SCENA IX Frei Luiz de Sousa · Capítulo 40 de 43
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SCENA IX

SCENA IX

MAGDALENA, JORGE, _côro dos frades dentro_.

*Magdalena*. Ouve, espera; uma so, uma so palavra: Manuel de Sousa!...

(_Toca o orgam dentro_.)

*Côro*, _dentro_. De profundis clamavi ad te, Domine; Domine, exaudi

vocem meam.

*Magdalena*, _indo abraçar-se, com a cruz_. Oh Deus, Senhor meu! pois

ja, ja? nem mais um instante, meu Deus?--Cruz do meu Redemptor, oh cruz

preciosa, refúgio d'infelizes, ampara-me tu, que me abandonaram todos

n'este mundo, e ja não posso com as minhas desgraças... e estou feita um

espectaculo de dor e d'espanto para o ceu e para a terra!--Tomae,

Senhor, tomae tudo...--A minha filha também?... Oh! a minha filha, a

minha filha... tambem essa vos dou, meu Deus.--E agora, que mais quereis

de mim, Senhor? (_Toca o orgam outra vez_.)

*Côro*, _dentro_. Fiant aures tuæ intendentes; in vocem deprecationis

meæ.

*Jorge*. Vinde, minha irman, é a voz do Senhor que vos chama. Vai

começar a sancta cerimonia.

*Magdalena*, _inchugando as lagrymas e com resolução_. Elle foi?

*Jorge*. Foi sim, minha irman.

*Magdalena*, _levantando-se_. E eu vou. (_Sahem ambos pela porta do

fundo_.)

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