IV. A Sobrevida - Capítulo II - Além do Coletivo: O Hiperpessoal O Fenômeno Humano - Tradução Literunico · Capítulo 13 de 17
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IV. A Sobrevida - Capítulo II - Além do Coletivo: O Hiperpessoal

## IV. A Sobrevida - Capítulo II - Além do Coletivo: O Hiperpessoal

### Nova Observação Preliminar. Uma Impressão a Superar: o Desencorajamento

Na origem do ceticismo que se tornou moda, em nossos dias, entre as pessoas "esclarecidas", exibir em relação à Humanidade, as razões não são apenas de ordem representativa. Mesmo superadas as dificuldades intelectuais do espírito para conceber o Coletivo e para ver no Espaço-Tempo, permanece outra forma de hesitação, talvez mais grave, ligada ao aspecto incoerente apresentado atualmente pelo Mundo humano. O século XIX vivera voltado para a Terra prometida. Tocávamos, pensava ele, uma nova Idade de ouro, iluminada e organizada pela Ciência, aquecida de fraternidade. Em lugar disso, recaímos em dissensões sempre mais extensas e sempre mais trágicas. Possível, talvez até verossímil em teoria, a ideia de um Espírito da Terra não resiste à experiência. O Homem jamais chegará a ultrapassar o Homem unindo-se a si mesmo. Uma utopia a abandonar, o mais depressa possível. E nada além disso.

Para explicar ou afastar as aparências de um fracasso cuja realidade acarretaria não só o fim de um belo sonho, como ainda nos levaria a considerar uma absurdidade radical do Universo, pode-se observar primeiro que falar já de experiência, de resultados de experiências, em semelhante matéria, é certamente prematuro. Como? Meio milhão, talvez um milhão de anos foram necessários à Vida para passar dos Pré-hominianos ao Homem moderno; e porque, menos de dois séculos depois de haver entrevisto acima de si um estado ainda mais alto, esse Homem moderno ainda está lutando para desprender-se de si mesmo, começaríamos já a desesperar? Erro de perspectiva, aqui ainda.

É ter dado um primeiro passo compreender a imensidade ao redor, atrás e adiante de nós. Se a essa percepção da Profundidade não se acrescenta a da Lentidão, compreendamos bem que a transposição dos valores permanece incompleta, e que ela só pode engendrar para nosso olhar um Mundo impossível. A cada dimensão seu ritmo. E, portanto, a movimento planetário, majestade planetária. A Humanidade não nos pareceria imóvel se, atrás de sua História, não se perfilasse toda a duração da Pré-história? Do mesmo modo, e apesar de uma aceleração quase explosiva da Noogênese em nosso nível, não poderíamos esperar ver a Terra transformar-se sob nossos olhos no espaço de uma geração. Acalmemos nossa impaciência e tranquilizemo-nos.

Apesar de todas as aparências contrárias, a Humanidade pode muito bem avançar, e por muitos sinais podemos até conjecturar razoavelmente que ela avança, ao nosso redor neste momento; se o faz, contudo, só poderia fazê-lo à maneira das coisas muito grandes, isto é, quase imperceptivelmente.

Esse ponto é de primeira importância, e nunca devemos perdê-lo de vista. Havê-lo estabelecido, entretanto, não responde ao mais vivo de nossos temores. Pois, afinal, ainda seria pouco que a luz, no horizonte, parecesse estacionária. O grave é que as claridades entrevistas deem sinais de apagar-se.

Se apenas pudéssemos acreditar-nos simplesmente imóveis. Mas não pareceria, às vezes, que nos achamos positivamente bloqueados adiante, ou até sugados para trás, tal qual presas de forças incoercíveis de repulsão mútua e de materialização?

Repulsão. Falei das pressões formidáveis que comprimem, sobre a Terra atual, as parcelas humanas. Indivíduos e povos forçados ao extremo, geográfica e psicologicamente, uns contra os outros. Ora, fato estranho, apesar da intensidade dessas energias aproximadoras, as unidades pensantes não parecem capazes de cair em seu raio de atração interna. Fora dos casos particulares em que atuam seja as forças sexuais, seja transitoriamente alguma paixão comum extraordinária, os homens permanecem hostis, ou ao menos fechados entre si. Tal qual um pó cujos grãos, por comprimidos que sejam, recusam entrar em contato molecular, eles se excluem e se repelem, por seu fundo, com todas as suas forças. A menos que, coisa pior, sua massa se prenda de tal modo que, em lugar do Espírito esperado, surja uma nova vaga de determinismo, isto é, de materialidade.

Materialização. Aqui, não penso apenas nas leis dos grandes números que submetem por estrutura, e quaisquer que sejam suas finalidades secretas, cada multidão recém-formada. Tal qual qualquer outra forma de Vida, o Homem, para tornar-se plenamente Homem, teve de fazer-se legião. E, antes de se organizar, uma legião fica necessariamente entregue ao jogo, por dirigido que seja, dos acasos e da probabilidade. Correntes imponderáveis, que, desde a moda e o curso dos câmbios até as revoluções políticas e sociais, fazem de cada um de nós escravo das fervuras obscuras da massa humana. Por espiritualizada que se suponha em seus elementos, toda agregação de consciências, enquanto não estiver harmonizada, envolve-se automaticamente, em seu nível, com um véu de "neomatéria" superposta a todas as outras formas de Matéria, a Matéria, face "tangencial" de toda massa viva em curso de unificação. Certamente, a essas condições devemos reagir. Porém com a satisfação de saber que elas são apenas o sinal e o preço de um progresso. Que dizer, em contrapartida, da outra escravidão, aquela que cresce no mundo na própria proporção dos esforços que fazemos para nos organizar?

Em nenhuma idade da História, a Humanidade esteve tão bem equipada, nem fez tantos esforços para ordenar suas multidões. "Movimentos de massas". Já não as hordas descidas, em rios, das florestas do Norte e das estepes da Ásia. E sim "o Milhão de homens", tal qual se disse tão bem, cientificamente reunido. O Milhão de homens em quincôncio, nos campos de parada. O Milhão de homens padronizado na fábrica. O Milhão de homens motorizado. E tudo isso desembocando, com o Comunismo e o Nacional-Socialismo, apenas na mais terrível das entradas em cadeia. O cristal em vez da célula. O termiteiro em vez da Fraternidade. Em lugar do sobressalto esperado de consciência, a mecanização que emerge inevitavelmente, ao que parece, da totalização.

"Eppur si muove!"

Diante de tão profunda perversão das regras da Noogênese, sustento que nossa reação não deve ser desesperar, e sim reexaminar-nos. Quando uma energia enlouquece, o engenheiro, longe de pôr em questão sua potência, não retoma simplesmente seus cálculos a fim de descobrir como dirigi-la melhor? Por ser tão monstruoso, o totalitarismo moderno não deve deformar algo muito magnífico, e estar muito perto da verdade? Impossível duvidar disso: a grande máquina humana é feita para marchar, e deve marchar, produzindo uma superabundância de Espírito. Se ela não funciona, ou antes, se só engendra Matéria, é portanto porque trabalha às avessas.

Não seria por acaso que, em nossas teorias e em nossos atos, negligenciamos abrir lugar para a Pessoa e para as forças de Personalização?

### 1. A Convergência do Pessoal e o Ponto Ômega

#### a) O Universo-Pessoal

Ao contrário dos "primitivos", que dão um rosto a tudo que se move, ou mesmo dos primeiros Gregos, que divinizavam todas as faces e todas as forças da Natureza, o Homem moderno é obcecado pela necessidade de despersonalizar, ou impersonalizar, aquilo que mais admira. Duas razões sustentam essa tendência. A primeira é a Análise, esse maravilhoso instrumento de pesquisa científica ao qual devemos todos os nossos progressos, mas que, de síntese em síntese desfeitas, deixa escapar uma após outra todas as almas, e acaba por nos deixar diante de uma pilha de engrenagens desmontadas e de partículas evanescentes. A segunda é a descoberta do mundo sideral, objeto tão vasto que toda proporção parece abolida entre nosso ser e as dimensões do Cosmos ao redor de nós. Capaz de alcançar e cobrir ao mesmo tempo esse Ínfimo e esse Imenso, uma só realidade parece subsistir: a Energia, entidade flutuante universal, da qual tudo emerge e à qual tudo retorna, tal qual a um Oceano. A Energia, o novo Espírito. A Energia, o novo Deus. No Ômega do Mundo, tal qual em seu Alfa, o impessoal.

Sob a influência dessas impressões, dir-se-ia que perdemos, com a estima da Pessoa, o próprio sentido de sua verdadeira natureza. Ser centrado sobre si, poder dizer "eu", acabamos por admitir, é o privilégio, ou antes a tara, do elemento, na medida em que este, fechando-se ao restante, consegue constituir-se nos antípodas do Todo. Na direção inversa, tendendo para o Coletivo e o Universal, isto é, no sentido daquilo que é mais real e mais durável no Mundo, o "ego", pensamos, decresce e se anula. Personalidade, propriedade especificamente corpuscular e efêmera, prisão da qual se deve procurar evadir.

Eis, mais ou menos, onde estamos hoje intelectualmente.

Ora, se se tenta levar até o fim, tal qual procuro neste Ensaio, a lógica e a coerência dos fatos, não é à perspectiva exatamente contrária que nos conduzem legitimamente as noções de Espaço-Tempo e de Evolução?

A Evolução, reconhecemos e admitimos, é uma subida para a Consciência. Isto mesmo já não é contestado pelos mais materialistas, ou ao menos pelos mais agnósticos, entre os humanitários. Ela deve, portanto, culminar adiante em alguma Consciência suprema. Mas essa Consciência, justamente por ser suprema, não deve trazer em si ao máximo aquilo que é a perfeição da nossa: o redobramento iluminador do ser sobre si? Prolongar para um estado difuso a curva da Hominização, erro manifesto. É unicamente para uma hiper-reflexão, isto é, para uma hiperpersonalização, que o Pensamento pode extrapolar-se. De outro modo, como poderia ele armazenar nossas conquistas, todas feitas no Refletido?

Recuamos, ao primeiro choque, diante da associação de um Ego com aquilo que é Tudo. Entre os dois termos, a desproporção nos parece gritante, quase risível. É que não meditamos bastante a tripla propriedade possuída por cada consciência: primeiro, centrar parcialmente tudo ao redor de si; segundo, poder centrar-se sobre si sempre mais; e terceiro, ser levada, por essa supercentração mesma, a reunir-se a todos os outros centros que a cercam.

Não vivemos a cada instante a experiência de um Universo cuja Imensidade, pelo jogo de nossos sentidos e de nossa razão, se recolhe de modo sempre mais simples em cada um de nós? E, no estabelecimento em curso, pela Ciência e pelas Filosofias, de uma "Weltanschauung" humana coletiva, para a qual cada um de nós coopera e participa, não experimentamos os primeiros sintomas de uma reunião de ordem ainda mais elevada, nascimento de algum foco único sob os fogos convergentes dos milhões de focos elementares dispersos na superfície da Terra pensante?

Todas as nossas dificuldades e repulsas se dissipariam, quanto às oposições do Todo e da Pessoa, se apenas compreendêssemos que, por estrutura, a Noosfera, e mais geralmente o Mundo, representam um conjunto fechado e também centrado. Porque contém e engendra a Consciência, o Espaço-Tempo é necessariamente de natureza convergente. Por conseguinte, suas nappes desmesuradas, seguidas no sentido conveniente, devem redobrar-se em algum lugar adiante em um Ponto, chamemo-lo Ômega, que as fusiona e as consuma integralmente em si. Por imensa que seja a esfera do Mundo, ela só existe e só é apreensível finalmente na direção em que, ainda que para além do Tempo e do Espaço, seus raios se reúnem. Melhor ainda: quanto mais imensa é essa esfera, mais rico também, mais profundo, e portanto mais consciente, anuncia-se o ponto onde se concentra o "volume de ser" que ela abraça, uma vez que o Espírito, visto de nosso lado, é essencialmente potência de síntese e organização.

Encarado desse ponto de vista, o Universo, sem perder nada de sua enormidade, e portanto sem se antropomorfizar, toma decididamente figura: desde que, para pensá-lo, sofrê-lo e agir sobre ele, é para além de nossas almas, e não em sentido inverso, que precisamos olhar. Nas perspectivas de uma Noogênese, Tempo e Espaço verdadeiramente se humanizam, ou antes, se super-humanizam. Longe de se excluírem, Universal e Pessoal, isto é, "Centrado", crescem no mesmo sentido e culminam um no outro ao mesmo tempo.

Erro, portanto, procurar do lado do impessoal os prolongamentos de nosso ser e da Noosfera. O Universal-Futuro só poderia ser o hiperpessoal, no ponto Ômega.

#### b) O Universo-Personalizante

Personalização: por esse aprofundamento interno da consciência sobre si mesma havíamos caracterizado, recorde-se, a destinação particular do elemento tornado plenamente si pelo passo da Reflexão; e ali se detivera provisoriamente, no que se refere ao destino dos indivíduos humanos, nossa investigação.

Personalização: o mesmo tipo de progresso reaparece aqui, definindo desta vez o futuro coletivo dos grãos de pensamento totalizados. Uma mesma função para o elemento e para a soma dos elementos sintetizados. Como conceber e prever que os dois movimentos se harmonizem? Como, sem serem incomodadas nem deformadas, as inumeráveis curvas particulares podem inscrever-se, ou mesmo prolongar-se, em seu envoltório comum?

Chegou o momento de tratar o problema; e, para isso, de analisar mais adiante a natureza do Centro pessoal de convergência a cuja existência se encontra suspenso, acabamos de ver, o equilíbrio evolutivo da Noosfera. Que deve ser, para bastar a seu papel, esse Polo superior da Evolução?

Em Ômega, por definição, adiciona-se e recolhe-se, em sua flor e sua integridade, a quantidade de consciência pouco a pouco liberada na Terra pela Noogênese. Esse ponto está adquirido.

Mas que significam exatamente, e que acarretam, essas palavras em aparência tão simples: "adição de consciência"?

Ao ouvir falar os discípulos de Marx, pareceria bastar à Humanidade, para crescer e para justificar as renúncias que ela nos impõe, recolher as aquisições sucessivas que, ao morrer, cada um de nós lhe abandona: nossas ideias, nossas descobertas, nossas criações de arte, nosso exemplo. Todo esse imperecível não é o melhor de nosso ser?

Reflitamos um pouco. Veremos que, para um Universo admitido, por hipótese, como "coletor e conservador de Consciência", a operação, se se limitasse a recolher esses despojos, seria apenas um desperdício terrível. Aquilo que, por invenções, educação, difusão de toda espécie, emana de cada um de nós e passa para a massa humana tem uma importância vital: procurei suficientemente pôr em luz seu valor filético para que não me suspeitem de minimizá-lo. Esse ponto estando seguro, devo também reconhecer que, nesse aporte à coletividade, longe de comunicar o mais precioso, só conseguimos transmitir aos outros, nos casos mais favoráveis, a sombra de nós mesmos. Nossas obras? Qual é, no próprio interesse da Vida geral, a obra das obras humanas, senão o estabelecimento, por cada um de nós em si, de um centro absolutamente original, onde o Universo se reflete de uma maneira única, inimitável: nosso eu, nossa personalidade, precisamente? Mais profundo que todos os seus raios, o próprio foco de nossa consciência: eis o essencial que cabe a Ômega recuperar para ser verdadeiramente Ômega.

Ora, desse essencial não podemos evidentemente nos desfazer em favor dos outros tal qual daríamos um manto ou passaríamos uma tocha, pois nós somos a chama. Para comunicar-se, meu eu deve subsistir no abandono que faz de si; de outro modo, o dom se esvai. Daí esta conclusão inevitável: a concentração de um Universo consciente seria impensável se, ao mesmo tempo que todo o Consciente, ela não reunisse em si todas as consciências, cada uma delas permanecendo consciente de si mesma ao termo da operação, e até, é preciso compreendê-lo bem, cada uma tornando-se tanto mais si, e portanto mais distinta das outras, quanto mais delas se aproxima em Ômega.

Não só conservação, e sim exaltação dos elementos por convergência.

Que há de mais simples, em verdade, e de mais conforme a tudo o que sabemos?

Em qualquer domínio, trate-se das células de um corpo, dos membros de uma sociedade ou dos elementos de uma síntese espiritual, a União diferencia. As partes se aperfeiçoam e se completam em todo conjunto organizado. Foi por negligenciar essa regra universal que tantos Panteísmos nos desviaram para o culto de um Grande Todo onde os indivíduos eram supostos perder-se tal qual uma gota d'água, dissolver-se tal qual um grão de sal no mar. Aplicada ao caso da soma das consciências, a Lei da União nos desembaraça dessa ilusão perigosa e sempre renascente. Ao confluírem pela linha de seus centros, os grãos de consciência não tendem a perder seus contornos nem a se misturar. Ao contrário, acentuam a profundidade e a incomunicabilidade de seu ego. Quanto mais se tornam, todos juntos, o Outro, tanto mais se encontram "si". Como seria diferente, se se aprofundam em Ômega? Um Centro poderia dissolver? Ou antes, sua maneira própria de dissolver não será justamente supercentrar?

Assim, sob a influência combinada de dois fatores, a imiscibilidade essencial das consciências e o mecanismo natural de toda unificação, a única figura pela qual podemos exprimir corretamente o estado final de um Mundo em via de concentração psíquica é um sistema cuja unidade coincide com um paroxismo de complexidade harmonizada. Seria, portanto, falso representar simplesmente Ômega como um Centro nascido da fusão dos elementos que reúne, ou que os anula em si. Por estrutura, Ômega, considerado em seu último princípio, só pode ser um Centro distinto irradiando no coração de um sistema de centros. Um agrupamento onde personalização do Todo e personalizações elementares atingem seu máximo, sem mistura e simultaneamente, sob a influência de um foco de união supremamente autônomo[1]: tal é a única imagem que se desenha se tentamos aplicar logicamente, até o fim, a um conjunto granular de pensamentos, a noção de Coletividade.

E aqui aparecem os motivos, ao mesmo tempo, do fervor e da impotência que acompanham toda solução egoísta da Vida. O egoísmo, privado ou racial, tem razão de se exaltar à ideia do elemento que se eleva por fidelidade à Vida aos extremos daquilo que guarda de único e incomunicável em si. Ele sente, portanto, com justeza. Seu único erro, que o faz perder inteiramente o caminho certo, é confundir individualidade e personalidade. Procurando separar-se o máximo possível dos outros, o elemento se individualiza; assim fazendo, porém, recai e tenta arrastar o Mundo para trás, rumo à pluralidade, na Matéria. Diminui-se e se perde, na realidade. Para sermos plenamente nós mesmos, é na direção inversa, no sentido de uma convergência com todo o restante, rumo ao Outro, que precisamos avançar. O fim de nós mesmos, o cúmulo de nossa originalidade, não é nossa individualidade: é nossa pessoa; e esta, pela estrutura evolutiva do Mundo, só podemos encontrá-la unindo-nos. Nenhum espírito sem síntese. Sempre a mesma lei, de alto a baixo. O verdadeiro Ego cresce na razão inversa do "Egotismo". À imagem de Ômega que o atrai, o elemento só se torna pessoal ao universalizar-se.[2]

Isto, todavia, sob uma condição evidente e essencial. Para que, sob a influência criadora da União, as partículas humanas se personalizem verdadeiramente, segue-se da análise precedente que elas não devem reunir-se de qualquer modo. Uma vez que se trata, de fato, de operar uma síntese dos centros, é de centro a centro que elas devem entrar em contato mútuo, e de nenhuma outra maneira. Entre as diversas formas de interatividades psíquicas que animam a Noosfera, são portanto as energias de natureza "intercêntrica" que devemos reconhecer, captar e desenvolver antes de qualquer outra, se queremos concorrer eficazmente para os progressos da Evolução em nós.

E eis-nos, pelo próprio fato, reconduzidos ao problema de amar.

### 2. O Amor-Energia

Do amor não consideramos de hábito, e com que refinamento de análise, senão a face sentimental: as alegrias e as penas que ele nos causa. É em seu dinamismo natural e em sua significação evolutiva que sou levado a estudá-lo aqui, a fim de determinar as fases últimas do Fenômeno humano.

Considerado em sua plena realidade biológica, o amor, isto é, a afinidade do ser pelo ser, não é especial ao Homem. Representa uma propriedade geral de toda Vida e, como tal, acompanha, em variedades e graus, todas as formas tomadas sucessivamente pela matéria organizada. Nos Mamíferos, tão próximos de nós, reconhecemo-lo facilmente com suas diversas modalidades: paixão sexual, instinto paterno ou materno, solidariedade social etc. Mais longe ou mais abaixo na Árvore da Vida, as analogias são menos claras. Atenuam-se até se tornarem imperceptíveis. Mas é aqui o lugar de repetir o que eu dizia do "Dentro das Coisas". Se, em um estado prodigiosamente rudimentar, sem dúvida, porém já nascente, alguma propensão interna a unir-se não existisse até na molécula, seria fisicamente impossível ao amor aparecer mais alto, entre nós, no estado hominizado. De direito, para constatar com certeza sua presença em nós, devemos supor sua presença, ao menos incoativa, em tudo o que existe. E, de fato, ao observar ao redor de nós a subida confluente das consciências, vemos que ele não falta em parte alguma. Platão já o sentira, e o exprimira imortalmente em seus Diálogos. Mais tarde, com pensadores como Nicolau de Cusa, a filosofia da Idade Média voltou tecnicamente à mesma ideia. Sob as forças do amor, são os fragmentos do Mundo que se procuram para que o Mundo chegue. Nisto, nenhuma metáfora, e muito além de poesia. Seja força ou curvatura, a gravidade universal dos corpos, que tanto nos impressiona, é apenas o reverso ou a sombra daquilo que move realmente a Natureza. Para perceber a energia cósmica "fontal", se as Coisas têm um dentro, é preciso descer à zona interna ou radial das atrações espirituais.

O amor, sob todas as suas nuances, não é outra coisa, nem é menos, que a marca mais ou menos direta deixada no coração do elemento pela Convergência psíquica do Universo sobre si mesmo.

E eis, se não me engano, o traço de luz que pode nos ajudar a ver mais claro ao redor de nós.

Sofremos e nos inquietamos ao constatar que as tentativas modernas de coletivização humana só desembocam, contra as previsões da teoria e contra nossa expectativa, em rebaixamento e escravidão das consciências. Que caminho tomamos até aqui para nos unificar? Uma situação material a defender. Um novo domínio industrial a abrir. Condições melhores para uma classe social ou para nações desfavorecidas. Eis os únicos e medíocres terrenos sobre os quais tentamos ainda nos aproximar. Que há de espantoso se, à sequência das sociedades animais, nos mecanizamos pelo próprio jogo de nossa associação? Até no ato supremamente intelectual de edificar a Ciência, enquanto ao menos permanece puramente especulativo e abstrato, o impacto de nossas almas só se opera obliquamente, de viés. Contato ainda superficial, e portanto perigo de uma servidão a mais.

Só o amor, pela boa razão de que só ele toma e une os seres pelo fundo de si mesmos, é capaz, isto é um fato da experiência cotidiana, de completar os seres, enquanto seres, ao reuni-los. Em que minuto, de fato, dois amantes atingem a mais completa posse de si mesmos senão naquele em que um no outro se dizem perdidos? Em verdade, o gesto mágico, o gesto reputado contraditório de "personalizar" totalizando, o amor não o realiza a cada instante, no casal, na equipe, ao redor de nós? E aquilo que opera assim diariamente em escala reduzida, por que não o repetiria um dia nas dimensões da Terra?

A Humanidade; o Espírito da Terra; a Síntese dos indivíduos e dos povos; a Conciliação paradoxal do Elemento e do Todo, da Unidade e da Multidão: para que essas coisas, ditas utópicas, e no entanto biologicamente necessárias, tomem corpo no mundo, não basta imaginar que nosso poder de amar se desenvolva até abraçar a totalidade dos homens e da Terra?

Ora, dir-se-á, não é justamente aí que o senhor toca o impossível?

Tudo o que um homem pode fazer, não é verdade, é dar sua afeição a um ou a alguns raros seres humanos. Para além, em um raio maior, o coração já não alcança, e só resta lugar para a fria justiça e a fria razão. Amar tudo e todos: gesto contraditório e falso, que no fim só conduz a nada amar.

Mas então, responderei, se, tal qual pretendeis, um amor universal é impossível, que significa em nossos corações esse instinto irresistível que nos leva para a Unidade cada vez que, em qualquer direção, nossa paixão se exalta? Sentido do Universo, sentido do Todo: diante da Natureza, diante da Beleza, na Música, a nostalgia que nos toma, a expectativa e o sentimento de uma grande Presença. Fora dos "místicos" e de seus analistas, como acontece que a psicologia tenha podido negligenciar tanto essa vibração fundamental cujo timbre, para um ouvido exercitado, se distingue na base, ou antes no cume, de toda grande emoção? Ressonância ao Todo: nota essencial da Poesia pura e da pura Religião. Mais uma vez, que trai esse fenômeno, nascido com o Pensamento e crescendo com ele, senão um acordo profundo entre duas realidades que se procuram: a parcela disjunta que freme com a aproximação do Resto?

Com o amor do homem pela mulher, por seus filhos, por seus amigos, e até certo ponto por seu país, imaginávamos muitas vezes ter esgotado as diversas formas naturais de amar. Ora, dessa lista está precisamente ausente a forma de paixão mais fundamental: aquela que precipita um sobre o outro, sob a pressão de um Universo que se fecha, os elementos no Todo. A afinidade, e portanto o sentido cósmico.

Um amor universal: não só é coisa psicologicamente possível; é ainda a única forma completa e final pela qual podemos amar.

E agora, estabelecido esse ponto, como explicar que, sempre e cada vez mais, em aparência, vejamos subir ao nosso redor a repulsão e o ódio? Se uma virtualidade tão poderosa nos assedia por dentro para a união, que espera ela para passar ao ato?

Sem dúvida isto, muito simplesmente: que, superando o complexo "antipersonalista" que nos paralisa, decidamos aceitar a possibilidade, a realidade, de algum Ímã e Amável no cume do Mundo acima de nossas cabeças. Enquanto absorve ou parece absorver a pessoa, o Coletivo mata o amor que queria nascer. Como tal, o Coletivo é essencialmente inamável. E eis onde fracassam as filantropias. O bom senso tem razão. É impossível dar-se ao Número Anônimo. Que o Universo, em contrapartida, tome adiante, para nós, um rosto e um coração, que se personifique, se se pode dizer.[3] Então, imediatamente, na atmosfera criada por esse foco, as atrações elementares encontrarão como desabrochar. E então, sem dúvida, sob a pressão forçada de uma Terra que se fecha, explodirão as formidáveis energias de atração ainda adormecidas entre moléculas humanas.

A nosso sentido do Mundo, a nosso sentido da Terra, a nosso sentido humano, as descobertas feitas há um século trouxeram, por suas perspectivas unitárias, um novo e decisivo impulso. Daí o sobressalto dos panteísmos modernos. Porém esse impulso só nos reconduzirá à supermatéria se não nos levar a alguém.

Para que o fracasso que nos ameaça se transforme em sucesso, para que se opere a conspiração das mônadas humanas, é preciso e basta que, prolongando nossa ciência até seus últimos limites, reconheçamos e aceitemos, como necessária para fechar e equilibrar o Espaço-Tempo, não apenas alguma vaga existência por vir, e sim ainda, e nisto me resta insistir, a realidade e a irradiação já atuais desse misterioso Centro de nossos centros que chamei Ômega.

### 3. Os Atributos do Ponto Ômega

Depois de se haver deixado prender em excesso pelos encantos da Análise, até cair na ilusão, o pensamento moderno se reacostuma enfim a considerar a função evolutivamente criadora da Síntese. Na molécula, começa ele a ver, há decididamente mais que no átomo; na célula, mais que nas moléculas; no social, mais que no individual; na construção matemática, mais que nos cálculos e teoremas. A cada grau ulterior de combinação, algo irredutível aos elementos isolados emerge, tendemos agora a admiti-lo, em uma ordem nova; e, por esse título, consciência, vida, pensamento, estão bem perto de adquirir direito de existência científica. A esse "algo", contudo, falta muito para que a Ciência reconheça ainda valor particular de independência e solidez: nascidos por um incrível concurso de chances sobre um edifício precariamente reunido, sem criar por sua aparição nenhum acréscimo de energia mensurável, os "seres de síntese" não serão experimentalmente a mais bela, e também a mais frágil das coisas? E como poderiam antecipar ou sobreviver à reunião efêmera das parcelas sobre as quais sua alma vem pousar? No fim das contas, e apesar de uma meia-conversão ao espiritual, é ainda do lado do elementar, sempre na direção da Matéria infinitamente diluída, que Física e Biologia olham para encontrar o Eterno e o Grande Estável.

Conforme esse estado de espírito, a ideia de que se prepararia, no cume do Mundo, alguma Alma das almas, não é tão estranha quanto se poderia crer às vistas atuais da razão humana. Afinal, haverá para nosso pensamento outro modo de generalizar o Princípio de Emergência?[4] Ao mesmo tempo, porém, essa Alma, coincidindo com um encontro supremamente improvável da totalidade dos elementos e das causas, só poderia formar-se, permanece entendido ou subentendido, em um futuro extremamente longínquo e em dependência total das leis reversíveis da Energia.

Pois bem, são precisamente essas duas restrições, distância e fragilidade, incompatíveis a meu ver com a natureza e a função de Ômega, das quais, por duas razões positivas, uma de Amor, outra de Sobrevida, gostaria de mostrar que é preciso nos livrar sucessivamente.

Razão de Amor, em primeiro lugar. Expressa em termos de energia interna, a função cósmica de Ômega consiste em iniciar e manter sob sua irradiação a unanimidade das partículas refletidas do Mundo. Isto acabamos de ver. Mas como poderia ele exercer essa ação se, amante e amável, não o fosse de algum modo desde agora? O amor, eu dizia, morre ao contato do impessoal e do Anônimo. Com a mesma infalibilidade, degrada-se com o afastamento no Espaço, e ainda muito mais com a diferença no Tempo. Para se amar, é essencial coexistir. Por conseguinte, jamais, por maravilhosa que seja sua figura prevista, jamais Ômega poderia sequer equilibrar o jogo das atrações e repulsões humanas se não agisse com igual potência, isto é, com a mesma substância de Proximidade. Em amor, tal qual em qualquer outra espécie de energia, é no dado existente que as linhas de força devem fechar-se, a cada instante. Centro ideal, Centro virtual: nada disso pode bastar. A Noosfera atual e real, Centro real e atual. Para ser supremamente atraente, Ômega deve estar já supremamente presente.

E razão de Sobrevida, além disso. Para escapar às ameaças de desaparecimento inconciliáveis, eu o disse, com o mecanismo de uma atividade refletida, o Homem procura referir a um sujeito cada vez mais vasto e permanente o princípio coletor dos resultados obtidos por sua operação: a Civilização, a Humanidade, o Espírito da Terra. Agregado a essas entidades enormes, de ritmo evolutivo incrivelmente lento, tem a impressão de ter escapado à ação destrutiva do Tempo.[5] Mas, fazendo isso, só consegue recuar o problema. Pois, afinal, por largo que seja o raio traçado no interior do Tempo e do Espaço, o círculo abraça algum dia outra coisa que não o caduco? Enquanto nossas construções repousarem com todo o seu peso sobre a Terra, com a Terra desaparecerão. O vício radical de todas as formas de Fé no Progresso, tais quais se exprimem nos símbolos positivistas, é não eliminar a Morte definitivamente. De que adianta poder detectar, na dianteira da Evolução, um foco qualquer, se esse foco pode e deve algum dia desagregar-se? Para satisfazer às exigências supremas de nossa ação, Ômega deve ser independente da queda das potências com as quais se compõe a Evolução.

Atualidade, irreversibilidade.

Para integrar no desenho coerente de uma Noogênese essas duas propriedades essenciais do Centro autônomo de todos os centros, não há outro meio para nosso espírito senão retomar e completar o Princípio de Emergência. A emergência em curso de Evolução, é perfeitamente claro para nossa experiência, só se faz sucessivamente e em dependência mecânica daquilo que a precede. Primeiro os elementos que se agrupam; depois a "alma" que se manifesta, e cuja operação, do ponto de vista energético, não trai senão um enrolamento cada vez mais complexo e sublimado das potências transmitidas pelas cadeias de elementos. O Radial função do Tangencial. A pirâmide cujo cume se sustenta pela base. Eis o que aparece em curso de caminho. E é também dessa maneira que, no termo do processo, Ômega mesmo se descobre a nós, na medida em que nele o movimento de síntese culmina.

Sob essa face evolutiva, todavia, ele ainda mostra, cuidemos bem, apenas metade de si mesmo. Último termo da série, ele é ao mesmo tempo fora de série. Não só coroa, também fecha. De outro modo a soma desfalece sobre si mesma, em contradição orgânica com toda a operação. Quando, ultrapassando os elementos, chegamos a falar do Polo consciente do Mundo, não basta dizer que ele emerge da subida das consciências: é preciso acrescentar que dessa gênese ele já se encontra ao mesmo tempo emergido. Sem isso, não poderia nem subjugar no amor, nem fixar na incorruptibilidade. Se por natureza não escapasse ao Tempo e ao Espaço que reúne, não seria Ômega.

Autonomia, atualidade, irreversibilidade e, portanto, finalmente, transcendência: os quatro atributos de Ômega.

Desse modo se fecha sem esforço o esquema, deixado incompleto, no qual tentávamos, no início desta obra, encerrar a energética complexa de nosso Universo.

Antes de tudo, o princípio que precisávamos encontrar para explicar seja a marcha persistente das coisas para o mais consciente, seja a solidez paradoxal do mais frágil, nós o temos: é Ômega. Contra as aparências ainda admitidas pela Física, o Grande Estável não está abaixo, no infraelementar, e sim acima, no ultrassintético. É, portanto, unicamente por seu invólucro tangencial que o Mundo vai dissipando-se ao acaso em Matéria. Por seu núcleo radial, encontra sua figura e sua consistência natural gravitando contra o provável, rumo a um foco divino de Espírito que o atrai adiante.

À Entropia algo escapa, portanto, no Cosmos, e escapa cada vez mais.

Durante imensos períodos, no curso da Evolução, o radial, obscuramente agitado pela ação do Primeiro Motor adiante, só pôde chegar a exprimir-se em agrupamentos difusos, a consciência animal. E, nesse estágio, por falta de poder prender-se acima deles a um suporte cuja ordem de simplicidade superasse a deles, os núcleos se desfaziam mal se formavam. Logo, em contrapartida, que, pela Reflexão, apareceu um tipo de unidade, já não fechada ou mesmo centrada, e sim puntiforme, então começou a atuar a sublime Física dos centros. Tornados centros, e portanto pessoas, os elementos puderam enfim começar a reagir, diretamente como tais, à ação personalizante do Centro dos centros. Transpor a superfície crítica de hominização é, de fato, para a consciência, passar do divergente ao convergente, isto é, de certo modo, mudar de hemisfério e de polo. Aquém dessa linha crítica, "equatorial", a recaída no múltiplo. Além dela, a queda na unificação crescente, irreversível. Uma vez formado, um centro refletido só pode mudar afundando em si mesmo. Em aparência, sem dúvida, o Homem se corrompe exatamente tal qual o animal. Aqui e lá, porém, uma função inversa do fenômeno. Pela morte, no animal, o radial se reabsorve no tangencial. No Homem, escapa dele e se liberta. A evasão para fora da Entropia por retorno sobre Ômega. A própria morte hominizada.

Assim, a partir dos grãos de Pensamento que formam os verdadeiros e indestrutíveis átomos de sua Substância, o Universo, um Universo bem definido em sua resultante, vai se construindo sobre nossas cabeças, em sentido inverso ao de uma Matéria que se desvanece: Universo coletor e conservador, não da Energia mecânica, tal qual pensávamos, e sim das Pessoas. Uma a uma ao redor de nós, tal qual uma contínua emanação, "as almas" se desprendem, levando para o alto sua carga incomunicável de consciência. Uma a uma; e, no entanto, de modo algum isoladamente. Pois, para cada uma delas, só poderia haver, pela própria natureza de Ômega, um único ponto possível de emersão definitiva: aquele em que, sob a ação sintetizante da união que personaliza, enrolando sobre si mesmos seus elementos ao mesmo tempo que ela se enrola sobre si mesma, a Noosfera atingirá coletivamente seu ponto de convergência, no "Fim do Mundo".

## Notas

[1] É a esse foco central, necessariamente autônomo, que reservaremos doravante, no que segue, o nome de "Ponto Ômega".

[2] E inversamente ele só se universaliza verdadeiramente ao superpersonalizar-se. Toda a diferença, e o equívoco, entre a verdadeira e as falsas místicas políticas ou religiosas: estas destruindo, aquela completando o Homem pela "perda no maior que si".

[3] Não, bem entendido, tornando-se uma Pessoa, e sim carregando-se, no próprio coração de seu desenvolvimento, da influência dominadora e unitiva de um Foco de energias e atrações pessoais.

[4] Cf. o texto de J. B. S. Haldane citado em nota, p. 53.

[5] Ver, por exemplo, sobre esse assunto, o curioso livro de Wells, *Anatomy of Frustration*: um notável testemunho da fé e das inquietações do homem moderno.

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