Não me levem a sério:
Escrevo porque sou
imperfeito.
O papel é o sonho
possível;
A caneta, o empenho
provável.
O que
você lê
vai além dos
defeitos.
É tão livre de mim
que vira, ao fim,
inclassificável.
Alberto Busquets.
#Desafio 014
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Alberto Knobbe Busquets
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Eder B. Jr.
Fiz meu coração
em pedaços
na tentativa de
sentir-me pleno.
Vivi intensa
a tristeza
de cada caco.
Fiz meu coração
em pedaços
na tentativa de
amar melhor.
Vivi imensa
a desilusão
de cada pranto.
Fiz meu coração
em pedaços.
Doei-me em todos eles.
Doeram-me de volta.
Até os juntar
novamente,
nos moldes que
teu coração me mostrou.
Meu coração agora
é holograma:
Todos são inteiros,
e cada um é teu.
Alberto Busquets.
#Desafio 013
em pedaços
na tentativa de
sentir-me pleno.
Vivi intensa
a tristeza
de cada caco.
Fiz meu coração
em pedaços
na tentativa de
amar melhor.
Vivi imensa
a desilusão
de cada pranto.
Fiz meu coração
em pedaços.
Doei-me em todos eles.
Doeram-me de volta.
Até os juntar
novamente,
nos moldes que
teu coração me mostrou.
Meu coração agora
é holograma:
Todos são inteiros,
e cada um é teu.
Alberto Busquets.
#Desafio 013
*Adormecer*
Adornei as paredes
com lufadas de sonhos,
forrei todo o leito
com o mais fino luar.
Deito, cerro os olhos
(mas não a visão).
Conto sem pressa
cada gota de rio
beijando grãos
de imensidão.
O sono vem:
diluídos (en)cantos
em marolas sem mar.
Alberto Busquets.
#Desafio 012
Adornei as paredes
com lufadas de sonhos,
forrei todo o leito
com o mais fino luar.
Deito, cerro os olhos
(mas não a visão).
Conto sem pressa
cada gota de rio
beijando grãos
de imensidão.
O sono vem:
diluídos (en)cantos
em marolas sem mar.
Alberto Busquets.
#Desafio 012
Ela caminha descalça.
Seus pés já conhecem
o pavimento.
Ela caminha
com o coração
atravessado na garganta,
e no peito uma canção
de destroçados sentimentos...
Ela caminha linda.
Pé-ante-pé de quem sabe
que a majestade advinda
não se compra,
nem se engana,
nem se cria.
É chuva que encharca os sentidos.
É pra poucos, que se igualam
esbaldando-se loucos
na água fria.
E o caminhar decidido
é seu grito contido
de não saber qual horizonte
buscar;
Mas sabe que o caminho em frente
será pavimentado diferente:
plantando carinhosamente
cada pedra-semente
recebidas em lições
de amar.
Alberto Busquets.
#Desafio 011
Seus pés já conhecem
o pavimento.
Ela caminha
com o coração
atravessado na garganta,
e no peito uma canção
de destroçados sentimentos...
Ela caminha linda.
Pé-ante-pé de quem sabe
que a majestade advinda
não se compra,
nem se engana,
nem se cria.
É chuva que encharca os sentidos.
É pra poucos, que se igualam
esbaldando-se loucos
na água fria.
E o caminhar decidido
é seu grito contido
de não saber qual horizonte
buscar;
Mas sabe que o caminho em frente
será pavimentado diferente:
plantando carinhosamente
cada pedra-semente
recebidas em lições
de amar.
Alberto Busquets.
#Desafio 011
#
Não digas nada.
Fecha os olhos.
Sente...
Tenho a brisa noturna
em meu hálito
para eriçar tua pele.
Sopro lento...
Sente.
Não há nada para ver,
mas tudo a sentir:
minha boca tão perto do
teu corpo.
Meu respirar
no teu pescoço.
As brisas de pura ânsia
descendo ao teu colo.
Sente...
Não há toque,
a não ser do meu vento.
Movendo-se,
explorando-te.
Enrijecendo-te.
Sente...
Faço tornados em cada pico.
Desço ventando sem pressa...
Exploro todo o vale. Toda a planície.
Espalho. Sopro. Roubo teu fôlego...
Sentes?
O ar é impaciente...
Volta a subir. Galga as tuas alturas mais belas.
Retorna ao pescoço.
Encontra eco em teu ouvido.
Na ventania, uma voz gotejante de vontade:
"Sente!"
Não há mais tempo.
Resta a urgência.
O vento cessa.
Hora dos lábios.
Hora das bocas.
Hora do gosto.
Sente...
Alberto Busquets.
#Desafio 010
Não digas nada.
Fecha os olhos.
Sente...
Tenho a brisa noturna
em meu hálito
para eriçar tua pele.
Sopro lento...
Sente.
Não há nada para ver,
mas tudo a sentir:
minha boca tão perto do
teu corpo.
Meu respirar
no teu pescoço.
As brisas de pura ânsia
descendo ao teu colo.
Sente...
Não há toque,
a não ser do meu vento.
Movendo-se,
explorando-te.
Enrijecendo-te.
Sente...
Faço tornados em cada pico.
Desço ventando sem pressa...
Exploro todo o vale. Toda a planície.
Espalho. Sopro. Roubo teu fôlego...
Sentes?
O ar é impaciente...
Volta a subir. Galga as tuas alturas mais belas.
Retorna ao pescoço.
Encontra eco em teu ouvido.
Na ventania, uma voz gotejante de vontade:
"Sente!"
Não há mais tempo.
Resta a urgência.
O vento cessa.
Hora dos lábios.
Hora das bocas.
Hora do gosto.
Sente...
Alberto Busquets.
#Desafio 010
Amo atemporalmente.
Não conto o sentimento
pela passagem das luas,
ou pelo canto das marés.
Conto pelo encanto.
Encanta-me a lua,
encanta-me o mar,
encanta-me o sol,
encanta-me o céu.
Encontro-me ali:
no canto da eternidade,
da mescla das luzes.
Encontro-nos também.
O encanto do nosso
recanto.
É pleno,
é cósmico.
É nosso.
Constelações
complementares.
Então,
na rota da nossa
rotação,
brilho em constatação:
Seremos eternos pulsares.
Alberto Busquets.
#Desafio 009
Não conto o sentimento
pela passagem das luas,
ou pelo canto das marés.
Conto pelo encanto.
Encanta-me a lua,
encanta-me o mar,
encanta-me o sol,
encanta-me o céu.
Encontro-me ali:
no canto da eternidade,
da mescla das luzes.
Encontro-nos também.
O encanto do nosso
recanto.
É pleno,
é cósmico.
É nosso.
Constelações
complementares.
Então,
na rota da nossa
rotação,
brilho em constatação:
Seremos eternos pulsares.
Alberto Busquets.
#Desafio 009
Trechinho do meu livro de contos e poemas "Excertos do Entremeio", quase pronto:
(...)
"A dádiva de uma Musa dói, porque o coração humano não a abarca totalmente. Então fazer poesia é um ato de sobrevivência e sanidade, para extravasar os excessos. Ainda assim, o poeta se apaixona, e ama tudo aquilo que passa a desejar, e jamais terá. Este é o segredo: viver no poema todas as vidas necessárias para estancar a dor. Nada do que eu escrevo é mentira; mas hoje sei que a grande maioria só é possível em sonhos. Sempre terei fiapos de esperança, mas sei que provavelmente não viverei meus anseios no Real."
(...)
Alberto Busquets
#Desafio 008
(...)
"A dádiva de uma Musa dói, porque o coração humano não a abarca totalmente. Então fazer poesia é um ato de sobrevivência e sanidade, para extravasar os excessos. Ainda assim, o poeta se apaixona, e ama tudo aquilo que passa a desejar, e jamais terá. Este é o segredo: viver no poema todas as vidas necessárias para estancar a dor. Nada do que eu escrevo é mentira; mas hoje sei que a grande maioria só é possível em sonhos. Sempre terei fiapos de esperança, mas sei que provavelmente não viverei meus anseios no Real."
(...)
Alberto Busquets
#Desafio 008
When Universe Converges
When Universe converges
Composes
Into a single being
And her eyes go through deep
In search
Of one's mysteries
And her hair is enthralled
In light
Gentle subtle strings
And her smile shines bright
Resumes
The vast stars to see
When Universe converges
Conspires
Into a single being
And her hand helps to stand
Against
All difficulties
And her breath whispers love
Warm breeze
Fills delightful dreams
And her mouth pays no mind
So kind
Breaks down dreams to be
When Universe converges
Emerges
Into a single being...
... A poem is born
For eternity.
Alberto Busquets.
#Desafio 007
When Universe converges
Composes
Into a single being
And her eyes go through deep
In search
Of one's mysteries
And her hair is enthralled
In light
Gentle subtle strings
And her smile shines bright
Resumes
The vast stars to see
When Universe converges
Conspires
Into a single being
And her hand helps to stand
Against
All difficulties
And her breath whispers love
Warm breeze
Fills delightful dreams
And her mouth pays no mind
So kind
Breaks down dreams to be
When Universe converges
Emerges
Into a single being...
... A poem is born
For eternity.
Alberto Busquets.
#Desafio 007
Jardineiro
Sonhei-me jardim.
Ode à botânica entropia,
Terra úmida de loucuras-ideias.
Ora brotei grama, ora cresci árvore,
Criei raízes que voaram para outras terras.
Paciente, derrubei cercas
Transbordando livreverde
Minha lida.
Por vezes caí fruto, aprendendo
A transmutar pequenas mortes
Em sementes de vida.
As flores são poucas (e caras a mim);
Mas, mesmo libertas,
Deixam as lembranças de seu
Desabrochar...
Banhado na chuva noturna,
Aninhado ao perfume
da Rosa e Jasmim,
Sonhei-me jardim
E percebi-me bêbado de orvalho
Em cada pétala que aguarda
O dia chegar.
Deitei-me jardim em mim mesmo
E plantei uns punhados de rimas
Aguardando suas sombras-poesia
Para as tardes quentes de janeiro:
Sonhei-me jardim,
Acordei jardineiro.
Alberto Busquets.
#Desafio 006
Sonhei-me jardim.
Ode à botânica entropia,
Terra úmida de loucuras-ideias.
Ora brotei grama, ora cresci árvore,
Criei raízes que voaram para outras terras.
Paciente, derrubei cercas
Transbordando livreverde
Minha lida.
Por vezes caí fruto, aprendendo
A transmutar pequenas mortes
Em sementes de vida.
As flores são poucas (e caras a mim);
Mas, mesmo libertas,
Deixam as lembranças de seu
Desabrochar...
Banhado na chuva noturna,
Aninhado ao perfume
da Rosa e Jasmim,
Sonhei-me jardim
E percebi-me bêbado de orvalho
Em cada pétala que aguarda
O dia chegar.
Deitei-me jardim em mim mesmo
E plantei uns punhados de rimas
Aguardando suas sombras-poesia
Para as tardes quentes de janeiro:
Sonhei-me jardim,
Acordei jardineiro.
Alberto Busquets.
#Desafio 006
Se você soubesse
os poemas
que meus olhos
escrevem
em seu corpo
se você soubesse
os poemas
que minha boca
declama
em seus lábios
se você soubesse
os poemas
que minhas mãos
exaltam
em seu seio
você
se sentiria
livre
e eu
me sentiria
poeta.
Alberto Busquets.
#Desafio 005
os poemas
que meus olhos
escrevem
em seu corpo
se você soubesse
os poemas
que minha boca
declama
em seus lábios
se você soubesse
os poemas
que minhas mãos
exaltam
em seu seio
você
se sentiria
livre
e eu
me sentiria
poeta.
Alberto Busquets.
#Desafio 005