SCENA II Frei Luiz de Sousa · Capítulo 33 de 43
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SCENA II

SCENA II

JORGE, MANUEL DE SOUSA, TELMO

*Telmo*, _batendo de fóra á porta do fundo_. Acordou.

*Manuel*, _sobresaltado_. É a voz de Telmo?

*Jorge*. É. (_Indo abrir a porta_) Entrae, Telmo.

*Telmo*. Acordou.

*Jorge*. E como está?

*Telmo*. Melhor, muito melhor, parece outra. Está muito abatida, isso

sim; muito fraca, a voz lenta, mas os olhos serenos, animados como

d'antes e sem aquelle fusilar de hontem. Perguntou por vós... ambos.

*Manuel*. E pela mãe?

*Telmo*. Não: nunca mais fallou n'ella.

*Manuel*. Oh filha, filha!...

*Jorge*. Iremos vê-la. (_péga na mão do irmão_) Tu promettes-me?...

*Manuel*. Prometto.

*Jorge*. Vamos.--(_Chamando a Telmo para a bôcca da scena_) Ouvi, Telmo:

lembraes-vos do que vos disse ésta manhan?

*Telmo*. Não me heide lembrar?

*Jorge*. Ficae aqui. Em nós sahindo, puchae aquella corda que vai dar á

sineta da sachristia: virá um irmão converso; dizei-lhe o vosso nome,

elle ir-se-ha sem mais palavra, e vós esperae. Fechae logo ésta porta

por dentro, e não abraes senão á minha voz. Intendestes?

*Telmo*. Ide descançado.

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