SCENA VI Frei Luiz de Sousa · Capítulo 37 de 43
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SCENA VI

SCENA VI

ROMEIRO, TELMO; _e_ MAGDALENA _de fóra á porta do fundo_.

*Magdalena*. Espôso, espôso! abri-me, por quem sois. Bem sei que aqui

estaes: abri.

*Romeiro*. É ella que me chama. Sancto Deus! Magdalena que chama por

mim...

*Telmo*. Por vós!

*Romeiro*. Pois por quem?... não lhe ouvis gritar:--«Espôso, espôso?»

*Magdalena*. Marido da minha alma, pelo nosso amor te peço, pelos doces

nomes que me déste, pelas memórias da nossa felicidade antiga, pelas

saudades de tanto amor e tanta ventura, oh! não me negues este último

favor.

*Romeiro*. Que incanto, que seducção! Como lhe heide resistir!

*Magdalena*. Meu marido, meu amor, meu Manuel!

*Romeiro*. Ah!... E eu tam cego que ja tomava para mim!...--Ceu e

inferno! abra-se ésta porta...(_investe para a porta com impeto; mas

pára derepente_) Não: o que é ditto, é ditto. (_Vai precipitadamente á

corda da sineta, toca com violencia; apparece o mesmo irmão converso, e

a um signal do romeiro ambos desapparecem pela porta da esquerda_.)

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