*Palavras cruzadas*
Tenho palavras cruzadas
borbulhando dentro da boca,
descendo pela garganta,
rodeando o meu umbigo
e se alastrando entre minha pena.
Aqueço um texto
em fogo alto…
Quase me queimo,
fervendo um poema.
Escrevo sorvendo o texto
na ponta da minha língua,
lambendo página por página,
salivando nas letras maiúsculas,
em pulsares dentro das rimas.
Alinho meu corpo num trecho,
montando forte no parágrafo.
Encaixo entre poemas e mexo,
subindo e descendo a caneta
num papel improvisado.
MarU
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Quero te sentir deslizando em minha língua.
O salgado e grosso, escorrendo pela garganta.
Teu cheiro me assanha,
Teu gosto me inflama.
Quero olhar os teus olhos, com a boca ocupada, esticada, melada.
Ver sair de seus lábios o som do prazer.
Deslizar os meus dedos e delicias lamber.
Sentir o teu corpo esticar, seu pesco pra trás, seus olhos apertados, o suor escorrer.
O entrecortar da tua respiração.
Suas mãos resvalando meus cabelos.
Agonia, prazer e gozo.
Eliz Leão
O salgado e grosso, escorrendo pela garganta.
Teu cheiro me assanha,
Teu gosto me inflama.
Quero olhar os teus olhos, com a boca ocupada, esticada, melada.
Ver sair de seus lábios o som do prazer.
Deslizar os meus dedos e delicias lamber.
Sentir o teu corpo esticar, seu pesco pra trás, seus olhos apertados, o suor escorrer.
O entrecortar da tua respiração.
Suas mãos resvalando meus cabelos.
Agonia, prazer e gozo.
Eliz Leão
#Desafio 121
*Linhas abertas*
Escrevo
de alma nua,
completamente exposta,
desnuda de amarras,
sem borrachas,
desmunida de respostas,
aberta em linhas e rimas.
Escrevo
palavras honestas,
verdades floreadas
para se tornarem digestas.
Escrevo
o que a boca não fala,
o que a alma cala…
Escrevo
porque sinto,
até mesmo
o vazio do nada!
Escrevo
como quem se lê,
e, lendo a mim mesma,
sei que também
escrevo você.
Escrevo
tudo isso,
e sei
que não escrevi nada.
É ínfimo
o que tenho produzido.
Mesmo escrevendo bonito,
ainda tenho muito
que escrever…
Traduzindo
meu caminho
em letras,
fluindo no papel
o caminho
que a caneta
quiser escrever.
MarU
*Linhas abertas*
Escrevo
de alma nua,
completamente exposta,
desnuda de amarras,
sem borrachas,
desmunida de respostas,
aberta em linhas e rimas.
Escrevo
palavras honestas,
verdades floreadas
para se tornarem digestas.
Escrevo
o que a boca não fala,
o que a alma cala…
Escrevo
porque sinto,
até mesmo
o vazio do nada!
Escrevo
como quem se lê,
e, lendo a mim mesma,
sei que também
escrevo você.
Escrevo
tudo isso,
e sei
que não escrevi nada.
É ínfimo
o que tenho produzido.
Mesmo escrevendo bonito,
ainda tenho muito
que escrever…
Traduzindo
meu caminho
em letras,
fluindo no papel
o caminho
que a caneta
quiser escrever.
MarU
Venha, meu amor,
que a vida está voando
Venha planando
com seus passos de ar
Venha sem medo,
sem dó, ré ou fá
Mas venha pra mi
com sol e com si
Abra um sorriso
sem causa ou aviso
Dê-me a mão sua
e no meio da rua
sob os acordes da lua
vamos bailar.
Alberto Busquets.
#Desafio 118
que a vida está voando
Venha planando
com seus passos de ar
Venha sem medo,
sem dó, ré ou fá
Mas venha pra mi
com sol e com si
Abra um sorriso
sem causa ou aviso
Dê-me a mão sua
e no meio da rua
sob os acordes da lua
vamos bailar.
Alberto Busquets.
#Desafio 118
Falácia
Acreditar em coisas como
"é impossível eles ficarem juntos"
é por falta de amar,
medo de sonhar,
ou optar em desistir por falácia e mito.
A matemática nos prova
aos pacientes (ou teimosos, talvez)
que até as retas paralelas
com distância constante entre elas
acabam se encontrando
na alcova do infinito.
;)
Alberto Busquets
#Desafio 119
Acreditar em coisas como
"é impossível eles ficarem juntos"
é por falta de amar,
medo de sonhar,
ou optar em desistir por falácia e mito.
A matemática nos prova
aos pacientes (ou teimosos, talvez)
que até as retas paralelas
com distância constante entre elas
acabam se encontrando
na alcova do infinito.
;)
Alberto Busquets
#Desafio 119
Recado importante!
O poeta é um fingidor,
mas ele não finge que ama.
Não diz que é amor,
mas entalha um sorriso na face,
guarda a tristeza no bolso,
escreve seus versos com gosto
só pra ver teu riso exposto
e admirar-lhe as covinhas do rosto.
#desafio 365/115
mas ele não finge que ama.
Não diz que é amor,
mas entalha um sorriso na face,
guarda a tristeza no bolso,
escreve seus versos com gosto
só pra ver teu riso exposto
e admirar-lhe as covinhas do rosto.
#desafio 365/115
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Ferramenta nova no ar: Abrir link
Na aba Creations, você monta seu livro aos poucos, publica capítulos individuais e ainda define um valor de apoio para o seu projeto
Mural de Indicações:
@CrisRibeiro: Abrir link
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Mural de Indicações:
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Navego
na enchente que transborda
do seu olhar apaixonado.
Vislumbro
a imensidão de sentimentos
sob brisa e calmaria.
Navego
nesse rio caudaloso
razão de ter-te ao meu lado.
Vislumbro
uma vida de belos momentos
sob paz e alegria.
Um porto
em maré mansa:
nosso lar aconchegante.
Um porto,
pós-navegança:
nosso refúgio de cada instante.
Navegadores
navegamores
navegaremos
redamaremos
em um oceano de flores.
Alberto Busquets.
#Desafio 117
na enchente que transborda
do seu olhar apaixonado.
Vislumbro
a imensidão de sentimentos
sob brisa e calmaria.
Navego
nesse rio caudaloso
razão de ter-te ao meu lado.
Vislumbro
uma vida de belos momentos
sob paz e alegria.
Um porto
em maré mansa:
nosso lar aconchegante.
Um porto,
pós-navegança:
nosso refúgio de cada instante.
Navegadores
navegamores
navegaremos
redamaremos
em um oceano de flores.
Alberto Busquets.
#Desafio 117
Sobre Voos e Flores
Sara gostava de criar
Ditados pouco convencionais
Que refletissem, pensava,
Sua forma liberta
E humorada
De saborear a vida.
Sentia-se muito bem
Com isso:
"Sobre engolir sapos:
Focar menos o aperto
De gargalo,
E mais a abertura
Da gargalhada", dizia.
Gostava, ainda,
De tornar mais leve
A vida dos outros:
"Mais belo que
Um voo solitário,
É uma revoada
De felicidades".
Um dia, porém,
Emudeceu.
O amor bateu tão forte
O desejo gritou tão alto
Que Sara, de repente,
Não se ouvia mais...
E o coração, antes leve,
Afundou-se inquieto,
Transbordando
(Receoso)
Das mais loucas
Vontades...
Mas seu amor,
Percebendo aquele medo
Que a impedia de voar,
Pousou ao seu lado.
E a presenteou
Inusitadamente
Com uma flor de plástico.
Silêncio.
Com o coração pesado,
Não houve espaço
Para a compreensão...
E ele a tomou pela mão,
E, pássaro,
Gorgeou em seu ouvido:
"Para viver seus sonhos,
Dê lírios..."
O riso
pulverizou
Seus grilhões
O beijo
A afastou
Da prisão
Seu coração-gaiola
Se abriu
E os amantes
Levantaram voo
De mãos dadas,
Em meio à nova
Revoada
Dos mais leves e densos
(Floridos ao vento)
Desejos.
Alberto Busquets.
#Desafio 116
Sara gostava de criar
Ditados pouco convencionais
Que refletissem, pensava,
Sua forma liberta
E humorada
De saborear a vida.
Sentia-se muito bem
Com isso:
"Sobre engolir sapos:
Focar menos o aperto
De gargalo,
E mais a abertura
Da gargalhada", dizia.
Gostava, ainda,
De tornar mais leve
A vida dos outros:
"Mais belo que
Um voo solitário,
É uma revoada
De felicidades".
Um dia, porém,
Emudeceu.
O amor bateu tão forte
O desejo gritou tão alto
Que Sara, de repente,
Não se ouvia mais...
E o coração, antes leve,
Afundou-se inquieto,
Transbordando
(Receoso)
Das mais loucas
Vontades...
Mas seu amor,
Percebendo aquele medo
Que a impedia de voar,
Pousou ao seu lado.
E a presenteou
Inusitadamente
Com uma flor de plástico.
Silêncio.
Com o coração pesado,
Não houve espaço
Para a compreensão...
E ele a tomou pela mão,
E, pássaro,
Gorgeou em seu ouvido:
"Para viver seus sonhos,
Dê lírios..."
O riso
pulverizou
Seus grilhões
O beijo
A afastou
Da prisão
Seu coração-gaiola
Se abriu
E os amantes
Levantaram voo
De mãos dadas,
Em meio à nova
Revoada
Dos mais leves e densos
(Floridos ao vento)
Desejos.
Alberto Busquets.
#Desafio 116