A despedida que ninguém quer na vida.
Tivemos risos, alegria, comemoração de uma vida que se iniciará. Hoje vimos momentos alegres. Uma família linda, trazendo outra vidinha, que será o motivo de mais risos e felicidade.
Mas meu coração transborda, mesmo na felicidade de vê-los felizes, de alegria mas também na tristeza pela constatação dura, que se avizinha.
Alguém que não se sente mais bem, que já cansou de estar entre nós.
Que pede descanso e que a deixem ir. Chega de sofrimento e dores.
Ela já lutou todas as suas batalhas.
Mas ela segurou minhas mãos ao aprender os primeiros passos na vida.
Acolheu meus choros, nem sempre com tanta paciência, pois foi ensinada a calar e não a acolher.
Ontem segurei sua pequena mão. Que foi para mim há muitos anos, motivo de alegria, choros... E eu sinto tanto a falta dela, pois sei que ela já se retira aos poucos.
Sua mente, já não se lembra de muito.
É duro começar a se despedir de alguém que ainda vive.
Eu queria ainda, aquela mulher forte que andava pra onde fosse, quando tinha vontade. A minha companheira de caminhada.
Tenho tanto do que ela me ensinou em mim.
Só sinto muito por ela sofrer tanto assim. A vida poderia ser mais suave. Guardaria meu coração no bolso, pra que ela não sofresse mais.
E agora no findar do dia, eu choro, pois talvez não terei seus olhos verdes/mel a me fitar um dia.
Eliz Leão
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#Desafio 116
*Abraço*
Às vezes…
Eu só quero ficar deitada.
Quieta… Calada.
Mas espero,
profundamente,
que você permaneça
ao meu lado…
Não desista de mim!
Sem dizer nada,
se aproxime,
me abrace, assim…
Apenas me abrace!
Com vontade!
Sem dizer nada.
Sem me apressar,
nem ter pressa…
Esteja comigo,
abraçado,
até haver me curado
com seu abraço,
colando peça por peça…
Apenas sinta meu coração,
com o seu, em sintonia…
Sinta comigo,
Batidas rítmicas,
enquanto eu me sinto “querida”.
Você virá a ser o curandeiro
da minha vida,
através desse abraço,
estancando as feridas
com seus próprios braços.
Entrarei em convalescença
de uma dor dolorida,
da doença maldita
na minha cabeça.
No calor do seu abraço,
eu acho que saro.
Me abrace!
Permaneça!
MarU
*Abraço*
Às vezes…
Eu só quero ficar deitada.
Quieta… Calada.
Mas espero,
profundamente,
que você permaneça
ao meu lado…
Não desista de mim!
Sem dizer nada,
se aproxime,
me abrace, assim…
Apenas me abrace!
Com vontade!
Sem dizer nada.
Sem me apressar,
nem ter pressa…
Esteja comigo,
abraçado,
até haver me curado
com seu abraço,
colando peça por peça…
Apenas sinta meu coração,
com o seu, em sintonia…
Sinta comigo,
Batidas rítmicas,
enquanto eu me sinto “querida”.
Você virá a ser o curandeiro
da minha vida,
através desse abraço,
estancando as feridas
com seus próprios braços.
Entrarei em convalescença
de uma dor dolorida,
da doença maldita
na minha cabeça.
No calor do seu abraço,
eu acho que saro.
Me abrace!
Permaneça!
MarU
Nesse lugar me vejo só
pergunto o que que está
se passando sem resposta
nem o pó nem mesmo a pá
resolvem o mesmo enigma
de um homem que sonha
com uma vida em que apanha
diz a voz surda e certa amiga
desista se desgosta de Eros
não há lugar para mais erros
a rima perdida e o café puro
são apenas líquidos escuros
Edu Liguori
pergunto o que que está
se passando sem resposta
nem o pó nem mesmo a pá
resolvem o mesmo enigma
de um homem que sonha
com uma vida em que apanha
diz a voz surda e certa amiga
desista se desgosta de Eros
não há lugar para mais erros
a rima perdida e o café puro
são apenas líquidos escuros
Edu Liguori
Não digas nada.
Fecha os olhos.
Sente...
Tenho a brisa noturna
em meu hálito
para eriçar tua pele.
Sopro lento...
Sente.
Não há nada para ver,
mas tudo a sentir:
minha boca tão perto do
teu corpo.
Meu respirar
no teu pescoço.
As brisas de pura ânsia
descendo ao teu colo.
Sente...
Não há toque,
a não ser do meu vento.
Movendo-se,
explorando-te.
Enrijecendo-te.
Sente...
Faço tornados em cada pico.
Desço ventando sem pressa...
Exploro todo o vale. Toda a planície.
Espalho. Sopro. Roubo teu fôlego...
Sentes?
O ar é impaciente...
Volta a subir. Galga as tuas alturas mais belas.
Retorna ao pescoço.
Encontra eco em teu ouvido.
Na ventania, uma voz gotejante de vontade:
"Sente!"
Não há mais tempo.
Resta a urgência.
O vento cessa.
Hora dos lábios.
Hora das bocas.
Hora do gosto.
Sente...
Alberto Busquets.
#Desafio 114
Não digas nada.
Fecha os olhos.
Sente...
Tenho a brisa noturna
em meu hálito
para eriçar tua pele.
Sopro lento...
Sente.
Não há nada para ver,
mas tudo a sentir:
minha boca tão perto do
teu corpo.
Meu respirar
no teu pescoço.
As brisas de pura ânsia
descendo ao teu colo.
Sente...
Não há toque,
a não ser do meu vento.
Movendo-se,
explorando-te.
Enrijecendo-te.
Sente...
Faço tornados em cada pico.
Desço ventando sem pressa...
Exploro todo o vale. Toda a planície.
Espalho. Sopro. Roubo teu fôlego...
Sentes?
O ar é impaciente...
Volta a subir. Galga as tuas alturas mais belas.
Retorna ao pescoço.
Encontra eco em teu ouvido.
Na ventania, uma voz gotejante de vontade:
"Sente!"
Não há mais tempo.
Resta a urgência.
O vento cessa.
Hora dos lábios.
Hora das bocas.
Hora do gosto.
Sente...
Alberto Busquets.
#Desafio 114
Petrichor (II)
Chuvinha boa
dessas que perfumam as janelas
com os sonhos da terra
e agarram-se
a qualquer brisa,
alçando voo além
das copas das árvores
para lembrá-las
que, um dia,
já foram chão.
As gotas se lembram;
as árvores, talvez não.
Alberto Busquets.
#Desafio 115
Chuvinha boa
dessas que perfumam as janelas
com os sonhos da terra
e agarram-se
a qualquer brisa,
alçando voo além
das copas das árvores
para lembrá-las
que, um dia,
já foram chão.
As gotas se lembram;
as árvores, talvez não.
Alberto Busquets.
#Desafio 115
365
Há ciclos que se fecham
e ciclos que nos abrem.
Há céus que descortinam
a Imensidão celeste
de um sorriso.
Um sol de verso e carne
fora do tempo
fora do espaço
que baila intenso
que ama imenso
e que basta...
para um dia
uma noite
uma vida.
Há ciclos
fora dos dias.
Há dias invejosos!
Trezentos e sessenta e cinco
já testemunharam
o desejo cósmico
entre homem e poetisa
entre poeta e a moça mais linda
para a vida além da vida.
Há ciclos que não terminam...
Há o maior amor do mundo.
Há casamentos diários.
Há cachoeiras
músicas
leito.
E, em nós,
há muitas vidas.
Em nós, liberdade.
Gratidão.
Devoção.
Entrega, plenitude.
Um ciclo.
Estou pronto para
todos os outros!
Alberto Busquets.
#Desafio 113
Há ciclos que se fecham
e ciclos que nos abrem.
Há céus que descortinam
a Imensidão celeste
de um sorriso.
Um sol de verso e carne
fora do tempo
fora do espaço
que baila intenso
que ama imenso
e que basta...
para um dia
uma noite
uma vida.
Há ciclos
fora dos dias.
Há dias invejosos!
Trezentos e sessenta e cinco
já testemunharam
o desejo cósmico
entre homem e poetisa
entre poeta e a moça mais linda
para a vida além da vida.
Há ciclos que não terminam...
Há o maior amor do mundo.
Há casamentos diários.
Há cachoeiras
músicas
leito.
E, em nós,
há muitas vidas.
Em nós, liberdade.
Gratidão.
Devoção.
Entrega, plenitude.
Um ciclo.
Estou pronto para
todos os outros!
Alberto Busquets.
#Desafio 113
*Nossa cama*
Vamos fazer amor,
A tarde inteira!
Vamos esgotar a dor,
Mexendo,
Violentamente,
As cadeiras!
Vamos nos amar,
Até causar
Um incêndio!
E depois,
Exaustos,
Descansar colados,
Peito a peito.
Vamos desmontar a cama,
De tanta fúria
Que nosso amor
Se ama!
Vamos matar toda a dor,
Na base do amor,
Em cima,
E embaixo
Da cama!
E sentir
O torpor ardente,
Consumindo a gente…
Em desejo.
Quero morrer
Nos seus braços,
Na base
Do beijo!
Quero sentir você,
Nas minhas entranhas!
Quero ouvir sua voz,
Rouca,
Cansada,
Dizendo
Que me ama…
E só a mim,
Na nossa cama.
Quero você,
Só pra mim!
MarU
#
Vamos fazer amor,
A tarde inteira!
Vamos esgotar a dor,
Mexendo,
Violentamente,
As cadeiras!
Vamos nos amar,
Até causar
Um incêndio!
E depois,
Exaustos,
Descansar colados,
Peito a peito.
Vamos desmontar a cama,
De tanta fúria
Que nosso amor
Se ama!
Vamos matar toda a dor,
Na base do amor,
Em cima,
E embaixo
Da cama!
E sentir
O torpor ardente,
Consumindo a gente…
Em desejo.
Quero morrer
Nos seus braços,
Na base
Do beijo!
Quero sentir você,
Nas minhas entranhas!
Quero ouvir sua voz,
Rouca,
Cansada,
Dizendo
Que me ama…
E só a mim,
Na nossa cama.
Quero você,
Só pra mim!
MarU
#
Um poeminha para uma amiga mais que querida, um farol para todos nós...
Vejo-te,
muito além de tuas
janelas de jade.
Vejo-te,
muito além do teu
templo de carne.
Vejo-te luz
guia bondosa aos desafortunados
Vejo-te sombra
amor leve de carinhos e cuidados
Vejo-te,
e por isto sou grato.
Vejo-te livre de prisões
grilhões, gaiolas
ou conceitos natos.
E o que vejo
é imenso...
Derrete-dor
transforma-dor
liberta-dor
até não restar
nada mais que doa.
Vejo-te, e lembro
que a vida é dura,
mas contigo por perto
pode ser muito boa.
華
Alberto Busquets.
#Desafio 110
Vejo-te,
muito além de tuas
janelas de jade.
Vejo-te,
muito além do teu
templo de carne.
Vejo-te luz
guia bondosa aos desafortunados
Vejo-te sombra
amor leve de carinhos e cuidados
Vejo-te,
e por isto sou grato.
Vejo-te livre de prisões
grilhões, gaiolas
ou conceitos natos.
E o que vejo
é imenso...
Derrete-dor
transforma-dor
liberta-dor
até não restar
nada mais que doa.
Vejo-te, e lembro
que a vida é dura,
mas contigo por perto
pode ser muito boa.
華
Alberto Busquets.
#Desafio 110
#Desafio 113
Di(VIDA)
Tem dias
que a ferida se abre.
Tem dias
que a dor sangra,
arde.
Tem dias
que o amor não supera
o desgaste.
Tem dias
que tudo o que você tenta…
erra.
Tem dias
que você precisa deixar
escorrer a lágrima
que pesa.
Tem dias
que a vida te “prega
uma peça.”
Nesses dias,
em que o mundo mais te afeta,
parece que o vazio
é tudo o que te resta.
Que a solidão
não permitirá
que você divida isso,
e alivie o que te pesa.
Nesses dias,
quem tem um amigo,
tem tudo.
Um ombro,
pra não chorar sozinho.
E, repartindo,
ver a vida voltar
a fazer sentido.
Ter um amigo
é terapia.
É um presente
supremo.
Reencontrar o caminho,
compartilhando
o que aconteceu contigo…
Esse ombro amigo
é um tesouro.
Vale mais que ouro.
É vida.
Sua,
e de quem
se importa com você.
Se puder, di(VIDA)
e dê vida, também…
MarU
*Poema especial para meus amigos, que sabem quem são, pois já se abriram comigo e me ouviram abrir meu coração pra eles, também. Vocês são vida! Amo vocês.
Di(VIDA)
Tem dias
que a ferida se abre.
Tem dias
que a dor sangra,
arde.
Tem dias
que o amor não supera
o desgaste.
Tem dias
que tudo o que você tenta…
erra.
Tem dias
que você precisa deixar
escorrer a lágrima
que pesa.
Tem dias
que a vida te “prega
uma peça.”
Nesses dias,
em que o mundo mais te afeta,
parece que o vazio
é tudo o que te resta.
Que a solidão
não permitirá
que você divida isso,
e alivie o que te pesa.
Nesses dias,
quem tem um amigo,
tem tudo.
Um ombro,
pra não chorar sozinho.
E, repartindo,
ver a vida voltar
a fazer sentido.
Ter um amigo
é terapia.
É um presente
supremo.
Reencontrar o caminho,
compartilhando
o que aconteceu contigo…
Esse ombro amigo
é um tesouro.
Vale mais que ouro.
É vida.
Sua,
e de quem
se importa com você.
Se puder, di(VIDA)
e dê vida, também…
MarU
*Poema especial para meus amigos, que sabem quem são, pois já se abriram comigo e me ouviram abrir meu coração pra eles, também. Vocês são vida! Amo vocês.
#Desafio 111
*Liberdade*
Não verás
Mais o caos
Que há em mim.
(Vou escondê-lo,
mantê-lo preso.)
Vestirei
Uma máscara
De alegria
E guardarei,
Atrás dela,
A agonia.
Não terás,
Mais de mim,
Nenhum
Desassossego.
Praticarei
O desapego,
Como você,
A um tempo,
O tem feito.
Serei
A imagem oculta
Da causa
E efeito.
Sentirá raiva
De mim,
Ao me ver
Como você?
Ou sentirá dúvidas,
Por não saber
O que fazer?
Terá que escolher
Uma nova vítima,
Para testar
Seus métodos,
Já que,
A mim,
Não terás mais
O acesso.
Serei a miragem
Do seu manifesto,
A figura
Do seu fracasso,
Seu retrocesso…
Vou fingir
Que esqueci você,
Que não me aflige,
Nem me atinge…
Assim,
Quem sabe,
Eu me veja livre!
Quem sabe,
Fingindo,
Se corrige
Tudo aquilo
Que permiti
Deixar você
Me fazer!
Quem sabe,
De tanto fingir,
A mentira
Se torne
A verdade!
E, alforriada,
Eu enfim
Corra livre
Em liberdade.
MarU
*Liberdade*
Não verás
Mais o caos
Que há em mim.
(Vou escondê-lo,
mantê-lo preso.)
Vestirei
Uma máscara
De alegria
E guardarei,
Atrás dela,
A agonia.
Não terás,
Mais de mim,
Nenhum
Desassossego.
Praticarei
O desapego,
Como você,
A um tempo,
O tem feito.
Serei
A imagem oculta
Da causa
E efeito.
Sentirá raiva
De mim,
Ao me ver
Como você?
Ou sentirá dúvidas,
Por não saber
O que fazer?
Terá que escolher
Uma nova vítima,
Para testar
Seus métodos,
Já que,
A mim,
Não terás mais
O acesso.
Serei a miragem
Do seu manifesto,
A figura
Do seu fracasso,
Seu retrocesso…
Vou fingir
Que esqueci você,
Que não me aflige,
Nem me atinge…
Assim,
Quem sabe,
Eu me veja livre!
Quem sabe,
Fingindo,
Se corrige
Tudo aquilo
Que permiti
Deixar você
Me fazer!
Quem sabe,
De tanto fingir,
A mentira
Se torne
A verdade!
E, alforriada,
Eu enfim
Corra livre
Em liberdade.
MarU