Ide descançado.