SCENA VI
SCENA VI
ROMEIRO, TELMO; _e_ MAGDALENA _de fóra á porta do fundo_.
*Magdalena*. Espôso, espôso! abri-me, por quem sois. Bem sei que aqui
estaes: abri.
*Romeiro*. É ella que me chama. Sancto Deus! Magdalena que chama por
mim...
*Telmo*. Por vós!
*Romeiro*. Pois por quem?... não lhe ouvis gritar:--«Espôso, espôso?»
*Magdalena*. Marido da minha alma, pelo nosso amor te peço, pelos doces
nomes que me déste, pelas memórias da nossa felicidade antiga, pelas
saudades de tanto amor e tanta ventura, oh! não me negues este último
favor.
*Romeiro*. Que incanto, que seducção! Como lhe heide resistir!
*Magdalena*. Meu marido, meu amor, meu Manuel!
*Romeiro*. Ah!... E eu tam cego que ja tomava para mim!...--Ceu e
inferno! abra-se ésta porta...(_investe para a porta com impeto; mas
pára derepente_) Não: o que é ditto, é ditto. (_Vai precipitadamente á
corda da sineta, toca com violencia; apparece o mesmo irmão converso, e
a um signal do romeiro ambos desapparecem pela porta da esquerda_.)