SCENA IX
SCENA IX
MAGDALENA, JORGE, _côro dos frades dentro_.
*Magdalena*. Ouve, espera; uma so, uma so palavra: Manuel de Sousa!...
(_Toca o orgam dentro_.)
*Côro*, _dentro_. De profundis clamavi ad te, Domine; Domine, exaudi
vocem meam.
*Magdalena*, _indo abraçar-se, com a cruz_. Oh Deus, Senhor meu! pois
ja, ja? nem mais um instante, meu Deus?--Cruz do meu Redemptor, oh cruz
preciosa, refúgio d'infelizes, ampara-me tu, que me abandonaram todos
n'este mundo, e ja não posso com as minhas desgraças... e estou feita um
espectaculo de dor e d'espanto para o ceu e para a terra!--Tomae,
Senhor, tomae tudo...--A minha filha também?... Oh! a minha filha, a
minha filha... tambem essa vos dou, meu Deus.--E agora, que mais quereis
de mim, Senhor? (_Toca o orgam outra vez_.)
*Côro*, _dentro_. Fiant aures tuæ intendentes; in vocem deprecationis
meæ.
*Jorge*. Vinde, minha irman, é a voz do Senhor que vos chama. Vai
começar a sancta cerimonia.
*Magdalena*, _inchugando as lagrymas e com resolução_. Elle foi?
*Jorge*. Foi sim, minha irman.
*Magdalena*, _levantando-se_. E eu vou. (_Sahem ambos pela porta do
fundo_.)