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O Corcunda de Notre Dame

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O Corcunda de Notre Dame

Capítulo 30 · O Corcunda de Notre Dame

LIVRO SÉTIMO — II. QUE UM PADRE E UM FILÓSOFO SÃO DOIS

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LIVRO SÉTIMO

II. QUE UM PADRE E UM FILÓSOFO SÃO DOIS

O padre que as jovens tinham notado no alto da torre setentrional, inclinado sobre a praça e tão atento à dança da boêmia, era de fato o arquidiácono Claude Frollo.

Nossos leitores não esqueceram a cela misteriosa que o arquidiácono reservara para si naquela torre. Não sei, diga-se de passagem, se não é a mesma cujo interior ainda hoje se pode ver por uma pequena abertura quadrada, voltada para o nascente à altura de um homem, na plataforma de onde se erguem as torres: um cubículo agora nu, vazio e arruinado, cujas paredes mal rebocadas estão ornamentadas aqui e ali, neste momento, por algumas pobres gravuras amareladas representando fachadas de catedrais. Presumo que esse buraco seja habitado em comum por morcegos e aranhas e que, por conseguinte, ali se faça às moscas uma dupla guerra de extermínio.

Todos os dias, uma hora antes do pôr do sol, o arquidiácono subia a escada da torre e se fechava nessa cela, onde às vezes passava noites inteiras. Naquele dia, no momento em que, chegando diante da porta baixa do reduto, introduzia na fechadura a pequena chave complicada que trazia sempre consigo na bolsa pendurada à cintura, um ruído de pandeiro e castanholas chegou-lhe aos ouvidos. Vinha da place du Parvis. A cela, já dissemos, tinha apenas uma abertura voltada para as costas da igreja. Claude Frollo retirou apressadamente a chave e, um instante depois, estava no topo da torre, na atitude sombria e recolhida em que as donzelas o tinham visto.

Estava ali, grave, imóvel, absorvido num olhar e num pensamento. Paris inteira jazia sob seus pés, com as mil agulhas dos edifícios e o horizonte circular de colinas suaves, com o rio que serpenteava sob as pontes e o povo que ondulava nas ruas, com a nuvem de fumaças, com a cadeia montanhosa dos telhados que apertava Notre-Dame em suas malhas repetidas. Mas, em toda a cidade, o arquidiácono só olhava um ponto do calçamento: a place du Parvis; em toda a multidão, uma figura: a boêmia.

Seria difícil dizer de que natureza era aquele olhar e de onde vinha a chama que dele jorrava. Era um olhar fixo e, contudo, cheio de perturbação e tumulto. Pela imobilidade profunda de todo o corpo, apenas agitado de quando em quando por um arrepio maquinal, como uma árvore ao vento; pela rigidez dos cotovelos, mais de mármore que a balaustrada em que se apoiavam; pelo sorriso petrificado que lhe contraía o rosto, dir-se-ia que em Claude Frollo já nada vivia além dos olhos.

A boêmia dançava. Fazia girar o pandeiro na ponta do dedo e o lançava ao ar enquanto dançava sarabandas provençais, ágil, leve, alegre, sem sentir o olhar terrível que lhe caía a prumo sobre a cabeça.

A multidão fervilhava ao redor dela; de tempos em tempos, um homem vestido com uma casaca amarela e vermelha abria espaço no círculo, depois voltava a sentar-se numa cadeira a alguns passos da dançarina e tomava a cabeça da cabra sobre os joelhos. Esse homem parecia companheiro da boêmia. Claude Frollo, da altura onde estava, não lhe distinguia os traços.

Desde que o arquidiácono avistara o desconhecido, sua atenção parecia dividir-se entre ele e a dançarina, e seu rosto se tornava cada vez mais sombrio. De súbito, endireitou-se, e um tremor percorreu-lhe o corpo inteiro.

— Quem é esse homem? — disse entre os dentes. — Eu sempre a vira sozinha!

Mergulhou então sob a abóbada tortuosa da escada em espiral e desceu. Ao passar diante da porta do campanário, que estava entreaberta, viu algo que o impressionou: Quasimodo, inclinado sobre uma abertura daqueles alpendres de ardósia que lembram enormes venezianas, também olhava a praça. Estava mergulhado em contemplação tão profunda que não percebeu a passagem do pai adotivo. Seu olho selvagem tinha uma expressão singular. Era um olhar encantado e doce.

— Estranho — murmurou Claude. — Será a egípcia que ele olha assim?

Continuou a descer. Poucos minutos depois, o preocupado arquidiácono saiu para a praça pela porta ao pé da torre.

— Que foi feito da boêmia? — perguntou, misturando-se ao grupo de espectadores reunido pelo pandeiro.

— Não sei — respondeu um dos vizinhos. — Acaba de desaparecer. Creio que foi fazer alguma dança na casa em frente, de onde a chamaram.

No lugar da egípcia, sobre o mesmo tapete cujos arabescos haviam desaparecido um instante antes sob o desenho caprichoso da dança, o arquidiácono só viu o homem de vermelho e amarelo, que, para ganhar por sua vez alguns testões, andava em torno do círculo, os cotovelos nas ancas, a cabeça atirada para trás, o rosto vermelho, o pescoço esticado, com uma cadeira entre os dentes. Sobre a cadeira amarrara um gato emprestado por uma vizinha, que praguejava de medo.

— Notre-Dame! — exclamou o arquidiácono no momento em que o saltimbanco, suando em bicas, passou diante dele com sua pirâmide de cadeira e gato. — Que faz aqui mestre Pierre Gringoire?

A voz severa do arquidiácono causou ao pobre-diabo tal comoção que ele perdeu o equilíbrio com todo o edifício, e cadeira e gato caíram misturados sobre a cabeça dos assistentes, no meio de uma vaia interminável.

É provável que mestre Pierre Gringoire, pois era mesmo ele, tivesse de acertar uma conta desagradável com a vizinha do gato e com todos os rostos machucados e arranhados que o cercavam, se não se apressasse a aproveitar o tumulto para refugiar-se na igreja, onde Claude Frollo lhe fez sinal de segui-lo.

A catedral já estava escura e deserta. As naves laterais estavam cheias de trevas, e as lâmpadas das capelas começavam a estrelar, de tão negras que se tornavam as abóbadas. Somente a grande rosácea da fachada, cujas mil cores estavam embebidas por um raio horizontal do sol, brilhava na sombra como um emaranhado de diamantes e projetava no outro extremo da nave seu espectro deslumbrante.

Depois de caminharem alguns passos, dom Claude encostou-se a um pilar e fitou Gringoire. O olhar não era o que Gringoire temia, envergonhado de ter sido surpreendido por pessoa grave e douta naquele traje de bufão. O olhar do padre nada tinha de zombeteiro nem irônico; era sério, tranquilo e penetrante. O arquidiácono rompeu o silêncio primeiro.

— Venha cá, mestre Pierre. Vai explicar-me muitas coisas. Primeiro, por que não o vimos durante quase dois meses e agora o encontramos nas encruzilhadas em tão belo equipamento, de amarelo e vermelho, como uma maçã de Caudebec?

— Monsenhor — disse Gringoire lastimosamente —, é de fato um traje prodigioso, e me vê mais vexado do que um gato coberto por uma cabaça. É muito errado, eu o sinto, expor os senhores sargentos da ronda a espancarem sob esta casaca o úmero de um filósofo pitagórico. Mas que quer, meu reverendo mestre? A culpa é do meu antigo gibão, que me abandonou covardemente no começo do inverno, sob o pretexto de que caía em farrapos e precisava ir repousar na cesta do trapeiro. Que fazer? A civilização ainda não chegou ao ponto de se poder andar nu, como queria o antigo Diógenes. Acrescente que soprava um vento muito frio, e janeiro não é o mês em que se pode tentar com sucesso fazer a humanidade dar esse novo passo. Esta casaca se apresentou. Tomei-a e abandonei minha velha túnica negra, que, para um hermético como eu, era muito pouco hermeticamente fechada. Eis-me, portanto, em roupa de histrião, como são Genésio. Que quer? É um eclipse. Apolo também guardou os porcos de Admeto.

— Belo ofício! — retomou o arquidiácono.

— Concordo, mestre, que é melhor filosofar e poetar, soprar a chama no forno ou recebê-la do céu, do que carregar gatos sobre o escudo. Assim, quando me interpelou, fiquei tão tolo quanto um asno diante de um assador. Mas que quer, monsenhor? É preciso viver todos os dias, e os mais belos versos alexandrinos não valem, entre os dentes, um pedaço de queijo de Brie. Ora, compus para madame Marguerite de Flandre aquele famoso epitalâmio que conhece, e a cidade não me paga, sob o pretexto de que não era excelente, como se se pudesse dar por quatro escudos uma tragédia de Sófocles. Eu ia, portanto, morrer de fome. Felizmente, descobri certa força na mandíbula e lhe disse: “Faz proezas de força e equilíbrio, alimenta-te a ti mesma. Ale te ipsam.” Um bando de mendigos, que se tornaram meus bons amigos, ensinou-me vinte espécies de exercícios hercúleos, e agora dou todas as noites a meus dentes o pão que ganharam durante o dia com o suor de minha fronte. Afinal, concedo, reconheço que é triste emprego de minhas faculdades intelectuais e que o homem não foi feito para passar a vida tocando pandeiro e mordendo cadeiras. Mas, reverendo mestre, não basta passar a vida; é preciso ganhá-la.

Dom Claude escutava em silêncio. De súbito, seu olho encovado tomou expressão tão sagaz e penetrante que Gringoire se sentiu, por assim dizer, vasculhado até o fundo da alma.

— Muito bem, mestre Pierre, mas como acontece de estar agora na companhia daquela dançarina do Egito?

— Por minha fé! — disse Gringoire. — É porque ela é minha mulher e eu sou seu marido.

O olho tenebroso do padre inflamou-se.

— Terias feito isso, miserável? — gritou, agarrando com fúria o braço de Gringoire. — Terias sido tão abandonado por Deus a ponto de pôr a mão nessa moça?

— Pela minha parte no paraíso, monsenhor — respondeu Gringoire, tremendo em todos os membros —, juro que jamais a toquei, se é isso que o inquieta.

— Então por que falas de marido e mulher? — disse o padre.

Gringoire apressou-se a contar-lhe, o mais sucintamente possível, tudo o que o leitor já sabe: sua aventura na Cour des Miracles e o casamento do pote quebrado. De resto, parecia que o casamento ainda não tivera resultado algum e que, todas as noites, a boêmia lhe escamoteava a noite de núpcias como no primeiro dia.

— É uma decepção — disse, concluindo —, mas isso se deve ao infortúnio de ter desposado uma virgem.

— Que quer dizer? — perguntou o arquidiácono, que se acalmara pouco a pouco durante a narrativa.

— É bastante difícil explicar — respondeu o poeta. — É uma superstição. Minha mulher é, segundo me disse um velho malandro a quem chamamos duque do Egito, uma criança achada ou perdida, o que dá no mesmo. Traz ao pescoço um amuleto que, asseguram, um dia a fará reencontrar os pais, mas que perderia a virtude se a moça perdesse a sua. Daí resulta que ambos permanecemos muito virtuosos.

— Então — retomou Claude, cujo rosto clareava cada vez mais —, acredita, mestre Pierre, que criatura alguma do sexo masculino se aproximou dela?

— Que quer, dom Claude, que um homem faça contra uma superstição? Ela tem isso na cabeça. Considero certamente uma raridade esse pudor de freira que se conserva indomável no meio dessas moças boêmias tão facilmente amansadas. Mas ela tem três coisas para protegê-la: o duque do Egito, que a tomou sob sua salvaguarda, talvez esperando vendê-la a algum abade; toda a tribo, que a tem em singular veneração, como uma Notre-Dame; e certo punhalzinho delicado que a malandra traz sempre consigo em algum canto, apesar das ordenações do preboste, e que logo aparece em sua mão quando lhe apertam a cintura. É uma vespa feroz, creia!

O arquidiácono apertou Gringoire de perguntas.

La Esmeralda era, no julgamento de Gringoire, criatura inofensiva e encantadora, bonita, salvo por um certo beicinho que lhe era particular; moça ingênua e apaixonada, ignorante de tudo e entusiasta de tudo; não sabendo ainda a diferença entre uma mulher e um homem, nem mesmo em sonho; feita assim; sobretudo louca por dança, ruído e ar livre; uma espécie de mulher-abelha, com asas invisíveis nos pés, vivendo num turbilhão. Devia essa natureza à vida errante que sempre levara. Gringoire conseguira saber que, ainda criança, percorrera a Espanha e a Catalunha, até a Sicília; acreditava mesmo que fora levada, pela caravana de zingari da qual fazia parte, ao reino de Argel, país situado na Acaia, a qual toca de um lado a pequena Albânia e a Grécia, do outro o mar da Sicília, caminho de Constantinopla. Os boêmios, dizia Gringoire, eram vassalos do rei de Argel, na qualidade deste de chefe da nação dos mouros brancos. O certo é que La Esmeralda viera para a França ainda muito jovem, pela Hungria. De todos esses países, a moça trouxera farrapos de jargões estranhos, cantos e ideias estrangeiras, que faziam de sua linguagem algo tão variegado quanto o traje, metade parisiense, metade africano. De resto, o povo dos bairros que frequentava gostava dela pela alegria, gentileza, movimentos vivos, danças e canções. Em toda a cidade, julgava-se odiada apenas por duas pessoas, das quais falava muitas vezes com temor: a reclusa da Tour-Roland, uma velha horrível que tinha não se sabia que rancor contra as egípcias e amaldiçoava a pobre dançarina toda vez que ela passava diante de sua janela; e um padre que nunca a encontrava sem lançar-lhe olhares e palavras que a assustavam. Esta última circunstância perturbou muito o arquidiácono, sem que Gringoire prestasse grande atenção à perturbação, tanto bastaram dois meses para fazer o despreocupado poeta esquecer os detalhes singulares daquela noite em que encontrara a egípcia e a presença do arquidiácono em tudo aquilo. De resto, a pequena dançarina nada temia; não dizia a sorte, o que a punha a salvo dos processos de magia tão frequentemente intentados contra as boêmias. E Gringoire lhe fazia as vezes de irmão, se não de marido. Afinal, o filósofo suportava pacientemente essa espécie de casamento platônico. Era sempre teto e pão. Todas as manhãs, saía da corte dos mendigos, quase sempre com a egípcia, ajudava-a a colher nas encruzilhadas seus targes e petits-blancs; todas as noites, voltava com ela para o mesmo teto, deixava-a trancar-se no pequeno quarto e adormecia o sono do justo. Existência muito doce, afinal, dizia ele, e muito propícia ao devaneio. E depois, em sua alma e consciência, o filósofo não tinha certeza de estar perdidamente apaixonado pela boêmia. Gostava quase tanto da cabra. Era um animal encantador, doce, inteligente, espirituoso, uma cabra sábia. Nada mais comum na Idade Média que esses animais instruídos, dos quais se maravilhavam muito e que frequentemente conduziam seus mestres à fogueira. Contudo, as feitiçarias da cabra de patas douradas eram travessuras muito inocentes. Gringoire explicou-as ao arquidiácono, a quem os detalhes pareciam interessar vivamente. Bastava, na maioria dos casos, apresentar o pandeiro à cabra de tal ou qual modo para obter dela a pantomima desejada. Fora adestrada pela boêmia, que tinha para essas sutilezas talento tão raro que lhe bastaram dois meses para ensinar a cabra a escrever, com letras móveis, a palavra Phœbus.

— Phœbus! — disse o padre. — Por que Phœbus?

— Não sei — respondeu Gringoire. — Talvez seja uma palavra que ela julga dotada de alguma virtude mágica e secreta. Repete-a muitas vezes em meia-voz quando se imagina sozinha.

— Tem certeza — retomou Claude, com seu olhar penetrante — de que é apenas uma palavra e não um nome?

— Nome de quem? — disse o poeta.

— Que sei eu? — disse o padre.

— Eis o que imagino, monsenhor. Esses boêmios são um pouco guebros e adoram o sol. Daí Phœbus.

— Isso não me parece tão claro quanto a você, mestre Pierre.

— De resto, pouco me importa. Que murmure seu Phœbus à vontade. O certo é que Djali já gosta de mim quase tanto quanto dela.

— Quem é Djali?

— A cabra.

O arquidiácono apoiou o queixo na mão e pareceu sonhador por um instante. De repente, voltou-se bruscamente para Gringoire.

— E juras que não a tocaste?

— Quem? — disse Gringoire. — A cabra?

— Não, a mulher.

— Minha mulher! Juro que não.

— E ficas muitas vezes sozinho com ela?

— Todas as noites, durante uma boa hora.

Dom Claude franziu o cenho.

— Oh! Oh! Solus cum sola non cogitabuntur orare Pater noster.

— Por minha alma, eu poderia dizer o Pater, a Ave Maria e o Credo in Deum patrem omnipotentem, sem que ela prestasse mais atenção em mim do que uma galinha numa igreja.

— Jura-me pelo ventre de tua mãe — repetiu o arquidiácono com violência — que não tocaste essa criatura com a ponta do dedo.

— Juraria também pela cabeça de meu pai, pois as duas coisas têm mais de uma relação. Mas, meu reverendo mestre, permita-me por minha vez uma pergunta.

— Fale, senhor.

— Que lhe importa isso?

O rosto pálido do arquidiácono tornou-se vermelho como a face de uma jovem. Ficou um instante sem responder, depois, com visível embaraço:

— Escute, mestre Pierre Gringoire. Ainda não está condenado, que eu saiba. Interesso-me pelo senhor e quero-lhe bem. Ora, o menor contato com essa egípcia do demônio o tornaria vassalo de Satanás. Sabe que é sempre o corpo que perde a alma. Desgraçado se se aproximar dessa mulher! Eis tudo.

— Tentei uma vez — disse Gringoire, coçando a orelha. — Foi no primeiro dia, mas fui picado.

— Teve esse descaramento, mestre Pierre?

E a fronte do padre se tornou sombria.

— Outra vez — continuou o poeta, sorrindo —, olhei antes de dormir pelo buraco da fechadura e vi a mais deliciosa dama de camisa que jamais fez ranger a correia de uma cama sob o pé nu.

— Vá para o diabo! — gritou o padre com olhar terrível e, empurrando pelos ombros o espantado Gringoire, afundou a grandes passos sob as arcadas mais escuras da catedral.

O Corcunda de Notre Dame

Sinopse

Tradução brasileira de O Corcunda de Notre Dame, romance de Victor Hugo sobre Quasímodo, Esmeralda, a catedral, a multidão, o desejo, a justiça e o destino na Paris medieval. Edição consolidada pelo projeto Literunico / Copa.

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